Genocídio cambojano

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Buchenwald-bei-Weimar-am-24-April-1945.jpg

Corpos de prisioneiros do campo de concentração de
Buchenwald após o fim da Segunda Guerra Mundial

Principais genocídios
 •De armênios no Império Otomano (1915)
Estimativa de mortos: 1,5 milhão
 •De assírios no Império Otomano (1915)
Estimativa de mortos: 500 a 750 mil
 •De ucranianos na Ucrânia (1932-1933)
Estimativa de mortos: 2,6 a 10 milhões
 •De judeus na Europa (1939-1945)
Estimativa de mortos: 6 milhões
 •De minorias no Camboja (1975-1979)
Estimativa de mortos: 2 milhões
(25% da população à época)
 •De minorias em Kosovo (1997-1999)
Estimativa de mortos: 300 mil
 •De tutsis em Ruanda (1994)
Estimativa de mortos: 800 mil
 •De minorias em Dahfur (2003-atual)
Estimativa de mortos: 400 mil

Genocídio cambojano é como ficou conhecido o processo de assassinato em massa promovido no Camboja pelo regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, entre 1975 e 1979.[1] Estima-se que, em quatro anos, foram executados cerca de 1,7 a 2 milhões de pessoas — cerca de 25% da população da época — alguns sendo membros do governo anterior (de Lon Nol), servidores públicos, militares, policiais, professores, vietnamitas, líderes cristãos e muçulmanos, pessoas da classe média e com boa formação escolar.

Surgido por volta de 1969, o Khmer Vermelho era uma pequena guerrilha comunista composta por cerca de 4 mil membros e atacava postos militares isolados.[2] Posteriormente, em 1975, os aliados de Pol Pot tomaram Phnom Penh, a capital cambojana, e expulsando Lon Nol, o primeiro-ministro do país. Pol Pot e o Khmer Vermelho uniu-se a China e invadiu o Vietnam. Em represália, o regime só teve seu fim no começo de 1979, com a invasão de forças vietnamitas aliadas aos dissidentes de Pol Pot.[3] [4]

Vítimas do Khmer Rouge

Desde 1997, o governo do Camboja e a ONU negociam a criação de um tribunal para o julgamento dos membros do regime de Pol Pot, o Khmer Vermelho. Em junho de 2000, a ONU e o governo do Camboja apresentam um memorando de acordo em que de delineava "tribunal nacional com presença internacional".[5] Em 1996, sob assédio das forças de coalizão de governo, os guerrilheiros começaram a desertar e o grupo se dividiu. Son Sen, o substituto de Pol Pot, ensaiou negociar a paz — e, por isso, acabou executado, junto com toda sua família. Em meio à desordem, Pol Port fugiu, acompanhado com seus fiéis seguidores. Logo foi capturado por Ta Mok, um antigo líder do Khmer Vermelho, submetido a um julgamento-espetáculo na selva e condenado à prisão perpétua. Na noite de 16 de abril de 1998, Pol Pot foi encontrado misteriosamente morto, quando estava prestes a ser entregue à corte e ao julgamento.[6]

Referências

  1. Bazelaire 2004, pp. 41.
  2. Escobar 1997, pp. 320.
  3. Furiati 2002, pp. 556.
  4. Mendes 1999, pp. 270.
  5. Machado 2004, pp. 123.
  6. Magnoli 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bazelaire, Jean-Paul; Cretin, Thierry. A justiça penal internacional: sua evolução, seu futuro de Nuremberg a Haia (em português). Barueri, São Paulo: Editora Manole Ltda, 2004. ISBN 8520417124
  • Escobar, Pepe. 21 O Século da Ásia (em português). São Paulo - SP: Editora Iluminuras Ltda, 1997. ISBN 8573210532
  • Furiati, Claudia. Fidel Castro: uma biografia consentida (em português). 4ª ed. Rio de Janeiro - RJ: Editora Revan, 2002. ISBN 8571062765
  • Machado, Maíra Rocha; Cabral de Mello, Evaldo. A outra independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824 (em português). São Paulo - SP: Editora 34, 2004. ISBN 8573263113
  • Magnoli, Demétrio. A vida louca dos revolucionários (em português). Rio de Janeiro - RJ: Leya, 2003. ISBN 8580449332
  • Mendes, Pedro Rosa. Baía dos tigres (em português). reimpressão ed. [S.l.]: Leya, 1999. ISBN 9722016644
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