Germânico

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Germanicus Julius Caesar

Júlio César Germânico (em latim: Julius Caesar Germanicus; 15 a.C.19), anteriormente Nero Cláudio Druso Germânico (Nero Claudius Drusus Germanicus), foi um membro da família imperial romana, pertencente à dinastia júlio-claudiana. Germânico foi um general talentoso e um homem universalmente reconhecido como bondoso e capaz, estimado pela população romana. Era filho de Nero Cláudio Druso (filho de Lívia Drusa, mulher de Augusto) e de Antónia, a Jovem (filha de Marco António). O imperador Cláudio foi seu irmão. Germânico casou com Agripina, neta de Augusto, e com ela teve nove filhos, seis dos quais sobreviveram à idade adulta:

Germânico era muito popular, incluindo junto do imperador Augusto, que por algum tempo o considerou como hipótese de sucessão. No ano 4, Augusto decidiu-se pelo enteado e genro Tibério, mas forçou-o a adoptar Germânico como sucessor. Augusto nomeou-o cônsul no ano 12, depois de cinco mandatos sucessivos como questor.

Germânico foi o general responsável por várias vitórias nas províncias da Panónia e Dalmácia e, depois da morte de Augusto em 14, nomeado comandante do exército estacionado na Germânia Inferior. Ao saberem da subida ao trono imperial de Tibério, as suas legiões amotinaram-se e proclamaram-no imperador. Mas Germânico preferiu respeitar a decisão do avô por adopção e pôs fim ao motim ele próprio. Nos dois anos seguintes foi instrumental na pacificação da região do Reno e submeteu a Roma várias tribos germânicas. Durante este período, Germânico encontrou o que restava das três legiões massacradas na batalha da Floresta de Teutoburgo (9 d.C.) e recuperou os seus estandartes. O sucesso destas campanhas valeram-lhe o cognome Germânico pelo qual ficou conhecido.

Depois da Germânia, foi recolocado com o seu exército na Ásia Menor, onde derrotou os reinos da Capadócia e Comagena, que se transformaram em províncias imperiais em 18.

No ano seguinte, Germânico morre misteriosamente em Alexandria no Egipto. A sua morte esteve e continua a estar rodeada por especulações. A hipótese mais aceita é a de que tenha sido envenenado por Gneu Calpúrnio Pisão, governador da Síria, sob ordens de Tibério. O imperador tinha um ódio conhecido pelo filho adoptivo e ciúmes pela sua popularidade crescente. A sua morte provocou motins em Roma, originados nas camadas mais pobres da população, que o amavam como a um filho e não acreditaram nas notícias.

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