Gavriil Kachalin

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Gavriil Kachalin
Гавриил Качалин
Informações pessoais
Nome completo Gavriil Dmitrievich Kachalin
Data de nasc. 17 de janeiro de 1911
Local de nasc. Moscou, Império Russo
Falecido em 23 de maio de 1995 (84 anos)
Local da morte Moscou, Rússia
Informações profissionais
Posição Treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1936-1942 Flag of the Soviet Union (1923-1955).svg Dínamo Moscou 36
Times que treinou
1945-1948
1949-1952
1955-1958; 1960-1962
1963
1964-1966
1966
1966-1968
1968-1970
1971-1972
1973-1974
1975
Flag of the Soviet Union (1923-1955).svg Trudovye Rezervy Moscou
Flag of the Soviet Union (1923-1955).svg Lokomotiv Moscou
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg União Soviética
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg Paxtakor Tashkent
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg Dínamo Tbilisi
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg Paxtakor Tashkent
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg União Soviética olímpica
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg União Soviética
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg Dínamo Tbilisi
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg Dínamo Moscou
Flag of the Soviet Union (1955-1980).svg Paxtakor Tashkent

Gavriil Dmitrievich Kachalin - em russo, Гавриил Дмитриевич Качалин (Moscou, 17 de janeiro de 1911 - Moscou, 23 de maio de 1995) - foi um futebolista e posteriormente técnico de futebol russo, famoso como treinador da União Soviética.

Nascido no final do Império Russo, debutou no futebol já com 25 anos, no Dínamo Moscou. Foi três vezes campeão soviético no Dínamo, o único clube que defenderia, parando de jogar em 1942.

O primeiro título da URSS[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, iniciou a carreira de técnico, no Trudovye Rezervy Moscou. Passou três anos nesta equipe e os outros três seguintes no Lokomotiv Moscou até que, em 1955, assumiu o cargo de treinador da Seleção Soviética. Com Kachalin no comando, os vermelhos conquistariam seu primeiro título no futebol, a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1956, com as estrelas Lev Yashin, Igor Netto, Eduard Streltsov, Valentin Ivanov e Mkrtych Simonyan.

As duas primeiras Copas[editar | editar código-fonte]

A URSS passaria a disputar vaga em Copas do Mundo a partir das Eliminatórias para a Copa da Suécia. Foi a primeira equipe a encarar pela primeira vez Pelé e Garrincha juntos na Seleção Brasileira, perdendo por 2 x 0. A derrota para o Brasil fez os soviéticos terem de disputar a vaga na segunda fase em um jogo-desempate contra os temidos ingleses, e venceram por 1 x 0. Entretanto, seriam eliminados em seguida, nas quartas-de-final, contra os anfitriões suecos.

Kachalin, que afastara-se da Seleção após a Copa, voltaria em 1960 para treinar a União Soviética rumo ao título da primeira Eurocopa, naquele ano. Deixaria o cargo novamente após uma Copa, desta vez a de 1962, após nova derrota nas quartas-de-final para o anfitrião (agora, o Chile).

Dínamo Tbilisi[editar | editar código-fonte]

Em 1963, foi à RSS do Uzbequistão treinar o Paxtakor Tashkent. No ano seguinte, viria aquela que seria a sua única conquista como técnico de um clube, mas uma façanha: levou o Dínamo Tbilisi à conquista do campeonato soviético, na primeira vez em que uma equipe da RSS da Geórgia fora campeão da Liga Nacional. A conquista permitiu a uma boa geração de georgianos daquele time a terem lugar na Seleção da URSS, como Murtaz Khurtsilava, Giorgi Sichinava, Slava Met'reveli e K'akhi Asatiani, dentre outros.

Voltando a treinar a URSS[editar | editar código-fonte]

1966 foi um ano em que treinou Dínamo, a Seleção olímpica da URSS e, novamente o Paxtakor Tashkent. Voltaria ao cargo de técnico da seleção principal da União Soviética em 1968, após a Eurocopa daquele ano. Levou o selecionado à Copa do Mundo de 1970. Novamente, os soviéticos seriam eliminados nas quartas-de-final, dramaticamente a quatro minutos do fim da prorrogação contra o Uruguai (gol de Víctor Espárrago), que se classificou para enfrentar o Brasil nas semifinais.

Final[editar | editar código-fonte]

Kachalin voltou a treinar apenas clubes no ano seguinte. Foi três vezes consecutivamente terceiro colocado na Liga Soviética: em 1971 e 1972 pelo Dínamo Tblisi, e em 1973 pelo Dínamo Moscou. Parou de treinar equipes em 1975, em sua terceira passagem no Paxtakor Tashkent.

Faleceu em 1995, já como cidadão da Rússia pós-URSS.