Geórgia

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საქართველო
(Sakartvelo)

Geórgia
Bandeira da Geórgia
Brasão de armas da Geórgia
Bandeira Brasão de armas
Lema: ძალა ერთობაშია
"A Força está na União."
Hino nacional: "თავისუფლება"
"Liberdade"
Gentílico: Georgiano,
geórgico[1] [2]

Localização da Geórgia

Localização da Geórgia (em verde)
No continente europeu (em cinza)
Capital Tbilisi
41º43'N 44º47'E
Cidade mais populosa Tbilisi
Língua oficial Georgiano1
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Giorgi Margvelashvili
 - Primeiro-ministro Irakli Garibashvili
Formação  
 - Formação dos reinos georgianos da Cólquida
e da Ibéria
2000 a.C. 
 - Unificação do Reino da Geórgia 1008 
 - República Democrática da Geórgia 26 de maio de 1918 
 - Independência da União Soviética 9 de abril de 1991 
 - Reconhecida 25 de dezembro de 1991 
Área  
 - Total 69.700 km² (121.º)
 - Água (%) 4,56%
População  
 - Estimativa de 2013[3] 4 555 911 hab. (123.º)
 - Densidade 65,1 hab./km² (128.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ 27,110 bilhões (116.º)
 - Per capita US$ US 6.000 (150.º)
IDH (2013) 0,744 (79.º) – elevado[4]
Moeda Lari (GEL)
Fuso horário (UTC+4)
Cód. ISO GEO
Cód. Internet .ge
Cód. telef. +995
Website governamental government.gov.ge

Mapa da Geórgia

1. O abecásio também é falado na República Autônoma da Abecásia.

A Geórgia (em georgiano: საქართველო, transl. Sakartvelo) é um país situado no Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia. Limita a norte e a leste com a Rússia, a leste e a sul com o Azerbaijão, a sul com a Arménia e a Turquia e a oeste com o mar Negro. Sua capital é Tbilisi, que também é sua maior cidade. Considerada uma nação transcontinental, a Geórgia possui um território de 69.700 km², e sua população é de quase 5 milhões. O país é uma república unitária, semipresidencial, com o governo eleito através de uma democracia representativa.

Durante a era clássica, reinos independentes se estabeleceram no que hoje é a Geórgia. Os reinos da Cólquida e Ibéria, cujas orientações religiosas vinham do Paganismo, adotaram o cristianismo no início do século IV. O Reino da Geórgia atingiu o auge de sua força política e econômica durante o reinado de Davi IV e Tamara I, nos séculos XI e século XII. No início do século XIX, a Geórgia foi anexada pelo Império Russo.[5] Depois de um breve período de independência, após a Revolução Russa de 1917, a Geórgia foi ocupada pela União Soviética em 1921, tornando-se a República Socialista Soviética Geórgia e parte da União Soviética.

Após a independência, em 1991, a Geórgia pós-comunista sofria de distúrbios civis e de crise econômica na maior parte do século XX. Isso durou até a Revolução Rosa de 2003, depois que o novo governo introduziu reformas democráticas e económicas.[6]

A Geórgia é atualmente um membro da Organização das Nações Unidas, do Conselho da Europa, da Organização Mundial do Comércio, da Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, da GUAM - Organização para a Democracia e o Desenvolvimento Econômico e do Banco Asiático de Desenvolvimento. O país é um observador associado da CPLP.[7] [8] A Geórgia também aspira em aderir à OTAN e a União Europeia. Ela possui duas regiões de facto independentes, a Abecásia e a Ossétia do Sul, que ganharam reconhecimento internacional limitado após a Guerra Russo-Georgiana. A nação - e grande parte da comunidade internacional - considera as regiões como parte integrante de seu território soberano, sob ocupação militar russa.[9]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Os georgianos chamam-se a si mesmos de ქართველები (kartvelebi) e a sua língua de ქართული (kartuli). Estes termos derivam do nome de um lendário chefe pagão, Kartlos, de quem se diz ser o "pai" dos georgianos.

A denominação estrangeira Geórgia, utilizada por grande parte das línguas do mundo, vem do persa گرجی (Gurji), por intermédio do árabe Jurj. Este por sua vez sofreu influência do prefixo grego γεωργ- (geōrg-), o que levou a se acreditar que o nome derivaria do seu santo padroeiro, São Jorge, ou do termo grego para cultivar, γεωργία (gueōrguía).

Na antiguidade, os habitantes da Geórgia eram também denominados iberos, em razão do Reino da Ibéria, que muito confundia os geógrafos antigos, que pensavam que este termo só se aplicava aos habitantes da península Ibérica.

Gorj, a denominação persa para os georgianos, é também a raiz para a palavra turca Gürcü, e a russa Грузин ("Gruzin"). O nome do país é Gorjestan em persa, Gürcistan em turco, Грузия (Gruzia) em russo e גרוזיה (Gruzia) em hebraico. Outra curiosidade relacionada ao nome do país vem da palavra lobo em persa(gorg), que era por eles cultuado, daí resultando Gorjestan, "a terra dos lobos". Já a denominações em armênio para georgiano e Geórgia, respectivamente Vir e Virq, vêm de Ibéria com a perda do "i" inicial e a substituição do "b" pelo "v".

História[editar | editar código-fonte]

Prédio de Ministério da Defesa das Forças Armadas da Geórgia.

Conflitos separatistas[editar | editar código-fonte]

O processo de paz entre o governo e os separatistas da Ossétia do Sul e da Abecásia não avança em 2000.

O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, controla as rebeliões com a garantia de lealdade à Federação Russa, de onde lhe vem o apoio militar. Mas a ofensiva de Moscou na vizinha Chechênia, em 1999, atrapalha as relações com os russos, que acusam a Geórgia de apoiar os rebeldes chechenos.

  • Ossétia do Sul - os ossetas são um povo de origem persa que se misturaram com os eslavos a partir do século XVII, e cujo território foi dividido administrativamente entre as repúblicas soviéticas da Rússia e da Geórgia durante o regime stalinista (1924-1953). Em 1990, a Ossétia do Sul declarou sua independência, primeiro passo para integrar-se à república russa da Ossétia do Norte. A Geórgia tornou-se independente da União Soviética em 1991 e lançou uma ofensiva militar contra os ossetas. Os choques terminam depois da mediação da Federação Russa, em 1992, e da criação de uma força de paz integrada por russos, ossetas e georgianos. O conflito caminhava para uma solução pacífica, sem status político definido para a região, até agosto de 2008, quando forças georgianas entraram no território osseta, o que levou a intervenção russa na região, que acabou por envolver não só os dois países em conflito, mas também os Estados Unidos e a União Europeia, parceiros da Geórgia.
  • Abecásia - Habitada por maioria de etnia abecásia até os anos trinta, quando Josef Stálin envia para a região milhares de georgianos. A Geórgia não reconhece o movimento separatista dos abecásios, alegando que são minoria (18%). Mas os rebeldes criam a República Autônoma da Abecásia, em 1992, o que deu início aos conflitos. Um cessar-fogo foi alcançado em 1993, seguido do envio de uma força de paz da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e de uma missão de observadores da ONU em 1994. Mesmo assim, há freqüentes irrupções de violência. Em outubro de 1999, o governo abecásio promoveu um referendo sobre a independência, que obteve 97% de apoio, mas não foi reconhecido pela Geórgia. A ONU e a Federação Russa prorrogaram para 2000 sua permanência na área.

Em julho de 2008, iniciaram-se as hostilidades entre a Geórgia e as forças armadas da Ossétia do Sul, no confronto que ficou conhecido como Guerra na Ossétia do Sul em 2008. Este rapidamente evoluiu para uma guerra em grande escala entre a Geórgia, por um lado, e a Rússia, Ossétia e separatistas da Abecásia, por outro. Na noite de 7 de agosto, as forças armadas georgianas começaram a atacar a Ossétia do Sul, apoiadas pela artilharia e lança-foguetes múltiplos [10] [11] O ataque a Tskhinvali (Ossétia do Sul), tem início na sexta-feira, 08 de agosto. Após isso, a Rússia entrou no conflito em apoio à Ossétia do Sul e a guerra estendeu-se por alguns dias. A Rússia lançou o reconhecimento internacional da independência de Abecásia e Ossétia do Sul, sendo o primeiro país a reconhecer a sua independência.

Ver também: Guerra Civil na Geórgia (1991-1993)Guerra na Abkhazia (1992–1993)Guerra na Abkhazia (1998)Guerra na Ossétia do Sul (1991-1992)Guerra Russo-Georgiana

Geografia[editar | editar código-fonte]

A região de Svanétia no noroeste da Geórgia.

A Geórgia situa-se na costa oriental do mar Negro. O Cáucaso, fronteira natural entre Europa e Ásia, marca o aspecto montanhoso do relevo.

O maior rio é o Mtkvari (ou também conhecido como Kura, o nome que se dá no lado azeri), que depois de atravessar o Azerbaijão deságua no mar Cáspio após percorrer 1.364 quilômetros desde o nordeste da Turquia através dos campos da Geórgia e atravessar a capital Tbilisi.

O rio Rioni, o mais comprido do oeste do país, desce pelo Cáucaso Maior e deságua no mar Negro no porto de Poti.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Vista de satélite da Geórgia.

O terreno tem três partes distintas: a norte e a sul é montanhoso, incluindo, a norte, a vertente sul do Grande Cáucaso, e a sul parte do Pequeno Cáucaso e os primeiros contrafortes das montanhas da Arménia e da Anatólia; ao centro estende-se um amplo vale que toma o cariz de planície costeira junto ao litoral do mar Negro.

O Grande Cáucaso, ao norte, separa a Geórgia da Rússia e abriga o Shkhara (5204 m), maior montanha da Geórgia e a segunda maior da Europa. O Cáucaso Menor (3301 m), ao sul, separa o país da Turquia e da Armênia. Entre ambas as cadeias se formam dois vales fluviais: o do Kura, que desemboca no mar Cáspio, e o do Rioni, que flui até o mar Negro criando uma região de terras baixas. É um pequeno país de aproximadamente 69 875 quilômetros quadrados. Apesar de sua pequena área, a Geórgia ostenta uma das topografias mais variadas dentre as antigas repúblicas soviéticas. As montanhas do Cáucaso Menor, que correm paralelas às fronteiras turca e armênia, e as montanhas de Surami e Imerícia —que conectam o Cáucaso Menor com o Grande Cáucaso— criam uma barreira natural que são em parte responsáveis pelas diferenças culturais e linguísticas entre as regiões. Devido a sua altitude e sua pobre infraestrutura de transportes, muitos povoados e vilarejos das montanhas são virtualmente isolados do mundo exterior durante o rigoroso inverno.

Os terremotos e deslizamentos nestas zonas chegar a ser característicos e moldam o estilo de vida. Entre os desastres naturais mais recentes estiveram o deslizamento em Ajaria, em 1989, que desabrigou centenas de pessoas no sudoeste da Geórgia, e dois terremotos em 1991 que destruíram vários povoados na zona central e norte do país como a região da Ossétia do Sul.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da Geórgia é diversificado, mesmo considerando que o país possui um tamanho pouco significativo. Existem duas zonas climáticas principais, como o existente nas zonas leste e oeste do país. As montanhas do Cáucaso tem grande importância, moderando o clima georgiano e protegendo o país da penetração de correntes de ar gélidas provenientes do extremo setentrional. Os pequenos montes do Cáucaso protegem parcialmente assim mesmo a região da influência de massas de ar quentes e secas do sul.

Grande parte do setor oeste da Geórgia se apresenta como uma zona úmida subtropical com precipitação que variam entre 1.000 e 4.000 mm. As precipitações tendem a estar uniformemente distribuídas ao longo do ano, apesar de que a chuva pode ser particularmente forte durante os meses de outono. O clima da região varia significativamente com a altitude e por isso a maioria das terras baixas kartvelianas do leste da Geórgia são relativamente quentes através do ano. A pré-cordilheira e as áreas montanhosas têm verões úmidos e frescos e invernos com nevadas: a neve acumulada com freqüência supera os dois metros em muitas regiões. Adjara é a região mais úmida das regiões do Cáucaso.

O leste da Geórgia tem um clima de transição entre o úmido subtropical e o continental. Ambos são influenciados pelas massas de ar seco provenientes da Ásia Central e do Cáspio pelo leste e das massas de ar úmidas do Mar Negro pelo oeste. A penetração de massas de ar úmida pelo Mar Negro é freqüentemente impedida pelas montanhas (Likhi e Meskheti), que dividem o país em metades ocidentais e orientais. A precipitação anual é consideravelmente menor em comparação com a do oeste da Geórgia, e nesse sentido o leste do país apresenta verões quentes e invernos relativamente frios. Assim como nas zonas ocidentais da nação, a altitude possui papel importante na zona oriental, e as condições climáticas acima dos 1.500 msnm são consideravelmente mais frescas, e também mais frias, que as presentes nas terras mais baixas. As regiões que estão localizadas acima dos 2.000 msnm freqüentemente sofrem geadas inclusive durante os meses de verão.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Cultivadores de chá de Chakva.

Desde a queda da União Soviética, a Geórgia tem sofrido um sério colapso populacional como a rebelião na Abecásia, na Ajária e na Ossétia do Sul, uma economia frágil e poucas oportunidades de trabalho, que acarretaram na emigração de centenas de georgianos em busca de trabalho, especialmente para a Rússia. O problema se agrava ainda mais devido à baixa natalidade entre a população residente do país. Um problema similar existe na vizinha Armênia. Estima-se que a população atual seja de 4.630.841 de pessoas, menos que em 1990, e alguns observadores sugerem que o número atual é inclusive menor ainda que isso. O crescimento populacional apresenta um marcante balanço negativo (–1,1% anual), um dos mais baixos do mundo. A taxa de natalidade também é baixa (1,4% filhos por mulher). A população possui uma média de idade bem madura, mas ainda assim a proporção de jovens (33,9%) domina sobre a de anciões (19,4%).


Etnicidade[editar | editar código-fonte]

Evolução demográfica da Geórgia.

A população atual da Geórgia é de 4.436.400 (estimado em 2010), onde etnicamente os georgianos formam a maioria com cerca de 83,8%.

Os azeris compõem 6,5% da população, os armênios 5,7% e os russos chegam a 1,5% (a maioria dos russos emigraram desde que a Geórgia se declarou independente). Os abecásios e os ossetas (e os que estão na fronteira com a Ossétia do Norte) vêm buscado sua independência da Geórgia desde a independência desta última.

Outros dois grupos kartvelianos vivem na Geórgia: os svan e os mingrelianos, com um menor número dos laz, a maioria dos quais vivem na Turquia. São linguisticamente diferentes porém próximos étnica e culturalmente aos georgianos.

Existem também numerosos grupos menores no país, incluindo os gregos, curdos, judeus, tártaros, turcos e ucranianos.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Bairros residenciais em Tbilisi.

Os georgianos consideram-se étnica e culturalmente europeus. A língua georgiana é falada por cerca de 85% da população, ainda que o russo esteja bem presente, como um dos últimos vestígios da era soviética. Até há pouco tempo, a vida dos georgianos era marcada pela instabilidade política e pela escassez de energia elétrica, porém depois que Eduard Shevardnadze foi deposto, o panorama social se vislumbra mais tranquilo.

Os georgianos se cumprimentam com um aperto de mão e dizem Gamarjoba ("olá", literalmente: "o que ganhas?"). As respostas diferem: em ocasiões oficiais, se responde com as mesmas palavras; em circunstâncias informais, as pessoas respondem com Gagimarjos ("que tu ganhes"). Rogor khar? ("como está?") é um modo informal para iniciar uma conversa. Rogor brdzandebit? é mais formal. Kargad ikavit ("vá bem"). Mshvidobit ("vá em paz") se usa em despedidas de maior significado, geralmente quando as pessoas não esperam se ver por um longo período de tempo.

Religião[editar | editar código-fonte]

Historicamente, o paganismo georgiano está relacionado com a Lua, e o deus maior no seu panteão era um ídolo de Armazi, uma figura que representava um soldado, deus da Lua, sobre uma colina, em Mtscheta. Neste sentido, outros ídolos foram Gatsi, Gaime e Zademi. No lugar de onde estava o ídolo de Armazi foi construído o mosteiro de Jvari. Os ídolos foram destruídos quando o cristianismo se tornou na religião de estado na Geórgia.

Patriarca ortodoxo georgiano.
Manuscrito de Shota Rustaveli.

Hoje em dia, a maioria da população se diz seguidora da Igreja Ortodoxa Georgiana (84,6%). As minorias religiosas são: o islamismo com 7,1%; a apostólica armênia, 5,2%; judeus, 0,8%, católicos romanos, 0,6% entre outros.

Política[editar | editar código-fonte]

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira nacional da Geórgia ("a bandeira das cinco cruzes") foi restituída para uso oficial em 14 de janeiro de 2004, depois de um interregno de cerca de 500 anos. Previamente foi a bandeira do reino medieval georgiano.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

O brasão de armas da Geórgia foi adotado em 1 de outubro de 2004. É parcialmente baseado no brasão medieval da casa real dos Bagrationi da Geórgia.

Há dois leões rampantes como suportes. Eles seguram um escudo com a imagem de São Jorge, o santo padroeiro da Geórgia, matando o dragão. O escudo possui a coroa real da Geórgia em sua parte superior.

Lema: Força na Unidade (Dzala Ertobashia, escrito em caracteres Mkhedruli do alfabeto georgiano, ძალა ერთობაშია).

Hino nacional[editar | editar código-fonte]

"Tavisupleba" (em georgiano თავისუფლება) é o hino nacional da Geórgia. O título significa "Liberdade".

O novo hino georgiano foi adoptado a 23 de abril de 2004, exactamente 5 meses após a demissão do presidente Eduard Shevardnadze (antigo ministro dos negócios exteriores da União Soviética).

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

As pesquisas arqueológicas demonstram que a Geórgia esteve envolvida no comércio com muitos povos e impérios, desde os tempos antigos, em grande parte devido a sua localização no mar Negro e, posteriormente, na histórica Rota da Seda. Ouro, prata, cobre e ferro foram minadas nas montanhas do Cáucaso. A produção de vinho é uma tradição muito antiga.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cultura georgiana evoluiu ao longo de bastante tempo, chegando até os dias de hoje com uma vasta tradição literária baseada na língua georgiana e em seu singular alfabeto. Isso acabou por criar um fortíssimo sentimento de identidade nacional, que ajudou a preservar o orgulho e o patriotismo georgiano mesmo após sucessivas guerras e longos períodos de ocupação estrangeira forçada.

A literatura georgiana tradicional foi bem forte durante os primeiros anos do cristianismo, uma vez que existem obras pré-cristãs como Amiraniani, uma coleção de epopeias georgianas da antiguidade que data do segundo milénio a.C.. Durante a Idade Média, a escrita georgiana atingiu seu esplendor com o surgimento de Shota Rustaveli, um dos grandes escritores medievais e autor de O Cavaleiro na Pele de Pantera (georgiano:ვეფხისტყაოსანი, Vepjis Tqaosani), o poema épico nacional da Geórgia.

Já durante a época moderna, desde o século XVII em diante, a cultura georgiana foi influenciada amplamente pelas inovações culturais provenientes da Europa. A primeira mostra de pintura de georgianos foi fundada na década de 1620 na Itália e a primeira na Geórgia foi fundada em 1709 em Tbilisi.

No ano de 19 de novembro de 1896 foi inaugurado o primeiro cinema na Geórgia, na capital, Tbilisi. O primeiro documentário cinematográfico georgiano (O dia de Akaki Tsereteli em Racha-Lechkumi) foi rodado em 1912 por Vasil Amashukeli (1886-1977]), enquanto que o primeiro filme nacional (Kristine) foi filmado em 1916 por Alexandre Tsutsunava (1881-1955). A Academia Estatal de Arte de Tbilisi foi fundada em 1917.

A cultura georgiana sofreu em demasia durante a época soviética devido à política de russificação que foi combatida por muitos georgianos. Desde a independência da Geórgia em 1991, o ressurgimento da cultura tomou força apesar das dificuldades econômicas e políticas da era pós-soviética.

Em 2007, a Geórgia teve sua primeira participação no Festival Eurovision com um canção cuja letra visa a integração na Europa. "My story" foi interpretada pela famosa cantora Sopho Khalvashi e ficou em 12º lugar na final celebrada em Helsinkia.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano novo ახალი წელი axali tseli
7 de janeiro Natal Ortodoxo ქრისტეშობა k'risteshoba
19 de janeiro Batismo de Jesus Cristo ნათლისღება natlisgh'eba
3 de março Dia das Mães დედის დღე dedis dgh'e
8 de março Dia Internacional da Mulher ქალთა საერთაშორისო დღე k'alt'a saert'ashoriso dgh'e
9 de abril Dia da Unidade Nacional ეროვნული ერთიანობის დღე erovnuli ert'ianobis dgh'e Relembram o trágico dia onde crianças georgianas foram mortas por soldados soviéticos na Avenida Rustaveli de Tbilisi
Móvel Sexta-feira Santa ortodoxa, Domingo de Ressurreição e Segunda-feira da Semana Santa სააღდგომო დღეები – წითელი პარასკევი, დიდი შაბათი, ბრწინვალე აღდგომა და ორშაბათი

saagh'dgomo gh'eebi - ts'it'eli paraskevi, didi shabat'i, brts'q'invale agh'dgoma da orshabat'i

Na Segunda-feira de Semana Santa a Iglesia Ortodoxa Georgiana faz um celebração pelos mortos.
9 de maio Dia da vitória sobre o Fascismo ფაშიზმზე გამარჯვების დღე - p'ashizmze gamardzhvebis dgh'e
23 de maio Dia de Santo André ანდრიობა - andrioba Celebração do dia do Apóstolo André, fundador da Igreja Ortodoxa Georgiana
26 de maio Dia da Independência დამოუკიდებლობის დღე - damoukideblobis dgh'e Em 26 de maio de 1918, o Conselho Nacional da Geórgia declarou a independência dos georgianos e a criação da República democrática de Georgia. Sua autonomia foi restaurada 117 anos antes (desde 1801)
28 de agosto Morte de Theotokos მარიამობა - mariamoba
14 de outubro Dia da Catedral de Svetitskhoveli (em Mtsjeta) სვეტიცხოვლობა - svetitsjovloba Celebração da primeira igreja cristã na Geórgia.
23 de novembro Dia de São Jorge გიორგობა - giorgoba São Jorge (em georgiano: წმინდა გიორგი, Tsminda Giorgi) é o santo patrono da Geórgia.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
  2. Dicionário Houaiss, verbete "geórgico".
  3. Georgia - Population (em português: Geórgia - População (em inglês) CIA - The World Factbook (2013). Visitado em 6 de outubro de 2013.
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  5. David M. Lang, A Modern History of Georgia, p. 109
  6. Parsons, Robert (11 de janeiro de 2008). Mikheil Saakashvili’s bitter victory (em inglês) Open Democracy. Visitado em 1 de maio de 2014.
  7. CPLP: Geórgia, Namíbia, Turquia e Japão admitidos como observadores associados (em português). Visitado em 05 de agosto de 2014.
  8. Geórgia, Namíbia, Turquia e Japão admitidos como observadores associados na CPLP (em português). Visitado em 05 de agosto de 2014.
  9. Law of Georgian on Occupied Territories (PDF) (em inglês) Ministério de Estado para a Reconciliação Civil e Igualdade da Geórgia (23 de outubro de 2008). Visitado em 1 de maio de 2014.
  10. world/europe/7546639.stm Pesados combates na Ossétia do Sul (Geórgia lançou foguetes MLRS sobre Tskhinvali - vídeo), BBC News, 8 de agosto de 2008
  11. Guerra entre a Geórgia e a Rússia, The New York Times, 7 de novembro de 2008.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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