Gerd Wenzel

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Gerd Wenzel, nasceu em Berlim, Alemanha, no ano de 19431 . Trabalha como jornalista, comentando jogos da Bundesliga e da Alemanha nos canais ESPN. É casado com a professora de português Lucy Wenzel e tem dois filhos: Marianne, jornalista da Editora Abril e Rodrigo, geógrafo e tradutor.

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Berlim, no bairro Prenzlauer Berg, em 1943 durante a 2ª Guerra Mundial e veio ao Brasil como refugiado da Alemanha Oriental (antiga DDR), em 1955, juntamente com sua família. Desde cedo tomou gosto pelo futebol brasileiro, inclusive porque morava a poucas quadras do Estádio Municipal do Pacaembu, onde teve a oportunidade de presenciar, ao vivo e a cores, o surgimento da maior estrela do futebol mundial: Pelé.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Em São Paulo, durante a sua juventude, interessou-se pelos problemas sociais brasileiros. Filiou-se à Igreja Presbiteriana do Brasil, formando-se em Teologia em 1967 na Faculdade Metodista Livre de São Paulo. Foi pastor em Governador Valadares – MG em 1968, mas por conta de suas posições contrárias à ditadura militar e ao fundamentalismo teológico da Igreja, foi expulso e denunciado ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) pelos dirigentes desta instituição religiosa em agosto de 1968. Foi preso pela Polícia Federal em março de 1969, sendo liberado após sete dias de exaustivos e torturantes interrogatórios depois da intervenção direta do Embaixador Von Holleben, da República Federal Alemã. Mesmo tendo seu IPM (Inquérito Policial Militar) arquivado pela 4ª Região Militar em Juiz de Fora, por falta de provas, Gerd Wenzel foi detido, respectivamente, pela Policia Federal de São Paulo e pelo DOPS de São Paulo, em mais duas oportunidades (1970 e 1977) para novos depoimentos, sendo liberado posteriormente.

Ainda em 1969 decidiu abandonar a carreira eclesiástica e retomou seus estudos, formando-se em Administração de Empresas e posteriormente especializando-se em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. De meados de 1970 a 1987 atuou em empresas alemãs como Mercedes Benz, Hoechst (atual Sanofi Aventis) e Boehringer Ingelheim nos Departamentos de Marketing e Comunicação. Neste período esteve na Alemanha em diversas oportunidades, participando ativamente de estágios nestas empresas visando o seu aperfeiçoamento profissional.

Em 1988 tornou-se independente e se estabeleceu como profissional na área de eventos corporativos, tendo produzido convenções, simpósios, workshops e conferências internacionais para renomadas empresas transnacionais no Brasil e no Exterior (Alemanha, Estados Unidos, México, Uruguai, Argentina, Caribe).

Durante todo esse tempo, incorporou ao seu cotidiano a cultura brasileira sendo grande apreciador da Música Popular Brasileira desde os tempos da Bossa Nova. José Trajano, ex-diretor de jornalismo da ESPN Brasil, costumava dizer que Gerd Wenzel é um alemão que já virou brasileiro.

Por conta de sua compreensão do papel cultural do futebol na vida do povo brasileiro, Wenzel achou uma forma, a par de suas atividades profissionais como produtor de eventos corporativos para empresas transnacionais, de levar ao fã do esporte a tradição futebolística alemã.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Foi em 1991 que, a convite de Roberto Muylaert, então superintendente da TV Cultura, e incentivado pelo seu amigo Antonio Alberto Prado, na época assessor de imprensa da Bayer, participou pela primeira vez como comentarista das primeiras transmissões numa TV brasileira de jogos do Campeonato Alemão, conhecido no mundo inteiro como Bundesliga. Fazia parte daquele trio memorável composto por José Góes, José Trajano e o próprio, que marcou época seja pelas imagens espetaculares, seja pela narração de Góes e os comentários inusitados e bem-humorados dos comentaristas.

Remonta aqueles tempos também o salutar hábito de, após a transmissão do jogo, a turma se reunir para degustar uma boa cerveja e saborear uma brasileiríssima feijoada ao som da mais autêntica MPB no antológico Pub London Tavern do antigo Hotel Hilton no centro de São Paulo.

Desde 2002 atua nos canais ESPN, como comentarista de transmissões ao vivo dos jogos envolvendo clubes alemães e a própria seleção alemã ou participando de programas esportivos como Futebol no Mundo, Bate-Bola, Fora de Jogo, Linha de Passe, etc.

Durante a Copa do Mundo de 2006, organizou toda logística da ESPN Brasil na Alemanha, além de comentar todos os jogos da seleção alemã e, de quebra, apresentou aos seus colegas da ESPN o que os alemães produzem de melhor quando se fala em cerveja, contribuindo assim para alargar os horizontes gastronômicos dos seus companheiros de jornada.

Participou de momentos muito marcantes na ESPN, como por exemplo, a participação em uma edição do programa "Bola da Vez" no qual o convidado entrevistado era nada mais nada menos que Franz Beckenbauer, ou como a visita guiada pelo Museu do Futebol no Pacaembu junto ao presidente da Alemanha, Christian Wulff. Recentemente fez parte da mesa do programa Bola da Vez que entrevistou Paul Breitner, campeão mundial pela Alemanha em 1974. Também é lembrado por um momento de feliz emoção, quando caiu em lágrimas, em plena cabine do estádio Olímpico de Berlim e em transmissão ao vivo, ao ver sua Alemanha vencendo nos penaltis a Argentina, jogo válido pelas quartas-final da Copa do Mundo de 2006.

De 2004 a 2012 manteve na Internet o site bundesliga.com.br: um trabalho pioneiro que abriu as portas do futebol alemão para o público brasileiro.


Referências

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