Gastrosquise

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Gastrosquise
Illustration of a child with gastroschisis
Classificação e recursos externos
CID-10 Q79.3
CID-9 756.73
OMIM 230750
DiseasesDB 31155
MedlinePlus 000992
eMedicine ped/1642 radio/303
MeSH D020139
Star of life caution.svg Aviso médico

Gastrosquise (do greco-latim squise, fenda) também conhecida como paraonfalocele, laparosquise ou abdominosquise é uma má-formação congênita caracterizada por defeito na formação da parede abdominal, permitindo que as vísceras abdominais, como estômago e intestinos, saiam por uma abertura. Quase sempre ocorre à direita da região umbilical.[1]

É diferente de uma onfalocele por não envolver o cordão umbilical e pelos órgãos não permanecem recobertos por peritônio. A onfalocele é geralmente mais ampla e mais grave do que a gastrosquise.

Causas[editar | editar código-fonte]

O uso de aspirinas na gravidez quadruplica as chances de gastrosquise.[2] Outros fatores que contribuam para um baixo peso ao nascer como tabagismo, uso de drogas recreativas, consumo regular de álcool, baixo índice de massa corporal e infecção genito-urinária também aumentam os riscos.[3]

Durante a quarta semana de desenvolvimento, as dobras laterais do corpo se movem ventralmente e se fundem na linha média para formar a parede anterior do corpo. A fusão incompleta permite que as vísceras abdominais saiam através da parede abdominal.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

O defeito na formação do embrião geralmente ocorre na quarta semana de gestação, em que há fechamento incompleto das pregas laterais. Geralmente, aparece do lado direito e é mais comum em indivíduos do sexo masculino.[1] Costumava estar estimado em 1 a cada 10.000 nascimentos, porém houve um aumento significativo nos últimos anos ou talvez aumentaram apenas o número de relatos.

Há uma maior incidência quando a mãe tem uma história de tabagismo, uso de drogas recreativas, consumo regular de álcool, baixo índice de massa corporal ou alta frequência de infecção genito-urinária.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "gastrosquise" é impróprio, já que a fenda é formada na parede abdominal e não no estômago.[1] Abdominosquise é um nome mais apropriado.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Vista sagital de gastrosquise em ultrassom intra-uterino no segundo trimestre de gestação.

Cirúrgico imediatamente após a cesária na 38 ou 39 semana de gestação, 90% das vezes exigindo mais de uma cirurgia. Com atendimento intensivo apropriado em hospital bem equipado o índice de sobrevivência é de cerca de 90%. A chance de sobrevivência é reduzida no caso de outras má-formações e complicações associadas.[5]

Basicamente o procedimento é cobrir as vísceras com uma camada protetora e recolocá-las devagar para dentro da cavidade abdominal e fechar a abertura com uma faixa adesiva.

Referências

  1. a b c Moore & Persaud. Embriologia Clínica. 5ª edição. Pg. 238
  2. http://aje.oxfordjournals.org/content/155/1/26.full.pdf
  3. Mastroiacovo P (2008). "Risk factors for gastroschisis". BMJ 336 (7658): 1386–7. doi:10.1136/bmj.39577.589699.BE. PMC 2432124. PMID 18558637.
  4. Mac Bird T, Robbins JM, Druschel C, Cleves MA, Yang S, Hobbs CA et al. (2009). "Demographic and environmental risk factors for gastroschisis and omphalocele in the National Birth Defects Prevention Study". J Pediatr Surg 44 (8): 1546–51. doi:10.1016/j.jpedsurg.2008.10.109. PMID 19635303.
  5. Santiago-Munoz PC, McIntire DD, Barber RG, Megison SM, Twickler DM, Dashe JS (2007). "Outcomes of pregnancies with fetal gastroschisis". Obstet Gynecol 110 (3): 663–8. doi:10.1097/01.AOG.0000277264.63736.7e. PMID 17766615.
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