Gaston d'Audiffret-Pasquier

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Gaston d'Audiffret-Pasquier
Gaston d'Audiffret-Pasquier
1.º presidente do Senado
(8.º presidente da Câmara Alta do Parlamento)
Mandato 13 de março de 1876
até 15 de janeiro de 1879
Antecessor(a) Eugène Rouher
Sucessor(a) Louis Martel
Senador vitalício
Mandato 13 de março de 1876
até 4 de junho de 1905
Presidente da Assembleia Nacional
Mandato 15 de março de 1875
até 6 de março de 1876
Deputado de Orne
Mandato 8 de fevereiro de 1871
até 7 de março de 1876
Vida
Nascimento 21 de outubro de 1823
Paris
Morte 4 de junho de 1905 (81 anos)
Paris
Nacionalidade França francesa

Edme Armand Gaston, barão d'Audiffret, depois duque d'Audiffret-Pasquier (Paris, 21 de outubro de 1823 - Paris, 4 de junho de 1905) foi um político francês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Gaston era filho de Florimond, conde d'Audiffret (1789-1858), e de Gabrielle Zoë Pasquier, nascida em 1801. Era sobrinho de Charles d'Audiffret. Adotado por seu tio-avô, Étienne-Denis Pasquier, ele herdou o título de Duque Pasquier em 1862. Em 1845, casou-se com Jenny-Marie Fontenilliat, filha de Henry Fontenilliat e de Jeanne Mosselman, e irmã de Camille Fontenilliat, esposa de Auguste Casimir-Perier.

Auditor do Conselho de Estado em 1846, ele foi forçado a se retirar da vida pública após a revolução de 1848.[1] Durante o Segundo Império tentou por duas vezes, sem sucesso, se eleger para a Assembleia Legislativa, mas foi eleito em fevereiro de 1871 para a assembleia nacional constituinte, e presidente de centro-direita em 1873.[1] Na renúncia do presidente Adolphe Thiers, em 24 de maio de 1873, ele liderou as negociações entre os diferentes partidos monárquicos, a fim de colocar um rei no trono da França, mas, devido à hostilidade do pretendente à bandeira francesa, o projeto fracassou.[1] Porém, ele manteve a confiança da Câmara, e foi seu presidente em 1875 no período de votação das leis constitucionais. A nova Constituição lhe deu automaticamente um posto de senador vitalício, e ele foi o presidente do Senado de 1876 a março de 1879, quando seu partido perdeu a maioria.[1] Ficou conhecido por sua moderação e justiça; fez o seu melhor para evitar que Patrice Mac-Mahon escolhesse os conselheiros mais violentos. Apesar de nunca ter publicado nada, foi eleito para a Academia Francesa em 1878.[1]

Academia Francesa[editar | editar código-fonte]

Maio de 1877[editar | editar código-fonte]

Quando se aproximava a sessão de junho de 1877, A. de Villeneuve escreveu em sua crônica "Histoire du mois"[2] :

Há alguns dias, os caminhantes paravam para rir diante de uma caricatura acadêmica. À direita da imagem, uma cadeira com um anel dos imortais em torno do qual estava enrolada uma fita com o nome de Autran. Atrás desse assento com os braços abertos projetados para trás, os corpos flexionados, estavam sentadas quatro grotescas figuras muito semelhantes. Elas estavam sentadas em fila; d'Audiffret-Pasquier está na cadeira mais próxima, seguido de Leconte de Lisle, líder dos parnasianos, Sardou, o pai de Patrie e de Dora, e finalmente Arsène Houssaye, autor de tudo o que você quiser, jornalista, poeta, crítico de arte, historiador, romancista, etc. Na mente do criador da caricatura, d'Audiffret-Pasquier é aquele que seria o mais provável sucessor de Autran. Eu não conheço o seu trabalho, mas o chanceler Pasquier, que lhe deixou sua grande fortuna, seu nome e suas armas, tendo sido em vida um dos quarenta imortais[3] , eu não tenho qualquer objeção a que a cadeira faça parte do legado que o duque d'Audiffret-Pasquier recebeu, embora, na verdade, eu sempre pensei que não fosse o suficiente ser nobre e político para entronizado sob a cúpula Mazarine. Leconte de Lisle tem melhores condições, eu acho; seus poemas são equivalentes aos de Autran. Quanto a Sardou, quem sabe suas batalhas e sucessos incluem o teatro? Se Arsène Houssaye deixar desta vez a disputa para retornar mais tarde, tememos que repita o caso de Casimir Bonjour e Édouard d'Anglemont, a situação de eterno candidato; é uma situação literária como outra. Finalmente! a acreditar no vento que sopra, as probabilidades estão a favor de d'Audiffret-Pasquier. Seu nome nos lembra do último chanceler que teve a França monárquica: nós o conhecemos, em sua velhice, quando presidiu a Câmara dos Pares de Luís Filipe.

Junho de 1877[editar | editar código-fonte]

Para suceder Joseph Autran na cadeira de número 9, em reunião de 7 de junho de 1877, os acadêmicos elegeram Victorien Sardou, no terceiro turno de votação (por 19 votos dos 37 votantes), na frente de d'Audiffret-Pasquier (17 votos) e Leconte de Lisle (um voto).

A mina a céu aberto Audiffret-Pasquier em 1900, no norte da França.

Dezembro de 1878[editar | editar código-fonte]

Para suceder o bispo Félix Dupanloup na cadeira de número 16, em reunião de 26 de dezembro de 1878, os acadêmicos elegeram Gaston Audiffret-Pasquier, em primeiro turno de votação (por 22 votos dos 27 votantes e cinco votos em branco).

Companhia das minas de Anzin[editar | editar código-fonte]

A Companhia das minas de Anzin começou a operar em 1880, em Escaudain, na bacia mineradora de Norte-Passo de Calais, uma nova mina a céu aberto, que recebeu o nome de Gaston Audiffret-Pasquier, em sua homenagem.[4] [5]

Família[editar | editar código-fonte]

Adotado por seu tio-avô, Étienne-Denis Pasquier, ele herdou seu título de Duque Pasquier em 1862. Em 1845, casou-se com Jenny-Marie Fontenilliat, filha de Henry Fontenilliat e de Jeanne Mosselman, e irmã de Camille Fontenilliat, esposa de Auguste Casimir-Perier. Eles tiveram três filhos:

  • Henriette Gabrielle Marie d'Audiffret-Pasquier (1854-?), que se casou com Ferdinand Charles Marie Maxime de Vassinhac d' Imécourt.
  • Etienne Denis Hippolyte Marie, marquês d'Audiffret-Pasquier (1856-1904), que se casou com Jeanne Marie Caroline Rioust de Largentaye.
  • Nicole Marie Henriette Camille d'Audiffret-Pasquier (1858-?), que se casou com Jean, conde de Neverlee.

Notas

  1. a b c d e Encyclopædia Britannica (1911) entrada para Audiffret-Pasquier, Edmé Armand Gaston (em inglês), volume 2, página 897
  2. Le Musée des Familles, maio de 1877, p. 157.
  3. Étienne-Denis Pasquier foi eleito em 1842 para ocupar a cadeira número 3.
  4. Dubois, Minot, 1991, p. 27
  5. Dubois, Minot, 1991, p. 28

Referências

Wikisource  "Audiffret-Pasquier, Edmé Armand Gaston". Encyclopædia Britannica (11th). (1911). Ed. Chisholm, Hugh. Cambridge University Press. 

  • Guy Dubois; Jean-Marie Minot. Histoire des mines du Nord et du Pas-de-Calais: des origines à 1939-45. De 1946 à 1992, Volume 2 (em francês). [S.l.]: G. Dubois, 1991. 205 pp.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Membro da Academia Francesa
Precedido por
Félix Dupanloup
13.º acadêmico da cadeira 16
1878-1905
Sucedido por
Alexandre Ribot