Geração Y

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A Geração Y, também chamada geração do milénio ou geração da Internet[1] , é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, como Don Tapscott[2] , à corte dos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela geração Z.

Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas[3] . Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia, como telefones celulares de última geração, os chamados smartphones (telefones inteligentes), para muitas outras finalidades além de apenas fazer e receber ligações como é característico das gerações anteriores[4] .

A geração Y, também conhecida por Millennials, representava, em 2012, cerca de 20% da população global[5] . Cresceram num mundo digital e estão, desde sempre, familiarizados com dispositivos móveis e comunicação em tempo real, como tal são um tipo de consumidores exigentes, informados e com peso na tomada de decisões de compra. São a primeira geração verdadeiramente globalizada, cresceram com a tecnologia e usam-na desde a primeira infância. A Internet é, para eles, uma necessidade essencial e, com base no seu acesso facilitado, desenvolveram uma grande capacidade em estabelecer e manter relações pessoais próximas, ainda que à distância[6] . A tecnologia e os dispositivos móveis (tablets e smarphones) em particular, criaram condições para os Millennials ligarem-se e comunicarem entre si como nenhuma outra geração o tinha feito anteriormente[5] , permitindo partilhar experiências, trocar impressões, comparar, aconselhar e criar e divulgar conteúdos, que são o fundamento das redes sociais.

Os Millennials têm a expectativa de ter informação e entretenimento disponíveis em qualquer lugar e em qualquer altura. Alch (2000)[7] afirma mesmo que eles têm que sentir que controlam o ambiente em que estão inseridos, têm que obter informação de forma fácil e rápida e têm que estar aptos a ter vidas menos estruturadas.

Enquanto grupo crescente, tem se tornado o público-alvo das ofertas de novos serviços e na difusão de novas tecnologias. As empresas desses segmentos visam a atender essa nova geração de consumidores, que constitui um público exigente e ávido por inovações[8] . Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego.

Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada Geração Y cresceu em meio a um crescente individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da época contracultural. E também, como as informações aparecem numa progressão geométrica e circulam a uma velocidade e tempo jamais vistos antes, o conhecimento tende a ficar cada vez mais superficial[carece de fontes?].

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]


Nota: Uma vez que não há consenso sobre os anos limítrofes de cada geração, a tabela apresenta uma média simples
das datas mais comuns, exibindo na legenda concepções mais abrangentes e mais restritas de cada caso.


Referências

  1. IDG Now!: O que deseja, como pensa, consome e age a Geração Y
  2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Don_Tapscott
  3. Reportagem "Geração Y" na Revista Galileu (em português)
  4. Geração Y: perspectivas sobre o ambiente multigeracional - LAB SSJ
  5. a b Afonso, C., Borges (2013), L. Social Target, Barreiro, Top Books
  6. Farris, R., Chong, F. & Dunning, D.(2002) Generation Y: purchasing power and implications for marketing. Academy of Marketing Studies Journal, Vol.6, Nº2
  7. Alch, M.L. (2000) The echo-boom generation: a growing force in America society: The Futurist, Vol 34, Nº5
  8. A Geração Y e o Marketing, como sobreviver a este clima, gerindo a carreira!
Precedido por
Geração X
Geração Y
1977 - 8,200
Sucedido por
Geração Z