George Reeves

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George Reeves
George Reeves como Super-Homem.
Nome completo George Keefer Brewer
Nascimento 5 de janeiro de 1914
Woolstock, Iowa,  Estados Unidos
Morte 16 de junho de 1959 (45 anos)
Ocupação Ator

George Reeves, pseudônimo de George Keefer Brewer (Woolstock, Iowa, 5 de janeiro de 191416 de junho de 1959) foi um ator estadunidense, famoso por interpretar o personagem Super-Homem numa telessérie nos anos 1950.

Vida Profissional[editar | editar código-fonte]

Estudou no Playhouse Famed de Pasadena, Califórnia, para formação de atores. Antes de iniciar a carreira como ator, dedicou-se ao Boxe e também a música. Em Pasadena, foi colega de colégio de Victor Mature, no Playhouse Famed, onde foi descoberto por algum caça-talento. Foi escolhido para o papel de Stuart Tarleton, um dos jovens ricos sulistas que cortejava Scarlet O’Hara(Vivien Leigh) no clássico E o Vento Levou…. Nos dez anos seguintes, fez contrato com os estúdios da Warner Brothers, Fox e Paramount.

Em 1943, quando já conseguia fazer seu nome no estrelato, Reeves foi convocado para o serviço de guerra durante a II Guerra Mundial, tendo que interromper, temporariamente, sua carreira. Com o fim da Guerra, Reeves voltou a Hollywood, mas sua carreira nunca mais chegou ao mesmo nível de antes. As dificuldades de se auto-afirmar na carreira de ator o fizeram conduzir para Nova York, para participar de programas de televisão ao vivo (não havia naquela ocasião ainda o vídeo tape).

Foi justamente na televisão que George conseguiu definitivamente a fama que quase havia conseguido no cinema, porque foi escolhido para interpretar o fabuloso Homem de aço das histórias em quadrinhos para a série de TV, Adventures of Superman, a partir de 23 de Novembro de 1951. Reeves lembrava muito os traços executados por desenhistas de quadrinhos do super-herói da década de 1940/50, sobretudo por causa de um leve topete "pega-rapaz", e um queixo voluntarioso.[1]

Conseguiu alguns papéis menores em outros filmes clássicos do cinema, como A um Passo da Eternidade(1953, com Burt Lancaster ) enquanto fazia a série do Super-Homem, mas na maior parte de sua carreira foi personificando o herói de Krypton.

George Reeves alcançou fama e dinheiro (na época ele ganhava 2.500 dólares por semana). O sucesso era principalmente com as mulheres e crianças. Curiosamente, segundo sua biografia, ele evitava contato com as crianças, porque elas sempre queriam partir para a agressão com a idéia de testar a invulnerabilidade do ator. Ficou famoso e rico, mas fora isso os únicos trabalhos que ele conseguia eram comerciais de cereais ou então apresentações de luta-livre. A série de televisão do "Homem de Aço" durou até 1958.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

O nome verdadeiro do ator George Reeves era George Keefer Brewer, mas ao ser adotado pelo padrasto, recebeu o nome de George Bessolo

Casou-se com Ellanora Needles em 1940, permanecendo casado com ela até 1950. O casal não teve filhos.

Era visto com a roupa de Super-Homem visitando hospitais e dando atenção a crianças vitimadas de Câncer. Na Televisão americana, já naquela época havia programas assistencialistas como "A Cidade da Esperança" e "Telethons", e Reeves fazia questão de participar como o Super-Homem. Uma curiosidade sobre Reeves e as crianças, é que Reeves era cauteloso quando se tratava de desempenhar Superman com crianças, pois muitas delas tinham o costume de testar sua "invencibilidade" agredindo-o com socos e pontapés.

Morte[editar | editar código-fonte]

Em 16 de junho de 1959, George Reeves foi encontrado morto com um tiro na cabeça em sua casa em Los Angeles. Com a morte, rumores surgiram com as hipóteses de que o ator teria sido assassinado ou cometido suicídio. A hipótese de suicídio baseava-se no fato de que o cancelamento da série As Aventuras do Super-Homem, em 1958, teria deixado-o deprimido por não conseguir outros trabalhos, haja vista que sua imagem estaria fortemente associada ao personagem. Já a hipótese de assassinato era em razão dos rumores de um relacionamento amoroso com a esposa de um chefão de estúdio.

A investigação da polícia chegou à conclusão de que o ator cometera suicídio. Porém, para os amigos do ator, a sua morte estava diretamente ligada ao romance que Reeves manteve, durante anos, com Toni Mannix, que era casada com E.J. Mannix, até então um dos executivos mais poderosos da Metro-Goldwyn-Mayer. A hipótese de assassinato nunca foi provada.

Em seu túmulo, no Mausoléu de Pasadena, localizado no Cemitério do Mountain View, em Altadena, Califórnia, encontra-se a seguinte inscrição: "Para meu querido filho, George Bessolo Reeves, o Super-Homem" , homenagem feita por seu padrasto.[2]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Sua data de nascimento foi registrada como 5 de abril de 1914, porque a sua real data natalícia (5 de janeiro de 1914) era menos de nove meses depois do casamento de seus pais. Mais tarde, sua mãe lhe contou sobre a verdadeira data do seu aniversário. Para ainda em efeitos de confusão, sua mãe ainda cometeu o erro de inscrever em sua urna mortuária a data de 6 de janeiro, ao invés de 5, como a data natalícia de George Reeves.
  • Pessoalmente, defendeu Noel Neill quando esta substituiu Phyllis Coates no papel de Lois Lane, na Segunda temporada da série do Super-Homem, ao vê-la sendo maltratada pelo diretor. Também defendeu o ator Robert Shayne, que fazia o Inspetor de Polícia Henderson na série, que foi acusado de ser comunista durante o processo de caça as bruxas, promovido pelo Senado Americano da década de 1950, e estava com risco de perder seu emprego. O produtor da série, Whitney Ellsworth, também defendeu Shayne, junto com Reeves
  • Na vida pessoal, Reeves era um mulherengo e gostava de fumar. Porém, os estúdios aconselharam o ator a parar de fumar e a não fazer aparições públicas com suas namoradas em volta das crianças, para não prejudicar nem a imagem do ator, e nem a imagem do Superman, dando assim, uma imagem de "modelo de virtude e saúde" para a criançada americana.
  • Fêz anúncios da tevê para flocos de milho da Kellogg's durante as temporadas como o Superman, na década de 1950. Em um comercial, George, como Clark Kent, usou sua super-visão para ver através de uma parede, mostrando duas crianças, que discutiam se uma menina poderia ou não ser o Superman, mas para o fim do argumento, as crianças se apaziguaram mutuamente, e cada um comia seus flocos, enquanto Superman surge, e aí quando a câmara se vira para Reeves, este sorri e diz: "Vejam, pequeninos podem discutir, mas nunca sobre flocos de milho Kellogg’s.
  • Embora seu traje de Superman seja acolchoado, Reeves era realmente muito atlético e fazia a maioria de suas próprias cenas de perigo sem stuntmens(ver dublê) em As Aventuras do Super-Homem. Os Episódios requeriam ele saltar das alturas, simulando a aterrissagem do Super-Homem, através de um trampolim. O Dublê só era escalado para George em cenas de entortar barras ou saltar para fora das janelas.
  • O ator Jim Beaver está escrevendo no ano de 2006 um livro biográfico sobre George Reeves, que o considera como a "biografia definitiva". Beaver, um entendido sobre a vida e a carreira de Reeves, contribuiu como consultor histórico para o filme Hollywoodland(2006), filme que fala sobre a vida e as circunstâncias do assassinato ou suicídio de George Reeves, com Ben Affleck no papel de Reeves.
  • Durante os intervalos das filmagens de uma temporada ou outra da série do Superman, Reeves fazia aparições como convidado em feiras ou eventos em todo os Estados Unidos. Em 1958, foi escalado para aparecer no parque de Kennywood, em Pittsburgh, que era um dos parques de diversões mais badalados da América do Norte, e foi escalado para aparecer no ano seguinte, 1959. Publicidades e marketings haviam anunciado esse fato, entretanto Reeves havia cometido suicídio naquele ano, e o parque teve que recolocar outra atração para substituir a ausência de Reeves/Superman, e assim, escalaram Guy Williams, vestido de Zorro, para substituí-lo. Todo o marketing feita em torno do Superman teve logo que ser removida, para dar ênfase a Zorro, mas ainda podiam se ver alguns outdoors do Super-Homem abaixo do anúncio de Zorro.
  • O que levantou suspeitas a respeito da morte de George Reeves, é que este foi encontrado despido em sua cama por seus vizinhos, durante um pequeno recolhimento por volta das 2 horas da manhã. Os vizinhos levaram 45 minutos para chamar a polícia. Os detetives encontraram furos de balas adicionais no assoalho de sua cama, e algumas contusões foram encontradas no corpo de Reeves, e havia sinais de luta de dentro do seu quarto.
  • George Reeves já tinha tentado o suicídio duas vezes antes. Também seu padrasto cometeu suicídio.
  • Hábil músico, apareceu em um dos episódios de As Aventuras do Superman, cantando e tocando guitarra, ao lado de Noel Neill. Também fez questão em se apresentar em espetáculos de Wrestling (ou luta-livre) no episódio "Mr. Kryptonite", e lutando Judô no episódio "Gene Le Bell".
  • Uma falsa história circulou em torno de Reeves, de que fora escalado para interpretar o detetive Arbogoast no filme Psicose, de 1960, e que ele já havia filmado algumas tomadas uma semana antes de sua morte. Não há nenhuma verdade neste boato. Reeves morreu em 16 de junho de 1959, e as filmagens do clássico de Alfred Hitchcock começaram em outubro do mesmo ano, quase cinco meses depois de sua morte. Na época do falecimento de George, Hitchcock estava em uma excursão pelo mundo promovendo a sua obra mais recente, Intriga Internacional, estrelada por Cary Grant e Eva Marie-Saint. Logo, Reeves nem sequer viveu para mesmo saber que um filme como Psicose esteve em fase de produção, muito menos em aparecer nele.
  • Outra história falsa que circulou sobre Reeves, de que ele teria assinado um contrato com os estúdios da Paramount pouco antes de sua morte, para a produção de cinco filmes. Por pior que seja, fica difícil de acreditar, pois com o cancelamento da série do Super-Homem, Reeves andava desanimado e deprimido, evidenciando(pelo menos na teoria), o seu suicídio. Se é verdade ou não esta história, não se sabe, mas não se deve creditar. Na época da morte de George, os estúdios de cinema como a Paramount não tinham costumes de contratar atores ou atrizes de televisão, deixando esse encargo apenas para os produtores de TV. Em 1959, somente superstars como John Wayne ou William Holden é que eram contratados pelos grandes estúdios para realizar, em média, cerca de três a cinco filmes por ano. Reeves, de fato, foi um contratado da Paramount, mas em tempos idos como ator de cinema, bem antes de sonhar em participar da série As aventuras do Superman. Em 1959, o ator já não era mais considerado um veículo de cinema, devido aos inúmeros trabalhos na televisão interpretando o Homem de Aço. Nos quase dois anos seguintes após o fim da série, George ficou sem trabalho, seja em cinema ou em televisão. No entanto, é virtualmente impossível que houvesse tal negócio para ele nessa altura da vida, e na então hierarquia existente dos estúdios de cinema(hoje, felizmente as coisas são bem diferentes), e pelos registros administrativos da Paramount, tudo parece confirmar que tal contrato entre esta empresa e George Reeves jamais existiu.
  • George interpretou o Superman nas cinco temporadas da série, sendo que as duas primeiras temporadas foram produzidas em preto & branco, e as três restantes, em cores, sendo inclusive uma das primeiras séries americanas(ao lado de The Lone Ranger e Rin Tin Tin) produzidas em cores, bem antes da definitiva chegada da Televisão a Cores nos lares americanos, pois muitos produtores já visionavam a chegada da nova tecnologia, que não iria demorar. Assim, os fãs do super-herói de Krypton puderam vê-lo tal como nos gibis, com sua malha azul e sua capa vermelha.
  • Quando a série era rodada em preto & branco, Reeves trajava um uniforme de cor amarela-escura, e a capa azul-escura, somente poupando o "S" do emblema. Quando finalmente chegou a fase colorida, os produtores trataram de arranjar um novo uniforme para George, desta vez com as características fidedignas do personagem, tal como nas histórias em quadrinhos.
  • A história de George Reeves tem pontos quase em comum com a de outro intérprete de Superman, Christopher Reeve, que além de terem interpretado o mesmo super-herói, têm sobrenomes parecidos, e também, cada um a sua maneira, um fim trágico.

Biografia de George Reeves no cinema[editar | editar código-fonte]

A vida e a morte de George Reeves é tema de Hollywoodland. Ben Affleck faz o papel de George Reeves; Diane Lane como Toni Mannix, a amante de Reeves; Bob Hoskins encarna o executivo da MGM E.J. Mannix, o marido traído de Toni; e Adrien Brody assume o detetive particular Louis Simo, que investiga a misteriosa morte do ator intérprete do Super-Homem.

O longa é focado nos anos 1950 e tem direção assinada por Allen Coulter e roteiro de Paul Bernbaum. Para compor o argumento de "Hollywoodland" os envolvidos na produção tiveram que resgatar arquivos policiais e levantar as principais possibilidades que possam ter levado Reeves à morte.

Acima de uma investigação de morte, Hollywoodland também traz informações da conturbada vida pessoal de Reeves, que tinha muitos problemas familiares. Os grandes momentos da vida do ator, bem como sua ascensão na televisão, com a estréia da série As Aventuras de Super-Homem, também ganham espaço.

Um argumento que o diretor fez questão de manter no longa foram cenas da homônima série do Super-Homem. Apesar de ter alguns problemas com a Warner Brothers, detentora dos direitos autorais, Coulter pôde utilizar o clássico material da época. Além disso, ele reproduziu aberturas e cenas da série com o rosto de Ben Affleck.

Outro desafio na hora de rodar a produção foi o orçamento. Apesar de grandioso, o projeto foi produzido em baixo orçamento e a solução foi abaixar o cachê dos artistas e pedir apoio de algumas empresas privadas.

Filmografia parcial[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências