Getúlio de Roma

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São Getúlio
Mártir
Nascimento Século I em Gábios
Morte 120 em Gábios
Veneração por Igreja Católica
Principal templo Santo Ângelo em Pescheria, em Roma
Festa litúrgica 10 de junho
Gloriole.svg Portal dos Santos

Getúlio é venerado juntamente com Amâncio (Amancius), Cerealo (Caerealis) e Primitivo (Primitivus), como mártir e santo. Acredita-se que eles tenham morrido na cidade de Gábios. De acordo com a tradição, Getúlio seria o marido de Santa Simforosa[1] . Getúlio é um nome que significa "da gente Gaetuli", que era uma tribo do Norte da África[2] .

Lendas e sepultamento[editar | editar código-fonte]

De acordo com a lenda, Getúlio era um nativo de Gábios, em Sabina, e um oficial no exército romano que teria renunciado por conta de sua fé cristã e se mudou para suas terras perto de Tivoli. Cerealo era um legado imperial enviado para prendê-lo, mas que foi convertido por ele ao cristianismo. Primitivo seria outro oficial enviado para prendê-lo, mas que também acabou convertido. Finalmente, Amâncio era o irmão de Getúlio[2] .

De acordo com a sua Passio, os quatro foram amarrados em estacas e queimados vivos. Porém, o fogo não os feria e, por isso, foram brutalmente espancados com paus e decapitados.

De acordo com o Martirológio Romano, Getúlio foi morto na Via Salária e teria morrido já no espancamento. Sua esposa, nomeada como Santa Sinforosa, os enterrou num arenário (arenarium) nas terras da família[2] .

Sete Mártires[editar | editar código-fonte]

Os sete filhos deles (que não devem ser confundidos com os sete filho de Santa Felicidade) são indicados pelo nome. De acordo com a lenda deles, cada um sofreu um tipo de martírio. Crescêncio foi perfurado na garganta, Juliano, no peito, Nemésio, através do coração, Primitivo foi ferido no umbigo, Justino, nas costas, Estrateu, no flanco, e Eugênio foi partido ao meio, da cabeça aos pés.

Devoção[editar | editar código-fonte]

O martirológio de Ado diz, em latim: "...consumati sunt beati Martyres Gethulii in fundo Capriolis, viam Salariam, ab urbe Romam, plus minus miliario decimotertio, supra flumium Tiberim, in partem Savinensium"[2] . Por Capriolis, viam Salariam, Ado se refere a um local no Rio Tibre que na Idade Média passaria a ser conhecido como Corte di San Getulio (hoje parte do Montopoli di Sabina), por causa de uma igreja que fora construída ali para abrigar algumas das relíquias dos santos[2] . Em 867, o abade Pedro de Farfa transladou as relíquias para a Abadia de Farfa numa cerimônia solene. Porém, estas mesmas relíquias também se alega estarem em Roma, no altar-mor da igreja de Santo Ângelo em Pescheria[2]

As relíquias de sua suposta esposa, Santa Sinforosa, e as de seus sete filhos foram transferidas para a igreja de Santo Ângelo em Pescheria pelo papa Estêvão II em 752 d.C. Um sarcófago foi encontrado lá em 1610 com a inscrição: "Hic requiescunt corpora SS. Martyrum Simforosae, viri sui Zotici (Getulii) et Filiorum ejus a Stephano Papa translata." Elas foram então colocadas numa urna de vidro durante o pontificado do papa Pio IV[2] . Algumas foram levadas pelos jesuítas para a Índia e o Reino da Espanha (25 de junho de 1572). Em 1584, parte das relíquias foi doada pelo papa Gregório XIII aos jesuítas e estão hoje numa capela perto de Villa d'Este. Em 26 de setembro de 1587, para evitar que elas ficassem demasiadamente dispersas, Maria Perbenedetti, governador de Roma, trancou as relíquias remanescentes em Santo Ângelo num sarcófago de mármore[2] . Este mesmo sarcófago também preserva as relíquias de Ciro e João[2] .

Referências

  1. St. Getulius (em inglês) Catholic Online. Visitado em 29/07/2012.
  2. a b c d e f g h i San Getulio (em inglês) Santi i beati. Visitado em 29/07/2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]