Gerência de redes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox warning pn.svg
Este artigo foi proposto para eliminação por consenso.

Você é encorajado a melhorar o artigo, mas não remova este aviso, o que seria considerado vandalismo, além de não afetar o processo.

Dê a sua opinião e caso ela seja transformada numa votação após uma semana, vote (se tiver direito ao voto) na discussão.

Se aprovada, a eliminação ocorrerá a partir de 31 de julho.


Usuário: se esta página possui arquivos de mídia que não são utilizáveis em outras páginas, adicione uma nota em WP:PER, para que um administrador lusófono do Wikimedia Commons verifique se ela se encontra no escopo do projeto.

Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde fevereiro de 2008)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Gerência de redes ou gerenciamento de redes é o controle de qualquer objeto passível de ser monitorado numa estrutura de recursos físicos e lógicos de uma rede e que podem ser distribuídos em diversos ambientes geograficamente próximos ou não. O gerenciamento de uma rede de computadores torna-se uma atividade essencial para garantir o seu funcionamento contínuo assim como para assegurar um elevado grau de qualidade dos serviços oferecidos.

Diversos modelos foram criados para possibilitar o gerenciamento de redes, dados e telecomunicações dos quais se destacam o FCAPS (Fault, Configuration, Accounting, Performance and Security) por servir de base para os demais modelos, assim como o SNMP e o modelo TMN por serem os modelos mais utilizados na prática.

Evolução da Gerência de Redes[editar | editar código-fonte]

  1. 1970: Os computadores eram centralizados, com terminais conectados a mainframes em baixa velocidade de transmissão. O gerenciamento era inexistente, ou quando muito fornecido pelos fabricantes de mainframes.
  2. 1980: Com o surgimento das redes locais de computadores aumentou-se a velocidade das conexões. Surgiram os primeiro sistemas de gerenciamento voltados para redes distribuidas.
  3. 1990: Com o advento da Internet o gerenciamento passa a ser feito através de Navegador Web, acompanhando o avanço da tecnologia de interconexão de redes como ATM e Frame Relay das redes de longa distância.
  4. Atualmente: O aumento do grau de complexidade das redes e do seu tamanho exige o emprego de sistema de gerenciamento que proporcionem qualidade de serviço, proatividade, integração com processo de serviços e negócios.

Tipos de Gerência de Redes[editar | editar código-fonte]

  • Gerência Centralizada: Um centro de gerência controla o processo. Os problemas com os modelos centralizados de gerenciamentos de redes tornam-se mais críticos na proporção em que a rede cresce.
  • Gerência Descentralizada: Na gerência descentralizada as atividades são distribuidas pois há vários nós responsáveis pelo gerenciamento. Permite que o trabalho seja feito de forma hierárquica, ou seja, cada nó é responsável por determinado tipo de atividade gerencial.
  • Gerência Reativa: Neste modelo os administradores de rede eram alertados de problemas ocorridos na infra-estrutura e passavam a atuar em sua solução.
  • Gerência Pró-Ativa: O aumento exponencial das redes de computadores tem exigido uma gerência mais eficaz das mesmas, no sentido de tentar evitar a interrupção de seus serviços.

Etapas da Gerência da Rede[editar | editar código-fonte]

Usualmente a gerência de redes é dividida em três etapas:

  • Balanço de dados: É um processo, em geral automático, que consiste de monitoração sobre os recursos gerenciados e que também são armazenados em arquivos de log.
  • Diagnóstico de valores e sitio onde o empregar: Esta etapa consiste no tratamento e análise realizados a partir dos dados coletados. Também é feito a detecção da causa do problema no recurso gerenciado. O computador de gerenciamento executa uma série de procedimentos manuais ou automáticos (por intermédio de um operador ou não) com o intuito de determinar a causa do problema representado no recurso gerenciado.
  • Ação (fora de teoria): Uma vez diagnosticado o problema cabe uma ação ou controle, sobre o recurso.

Elementos de um Sistema de Gerência de Redes[editar | editar código-fonte]

Um sistema de gerência de redes genérico é constituído por quatro elementos básicos conforme descrito a seguir.

  • Gerente: Um computador conectado a rede que executa o software de protocolo de gerenciamento que solicita informações dos agentes. O sistema de gerenciamento também é chamado de console de gerenciamento.
  • Agente: Um processo (software) que executa em um recurso, elemento ou sistema gerenciado, que exporta uma base de dados de gerenciamento (MIB) para que os gerentes possam ter acesso as informações.
  • MIB: Management Information Base – Base de dados de gerenciamento – é uma tabela onde são armazenados os dados de gerenciamento coletados que serão enviados ao gerente.
  • Protocolo de gerenciamento: Fornece os mecanismos de comunicação entre o gerente e o agente.

Modelo FCAPS[editar | editar código-fonte]

Com o desenvolvimento do modelo OSI pela ISO, foram definidos os conceitos de áreas funcionais, modelos de informação para representar recursos de rede e protocolos para transferência de informações sobre gerências de rede.

A partir do conceito de áreas funcionais foi criado o modelo FCAPS, sigla formada a partir das iniciais de cada área de gerenciamento (em inglês). Este modelo serve de base para todos os demais por definir as áreas funcionais da gerência de redes, que são:

  • Gerência de falhas (Fault): Gerência responsável pela detecção, isolamento, notificação e correção de falhas na rede.
  • Gerência de configuração (Configuration): Gerência responsável pelo registro e manutenção dos parâmetros de configuração dos serviços da rede. Tais como informações sobre versões de hardware e de software.
  • Gerência de contabilidade (Accounting): Gerência responsável pelo registro do uso da rede por parte de seus usuários com objetivo de cobrança ou regulamentação de uso.
  • Gerência de desempenho (Performance): Gerência responsável pela medição e disponibilização das informações sobre aspectos de desempenho dos serviços de rede. Estes dados são usados para garantir que a rede opere em conformidade com a qualidade de serviço acordados com seus usuários. Também são usados para análise de tendência.
  • Gerência de segurança (Security): Gerência responsável por restringir o acesso à rede e impedir o uso incorreto por parte de seus usuários, de forma intencional ou não.

Modelo TMN (Telecommunications Management Network)[editar | editar código-fonte]

É um modelo de gerenciamento de redes de telecomunicações padronizado pela ITU-T, que tem a finalidade de fornecer um conjunto de funções que permitem realizar a gerência e a administração de uma rede de telecomunicações, que compreende: planejamento, provisionamento, instalação, manutenção, operação e administração.

O objetivo do modelo TMN é fornecer uma arquitetura organizada que permita interligar diversos tipos de sistema de operação de gerência de equipamentos e telecomunicação pelo uso de interfaces, protocolos e mensagens padronizadas. Com isso é possível interligar elementos e sistemas heterogêneos de diversos fabricantes, fazendo com que todos os elementos, tais como redes locais, redes de longa distância, redes metropolitanas, pabx, dispositivos de telefonia móvel, sendo todos gerenciados de forma integrada.

O modelo TMN é empregado principalmente por operadores de serviços de telecomunicações.

Outros Modelos de Gerência de Redes[editar | editar código-fonte]

  • OAM&P: Operation, Administration, Maintenance and Provisioning é um modelo de gerência para operações de rotina em um ambiente de rede que detecta, diagnostica e corrige falhas, mantendo o funcionamento do sistema. A administração envolve o planejamento da rede em longo prazo, dados estatísticos, estratégia e tendências. A manutenção envolve: atualizações, correções, backup, equipamentos, tarefas que provocam a paralisação da rede por um certo período, necessitando de um planejamento para não gerar um impacto maior. O provisionamento refere-se a remoção ou criação de estabelecimento de serviços e envolve instalações de equipamentos.
  • TOM: Telecom Operations Map É um modelo de gerência de redes criado pelo Telemanagement Fórum, para substituir o modelo Telecommunication Network Management (TMN). O TOM define modelos de processos para criação de novos sistemas e softwares integrando padrões comerciais para criação de serviços. Sua estrutura é dividida em processos: operacionais, estratégicos, infra-estrutura, produto e gestão empresarial.
  • CMIP/CMIS: Common Management Information Protocol / Common Management Information Service. É um modelo de gerência de redes usado pelos principais operadores de telecomunicação, criando um mapa de projeto do sistema de gerência da rede. CMIP/CMIS é um modelo originário da arquitetura OSI. O CMIS define o gerenciamento dos serviços e o CMIP define a forma de transmissão e a sintaxe do gerenciamento dos serviços.

Comparativo dos Modelos de Gerência de Redes[editar | editar código-fonte]

A tabela apresentada a seguir relaciona modelos de gerência de redes e suas principais características.

Modelo de gerência Órgão responsável Tipo de gerenciamento Utilização
FCAPS ISO Falhas, configurações, desempenho, contabilidade, segurança. Estrutura conceitual popular para gerência de redes.
TMN ITU-T Negócios, serviços, redes e elementos. Estrutura conceitual popular para gerência de redes, voltada para provedores de serviços de telecomunicações.
OAM&P Provedores de Serviço Operação, manutenção, administração, provisionamento. Utilizado em redes de grandes provedores de serviços.
TOM TeleManagement Forum Redes e sistemas, desenvolvimento de serviços e operações, atendimento ao usuário Ainda em estágio conceitual.
CMIP/CMIS ISO Desempenho, falhas, configurações Desenvolvimento limitado, baseado em redes no modelo OSI.
SNMP IETF Desempenho, falhas Amplamente utilizado em redes de dados, especialmente em redes baseada no TCP/IP.

Alta Disponibilidade[editar | editar código-fonte]

Cada vez mais nos dias de hoje as pessoas querem, necessitam ou gostam de estar conectados com a internet, serviços de comunicação, redes sociais e checando seus e-mails, ainda tem aquelas pessoas que preferem realizar suas transações bancárias sem sair de casa, tudo isso através da internet. O conceito de Alta Disponibilidade pode ser definido como sistemas que possuem mecanismos de detecção de erros, falhas, tanto na parte energética, software ou hardware, onde ao detectar uma falha ou em caso de uma manutenção programada, tal falha seja mascarada a ponto de não prejudicar o funcionamento do sistema. A Alta Disponibilidade não está só no simples fato de termos hardwares sobressaliente ou um software original de qualidade, é necessário todo um estudo e uma configuração desse servidor para operar de tal forma, sendo necessário também o acompanhamento de uma pessoa capacitada para realizar as manutenções que são mascaradas pelo sistema redundante. Para se calcular a disponibilidade de um sistema de alta disponibilidade usam-se dois parâmetros, sendo eles o Mean Time Between Fail – sendo esse o tempo médio entre as falhas, também se utilizam do Mean Time To Repair – esse é o tempo entre o momento da falha até que ela seja reparada. Porém para ter uma redundância eficaz não basta temos, um link sobressaliente ou um disco redundante, para se ter uma alta eficácia é recomendado que se tenha um sistema completo redundante.

Softwares de Alta Disponibilidade[editar | editar código-fonte]

Além dos hardwares devidamente configurados e ligados para se conseguir atingir os níveis de Alta Disponibilidade é necessário à configuração de alguns softwares, no caso de um servidor Linux, seguindo o projeto Linux-HA, são utilizados alguns softwares como:

  • Heartbeat: trata-se do núcleo do sistema de Alta Disponibilidade, o qual é responsável por reservar o sistema, em caso de falha, e realizar todos os processos necessários. Através de uma conexão ethernet ou serial entre os servidores, através de mensagens o Heartbeat verifica se o servidor de produção está em funcionamento, caso não responda é automaticamente providenciada a configuração e a inicialização dos serviços necessários. Um exemplo é onde temos dois servidores um: 10.10.2.12 e outro 10.10.2.13, em caso de falha no 10.10.2.12 o com final .13 assume as configurações e o IP do servidor com IP de final .12. Apesar de fazer todas essas configurações não é papel do Heartbeat manter a integridade dos dados em caso de falhas, deve se utilizar outro software para tal funcionalidade;
  • Distributed Replicated Block Device: chamado também de DRBD, é um módulo que é configurado no kernel, em caso de servidores Linux, o qual através, geralmente, de uma porta ethernet o espelhamento automático dos dados entre os servidores. Trata-se de um RAID-1, porém em rede. Cada um dos dispositivos que são envolvidos na configuração tem como status primário ou secundário, sendo que tudo que é escrito no primário é duplicado no secundário.

Softwares para Gerenciamento de Redes[editar | editar código-fonte]

Administrar uma rede hoje em dia não é um trabalho muito fácil, quando se fala de redes de altas taxas de tráfegos, com muitos acessos, onde não pode haver indisponibilidades e problemas de sobre cargas afetando o desempenho dos usuários, podendo causar quedas, travamentos e outros problemas. Porém também temos softwares que utilizamos para controlar os acessos na rede, a sites impróprios, conseguir identificar algum pico de tráfego ou algo do tipo.

  • Wireshark:O Wireshark é um programa com suporte a várias plataformas (Windows, Linux, Solaris e outras) que tem como principal objetivo monitorar todo o tráfego que entra e sai de um computador conectado na rede local, de um servidor conectado através de um hub ou um switch. Ele analisa o tráfego da rede, separando eles por protocolo para facilitar o entendimento e realizar analises.
  • Nagios: Um aplicativo que pode ser utilizado em diversas plataformas, o Nagios é um software para monitoramento de redes, onde além de monitorar hosts, ele monitora serviços de redes também. Além de gerenciar serviços de redes tais como SMTP, POP3, HTTP e outros, ele gerencia e gera logs também da parte do hardware, como uso do processador, disco rígido e etc.
  • Cableware: O Cableware é um switch de aplicativos voltados para camada física da rede, onde além de manter a base dados atualizada, em tempo real, com todas as conexões ativas e não ativas. A ferramenta contribui para a administração de redes corporativas gerando transparência e agilidade nas informações com melhora nos índices de disponibilidade e segurança da rede.

Traz juntamente consigo a facilidade na criação de plug-ins em diversas linguagens de programação para atender as suas necessidades específicas, da forma que você quiser gerenciar. Ele tem alerta quando aparece um problema, quando está perto de acontecer um ou quando algum problema que existia for solucionado, pode enviar mensagens SMS para alertar o administrador de rede e outras funções.

Gerência de Redes na Prática[editar | editar código-fonte]

Para a Gerência de Redes, é essencial utilizar ferramentas para analisar as atividades, procedimentos e outros dados essenciais para a continuidade dos serviços. As empresas que geralmente utilizam tais ferramentas, são as de médio e grande porte, devido ao alto custo, necessidade de monitoração e até mesmo de fazer com que o serviço volte a operar normalmente e de forma automática.

Os elementos da rede a serem gerenciados variam de uma empresa para outra, pois o que é importante para uma, pode não ser algo significativo para outra. O mercado dispõe de várias ferramentas para gerenciamento de redes, porém, as ferramentas mais conhecidas e de maior utilização são Global Crossing uMonitor, HP Open View, WhatsUp, IBM Tivoli e a EITM da Computer Associates. Além dessas, existem também ferramentas de gerenciamento gratuitas como o Nagios, Cacti, Zabbix e outros.

Os modelos de gerencia de redes mais empregados são o FCAPS, o SNMP - Simple Network Management Protocol (Protocolo de Gerência Simples de Rede) para redes Ethernet e a TMN - Telecommunications Management Network (Rede de Gerência de Telecomunicações) em redes de telecomunicações.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FARREL, Adrian. A Internet e seus Protocolos. São Paulo: Elsevier, 2005. ISBN
  • TANENBAUM, Andrew S. Redes de Computadores. 4.ed. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2003. ISBN
  • LOPES, Raquel V. et al. Melhores Práticas para Gerência de Redes de Computadores. Rio de Janeiro: Campus, 2003. ISBN
  • Cardozo, Heitor Augusto Murari. Introdução à Alta Disponibilidade: Heartbeat e DRBD (em PT-BR). [S.l.: s.n.], 2008.
  • Guia do Servidor Conectiva Linux Cap. 11. Alta Disponibilidade (em PT-BR). [S.l.: s.n.], 1998.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]