Geddel Vieira Lima

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Geddel Vieira Lima
Geddel Vieira Lima
Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal
Mandato 25 de março de 2011
Ministro da Integração Nacional do  Brasil
Mandato 16 de março de 2007
até 31 de março de 2010
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Deputado federal pela  Bahia
Mandato 1 de fevereiro de 1991
até 1 de fevereiro de 2011
(5 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 18 de março de 1959 (55 anos)
Salvador
Dados pessoais
Partido PMDB

Geddel Quadros Vieira Lima (Salvador, 18 de março de 1959) é um administrador de empresas, pecuarista, cacauicultor, mas sempre teve na política a sua principal atividade. Vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, ex-deputado federal eleito cinco vezes consecutivas, esteve licenciado da função parlamentar entre 2007 e 2010 para exercer o cargo de ministro da Integração Nacional do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva[1] , período em que privilegiou o estado baiano com 90% das verbas liberadas, segundo auditorias do Tribunal de Contas da União[2] Neste período, conseguiu liberar quase R$ 255 milhões para obras em 137 cidades da Bahia, principalmente na área de saneamento e abastecimento de água. Por liberar essas verbas, Geddel foi acusado de favorecimento, mas todas as acusações foram desmentidas pelo presidente Lula [3] . Foi, assim o principal responsável pela reeleição de João Henrique Carneiro em 2008. Geddel conseguiu ainda a neutralidade do então presidente Luís Inácio Lula da Silva nas eleições para governador da Bahia em 2010, tendo mesmo assim sua candidatura derrotada por Jaques Wagner (PT-BA).

Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), jamais mudou de partido. Formou-se em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília, em 1981, e começou na atividade política ainda estudante, como assessor parlamentar da Câmara dos Deputados, na capital federal.

Como administrador, exerceu a função de diretor da corretora do Banco do Estado da Bahia (BANEB), entre 1983 a 1984. Neste cargo, Geddel foi acusado por adversários políticos de ter se favorecido com rendimentos acima da média em aplicações bancárias. Mas, em 1987, um relatório do Banco Central definiu pelo arquivamento do processo por não haver indícios de irregularidade na atuação do ex-diretor. O caso não foi à Justiça por falta de provas[4] .

Geddel Vieira Lima também foi assessor da Casa Civil da Prefeitura de Salvador, entre 1988 e 1989; diretor da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA), em 1989; e presidente na Bahia da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) em 1990, ano em que se filiou ao PMDB e deu início à sua carreira na disputa por cargos eletivos.

Atuação parlamentar

Foi eleito deputado federal pela Bahia para a legislatura 1991 a 1995, tendo sido reeleito por mais quatro vezes. No Congresso, foi líder da bancada do seu partido, reconduzido ao cargo por três vezes. Foi também presidente da Comissão de Finanças e Tributação, além de primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Nesta função, fez da Câmara a primeira casa legislativa do Brasil a publicar suas contas na Internet, num sistema de transparência que permite o acesso irrestrito a todas as despesas dos deputados, gastos com viagens e processos de licitação.[5]

Como deputado, Geddel propôs 24 projetos de lei, em áreas distintas. Um desses projetos propunha a isenção de CPMF para aposentados e pensionistas, e um outro autorizava a movimentação dos recursos do FGTS pelos beneficiários.

Em todos os mandatos que exerceu como deputado federal foi apontado entre os 100 parlamentares mais influentes do país, segundo levantamento feito ao fim de cada legislatura pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).

Anões do orçamento

Geddel é citado no escândalo envolvendo os chamados "Anões do orçamento", descoberto em 1993, em que parlamentares manipulavam emendas orçamentárias com a criação de entidades sociais fantasmas ou participação de empreiteiras no desvio de verbas. O esquema era comandado pelo deputado baiano José Alves, que ficou conhecido por referir ter ganhado 56 vezes na loteria só em 1993. Geddel era apoiado político de João Alves e foi responsável pela liberação de várias emendas para ele. Foi também acusado de ter recebido verba de empreiteiras.[6]

Na época foi também citada a suposta participação de seu pai, Afrísio Vieira Lima, através de uma gravação em que há indícios de seu envolvimento, o que não ficou comprovado. Geddel foi à defesa de seu pai e acusou João Alves, líder do esquema, de tramar contra ele.[7]

Condecorações

  • 23.09.1997 - Ordem do Mérito Aeronáutico – Grau de Grande Oficial Brasília – DF
  • 28.05.1998 - Ordem de Rio Branco – Grau de Grande Oficial
  • 11.08.1999 - Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho – Grau de Grande Oficial – Brasília – DF
  • 30.03.2000 - Ordem do Mérito Militar – Grau Comendador- Brasília – DF
  • 2001 - Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí – Grau Grão Mestre
  • 17.05.2007 - Ordem do Mérito Naval – Grau de Grande Oficial – Brasília – DF
  • 04.11.2008 - Comendador no Grau de Grande Chanceler da Ordem de Cristo – OMEBE – Salvador – BA
  • 2008 - Ordem Municipal do Mérito – Feira de Santana – BA
  • 2008 - Comenda da Ordem do Mérito Anhanguera – Governo do Estado de Goiás

Ministro

Em 2007 Geddel foi convidado pelo presidente Lula para comandar o Ministério da Integração Nacional. Geddel tomou posse no dia 16 de março[8] e permaneceu na função durante três anos, até 30 de março de 2010, quando se desincompatibilizou para concorrer às eleições a governador da Bahia[9] .

Como ministro, Geddel viabilizou obras de infraestrutura paradas há anos, como os projetos de irrigação Baixio de Irecê e Salitre, em Juazeiro, ambas na Bahia. Mas a principal obra iniciada pelo ministro foi o Projeto São Francisco[10] . Orçado em R$4,5 bilhões, o projeto prevê a construção de canais em dois eixos principais que captarão água do rio São Francisco e a levarão para regiões do semiárido que sofrem com a seca.

Geddel e Lula visitam as obras do Projeto São Francisco.

De acordo com o projeto, serão 662 km de can ais divididos em dois eixos (Norte e Leste) que captarão cerca de 1,4% da vazão de 1.800m³/s do rio e a distribuirão pelo semiárido nordestino. Oito túneis, 27 aquedutos, 4,5 quilômetros de adutoras, 9 estações de bombeamento e 35 reservatórios farão parte também do sistema construído. A previsão é que cerca de 12 milhões de pessoas sejam beneficiadas.

Além da construção da infraestrutura para captar a água e para permitir o esgotamento sanitário, o projeto São Francisco está formado também por um Programa de Revitalização que prevê ações de recuperação ambiental nas imediações do rio, bastante degradadas pela ação humana.

Assim, está previsto o replantio de matas ciliares, controle da erosão das ribeiras do rio e desassoreamento da calha do São Francisco, que permitirá também uma maior navegabilidade. Do orçamento total da obra, cerca de R$600 milhões são destinados aos Programas Básicos Ambientais (PBA), que reduzirão o impacto ambiental das obras sobre a área de influência dos eixos Norte e Leste.

Além do projeto São Francisco, Geddel esteve à frente do ministério também em questões relativas ao Programa Produzir[11] , iniciativa de desenvolvimento sustentável que organiza comunidades interioranas para estimular sua capacidade empreendedora e contribuir com o aumento de renda através da produção e venda de produtos artesanais.

No mesmo período, também foram construídas 4 mil cisternas para armazenamento de água no interior do Nordeste brasileiro, além de várias barragens, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul do país. Na Bahia, houve também a concessão de incentivos fiscais a 304 empresas que se instalaram no interior do estado.

Denúncia de favorecimento

De acordo com uma reportagem do jornal O Globo, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União, (TCU), afirmou que durante a gestão de Geddel Vieira Lima a frente do Ministro da Integração Social, o Estado da Bahia foi favorecido em relação a liberação de verbas destinadas à ações de prevenção a catástrofes. Entre 2004-2009, a Bahia recebeu R$133,2 milhões, equivalente a 37,25% do total de recursos liberados no período para ações de prevenção a desastres.[12]

Eleições 2010

Após se desincompatibilizar do cargo de ministro em 30 de março de 2010, Geddel se lançou como candidato ao Governo da Bahia nas eleições de 2010 pelo PMDB com a coligação A Bahia Tem Pressa. Neste pleito, Geddel se destacou pela interatividade com os internautas através do seu site campanha e do seu twitter[13] . Apesar do despejo de dinheiro público do Ministério em obras que privilegiaram a Bahia com fins eleitorais, Geddel terminou a eleição em terceiro lugar, com apenas um milhão e trinta e oito de votos (15,5% dos votos válidos)[14] .

Grampos de Otto Alencar

Político polemico e independente, conhecido pela sua franqueza, Geddel sempre foi protagonista no cenário político baiano. Em 2002 foi vítima, junto com outros parlamentares, do Escândalo dos Grampos, no qual várias personalidades tiveram seus celulares grampeados ilegalmente em uma operação comandada pelo governador interino à época Otto Alencar.

Em 2011, Geddel denunciou à Policia Federal que novamente era vítima de grampo comandando pelo então Vice-Governador Otto Alencar[15] , realizado pela Secretaria de Segurança Publica da Bahia.

Eleições 2014

Pré-candidato a governo do estado, pontuando de forma consistente nas pesquisas, Geddel decide apoiar a candidatura de Paulo Souto a governador, ocupando a vaga de senado na chapa pela coligação Unidos pela Bahia, promovendo a maior coligação de oposição já realizada no estado, despontando como favorita no processo eleitoral, diante do enorme desgaste do governo petista no estado.

Referências

Ligações externas

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Precedido por
Pedro Brito
Ministro da Integração Nacional do Brasil
2007 – 2010
Sucedido por
João Santana