Gentrificação na cidade de São Paulo

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Edifícios comerciais na avenida Berrini.

O enobrecimento urbano, de acordo com algumas traduções, ou gentrificação, da expressão inglesa gentrification, um neologismo em português, consiste num conjunto de processos de transformação do espaço urbano que ocorre, com ou sem intervenção governamental, nas mais variadas cidades do mundo [1] e diz respeito à retirada de moradias, que pertencem a classes sociais menos favorecidas, de espaços urbanos que subitamente sofrem uma intervenção urbana (com ou sem auxílio governamental) o que provoca sua evolução, favorecendo o crescimento das cidades.

A expressão da língua inglesa gentrification foi usada pela primeira vez pela socióloga britânica Ruth Glass em 1964, ao analisar as transformações imobiliárias em determinados distritos londrinos [2] . A gentrificação, ou em português, "enobrecimento", foi um fenômeno inicialmente observado no contexto urbano do mundo anglo-saxão, segundo os estudos mais clássicos - como os textos do geógrafo Neil Smith [3] . Mais recentemente vários estudos academicos consideram que a gentrification tenha se generalizado pelo mundo todo e seja uma das manifestações da globalização, manifestado-se de uma forma peculiar nas metrópoles latino-americanas.

A UNESCO criou uma mesa redonda para debater como o processo de gentrificação vem ocorrendo no sudeste asiático, nos países árabes, na Espanha, e em outros países, em comparação com o que ocorre tradicionalmente na América do Norte. Essa mesa redonda objetiva reunir especialistas mundiais para debater quais são as consequências físicas dessas modificações, e quais suas implicações sócio-economicas e culturais para os habitantes de distritos históricos em cidades tão diversas como Seoul, Lahore, Karachi, Moscou, Marraquexe, Quito, Cuenca, Barcelona e Málaga e Istanbul, dentre outras [2] .

Os processos de gentrificação, ou "enobrecimento", normalmente identificam casos de recuperação do valor imobiliário de regiões centrais de grandes cidades que sofreram, por décadas um período de degradação, durante o qual a população desses bairros foi-se modificando - pela debandada dos mais ricos - e tiveram seus espaços, que já contam com o benefício de ter todos os investimentos públicos em infra-estrutura instalados, vindo a ser ocupados por pessoas pertencente às camadas sociais de menor poder aquisitivo. É uma conhecida estratégia do mercado imobiliário buscar obter uma suposta "revitalização", ou "enobrecimento", ou gentrificação também dos centros urbanos, de maneira a atrair novamente para eles residentes de mais alta renda, valorizando assim seus terrenos.

No ensaio The new urban frontiers: gentrification and the revanchist city, o geógrafo britânico Neil Smith analisou o processo em profundidade e como um fenômeno presente igualmente em outras nas cidades. Smith identificou os vários processos de gentrificação nas décadas de 1980 e de 1990, e tentou sistematizá-los, especialmente em Nova Iorque, concentrando-se na gentrificação ocorrida nos bairros do Soho e de igual maneira do Harlem.

A gentrificação se trata, segundo sua definição mais comum [4] , de um fenômeno de retirada indireta das populações de baixa renda de determinadas regiões de uma cidade (com ou sem a participação do Estado) - especialmente das áreas centrais - devido a atuação do Estado, na tentativa de melhoria da cidade e da imagem destes locais, seja através do combate da violência ou de reformas na infraestrutura.
Por vezes a retirada se dá também de forma direta, através de despejos por determinação judicial, ou seja, em cumprimento de leis que regem o estado de direito. Alguns autores dizem que, em algumas situações, nas quais há corrupção estatal, o Estado poderia agir de acordo com os interesses dos grupos imobiliários, ao usar seu poder repressivo contra as populações.[5] . A retirada desta população que residia nas áreas que sofrem o enobrecimento urbano poderiam fazer com que essa perca o acesso aos equipamentos e à infra-estrutura urbana, segundo também as definições tradicionais do termo, caso encontre acesso à moradia apenas nas periferias extremas [6] . Porém, cabe ao Estado providenciar transporte público de qualidade, sendo esta teoria refutável.

Segundo autores de extrema esquerda, os processos de gentrificação estariam colocando em risco a "coesão social" e a inclusão de distritos históricos, levando mesmo, em alguns casos, a uma transformação social brutal e a despejos forçados [2] .


Muitos habitantes desejosos de melhorias nas grandes cidades, a classe política de modo geral, e até alguns academicos conservadores têm considerado a gentrificação como sendo uma política positiva. Vêem nela o remédio ideal para a solução humana, ecológica e fiscal de regiões urbanas decadentes.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A partir de 1998 alguns estudos acadêmicos indicam a existência de fenômenos localizados de gentrificação em algumas regiões da cidade de São Paulo.[7] . Botelho (2005) [8] ressalta a distinção entre os procedimentos de gentrificação nos Estados Unidos e no Brasil, dizendo que “o principal elemento diferenciador diz respeito ao papel do poder público como condutor dos processos de revitalização”, e considera que, quando se trata de gentrificação ou revitalização, as cidades de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro são considerados os exemplos “clássicos” brasileiros, citando como outros exemplos, onde também ocorre a gentrificação, cidades normalmente ignoradas: Vitória, Fortaleza e São Luís.[6] [8] [9]

Segundo alguns autores, no caso de São Paulo, que tradicionalmente apresenta periferias pobres e áreas centrais (ou pericentrais) ricas, o fenômeno se verifica naqueles bairros centrais que sofreram um abandono histórico das elites locais[10] (assim como do Estado) e foram ocupados por classes populares ao longo da segunda metade do século XX. De acordo com os recentes estudos destes autores sobre gentrificação na cidade, tais bairros têm sido palco de um conflito entre Estado, mercado e classes populares pela permanência ou pela requalificação do lugar [6] .

No simpósio Espaço e poder nas grandes metrópoles, realizado em Campinas em dezembro de 1996, Sharon Zukin [11] fez a distinção entre dois temas que chamou de "paisagem" e "vernacular". Segundo ela são os dois processos de relações entre cultura e poder observáveis no cenário urbano pós-moderno. Um desses processos é denominado enobrecimento (gentrification), e se constitui substituição, nos velhos centros decadentes, dos antigos moradores (e seu estilo vernacular) por novos personagens e atividades culturalmente valorizadas. Zukin compara o que sucedeu no que ela classifica de "antigas cidades modernas", como Nova York, Chicago, Londres ou Paris, ao que ocorre em São Paulo, fazendo alusões a paisagens da capital paulistana como o bairro da Vila Madalena e a Praça da Sé. Para Zukin a cidade torna-se cada vez mais mercadoria, seja na forma do centro que se enobrece, seja na forma da paisagem que se mercantiliza. "As paisagens urbanas na aurora do século XXI sugerem, paradoxalmente, que a democratização da sociedade é coordenada com uma transformação mais intensa do espaço urbano em mercadoria", (p. 115) [12] . O tema faz sentido no caso da cidade de São Paulo tendo em vista a campanha da Associação Viva o Centro para revitalização do chamado centro histórico, assim como a polêmica em torno do frustrado projeto de construção do megaedificío Maharishi.[13] [14] [15] .

Na gestão Celso Pitta, a revitalização do Brás e do Pari por meio da torre Maharishi SP Tower, associada à política “Projeto Dignidade” – de retirada dos ambulantes e de escanteio dos projetos autogestionários de moradia popular –, indicava um potencial de gentrification ou enobrecimento urbano, na cidade de São Paulo. Esse projeto acabou frustrado pelo debate dos especialistas, pela resistência dos atores, e pelas denúncias dos ambulantes de corrupção da prefeitura. Mas a partir desse período essas áreas começaram a ganhar importância no posicionamento de São Paulo como cidade global[16] .

Mais serviço social nos bairros nobres

Um estudo encomendado ao Instituto Lidas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e divulgado pela Agência Estado, em novembro de 2008, revelou que a cidade de São Paulo, assim como a maioria das cidades do mundo, tem mais serviços sociais em bairros nobres do que nos bairros pobres. No ranking de atendimento Moema ficou em primeiro lugar. Entre os cerca de 70 mil moradores da área, 53% vivem em famílias cujo chefe ganha mais de 20 salários mínimos por mês. Já Perus, que foi o último colocado no ranking entre os 96 distritos pesquisados, tem dez vagas em diferentes tipos de serviços para cada mil moradores de até 18 anos, ou seja, 56 vezes menos serviço social público do que o distrito de Moema. Em Perus 11% de seus jovens estão em situação de extrema pobreza [17] .

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Durante a década de 1980, com as gestões de Mário Covas na prefeitura de São Paulo e com Franco Montoro no estado - então filiados ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), esboça-se alguma atuação estatal na área central de São Paulo relacionada à valorização de seus bens culturais por meio de projetos de requalificação do espaço público. Na década de 1990, surgem novos recursos para investimentos culturais - ligados ao programa Monumenta, do Banco Interamericano de Desenvolvimento - e relacionados à requalificação de edifícios isolados de uso cultural. Recentemente, o projeto de enobrecimento urbano das áreas centrais, ou sua gentrificação, teria sido reativado por meio de projetos como o da Nova Luz (com participação do Estado) e pela ofensiva do mercado imobiliário sobre o bairro da Mooca, (sem a participação do Estado) [6] .

Análises e críticas[editar | editar código-fonte]

A primeira favela do Brasil - que deu o nome a este tipo de assentamento - formou-se exatamente a partir de uma operação de enobrecimento urbano ou gentrification, ocorrida no Rio de Janeiro nos tempos da Revolta da Vacina (1904). Segundo Nicolau Sevcenko [18] essa revolta teve pouco a ver com a vacina em si, mas deveu-se sobretudo ao processo higienista de retirada de famílias, a maioria pobres habitantes de cortiços, situados na área central do Rio a ser 'enobrecida'. "Cada porção do centro 'enobrecida' é mais uma favela ou pedaço de periferia precária que se forma".[19]

Para evitar realizar grandes esforços de melhorias urbanísticas, a Prefeitura de São Paulo já tentou atrair novos moradores e regularizar a situação de quem vive em habitações precárias no Centro, com o Habita Sampa [20] um concurso promovido Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sehab) em parceria com a seção São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) e patrocinado pela Caixa Econômica Federal. Os projetos visavam à construção de conjuntos habitacionais na Rua Cônego Eugênio Marino (Barra Funda) [21] e Rua da Assembléia (próxima à Catedral da Sé), na região central da cidade. As obras teriam erguidas com apoio e recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As obras deveriam ter sido ser entregues em 2005, mas o projeto foi cancelado.[22] .

"A solução 'arrasa-quarteirão' [23] proposta pela Prefeitura de São Paulo para a área da Luz, além de simplista e excludente, despreza a capacidade de nossos arquitetos [20] , engenheiros, sociólogos e empreendedores imobiliários de enfrentar uma agenda complexa com soluções criativas e inovadoras, como aquelas que acabam de premiar o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha com o Prêmio Pritzker" [19] .

Distante do antigo modelo centro/periferia, surgiram novos conceitos que incorporam a necessidade de crescimento do setor habitacional à utilização da estrutura parcialmente ociosa dos centros metropolitanos. O concurso nacional de arquitetura Habitasampa (2004) [21] , por sua repercusão e abrangência, tornou-se um dos pontos mais importantes e polêmicos dessa política [24] .

O Fórum Centro Vivo, fundado em dezembro de 2000, reúne movimentos populares urbanos, pastorais, universidades e entidades de defesa dos direitos humanos, educação e cultura em São Paulo. Surgiu durante o encontro "Movimentos populares e Universidade", organizado por estudantes da USP, pela Central dos Movimentos Populares (CMP) e pela União dos Movimentos de Moradia (UMM). Segundo uma participante do Fórum, Mariana Fix, arquiteta, pesquisadora da FAU-USP, seu objetivo é articular as pessoas e grupos que lutam pelo direito de permanecer no centro da cidade de São Paulo, contrapondo-se ao processo de renovação urbana e exclusão que, segundo eles, vem ocorrendo na cidade [25] .

Essa posição contrapõe-se a algumas (mas não todas) posições adotadas pela Associação Viva Centro, fundada em 1991 na cidade de São Paulo e formada por entidades e empresas da região. A associação defende os projetos de reformulação do centro de São Paulo de forma inseri-lo de forma competitiva no conjunto das "cidades globais" [25] .

Conjunto de edifícios na região de Santa Ifigênia.

Contra a "solução arrasa-quarteirão" desenvolveu-se uma ação crítica [23] de muitos movimentos sociais e de alguns planejadores urbanos e alguns estudiosos do urbanismo, como apontado acima, contra determinados projetos de recuperação urbana em determinadas áreas centrais [26] [27] [28] [29] . Mas, segundo uma articulista da revista Veja, essas críticas teriam um "claro viés partidário" [30] . Segundo essa matéria jornalística, um dos mais famosos [31] defensores da população afetada pelo projeto Nova Luz seria o monsenhor Júlio Lancellotti, responsável pelo Vicariato Episcopal do Povo de Rua (Pastoral do Povo de Rua) da Arquidiocese de São Paulo [31] , e que seria (ele, Lancellotti) "tradicionalmente apoiado pelo Partido dos Trabalhadores (PT)". O Monsenhor, juntamente com especialistas na matéria, vários arquitetos brasileiros renomados e urbanistas de renome [29] , normalmente ligados a correntes políticas de esquerda,[19] , têm-se manifestado contra a intervenção na região da Estação da Luz que, segundo ele, teria "viés excludente". Mas a revista Veja considera que principal interesse de Lancellotti seria o de manter um público cativo para fazer "manobras políticas e demagogia" [32] .

Esse texto da Revista Veja, sofreu críticas à sua publicação no Observatório da Imprensa, financiado pela Fundação Ford [33] , que o qualificou de "matéria semelhante a texto de propaganda" [34] , apontando sua violação a onze das regra básicas do bom jornalismo [35] , dentre elas a que obriga a publicação da versão do "acusado" [34] . "Trata-se de iguaria de fel preparada por encomenda de certos abantesmas dracúleos, hoje estabelecidos nos porões da alcaidia." [35] , diz outro artigo do tradicional órgão.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. HOFFMANN, Friederike. Istanbul: Living Together Separatly. Urban Action 2007, College of Behavioral and Social Sciences, San Francisco State University, 2007
  2. a b c From gentrification to forced eviction – how should economic competitiveness be reconciled with social sustainability in historical districts? Social and Humam Sciences, Social Transformations, Themes, UNESCO
  3. SMITH, Neil; The New Urban Frontier - Gentrification and the Revanchist City; Londres: Routledge, 1996
  4. Cf. SMITH, op. cit.
  5. SMITH, op. cit.
  6. a b c d ARANTES, Otília, VAINER. Carlos Vainer e MARICAT, Ermínia. A Cidade do Pensamento Único: Desmanchando Consenso. Petrópolis: Editora Vozes, 3a edicao, 2002, ISBN 8532623840
  7. Cf. SILVA, Helena Menna Barreto; "Apresentação" in BIDOU-ZACHARIASEN (2006, 8-19)
  8. a b BOTELHO, Tarcísio R. Revitalização de centros urbanos no Brasil: uma análise comparativa das experiências de Vitória, Fortaleza e São Luis. Revista eure, Vol. XXXI, No 93, Santiago de Chile, agosto 2005, p. 56 e p. 115
  9. BERNHARDT, Erica Maria Barroso. Gentrificação e Revitalização: perspectivas teóricas e seus papéis na construção de espaços urbanos contemporâneos, Brasília: Revista Urbanidades, Universidade de Brasília, n° 5.
  10. VILLAÇA, 1998
  11. Sharon Zukin
  12. ARANTES, Antonio A. Paisagens paulistanas: transformações do espaço público. Campinas, Editora da Unicamp/Imprensa Oficial, 2000.
  13. MAGNANI, José Maria Cantor. Espaço e cultura na cidade contemporânea. São Paulo: Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 16, n° 45, fevereiro de 2001
  14. CASAJUANA, Santiago Quesada. La Revista Caramelo y la Maharishi SP Tower. Aspectos de la Renovacion de São Paulo y Reflexiones sobre el Edificio-Impacto. Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona Nº 244, 24 de julio de 2000, ISSN 1138-9796
  15. TEIXEIRA, Carlos. Maharishi Tower. (DESTAQUE NO PRÊMIO JOVENS ARQUITETOS 2004 – IAB-SP), Arquitetos 050, n° 240, julho de 2004, ISSN 1809-6298
  16. PEREIRA, Verônica Sales. Memória Industrial e Transformações Urbanas na Virada do Século XXI: os Casos do Brás, Mooca, Belezninho e Pari. Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente, 2 de agosto de 2007, p. 6, ISSN 1980-0894
  17. AGÊNCIA ESTADO. Cidade de São Paulo tem mais serviço social em bairros ricos, diz estudo, São Paulo: Agência Estado, in UOL Notícias, 3 de novembro de 2008, 09h00
  18. COLOMBO, Sylvia. Globalização transforma cidade em centro lúdico, diz Sevcenko. Folha Online, Brasil 500 anos, 27 de março de 2000.
  19. a b c ROLNIK,Raquel. Decrete-se o fim do paradigma de que requalificar o espaço urbano significa limpá-lo da presença dos pobres. São Paulo: Caderno Aliás, O Estado de S. Paulo, 16 de abril de 2006
  20. a b Palestra - Arquitetura desconstrucionista:releituras modernas. Instituto de Arquitetos do Brasil IAB-SP Boletim n° 51, jul/ago/set de 2005, págs. 11 e 19
  21. a b CONCURSO HABITA SAMPA: Projeto premiado, arquitetos Julia Corradini e José Alves, Revista Frentes, pp. 48-49
  22. Da Redação, Utopia Modernista. Revista Urbs, Ano V, No. 35, agosto / setembro 2004 Associação Viva o Centro
  23. a b MAIA Jr., Humberto e BRANCATELLI, Rodrigo. Demolição e polêmica na Nova Luz: SP põe imóveis abaixo e divulga lista de empresas que irão para a Cracolândia, mas companhias dizem ignorar assunto. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 27 de Outubro de 2007
  24. MAZETTO, Maria Julia do Amaral e MEDRANO, Prof. Dr. Leandro. Habitação de Interesse Social em Centros Urbanos: Novos Modelos. (HO538) Campinas: Universidade Estadual de Campinas, XIV Congresso Interno de Iniciação Científica, 27 a 28 de setembro de 2006
  25. a b ComCiencia: Prós e contras da revitalização de centros urbanos
  26. BRANDÃO, Renato. Pastoral do Povo de Rua critica "limpeza social", prefeitura rebate acusações. Agência Brasil, 20 de Agosto de 2007, 21h42, última modificação 20 de Agosto de 2007, 21h42
  27. CALDEIRA, Tereza P. do R., Cidade de Muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo, Ed. 34, EDUSP, 2000.
  28. KUNSCH, G. . A rampa antimendigo e a noção de site-specificity. Urbânia, São Paulo, p. 137 - 145, 09 abr. 2008.
  29. a b MATTOS, Sérgio. Centro de São Paulo: revitalização, especulação ou higienização? Brasília: Patrimônio - Revista Eletrônica do IPHAN, 4 de outubro de 2005
  30. ANTUNES, Camila. A Solução é Derrubar. A prefeitura de São Paulo vai demolir a parte mais degradada do centro da cidade e oferecer os terrenos à iniciativa privada. Urbanismo, Revista Veja, Edição 1938, 11 de janeiro de 2006.
  31. a b Arqudiocese de São Paulo, Vicariato Episcopal do Povo de Rua, Coordenador Mons. Júlio Renato Lancellotti
  32. ANTUNES, Camila. O pecado da demagogia, in A Solução é Derrubar. A prefeitura de São Paulo vai demolir a parte mais degradada do centro da cidade e oferecer os terrenos à iniciativa privada. Revista Veja, Edição 1938, 11 de janeiro de 2006.
  33. Ford Foudation - Brazil, 2007, p. 10
  34. a b CAPELLARI, Humberto Amadeu. Sobre o pogrom higienista. Feitos & Desfeitas, Observatório da Imprensa, 23 de janeiro de 2006
  35. a b FALCETA JR., Walter. Leitura da Veja - Quando o jornalismo de latrina dispara contra a beatitude., 16 de janeiro de 2006

Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Geral
  • ARANTES, Otília, VAINER. Carlos Vainer e MARICAT, Ermínia. A Cidade do Pensamento Único: Desmanchando Consenso. Petrópolis: Editora Vozes, 3a edicão, 2002, ISBN 8532623840
  • BLASS, Leila M. S. – Trabalho e suas metamorfoses, in Dowbor, L. (org), Desafios da globalização. Petrópolis, Vozes.
  • BIDOU-ZACHARIASEN, Catherine. De Volta a Cidade - Dos Processos de Gentrificação às Políticas de Revitalização dos Centros Urbanos, São Paulo: Ed. Annablume, 1ª edição 2006, ISBN 9788574196220
  • CAMPOS FILHO, Candido Malta. Cidades Brasileiras: seu controle ou caos. O que os cidadãos devem fazer para a humanização das cidades no Brasil. São Paulo: ed. Studio Nobel, 1ª ed. 1989; 3ª ed. 1999.
  • CASAJUANA, Santiago Quesada. La Revista Caramelo y la Maharishi SP Tower. Aspectos de la Renovacion de São Paulo y Reflexiones sobre el Edificio-Impacto. Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona Nº 244, 24 de julio de 2000, ISSN 1138-9796
  • CASTELLS, Manuel, 1999. A sociedade em rede – A era da informação: economia, sociedade e cultura, São Paulo, Editora Paz e Terra
  • DELEUZE, G. & GUATTARI, F. (1997), Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia . São Paulo, Editora 34, vol. 5.
  • FREITAG, Barbara, 2002. Vida urbana e cultura, In: Cidade e cultura: esfera pública e transformação urbana, Org. Vera M. Pallamin: Coord. Marina Ludemann, São Paulo, Editora Estação Liberdade.
  • FRÚGOLI Jr, Heitor; Centralidade em São Paulo; São Paulo: Edusp, 2000.
  • GULICK, John. (1998), The disappearence of public space: an ecological marxist and lefebvrianapproach, in L. Andrew & J. M. Smith (orgs.), The production of public space , Nova York,Rowman & Littlefield Publishers.
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  • LEFEBVRE, Henry , 1999. A revolução urbana, Belo Horizonte, Editora da UFMG.
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  • ZUKIN, Sharon. (1995), The cultures of cities. Cambridge, Massachussetts, Blackweell.
Cidade de São Paulo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]