Geografia do Amazonas

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Amazonas
Ficha técnica
Área 1.570.745.680 km²
Relevo[1] Depressão, planícies e planaltos
Ponto mais elevado[2] Pico da Neblina, em Santa Isabel do Rio Negro
(3.014 m).
Rios principais[3] Amazonas, Negro, Solimões, Purus, Madeira, Juruá, Içá, Japurá.
Vegetação[1] Floresta Amazônica, em quase a totalidade de seu território.
Clima Equatorial.
municípios mais populosos [4] Manaus (1.832.423); Parintins (102.945); Itacoatiara (87.970); Manacapuru (86.078); Coari (76.646); Tefé (61.222); Tabatinga (53.374); Maués (53.172); Manicoré (47.706); Humaitá (45.104)
(dados de 2011)
Hora local -4
Gentílico Amazonense

A Geografia do Amazonas, um estado brasileiro da Região Norte, é caracterizada por um domínio de estudos e conhecimentos sobre todas as características geográficas do território do estado que tambem faz cera de ovido . O Amazonas é o maior estado do Brasil: Ocupa uma área de 1.570.745.680 km², representando 18,5% do território nacional.[5] . O ponto culminante do Amazonas é o Pico da Neblina, com 3.014 metros, sendo também o ponto mais alto do Brasil e situando-se na fronteira deste com a Venezuela.[6] [7] Limita-se com cinco estados brasileiro e três repúblicas sul-americanas: Roraima ao norte; Pará ao leste; Mato Grosso ao sudeste; Rondônia e Acre ao sul; além do Peru, Colômbia e Venezuela ao sudoeste, oeste e norte, respectivamente.[6]

O clima do Amazonas é equatorial, sendo uma das áreas do planeta de maior domínio deste clima.

Pico da Neblina, o ponto mais elevado do país, localizado em Santa Isabel do Rio Negro.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Apresenta um relevo relativamente baixo, já que 85% de sua superfície está abaixo de cem metros de altitude.[1] Em seu território se localiza as terras mais altas - como o pico da Neblina e o pico 31 de Março, com 3.014 metros e 2.992 metros de altitude, respectivamente, ambos situados no município de Santa Isabel do Rio Negro - e também as terras mais baixas do país, comparando aos outros estados brasileiros.[8]

Amazonas, Negro, Solimões, Purus, Madeira, Juruá, Içá, Uaupés e Japurá são seus rios principais.[3]

O estado está situado sobre uma ampla depressão, com cerca de 600 km de extensão no sentido sudeste-noroeste, orlado a leste por uma estreita planície litorânea de aproximadamente quarenta quilômetros de largura média. Isso faz do estado o maior em relação à terras baixas no Brasil. O planalto desce suavemente para o interior e se divide em três seções: o planalto, a depressão interior e o planalto ocidental, que formam, ao lado da planície, as cinco unidades morfológicas do estado.[8]

Geologia[editar | editar código-fonte]

O primeiro Mapa Geológico do Amazonas surgiu em 30 de maio de 2006, através do financiamento da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama), tendo como finalidade principal estudar as potencialidades do solo do estado.[9] O estudo do mapa mostrou que, de um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres. Entretanto verifica-se, principalmente no interior do estado, uma região propícia a exploração de minerais, como o nióbio, caulim e silvanita. Ainda de acordo com o estudo, no estado encontram-se três grandes reservas minerais inexploradas no mundo.[10] O solo amazonense detém mais de 450 milhões de toneladas de silvanita, principal minério existente no estado, o que faz do Amazonas o maior produtor nacional.[10]

Estudos do mapa mostram que o Amazonas se caracteriza por uma extensa cobertura sedimentar fenerozóica que se distribui entre as bacias hidrográficas do Acre, Solimões, Amazonas e Alto Tapajós, sendo depositadas sobre um substrato rochoso pré-cambriano onde ocorre a predominância de rochas de natureza ígnea, metamórfica e sedimentar.[10]

Minerais[editar | editar código-fonte]

No estado se encontram grandes reservas minerais inexploradas ou em início de exploração. Entre as principais riquezas minerais encontradas em território amazonense e identificadas pelo Mapa Geológico Estadual, estão a cassiterita, que possui reservas totais de 486.073 toneladas e estão situadas nos municípios de Presidente Figueiredo e Urucará; a bauxita, que se encontra também nos municípios de Presidente Figueiredo e Urucará e ainda em Nhamundá e São Sebastião do Uatumã; e o nióbio, encontrado nos municípios de Presidente Figueiredo, Urucará e São Gabriel da Cachoeira. A partir de 2007, verificou-se uma reserva mineral inexplorada de gás natural no município de Coari, a maior no Brasil encontrada até então, cujo potencial atinge 62.886.500.000 metros cúbicos. O gás natural é encontrado ainda nos municípios de Carauari (22.164.200.000m³) e Silves (4.853.000.000m³).[11]

O principal mineral em atividade econômica no estado é o minério de estanho, explorado na Mina de Pitinga, localizada no distrito de Pitinga, pertencente ao município de Presidente Figueiredo. A mina atende a cerca de 70 % da demanda nacional. Destacam-se também o potássio, encontrado na região do rio Madeira, entre os municípios de Nova Olinda do Norte e Itacoatiara; o caulim, matéria-prima usada em cerâmicas brancas e refratárias, cosméticos e medicamentos, encontrado principalmente na área rural do município de Manaus; além de outros 23 minérios presentes no subsolo amazonense em quantidades consideráveis, como o ouro, tório e ferro.[12]

Clima[editar | editar código-fonte]

A imagem mostra o complexo da Região Hidrográfica do Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo (clique para ampliar e ver detalhes).

No Brasil, país caracteristicamente tropical, o Amazonas é dominado pelo clima equatorial, predominante na Amazônia. As estações do ano apresentam-se bastante diferenciadas e a amplitude térmica anual é relativamente alta, variando de 28 °C no litoral do Pará até 40 °C no oeste amazonense. As chuvas, em quase toda a região, distribuem-se com relativa regularidade pelo ano inteiro mas podem-se encontrar também características de tropicalidade no Sul do estado.

Os ventos também afetam as temperaturas. No verão, sopram os ventos alísios vindos do Sudeste, que por serem quentes e úmidos, provocam altas temperaturas, seguidas de fortes chuvas; no inverno, as frentes frias são geralmente seguidas de massas de ar vindas da Linha do Equador e que trazem um vento quente.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A onça-pintada é um mamífero típico da Amazônia brasileira.

Sobressaem matas de terra firme, várzea e igapós. Toda essa vegetação faz parte da extensa e maior floresta tropical úmida do mundo: a Hileia Amazônica. Os solos são de terra firme - do tipo lateríticos: solos vermelhos das zonas úmidas e quentes, cujos elementos químicos principais são hidróxido de alumínio e ferro, propícios à formação de bauxita e, portanto, pobres para agricultura. Solos de várzea são os mais férteis da região. São solos jovens, que periodicamente são enriquecidos de material orgânico e inorgânico, depositados durante a cheia dos rios. A flora do estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais se destacam andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.

O Amazonas tem 98% da sua área florestal intacta, pois sua vocação econômica foi desviada para outras atividades a partir da reorganização e ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. Existe um esforço para manter os projetos agropecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Amazonas é banhado pela bacia hidrográfica Amazônica. Os principais rios são: rio Negro (que banha a cidade de Manaus), rio Amazonas, rio Solimões, rio Madeira, rio Juruá, rio Purus, Içá, Uaupés e Japurá todos integrantes da bacia hidrográfica.

No estado encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas, Mariuá, com 1200, e Anavilhanas,[13] com 400, situados no rio Negro.

O rio Amazonas está entre os 14 finalistas de uma votação global feita pela internet que pretende eleger as sete maravilhas naturais do mundo. No Brasil, além do rio Amazonas, concorrem também as Cataratas do Iguaçu.[14]

Encontro das águas
O encontro do Rio Solimões com o Rio Negro, visto do espaço.
Diferentes densidades e temperaturas criam uma "fronteira" por quilômetros rio Amazonas abaixo.

A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resulta em um fenômeno popularmente conhecido como Encontro das Águas, que é uma das principais atrações turísticas das cidades de Manaus e Parintins.

Há dezenas de agências de turismo que oferecem passeios regionais, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água, durante as travessias, e sentir que, além de cores, os rios têm temperaturas diferentes.

Em Manaus, em frente ao Encontro das Águas, está em construção uma estrutura turística projetada por Oscar Niemeyer, que contém mirantes destinados à contemplação desse magnífico fenômeno natural.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

O Amazonas possui uma grande Reserva Biológica inundada, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.[15]

A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos.

Das milhares de espécies de peixes da Amazônia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazônia).

Parques nacionais[editar | editar código-fonte]

Parques estaduais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Amazonas - Geografia Acessado em 16 de maio de 2012
  2. Pico da Neblina - Ponto culminante do território brasileiro Acessado em 16 de maio de 2012
  3. a b Rios do Amazonas Acessado em 16 de maio de 2012
  4. Estimativa Populacional 2011 Censo Populacional 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (julho de 2011). Visitado em 18 de outubro de 2011.
  5. Ações desenvolvidas pelo MAPA no Estado do Amapá e Amazonas Acessado em 8 de abril de 2011
  6. a b Estado do Amazonas - Geografia Acessado em 8 de abril de 2011
  7. Quatro picos brasileiros têm sua altitude alterada - IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  8. a b Brasil república. Estado do Amazonas - relevo. Visitado em 27 de junho de 2011.
  9. Mapa geológico do Amazonas é lançado em Manaus - 30 de maio de 2006
  10. a b c CIAMA - Mapa Geológico
  11. Amazonas ganha mapa geológico - Acessado em 17 de maio de 2012
  12. Amazônia - Um tesouro a explora
  13. Arquipélago de Anavilhanas
  14. Amazonas e Cataratas do Iguaçu concorrem a 7 maravilhas naturais Estadão.
  15. A reserva de desenvolvimento sustentável Mamirauá