Geografia da Região geoeconômica Nordeste do Brasil

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Mapa da Região geoeconômica Nordeste.

A Geografia da Região geoeconômica Nordeste do Brasil é bastante parecida com a do outro Nordeste brasileiro por se tratarem de quase a mesma região, sendo que a geoeconômica inclui todo o Nordeste da divisão oficial (menos a metade oeste do Maranhão) e o norte de Minas Gerais onde se localiza a região do Vale do Jequitinhonha. Tem uma área de apriximadamente 1.542.271 km². Em 2008 o PIB total da região geoconômica foi 400.000.000 bilhões ou seja 14% do PIB Nacional.[1]


Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo nordestino é caracterizado por planaltos, depressões e planícies. Na porção oeste, estão localizados os Planaltos e Chapadas da bacia do rio Parnaíba (Chapada Diamantina), na região central, está a depressão que ocupa a maior parte do Nordeste, causada pelo rio São Francisco. No litoral estão as planícies e tabuleiros, e, numa parte leste (mas não no litoral), está o planalto da Borborema, que é um dos principais responsáveis pela seca (impede as chuvas de chegarem ao sertão.)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede fluvial do Nordeste é composta por muitos rios temporários, que secam durante boa parte do ano. O rio principal, o Rio São Francisco, é um dos maiores do Brasil, e corta desde o sul da região, passa pelo interior e deságua no Oceano Atlântico. Ele é de extrema importância para o nordeste, pois é a salvação para milhões de habitantes do sertão nordestino. Também é muito utilizado para transporte de cargas e pessoas, irrigação de lavouras.

Clima[editar | editar código-fonte]

Existem cerca de quatro climas predominantes: o tropical litorâneo que fica no litoral do Nordeste, o tropical que fica entre o semi-árido e o litoral, o semi-árido que predomina na maior parte da região e o meio-norte localizado na parte oriental do Maranhão.

O clima nordestino é predominantemente tropical, em razão da proximidade com a linha do equador. O relevo contribui para a formação do clima semi-árido na região central, e no litoral encontramos o clima tropical úmido.

O clima tropical é caracterizado por médias de temperaturas muito elevadas, e com muitas chuvas numa parte do ano, e seca na outra parte. O semi-árido é um clima de altas temperaturas, e poucas chuvas, distribuidas de formas irregulares durante o ano. Também conhecido como polígono das secas, é a região mais "famosa" e problemática do nordeste (talvez do Brasil).

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O complexo Regional do Nordeste tem uma vegetação que reflete quase que fielmente as características climáticas. Na área em que o clima é o tropical, com altas temperaturas o ano todo, e uma estação de seca e outra chuvosa, a vegetação encontrada é a de cerrado, caracterizada por árvores de pequeno porte e arbustos.

Na faixa de terra em que encontramos o clima semi-árido, está a caatinga. As altas temperaturas e a pouca quantidade de chuvas faz com que a vegetação tenha um aspecto desértico, com cactos e plantas secas (xerófilas, herbáceas, arbustos, etc).

Na zona oeste encontramos a Mata dos Cocais, onde a proximidade com o clima equatorial ajuda um maior desenvolvimento das plantas. Uma das fontes de renda das pessoas dessa região é a extração de babaçu (das palmeiras de babaçu) e os coqueiros de carnaúba.

Por final, no litoral, onde o clima dominante é o tropical úmido, caracterizado por altas temperaturas também, e altas taxas pluviométricas (em decorrência da grande evaporação de água, por conta do calor). Nela está o tipo de vegetação mais devastado do Brasil, a Mata Atlântica. Nessa mata fechada, há (ou havia) árvores com madeira de alta qualidade (como o Pau-Brasil), para exportação e consumo interno dos nobres.

Referências