Geert Wilders

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Geert Wilders
Geert Wilders
Parlamentar dos  Países Baixos
Vida
Nascimento 6 de Setembro de 1963 (51 anos)
Venlo, Países Baixos
Dados pessoais
Partido Partido para a Liberdade

Geert Wilders, (Venlo, 6 de setembro de 1963, ) é um político neerlandês e líder do Partido para a Liberdade, que na eleição legislativa de 9 de junho de 2010, se tornou o terceiro maior partido dos Países Baixos.

Suas posições sobre a imigração, e em especial, sobre o Islã na Europa, o tornaram uma figura controversa, e ao mesmo tempo, conhecida em todo o mundo.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Wilders iniciou sua carreira política no Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD), em 1997 foi eleito para o Conselho Municipal de Utrecht. Nesta época, sofreu um assalto perto da sua casa, que ficava em Kanaleneiland, um bairro com alto número de imigrantes muçulmanos.

Um ano depois, Wilders foi eleito para o Parlamento Nacional, mas em seu primeiro mandato, ele não chamou a atenção. A partir de 2002, quando passou a ocupar o cargo de porta-voz do VVD, Wilders se tornou conhecido devido as suas criticas ferrenhas sobre o extremismo islâmico. Tais criticas provocavam desconforto de lideranças do partido.

Desgastado, Wilders deixo o VVD em 2004 e cria o seu próprio partido, o qual inicialmente se denominou "Groep Wilders", que mais tarde ganhou o nome atual Partido para a Liberdade.

Durante a campanha para a eleição de 2002, houve o assassinato do político Pim Fortuyn, (o primeiro crime com motivações políticas no país desde o final da 2ª Guerra), feroz crítico da imigração muçulmana para os Países Baixos, por um extremista esquerdista chamado Volkert van der Graaf, que afirmou ter matado Fortuyn para proteger os grupos mais desfavoráveis da sociedade e evitar que Fortuyn utilizasse os muçulmanos como bode expiatório.

Pela proximidade com as posições de Fotuyn, Wilders tornou-se herderio dos partidários desse. Em 2004, nas eleições para o parlamento, o PVV obteve 9 cadeiras.

Em 2009, nas eleições para o Parlamento Europeu, começou a seqüencia de resultados eleitorais espetaculares do PVV [1] . O partido obeteve 16,8% dos votos, ganhando 4 dos 25 assentos no Parlamento e ficando em segundo, atrás apenas da CDA. [2]

Em 3 de março de 2010, as eleições para os conselhos locais foram realizadas nos municípios dos Países Baixos. Alegando uma escassez de bons candidatos, o PVV disputou em apenas dois municípios: Haia e Almere. O PVV venceu em Almere e ficou em segundo lugar em Haia. Em Almere, o PVV ganhou 21 por cento dos votos. Em Haia, o PVV conquistou 8 lugares no conselho municipal, apenas dois abaixo dos PvdA. Em 8 de março de 2010, Wilders anunciou que iria tomar um assento no conselho da cidade de Haia, depois que ficou claro que ele ganhou 13 mil votos de preferência. Anteriormente ele havia dito que não iria ocupar um lugar.

Em 9 de Junho de 2010, o PVV chega a condição de terceira maior força política dos Países Baixos, ao conquistar 24 cadeiras no Parlamento.[3]

Opiniões[editar | editar código-fonte]

Oriente Médio[editar | editar código-fonte]

Geert Wilders já viveu em Israel por um período de dois anos, no qual também visitou outros países da região, como o Egito. Wilders se coloca como um firme apoiador do Estado Hebreu no confronto com seus vizinhos árabes, afirmando que Israel é a primeira linha de defesa do ocidente e defendendo também, a ampliação dos assentamentos hebraicos [4] , assim como a anexação da Cisjordania por Israel. Provocou grande polêmica ao afirmar que há um estado palestino independente desde 1946, e este é o Reino da Jordânia[5] [6] , e que assim, a Jordânia deveria passar a ser chamada de "Palestina" e receber toda a população árabe da Cisjordânia, a qual ele afirmou pertencer a Israel, referindo-se a esta pelos nomes Bíblicos de Judeia e Samária. Considera que Israel é uma linha de defesa contra a Jihad[6] , e que uma eventual queda do estado Hebreu não pacificaria o Oriente Médio, mas incentivaria aos muçulmanos a tomarem a Europa.

Em uma conferência nos Estados Unidos, Wilders declarou: "Se Jerusalem cair nas mãos dos muçulmanos, Atenas e Roma serão as próximas. Desta forma, Jerusalem é a principal frente protegendo o Ocidente. Não se trata de um conflito sobre território, mas uma batalha ideológica, entre a mentalidade do Ocidente liberal e a ideologia do barbarismo islâmico".[5]

Julgamento[editar | editar código-fonte]

Em 15 de agosto de 2007, um representante do Ministério Público em Amsterdã declarou que dezenas de denúncias contra Wilders, que haviam sido arquivados, estavam sendo consideradas. As tentativas de processar Wilders com base em leis anti ódio, em Junho de 2008 falharam, com o escritório do Ministério Público afirmando que os comentários Wilders 'contribuiu para o debate sobre o Islã na sociedade holandesa e também tinha sido feita fora do Parlamento'. O escritório divulgou uma declaração dizendo: "Que os comentários são dolorosas e ofensivo para um grande número de muçulmanos, mas não significa que sejam puníveis, pois a liberdade de expressão desempenha um papel essencial no debate público numa sociedade democrática.. Isso significa que comentários ofensivos podem ser feitas em um debate político ".

Em 21 de janeiro de 2009, um tribunal ordenou a julgá-lo, sob as acusações de incitar o ódio e a discriminação racial e religiosa, por ter comparado o Corão à obra "Mein Kampf", de Adolf Hitler, e por ter exortado os muçulmanos a adotarem a "cultura dominante" ou então a saírem do país, em comentários feitos entre 2006 e 2008 em jornais holandeses, em fóruns na internet e nos 17 minutos do seu filme "Fitna"[7] A Middle East Forum criou um Fundo de Defesa Legal para a defesa Wilders. No entanto, o apoio público para o Partido para a Liberdade aumentou muito desde o início dos problemas legais de Wilders.

No final de outubro de 2010, o tribunal holandês aprovou um pedido de Geert Wilders para que novos juízes assumissem o caso. Em 7 de Fevereiro de 2011, Wilders retornou à sala do tribunal para que sua equipe jurídica pode apresentar provas de especialistas islâmicos que o tribunal rejeitou em 2010, incluindo Mohammed Bouyeri , que assassinou o cineasta Theo van Gogh , e o acadêmico holandês Hans Jansen .

Em 23 de Junho de 2011, Wilders foi absolvido de todas as acusações. [8] O Tribunal holandês observou apesar de as declarações de Wilders terem sido "grosseiras e difamatórias", elas não incitaram o ódio. Como tanto o procurador ea defesa pediu absolvição completa, o veredicto provavelmente não cabe recurso.


Referências