Genérico

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Genérico, é algo que seja considerado geral ou que não tenha uma definição especifica. Nas produções audiovisuais é o termo utilizado para descrever a parte inicial da produção em que surgem as informações do mesmo. É também o termo utilizado para definir medicamentos sem marca registada.

Audiovisuais[editar | editar código-fonte]

Nas produções audiovisuais, como filmes, programas de televisão ou rádio e similares, designa-se por genérico a parte inicial que inclui informações sobre o mesmo, como por exemplo o título e os intervenientes principais. Inclui-se também no genérico a musica de fundo base de toda a produção[1] .

O genérico de um filme, constitui um trecho fílmico composto de inscrições, indicando o título do filme e o nome dos seus participantes (actores, produtores, técnicos, fornecedores, etc.)[2] . O termo teve o seu uso expandido não apenas para programas de televisão e demais produtos audiovisuais mas também para outras formas de colaboração criativa [nota 1] .

No cinema, inicialmente eram apenas uma listagem de actores após o título do filme, mas à medida que certos actores e realizadores começaram a atingir o estatuto de estrelas, os seus nomes começaram a aparecer antes do titulo. Com o passar do tempo, os genéricos adquiriram uma elaboração gráfica e estética excepcional evoluindo de maneira em que muitas das vezes o mesmo é um mini-filme, chegando a ser consideradas pequenas obras de arte, como nos casos dos filmes da Pantera Cor-de-Rosa ou dos filmes de James Bond. Hoje em dia os genéricos adquiriram grande importância, tendo-se tornado uma forma de arte[1] , sendo inclusive objecto de estudos académicos[3] .

À medida que a indústria cinematográfica se foi desenvolvendo e a divisão de trabalhos se tornou mais especializada, adoptou-se o costume de creditar, além dos actores, também os principais técnicos e colaboradores artísticos do filme. Questões sindicais também fizeram com que determinados grupos de trabalhadores passassem a ter créditos obrigatórios. Na década de 1950, alguns filmes tinham equipes tão numerosas que passaram a dividir os créditos em duas partes, deixando apenas os principais membros da equipe no início, e a grande maioria nos "créditos finais". Em Hollywood, esta divisão tornou-se padrão nos anos 1970.

No Brasil, geralmente é utilizada a palavra créditos no plural mas também na forma "crédito", sendo de notar que a forma créditos é utilizada também em Portugal, mas apenas quando os mesmos se encontram no fim do produto audiovisual, utilizando-se sempre o termo genérico quando o mesmo se encontra no inicio ou após uma sequência inicial. Dessa forma, no Brasil, o genérico inicial ganha o nome de "créditos iniciais", do inglês "opening credits", ou quando é logo após uma primeira cena ou sequência, tem o nome de "sequência de créditos" do inglês "title sequence" assumindo o nome de "créditos finais" do inglês "closing credits", em relação ao que em Portugal se chama créditos[4] .

Medicamentos[editar | editar código-fonte]

Designam-se por medicamentos genéricos, os medicamento cuja substância activa, dosagem, forma farmacêutica e indicação terapêutica, sejam iguais ao medicamento original da marca que lhe serviu de referência[5] .

Notas

  1. segundo o Dicionário Houaiss, créditos são a "indicação das pessoas e instituições participantes da elaboração intelectual, artística, técnica e empresarial de um determinado filme, programa de rádio ou televisão, publicação impressa, disco, site, evento cultural etc."

Referências

  1. a b Porto Editora. genérico (cinema). Infopédia. Página visitada em 14 de Outubro de 2011.
  2. AUMONT, Jacques & MARIE, Michel: "Dicionário teórico e crítico de cinema", Papirus Editora, 2001, p. 66-67.
  3. Matéria do New York Times sobre créditos de filmes, 2000 (em inglês). Página visitada em 18 de Maio de 2012.
  4. KONIGSBERG, Ira: "The complete film dictionary", Meridian Books, 1987, p. 67.
  5. Medicamentos Genéricos. Infarmed. Página visitada em 14 de Outubro de 2011.