Giardia intestinalis

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Giardia lamblia SEM 8698 lores.jpg

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Archezoa
Filo: Metamonada
Classe: Trepomonadea
Ordem: Diplomonadida
Família: Hexamitidae
Género: Giardia
Espécie: Giardia intestinalis

A Giardia é uma espécie de protozoário que parasita o intestino (porção delgada principalmente) de mamíferos, incluindo a espécie humana.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Trofozoítos: célula afilada na extremidade posterior, com 8 flagelos (dois anteriores, quatro médios e dois posteriores), dois discos de adesão, dois núcleos e dois corpos semilunares.

Cistos: elipsoidal, cobertos por uma camada protéica e com quatro células flageladas, cada uma com um núcleo.

Ciclo Biológico[editar | editar código-fonte]

A aquisição de cistos de giardia se dá através da ingestão de água ou alimentos contaminados, uma vez que estes são eliminados juntamente com as fezes de hospedeiros infectados. Os cistos ingeridos passam pelo estômago e chegam ao intestino do novo hospedeiro. Durante esse trajeto, a ação de enzimas proteolíticas (pepsina, tripsina, quimiotripsina, etc.) é responsável pela destruição da parede cística, liberando os quatro núcleos do seu interior. Os núcleos se dividem por fissão binária e cada um dá origem a dois trofozoítos, totalizando 8 por cisto. O núcleo de cada um dos trofozoítos se dividem novamente, ou seja, cada trofozoíto possui dois núcleos. Os trofozoítos são capazes se fixarem ao epitélio intestinal para se alimentarem e se reproduzirem. Com o fluxo constante do quimo, trofozoítos podem chegar ao intestino grosso. A escassez de água (absorvida por esse segmento do intestino) induz a formação de cistos, que são liberados nas fezes. Há a formação da parede do cisto ao redor de cada trofozoíto que se divide por duas mitoses consecutivas, dando origem aos quatro núcleos. O tempo médio entre ingestão e eliminação de cistos é de uma a duas semanas.

Infecção[editar | editar código-fonte]

Na fase aguda da infecção, ocorre diarréia aquosa até o desenvolvimento da imunidade. Na fase crônica, quando já aderida ao intestino do hospedeiro, forma uma espécie de tapete impedindo a absorção dos nutrientes. Sua aderência é graças aos discos de adesão presentes bilateralmente. A liberação de toxinas pode causar destruição das microvilosidades do epitélio intestinal, assim como o desencadeamento de reação inflamatória. Infecções crônicas podem impedir e muito a absorção intestinal, causando doenças nutricionais como a síndrome da ma absorção, que pode levar adultos e principalmente crianças (ou filhotes) à altos graus de desnutrição e até à morte.