Genebra (rainha)

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Rainha Genebra, por William Morris

Genebra, Ginebra ou Ginevra (Guinevere em inglês, Gwenhwyfar em galês) é um personagem mitológico-literário, rainha consorte do Rei Artur nas lendas do Ciclo Arturiano da Matéria da Bretanha. Nos romances medievais tardios, Ginebra é filha do rei Leodegrance de Cameliard. Em várias obras, a rainha torna-se amante de Lancelote, o que leva à queda do reino de Artur.[1]

Lenda e literatura[editar | editar código-fonte]

Genebra é mencionada em algumas das Tríades galesas como uma rainha "mais fiel" que outras da Bretanha.[1] Uma das mais antigas histórias arturianas é a que trata do rapto de Ginebra por Meleagant (também chamado Melyagaunce ou Melwas), história que aparece na Vida de S. Gildas (c. 1130), de Caradoc de Llancarfan, e na obra galesa Diálogo de Melwas e Gwenhwyfar.[1]

No século XII, Godofredo de Monmouth é o primeiro autor a introduzir o tema da traição de Genebra, nesse caso com Morderete, enquanto Artur está travando batalhas no continente. Já em Lancelote, o Cavaleiro da Carreta (1179-1180), de Chrétien de Troyes, Genebra tem um romance proibido com Lancelote, um dos principais cavaleiros da Távola Redonda, depois que o cavaleiro a resgata de Meleagant.[1] [2] o que leva à queda do reino do rei Artur. Apesar de que a infidelidade de Ginebra com Lancelote é tema da maioria dos romances medievais arturianos, há exceções. Em Lanzelet (c. 1200), obra de Ulrich von Zatzikhoven, Lancelote e Ginebra não são retratados como amantes. A Ginebra de Lanzelet tem pensamentos pecaminosos de infidelidade, mas o objeto do amor não é revelado e a rainha parece ter um casamento feliz com Artur. Quando é raptada em Lanzelet, Ginebra é resgatada por Artur e seu exército, e não por Lancelote.[1]

No Lancelote-Graal (séc. XIII), os temas do rapto da rainha por Meleagant e a infidelidade com Lancelote são retomados.[2] Nessa história surge uma falsa Ginebra, filha ilegítima de Leodegrance (pai de Ginebra), por quem o rei Artur se apaixona. Lancelote e seu amigo Galehaut protegem-na até que a usurpadora é revelada.[1] Já na Morte de Artur (1485), de Thomas Malory, Ginebra é retratada como uma amante dedicada e exigente. Lancelote a defende de graves acusações de assassinato e novamente a resgata de Meleagant. Quando os amantes são descobertos, Ginebra é condenada a morrer na fogueira e Lancelote a salva. Mais tarde no romance, Morderete tenta casar-se com Ginebra, que foge e torna-se monja una abadia em Amesbury. Ali encontra Ginebra uma morte santa.[1]

Referências

  1. a b c d e f g Guinevere no Project Camelot da Universidade de Rochester
  2. a b Lancelot no Project Camelot da Universidade de Rochester