Geografia do Espírito Santo

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Espírito Santo
Ficha técnica
Relevo baixada litorânea (40% do território) e serras 53% do território)
Ponto mais elevado pico da Bandeira, na serra do Caparaó (2.889,8 m).
Rios principais Doce, São Mateus, Itaúnas, Itapemirim, Jucu.
Vegetação Florestas tropicais, no Norte do Estado e em parte da Serra do Castelo, Restinga e Manguezais no litoral, Floresta Tropical Ombrófila Antimontana e Campos de Altitude na Serra do Castelo.
Clima tropical de altitude, Tropical.
municípios mais populosos Vila Velha (419.853)
Serra (416.028)
Cariacica (354.615)
Vitória (353.626)
Cachoeiro de Itapemirim (209.878)
Linhares (141.254)
Colatina (112.431)
São Mateus (110.453)
Guarapari (106.582)
Aracruz (83.152) (2011)

A Geografia do Espírito Santo ocupa uma área de 46.184,1 km² no litoral do Brasil, localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador e com fuso horário de menos três horas em relação à hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo divisa com os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. É banhado pelo oceano Atlântico.

Cerca de 40% do território do estado encontra-se em uma faixa de planície,[1] porém a variação das altitudes é bem grande.

O relevo apresenta-se dividido em três regiões distintas: A Baixada Espíritossantense, a Serra do Castelo e a Serra do Caparaó na qual fica o Pico da Bandeira, que com 2.892 m é o terceiro ponto mais alto do Brasil e o primeiro ponto mais alto do Brasil Central. O Pico da Bandeira fica localizado no município capixaba de Ibitirama. O clima predominante é o tropical de Altitude do tipo Cwb.

O bioma (dominío morfoclimático) do estado são os chamados "Mares de Morros" caracterizados pela vegetação tropical, em climas mais amenos, formados por serras fortemente erodidas.

Cerca de 40% do território é composto por uma extensa planície litorânea (Planícies e Tabuleiros Costeiros), predominando no interior as serras (Serras e Planaltos de Leste-Sudeste).

Os principais rios capixabas são o Rio Doce, o São Mateus, o Itaúnas, o Itapemirim e o Jucu. Os cinco integram as Bacias Costeiras do Sudeste.

O clima é tropical litorâneo úmido, influenciado pela massa de ar tropical atlântica. As chuvas concentram-se no verão. A temperatura média varia entre 22°C e 24°C, e a pluviosidade, entre 1.000 mm e 1.500 mm anuais.

A Mata Atlântica recobria originalmente a maior parte do Espírito Santo.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Pico da Bandeira, ponto Culminante do estado, com 2.892 m de altitude e o 3° maior pico do Brasil.

O relevo do estado é constituído por três unidades: a Baixada Espírito santense, a Serra do Castelo e a Serra do Caparaó.

O Relevo do estado, é formado por rochas cristalinas, sobretudo gnaisses e granitos, à nordeste do Rio Doce o relevo é de origem sedimentar, porém a noroeste do Rio Doce O relevo também é formado por gnaisses e granitos.

De largura variável, a Baixada Espírito santense acompanha toda a costa capixaba,da fronteira com a Bahia até o limite com o Rio de Janeiro.Estreita ao sul,alarga-se consideravelmente a partir de Aracruz,no sentido norte. Ocupa cerca de 40% do território estadual.

A segunda unidade do relevo são os planaltos, que ocupam 60% do território do estado. Tem uma altitude média de 758 m. As zonas montanhosas são em geral,cortada por numerosos cursos d'água,que nascem na região devido os altos índices de precipitação pluviométrico (chuvas), esses rios, cavam profundos vales,criando um relevo único. O Espírito Santo é coroado por maciços montanhosos, e entre os quais se destacam, os picos da Serra do Caparaó. Nela estão localizados o Pico da Bandeira (2.892m), ponto culminante do estado e da Região Sudeste e o terceiro ponto mais alto de todo o país, localizado no município capixaba de Ibitirama, e o Pico do Calçado (2.849 m). Em Castelo está o Pico do Forno Grande, um imponente afloramento rochoso com 2.070m, ponto mais alto da Serra do Castelo, existem vários afloramentos menores, mais não menos importantes, como a Pedra das Flores e a Pedra Azul, com respectivamente 1909 e 1822 m. Em seu topo, há um micro-clima super-úmido, por passar a maior parte do tempo encoberta pelas nuvens, lá existem cerca de 50 espécies de orquídeas e bromélias. A região, possui muitos lagos e cursos d'água e tem ainda uma forte neblina, que atinge a região principalmente no Outono e na Primavera.

Ao norte do Rio Doce, as altitudes diminuem sensivelmente, porém apresentam-se algumas elevações rochosas, os pontões, impropriamente chamados de serras, entre as quais a do Serra do Pancas e a do Serra do Cunha, porém mesmo lá, existem alguns pontos acima dos 1500 m em Mantenópolis, e municípios acima dos 600 m como é o caso de Marilândia, Pinheiros e Ecoporanga, e vários municípios com pontos acima dos 1000m, como Linhares e Colatina.

Na região da Serra do Caparaó, está localizado o maior desnível do Brasil, com variação de 2892 m em sua cota máxima, para 997 m na sua menor altitude.

As áreas de planalto do Espírito Santo, são denominadas de Serra Capixaba porém as serras que existem no estado são:

  • "Serra Litorânea do sul do Espírito Santo", não confundir com a Serra do Mar, que se inicia em Santa Catarina e Termina no estado do Rio de Janeiro, localizada apenas em Mimoso do Sul, extremo sul do estado, com ponto mais elevado à 1908 m.
  • Serra do Caparaó, localizada no sudoeste do estado, abrange 7 municípios capixabas, apresenta um relevo bastante acidentado, com muitos picos e ondulações, apresenta as maiores altitudes do estado e até do Brasil, lá se localiza o Pico da Bandeira (2892m), ponto culminante do estado.
  • Serra do Aimorés, Localizada no Noroeste do estado, apresenta as menores cotas de altitude, não passando dos 1.500m, abrange toda a Microrregião da Barra de São Francisco e o município de Ponto Belo.
  • Serra do Castelo, é a de maior extensão territorial do estado, ocupando praticamente toda a região central do Espírito Santo, abrange mais de 20 municípios, tem altitude regular, o ponto mais alto possuí 2.070 m de altitude. A Serra do Castelo termina nas proximidades do Rio Doce, porém alguns prolongamentos são notados em Pancas, Marilândia, Colatina, Linhares e Pinheiros.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Vale do Canaã, típica paisagem na região central do Espírito Santo.

Inicialmente, a vegetação do estado era Vegetação Litorânea (Restinga e Manguezais) no litoral, com árvores que não ultrapassam os 5m, Floresta Tropical de médio porte na Baixada Espírito santense, Nas áreas de planalto, existem vários tipos de vegetação, conforme a região e a altitude, os principais são: Mata Atlântica, Floresta Tropical ombrófila antimontana, Mata de Araucária,[2] misturada a vegetação nativa em pontos mais elevados, manchas de campos por toda a serra e também a presença dos Campos de Altitude, nos picos da Serra do Caparaó e da Serra do Castelo.

Atualmente a vegetação predominante do estado é artificial, são as "plantações" de pinheiros de eucalipto, de origem australiana, plantados principalmente pela sua utilidade para fabricação de móveis e de celulose, usada para fazer papel, para se fazer celulose, sobretudo na região da Serra do Castelo, se utilizam Pinheiros de origem Canadense, que são melhores que os eucaliptos, porque não corroem o solo, porém eles só se adaptam a regiões mais frias, como a Serra do Castelo. No passado, a floresta tropical (ampla mata repleta de árvores de grandes folhas) cobria todo o território capixaba. Hoje, a ação do homem substituiu-a quase completamente por campos de cultivos, pastagens artificiais. Aí, a busca de solos virgens por parte dos agricultores e a extração de lenha e de madeira de lei determinaram a proliferação dessas formações vegetais. No norte, onde ainda se desenvolve o processo de ocupação, podem ser encontradas algumas reservas florestais. Na serra do Caparaó, onde outrora revestido pela Mata Atlântica que está totalmente devastada pela ação do extrativismo vegetal, observa-se a presença de uma vegetação campestre, pouco desenvolvida, típica das zonas de altitude mais elevada (acima dos 1.000m), no interior do estado, no norte do estado, e cada vez mais ao sul a floresta tropical foi tomada pelos Pinheiros de Eucalipto, através da empresa Aracruz Celulose.

Típica vegetação das terras baixas do estado.

Atualmente a vegetação do estado é muito variável, a vegetação predominante no centro-norte do estado são os artificiais pinheiros de eucalipto, nas regiões mais altas, a floresta tropical ainda se encontra preservada, na região da Serra do Castelo e da Serra do Caparaó, há bastante variação entre a Mata Atlântica ainda preservada, os Eucaliptos e os Pinheiros, já na região litorânea, a pouca vegetação que resta, é parte dos Manguezais e da Restinga.

Clima[editar | editar código-fonte]

O estado sofre influência tanto da Fria Corrente das Malvinas quanto da quente Corrente do Brasil. A Corrente do Brasil, que é quente, exerce influência sobre toda o litoral norte de vitória (a partir da capital Vitória), porém mesmo assim não consegue deixar o clima desses locais mais úmido. Mesmo terminando em meados do estado de São Paulo, a corrente fria das Malvinas atinge o estado por meio de uma faixa de ressurgência (reaparecimento),[3] que vai de Presidente Kennedy até próximo de Vitória, o que deixa todo o estado, com clima muito mais seco, (atingindo cerca de 700mm de precipitação em Ecoporanga) e com invernos muito mais frios. No verão, a Corrente do Brasil ganha força e a ressurgência da Corrente das Malvinas desaparece, deixando o estado com verões muito quentes, o que gera bruscas alterações climáticas.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O principal rio do Espírito Santo é o Doce, com 977 km de comprimento. Nasce em Minas Gerais e desagua no oceano Atlântico, no litoral do município de Linhares, depois de atravessar o estado de oeste para leste.

Outros rios importantes são o Itabapoana, que separa o Espírito Santo do Rio de Janeiro, o Itapemirim, o Itaúnas, o Jucu, o Santa Maria da Vitória, que desemboca na baía de Vitória, e o São Mateus, no norte do estado.

O município do estado com mais lagoas é Linhares, com 69 lagoas e lagos em sua extensão, não há uma lista ou contagem das lagoas do estado. Existe apenas uma estimativa de que existam aproximadamente 400 lagoas, lagos, e alagadiços em todo o estado.

As principais lagoas do Espírito Santo são a Juparanã (a maior do estado), Juparanã-Mirim, Suçuraca, Monsarás, do Cupido, do Durão e da Águia (todas no Município de Linhares), o município de Linhares possui a maior área do estado, e é um dos mais extensos do Brasil.

Litoral[editar | editar código-fonte]

O litoral capixaba é rochoso ao sul, com falésias de arenito, e também na parte central, com grandes morros e afloramentos graníticos a beira mar, o litoral sul-central é muito recortado com muitas enseadas e baias protegidas por rochas e afloramentos rochosos a beira mar, é arenoso ao norte, com praias cobertas por uma vegetação rasteira e extensas dunas, principalmente em Itaúnas e Conceição da Barra. A 1.140 quilômetros da costa, em pleno Oceano Atlântico, encontram-se a Ilha da Trindade (12,5 km²) e as Ilha de Martim Vaz, situadas a 30 quilômetros de Trindade. Essas ilhas estão sob a administração do Espírito Santo.

O estado possui um litoral mais recortado no centro-sul, e mais mar aberto no norte, o que faz a maior parte das ilhas se concentrarem na parte central do estado, porém o estado possui várias ilhas. Ao todo, são 73 ilhas localizadas na costa do estado, sendo 50 localizadas na capital Vitória.

Panorama da orla de Ubu, no município de Anchieta.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

No Espírito Santo, o IBAMA administra dezessete unidades de conservação: dois parques nacionais, seis reservas biológicas, três reservas particulares do patrimônio natural, duas áreas de proteção ambiental, uma estação ecológica e três florestas nacionais.

Referências

  1. Governo do Espírito Santo. Informações gerais sobre o Espírito Santo Es.gov.br. Página visitada em 20 de abril de 2008.
  2. Eletronuclear Eletronuclear.gov.br.
  3. INPE (PDF) Marte.dpi.inpe.br.