Gemini VIII

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Gemini VIII
Insígnia da missão
Estatísticas da missão
Número de tripulantes 2
Lançamento 16 de março de 1966
16:41:02 UTC
Cabo Canaveral
Aterrissagem 17 de março de 1966 03:22:28 UTC
25° 13.8′ N 136° 0′ E
Órbitas 6
Duração 10h 41m 26s
Imagem da tripulação
David Scott e Neil Armstrong
David Scott e Neil Armstrong
Navegação
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Gemini 6A patch.png Gemini VI-A
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Gemini VIII foi a sexta missão tripulada do Projeto Gemini, realizado em março de 1966. Após a tripulação conseguir realizar a primeira acoplagem em órbita entre duas naves espaciais na História, um defeito que quase ocasionou um desastre e a perda das vidas dos astronautas, obrigou a missão a fazer o primeiro pouso de emergência do programa espacial norte-americano.

Tripulação[editar | editar código-fonte]

Parâmetros da missão[editar | editar código-fonte]

Missão[editar | editar código-fonte]

A missão Gemini VIII tinha dois objetivos principais: realizar atividades extra-veiculares mais prolongadas que as da Gemini IV e uma acoplagem com um foguete Agena em órbita.

Um dos objetivos foi conquistado por Armstrong, que comandou a nave ao encontro do Agena pré-lançado de Cabo Canaveral, colocando-se a um metro de distância dele e então lentamente conectando-se ao foguete. O outro deveria ser realizado pelo piloto Scott, duas horas fora da nave flutuando no espaço, mas os eventos seguintes ao encontro impediram os planos.

O que se seguiu ao acoplamento foi um dos momentos mais arrepiantes da história do programa espacial. A cápsula Gemini VIII, após acoplar-se com o foguete, começou a rolar sobre si mesma continuamente. Este tipo de situação nunca havia sido prevista ou treinada em simuladores, e a tripulação então imediatamente se desacoplou do foguete, mas continuou a rodar sem conseguir estabilização. O problema era um propulsor avariado na espaçonave, que agora a fazia girar a uma velocidade de uma revolução por segundo, com os tripulantes correndo o risco de perderem a consciência.

A única maneira de parar aquilo era usar os propulsores de controle de reentrada da cápsula, o que significava que Armstrong e Scott teriam que encerrar imediatamente a missão e fazer um retorno de emergência à Terra apenas dez horas após seu lançamento. A Gemini VII fez um pouso de emergência no Oceano Pacífico, onde foi resgatada por paraquedistas da Marinha, já que os navios de recolhimento encontravam-se longe do local do pouso, ao invés do ponto planejado no Oceano Atlântico.

A frieza de Neil Armstrong em controlar a emergência surgida e sua habilidade em retornar à Terra foi um ponto importante para sua escolha, mais tarde, como comandante da missão Apollo 11, que o tornou o primeiro homem a pisar na Lua. David Scott também comandaria, cinco anos depois, a missão Apollo 15.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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