Gerardo Melo Mourão

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Gerardo Majella Mello Mourão (Ipueiras, 8 de janeiro de 1917Rio de Janeiro, 9 de março de 2007) foi um jornalista, poeta e escritor brasileiro. Era membro da Academia Brasileira de Filosofia, da Academia Brasileira de Hagiologia e do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura do Brasil. Era um dos mais respeitados escritores brasileiros no exterior.

Católico praticante, pertenceu ao movimento integralista, tendo estado preso dezoito vezes durante as ditaduras de Getúlio Vargas e de 1964-1985. Numa delas, ficou no cárcere cinco anos e dez meses (19421948). No documentário "Soldado de Deus" (2004)[1] , dirigido por Sérgio Sanz, Gerardo Mello Mourão declara que saiu do integralismo no período em que esteve preso pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, e afirma, contundentemente, que "foi" integralista e não o era mais desde então. Em 1968 é novamente preso, acusado dessa vez de comunismo pelo AI-5 no período da ditadura militar; nessa ocasião divide cela com nomes como Zuenir Ventura, Ziraldo, Hélio Pellegrino e Osvaldo Peralva.[2] Nos últimos anos de sua vida, foi professor de Latim no Seminário da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Já na maturidade, foi candidato a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras e foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 1979. Em 1999 ganhou o Prêmio Jabuti pelo épico Invenção do Mar.

Gerardo Mello Mourão é pai do artista plástico Tunga, que tem sua obra reconhecida internacionalmente.

Viagens[editar | editar código-fonte]

Viajou por toda a América e Europa. O Chile foi o país estrangeiro onde permanaceu por mais tempo, dando aulas de História e Cultura da América na Universidade Católica de Valparaíso (1964 a 1967). Entre 1980 e 1982 morou em Pequim, na China, onde foi correspondente do jornal "Folha de S. Paulo". Foi o primeiro correspondente brasileiro e sul-americano na China.

Diversos[editar | editar código-fonte]

Doença e morte[editar | editar código-fonte]

Mello Mourão estava internado na Casa de Saúde São José, em Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro, desde Janeiro de 2007. Tinha problemas respiratórios e faleceu no dia 9 de Março de 2007, aos 90 anos, vítima de falência múltipla de órgãos. O velório decorreu na capela do próprio hospital, ocorrendo o enterro no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Cabo das Tormentas (1944)
  • A invenção do saber
  • O valete de espadas
  • O país dos Mourões
  • Rastro de Apolo
  • Os Peãs
  • O sagrado e o profano
  • As vizinhas chilenas (1979)
  • Suzana 3 - Elegia e Inventário (1998)
  • Cânon & fuga (1999)
  • Invenção do Mar (Prêmio Jabuti de 1999)
  • O Bêbado de Deus (2001)
  • Algumas Partituras (2002)
  • O Nome de Deus (obra póstuma in: Confraria 2 anos, 2007)


É biografado no livro "A Saga de Gerardo: um Mello Mourão", de José Luís Lira, Edições Universidade Estadual Vale do Acaraú, Sobral (CE), 2007.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]