Geminação (odontologia)

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Geminação, em odontologia, é uma anomalia que ocorre quando o germe dental se divide durante o período de evolução, dando origem a uma coroa dupla.[1]

A diferença entre a geminação e a fusão pode ser determinada pela contagem dos dentes: na fusão, dois dentes são unidos pela dentina e esmalte, e as polpas podem estar ou não unidas, na geminação, existe apenas uma polpa e uma raiz, então, se os dois dentes unidos forem contados como um, na fusão há uma redução no número de dentes na arcada, mas na geminação a contagem é normal.[2]

Exemplos históricos[editar | editar código-fonte]

Os historiadores russos O. L. Gabelko e Iu. N. Kuz'min, supondo que esta rara anomalia genética fosse característica dos reis Pirro, do Épiro, Filipe V da Macedónia e Prúsias II da Bitínia, concluíram que a avó materna de Prúsias II era a mãe de Filipe V, e esta seria neta de Pirro, Fítia.[3]

Referências

  1. Prof. Celso Maury Abdalla; Profa. Silvia Cristina Mazeti Torres ; Prof. Caetano Piccioni Júnior ; AC. Heloisa Morais Singh de Andrade; AC. Priscila dos Santos Alves USF; Importância do Exame Radiográfico na Diferenciação entre Macrodontia e Geminação [em linha]
  2. Mark Heiss, Larry Kolar, Lori Luksha, Clarke Johnson, University of Illinois at Chicago, College of Dentistry, Biology of the Human Dentition, Variation in tooth morphology, I. Introduction [em linha]
  3. O. L. Gabelko e Iu. N. Kuz'min, As políticas matrimoniais de Demétrio II da Macedónia [ru][en]