George Villiers, 1.° Duque de Buckingham

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
George Villiers, por Rubens

George Villiers (Leicestershire, 28 de agosto de 1592 - 23 de agosto de 1628, primeiro conde de Buckingham e posteriormente duque de Buckingham, na segunda criação (1623) deste título, foi um importante estadista inglês, cuja família era de origem normanda.

[editar] Biografia

Foi o "favorito" do rei Jaime I da Inglaterra (substituindo Robert Carr de Somerset), e, depois, do rei Carlos I. Alcançou, em menos de 2 anos, as maiores dignidades: nomeado marquês e depois duque, em 1623, foi primeiro-ministro. Seu poder lhe permitiu enriquecer, em parte graças à debilidade e à conivência do chanceler Francis Bacon, criando novos impostos e vendendo privilégios. Dissolveu vários parlamentos e iniciou algumas guerras desastrosas para seu país. Enviado à Espanha em 1623 para negociar o casamento do príncipe de Gales (futuro rei Carlos I) com a Infanta Maria Ana, não conseguiu levar esse projeto a bom fim, depois que convenceu ao rei da Inglaterra a declarar guerra contra a Espanha.

Enviado logo à França, junto com o conde da Holanda, para solicitar a mão da princesa Henriqueta de França, filha de Henrique IV, para o rei da Inglaterra, cortejou a rainha Ana da Áustria, o que lhe valeu ser expulso do país e conquistar a aversão do rei Luís XIII e do seu ministro, o Cardeal Richelieu.

O Duque de Buckingham foi uma figura histórica muito controversa. O escritor francês Alexandre Dumas descreve-o em termos paradoxalmente positivos em Os Três Mosqueteiros. Em contrapartida, o romancista e historiador inglês Charles Dickens não esconde sua rejeição total ao Duque, no seu livro A Child’s History of England, chamando-o de "insolente em bicos de pés".

Segundo Dickens, quando o rei inglês Carlos I confiou ao Duque de Buckingham a escolta da noiva real, de Paris para Inglaterra, este, "com a sua habitual audácia", seduziu a rainha da França, a espanhola Ana de Áustria, originando um conflito diplomático extremamente grave, do qual o Richelieu, ministro de Luís XIII, aproveitou-se. Mais tarde, “esse pestilento Buckingham, para gratificar o seu orgulho ferido”, arrastou a Inglaterra para uma guerra com a França e a Espanha. E Dickens comenta: "Por tão mesquinhas causas e tão mesquinhas criaturas se fazem por vezes as guerras." Longe de lamentar o assassinato de Buckingham, Dickens remata que ele "estava destinado a pouco mais mal trazer ao mundo".

[editar] Bibliografia

  • Paul Bloomfield, Uncommon People. A Study of England's Elite. London: Hamilton, 1955 (sobre os descendentes de George Villiers)
  • Charles Dickens, A Child’s History of England, Londres, Edimburgo, Dublim e Nova Iorque: Thomas Nelson and Sons, editores.
Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas