Gemini VI-A

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Gemini VI-A
Insígnia da missão
Estatísticas da missão
Número de tripulantes 2
Lançamento 15 de dezembro de 1965
13:37:26 UTC
Cabo Canaveral
Aterrissagem 16 de dezembro de 1965 15:28:50 UTC
29° 47′ N 69° 45.4′ W
Órbitas 16
Duração 1d 1h 51m 24s
Imagem da tripulação
Stafford e Schirra
Stafford e Schirra
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Gemini VII patch.png Gemini VII
Gemini VIII Ge08Patch orig.png
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Gemini VI-A foi o quinto vôo tripulado do Projeto Gemini, realizado em dezembro de 1965 e o primeiro a realizar um encontro espacial com outra nave. A missão, apesar do número, foi lançada onze dias após a Gemini VII, devido a atrasos provocado pela explosão de um foguete-alvo Agena, pouco após o lançamento de Cabo Canaveral. O encontro em órbita ocorreu entre as duas naves.

Tripulação[editar | editar código-fonte]

Parâmetros da missão[editar | editar código-fonte]

Missão[editar | editar código-fonte]

Originalmente, a missão Gemini VI seria realizada para um encontro em órbita com um foguete Agena, a ser lançado de Cabo Canaveral alguns dias antes do lançamento da missão. Entretanto, como o foguete explodiu no ar seis minutos após seu lançamento, a missão VI foi cancelada pela NASA. Reavaliando a situação, a agência então resolveu seus objetivos, fazendo um encontro não entre uma Gemini e um foguete, mas entre duas naves Gemini, parra testar a maleabilidade destas naves no espaço.

A nova missão foi rebatizada como Gemini VI-A e lançada poucos dias após a já programada Gemini VII, com os astronautas James Lovell - futuro comandante da Apollo 13 - e Frank Borman. Usando da ajuda de um computador e de sua própria pilotagem, o comandante Schirra conseguiu um encontro espacial com a VII 15 de dezembro, voando alinhada a poucos metros dela. Estando em vôo alinhado, as duas naves voaram em volta uma da outra e mantiveram formação no espaço - chegaram a cerca de 35 cm uma da outra - sem se tocarem, por cinco horas no total.

Encontro no espaço[editar | editar código-fonte]

A Gemini VI-A e a Gemini VII voando em formação em órbita terrestre.

Após o lançamento - segundo da nave, o primeiro falhou na plataforma dias antes porque os motores do foguete lançador não funcionaram - a Gemini VI-A entrou em órbita, variando numa distância entre 161 e 259 km de altura. O plano de vôo era de que o encontro acontecesse na quarta órbita da nave. A primeira ignição de motores, para colocá-la no encalço da Gemini VII - já em órbita há alguns dias - foi feita 1h34m após o lançamento, aumentando sua velocidade para 5 m/s ; estando numa órbita mais baixa, eles encurtavam rapidamente a distância para a Gemini VII, e a ignição os levou até 1175 km atrás dela. Com 2h18m de vôo, uma segunda ignição os colocou na mesma inclinação orbital da VII e a 483 km de distância.

O radar da Gemini VI-A fez contato com a VII com 3h15m de vôo e a 434 km distância. A medida que encurtavam lentamente a distância, Schirra colocou o computador da nave em modo de encontro (rendez-vouz). Com 5h04m no espaço, ele avistou um ponto brilhante no 'céu' negro que imaginou fosse a estrela Sirius. Era a Gemini VII, a olho nu.

Após mais algumas pequenas queimas de motores controlando a aproximação, a nave de Schirra chegou a 40m da Gemini VII, e fez várias voltas em torno dela. Nas próximas 4h30m, as duas espaçonaves realizaram manobras que as colocaram em distâncias entre 30 cm e 90m, em contato permanente pelo rádio. Durante certo momentos encontraram-se tão perfeitamente alinhadas que voaram juntas sem necessidade de acionar seus foguetes de manobra.

À medida que o período de repouso obigatório das tripulações se aproximava, a VI-A fez algumas manobras de separação que a estabilizaram a 16 km da VII, distância considerada segura pelo controle da missão com relação a alguma colisão acidental.

Mas Walter Schirra ainda tinha uma surpresa para os tripulantes da Gemini VII e para os demais envolvidos no vôo em Terra. Pouco antes das tripulações adormecerem, o rádio da Gemini VII crepitou com a voz dele:

"Gemini VII aqui é a Gemini VI. Nós vemos um objeto, parece um satélite movendo-se em direção norte-sul, provavelmente em órbita polar. Ao que parece fará a reentrada em breve... aguardem um instante... deixe-me observá-lo.... eu vejo um módulo de comando e outros oito pequenos módulos a frente dele... o piloto do módulo de comando está usando uma roupa vermelha.."[1]

Então a música natalina Jingle Bells começou a ser ouvida pelo rádio tocada por uma harmônica, junto ao som de pequenos sinos. O Instituto Smithsonian afirma que este foi o primeiro instrumento musical tocado no espaço, e mantém a pequena harmônica em exposição no seu acervo.[2]

Reentrada[editar | editar código-fonte]

A Gemini fez sua reentrada na atmosfera no dia seguinte, amerrisando a apenas 18 km do ponto planejado, o mais preciso de todos os pousos até então. Foi também o primeiro pouso de uma missão espacial transmitido ao vivo, por satélite, pela televisão. A cápsula e a tripulação foram recolhidas pelo porta-aviões USS Wasp.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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