Gemini XI

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Gemini XI
Insígnia da missão
Sinal de chamada Gemini XI
Estatísticas da missão
Número de tripulantes 2
Lançamento 12 de setembro de 1966
14:42:26 UTC
Cabo Canaveral
Aterrissagem 15 de setembro de 1966
13:59:35 UTC
24° 15.4′ N 70° 0′ W
Órbitas 44
Duração 2d 23h 17min 09s
Imagem da tripulação
Gordon e Conrad
Gordon e Conrad
Navegação
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Ge10Patch orig.png Gemini X
Gemini XII Gemini 12 insignia.png
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Gemini XI foi o nono vôo tripulado do Projeto Gemini, o segundo programa espacial tripulado da NASA. A missão ocorreu entre 12 de setembro e 15 de setembro de 1966 e estabeleceu o recorde de altitude de uma nave Gemini em órbita, 1189,3 km. Foi realizado um 'rendez-vous' (encontro orbital) e acoplagem com o estágio de um foguete Agena, lançado ao espaço pouco antes e uma caminhada espacial pelo astronauta Richard Gordon.

Tripulação[editar | editar código-fonte]

Parâmetros da missão[editar | editar código-fonte]

Missão[editar | editar código-fonte]

Com o programa Apollo no horizonte do objetivo do programa espacial norte-americano, os diretores do projeto Gemini queriam uma missão que fizesse um acoplamento no espaço logo após entrar em órbita, o que provavelmente deveria ser feito em órbita lunar. Assim apenas 85 minutos depois do lançamento de Cabo Canaveral, Charles Conrad, no comando da missão, e Richard Gordon, piloto, estabilizaram-se na mesma órbita do estágio do Agena e realizaram diversas manobras de acoplagem e desacoplagem.

O comandante 'Pete' Conrad, que seria o terceiro homem a pisar na Lua três anos depois, tinha esperanças durante o treinamento de que poderia comandar o primeiro voo de uma nave Gemini de ida e volta à Lua – o que nunca ocorreu – mas teve que se contentar com um voo que atingiu a maior altura em relação à superfície terrestre até então alcançada por uma nave espacial, cerca de 1200 km em órbita.

A Gemini XI e o foguete Agena em órbita, ligados por um cabo.

Gordon realizou duas caminhadas espaciais, tendo muita dificuldade e apresentando muito cansaço na primeira, que foi interrompida com apenas trinta minutos, mostrando mais uma vez a grande diferença que existia entre o treinamento em terra em condições simuladas de falta de gravidade e a realidade no espaço. Na segunda, com duas horas de duração e que transcorreu de maneira mais tranquila, Gordon ligou as duas naves, a Gemini e o Agena, que estavam acopladas, com um cabo, para realizar experiências de rotação conjunta no espaço, quando as duas naves estivessem separadas, que acabou tendo resultados apenas parciais, devido à dificuldade da tripulação em manter tensionado o cabo entre as duas naves no espaço.

Entre as diversas experiências científicas realizadas ainda pela tripulação, foram feitas fotografias sinóticas do tempo e da superfície terrestre, testes da radiação no espaço em leucócitos e medição de emulsões nucleares.

A missão Gemini XI foi a primeira a ter uma reentrada controlada completamente por computadores, fazendo com que a cápsula amerissasse apenas 4,5 km fora do ponto de descida designado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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