George Albert Wells

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George Albert Wells (22 de Maio de 1926), geralmente abreviado como G. A. Wells, é um professor emérito de Alemão na Universidade de Londres. Após publicar várias obras sobre intelectuais europeus destacados, como Johann Gottfried von Herder ou Franz Grillparzer, focou-se na investigação sobre Jesus histórico, iniciada com o livro The Jesus of the Early Christians em 1971.[1] É conhecido sobretudo pela defesa da tese de que Jesus tem origem mítica, em vez de uma figura histórica, uma teoria avançada por outros académicos biblícos alemães, como Bruno Bauer e Arthur Drews.

A partir de finais da década de 1990 que Wells defende que a hipotética Fonte Q, que é proposta como fonte usada para alguns dos evangelhos, pode "conter reminescências" de um milagreiro galileano itinerante ou um pregador sábio cínico.[2] Isto tem sido interpretado como Wells ter alterado o seu ponto de vista para admitir a existência de um Jesus histórico.[3] Em 2003, Wells afirmou que agora discorda de Robert M. Price sobre a questão de Jesus ser um mito completo.[4] Wells acredita que o Jesus apresentado nos evangelhos é o resultado da atribuição de características sobrenaturais das epístolas paulinas ao pregador humano da fonte Q.[5]

Referências

  1. "An Interview with Prof. Wells - Jesus: There Was No Such Person", Freethought Today, April–May 1985
  2. Wells, G. A.. (September 1999). "Earliest Christianity" 114 (3): 13–18.
  3. Van Voorst, Robert E. Jesus in History, Thought, and Culture: An Encyclopedia. Santa Barbara, California: ABC-CLIO, 2003. p. 660. ISBN 1-57607-856-6
  4. Can We Trust the New Testament? by George Albert Wells (Nov 26, 2003) ISBN 0812695674 pp. 49–50
  5. Can We Trust the New Testament? by George Albert Wells (Nov 26, 2003) ISBN 0812695674 p. 43