Gebel Barkal

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Pix.gif Colina de Gebel Barkal e Sítios Arqueológicos de Napata *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Jebel barkal sunset.jpg
Pirâmides Núbias em Gebel Barkal
País Sudão
Critérios (i) (ii) (iii) (iv) (vi)
Referência 1073
Coordenadas 18° 32′ N 31° 49′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 2003  (27ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Gebel Barkal ou Jebel Barkal (em árabe: جبل بركل) é uma pequena montanha localizada a cerca de 400 quilómetros a norte de Cartum, na localidade de Karima, no estado do Norte, Sudão. Encontra-se ao lado de uma grande curva do rio Nilo, na região conhecida historicamente como Núbia. Tem grande valor arqueológico e, por essa razão, foi colocada pela UNESCO, em 2003, na lista dos locais que são património mundial, juntamente com as cidades históricas de Meroé e Napata, perto do monte.

A montanha tem 98 m de altura e um topo plano e aparentemente era utilizada como ponto de referência pelos mercadores da importante rota entre a África central, a Arábia e o Egipto, como o ponto onde era mais fácil atravessar o grande rio.

Por volta de 1450 a.C. o faraó egípcio Tutmés III ampliou seu império até a região, considerando Jebel Barkal seu limite meridional. De lá, iniciou campanhas nas proximidades de Napata que, 300 anos mais tarde, se tornaria a capital do reino independente de Cuche. Entre 720 a.C. e 660 a.C., os seus reis dominaram o Egipto, formando a 25ª dinastia. O rei núbio desta dinastia, Piye, ampliou posteriormente o Templo de Amon situado no local, que datava do Império Novo, e ergueu uma estela comemorativa. Depois dos kushitas serem expulsos do Egipto, Napata continuou a ser a residência real e centro religioso até cerca de 350, quando o reino foi dominado pelos axumitas.

Entre as ruínas em torno de Jebel Barkal estão pelo menos 13 templos e 3 palácios, que foram descritos pela primeira vez por exploradores europeus na década de 1820. Em 1862 cinco inscrições do Terceiro Período Intermediário foram recuperados por um oficial egípcio e transportado para o Museu do Cairo, porém apenas em 1916 escavações arqueológicas científicas foram realizadas no local, por uma expedição conjunta da Universidade de Harvard e o Museu de Belas Artes de Boston, sob a liderança de George Reisner.[1] A partir da década de 1970 foram realizadas explorações por uma equipe da Universidade de Roma La Sapienza, sob a direção de Sergio Donadoni, à qual se juntou, na década de 1980, uma outra equipa do Museu de Boston, na década de 1980, sob a direcção de Timothy Kendall. Os templos maiores, como o de Amon, são considerados sagrados até hoje pela população local.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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