Gil Gomes

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Cândido Gil Gomes Jr.
Gil Gomes e seu gesto característico.
Nascimento 30 de junho de 1940 (73 anos)
São Paulo,  Brasil
Nacionalidade brasileira
Ocupação radialista, jornalista, bacharel em direito

Cândido Gil Gomes Jr. (São Paulo, 30 de junho de 1940), mais conhecido como Gil Gomes, é um jornalista, repórter policial do rádio e televisão brasileiro, popular graças a seus estilos personalíssimos de voz, de gestos e de se vestir. E está fora da TV desde 2005.

Biografia[editar | editar código-fonte]

O começo no rádio[editar | editar código-fonte]

Paulistano nascido e criado no bairro do Jabaquara,Gil Gomes, vendia balas e santinhos na porta de uma igreja, onde mais tarde foi aceito como congregado mariano.

Sofria de gagueira e para superá-la tentava imitar os locutores esportivos que ouvia pelo rádio. O método funcionou graças, segundo afirma, a sua força de vontade. Foi, então, convidado a ser locutor nas quermesses da igreja e descobriu que a comunicação era sua vocação. Abandonou assim a ideia de ser médico, como desejava seu pai.

Numa dessas quermesses recebeu aos 18 anos o convite para seu primeiro emprego na Rádio Progresso, como locutor esportivo. Na mesma função, passou por vários rádios da Capital e do interior paulistas até chegar à Rádio Marconi. Quando a Rádio Marconi parou de fazer coberturas esportivas, Gomes passou a integrar o departamento de jornalismo da emissora cuja chefia assumiu no final dos anos 60.

Na mesma rádio trabalhava Ana Vitória Vieira Monteiro (dramaturga, poetisa e escritora), com quem Gomes casou e teve três filhos, de um casamento que durou 14 anos, antes da separação: Guilherme Gil Gomes, Daniel e Vilma. Guilherme Gil Gomes o primeiro trabalhou com o pai até sua morte prematura, de hepatite C. O segundo filho o empreendedor de sucesso Daniel Gil Gomes ocupa o posto deixado vago pelo irmão, é casado e pai de três filhas. A terceira filha Vilma Gil Gomes é advogada, casada e mãe de um filho. Gil Gomes tem orgulho de ser amigo de sua ex-mulher, com a qual desenvolveram uma relação de respeito e amizade. Gil Gomes foi casado pela segunda vez com Eliana, com quem teve duas filhas: Flavia e Nataly.

Um incidente ocorrido em 1968 fez nascer acidentalmente o repórter policial Gil Gomes. Ele realizava entrevistas pelo telefone com políticos, quando tomou conhecimento que um caso de agressão sexual estava ocorrendo no edifício onde a rádio estava instalada. Num impulso, resolveu fazer a cobertura do caso ao vivo. Desceu as escadas do prédio com o microfone na mão, fazendo locução e entrevistando os envolvidos e as testemunhas.

A Rádio Marconi obteve uma audiência recorde com essa cobertura e Gil Gomes concluiu que um programa policial ao vivo era o caminho a seguir. Mas foi um caminho difícil, o regime militar não tolerava críticas ao trabalho da polícia. Para agravar a situação, a Rádio Marconi já era visada pelas autoridades por adotar, em seu noticiário, uma linha de oposição ao governo.

Várias vezes – mais de trinta, conforme afirma Gil Gomes – ele e sua equipe foram presos e a rádio retirada do ar. De todas as prisões, conseguiu se safar sem maiores consequências por conta de sua amizade com policiais. Quando a programação da rádio começou a sofrer censura prévia, Gomes narrava no ar historinhas infantis e receitas culinárias em substituição ao noticiário censurado.

Mas não só as autoridades o hostilizavam. Ao colaborar, com sua equipe, na elucidação de crimes, passou também a sofrer ameaças de morte de bandidos.

Concorria com o primeiro repórter policial da rádio Bandeirantes, José Gil Avilé, o Beija-Flor.

Na TV: Aqui Agora[editar | editar código-fonte]

Em 1991 o SBT(Sistema Brasileiro de Televisão), rede comandada por Sílvio Santos, lançou o jornal diário Aqui Agora. Para se diferenciar do jornalismo sisudo e bem comportado da Rede Globo, Sílvio idealizou o Aqui Agora como um jornal popular no formato e na linguagem. Entre os convidados para integrar a equipe de locutores e repórteres do jornal estava Gil Gomes, que aparecia ao lado de Sônia Abrão, Celso Russomanno, Jacinto Figueira Júnior (o homem do sapato branco) e Wagner Montes, entre tantos outros.

Como o programa jornalístico dava ênfase a reportagens sobre acidentes graves e crimes de toda sorte, Gil Gomes teve um papel destacado. Foi no Aqui Agora que ele aprimorou o visual, a voz e o gestual que caíram no gosto do grande público e serviram de inspiração para os imitadores dos programas de humor.

Vestido invariavelmente com uma camisa de cores berrantes, como se tivesse sido comprada numa banca de camelô de um bairro popular, a mão direita empunhando o microfone e a esquerda gesticulando em horizontal como se alisasse o pelo de um cão, Gil Gomes narra os fatos diretamente da cena do crime com sua voz arrastada e grave, que cresce em volume nos momentos mais dramáticos. Usa frases curtas, que às vezes nem chega a completar. Nas entrevistas, não adota uma posição neutra: se emociona diante das vítimas e explode de indignação diante dos criminosos.

O Aqui Agora fez tanto sucesso que passou a ter duas edições diárias. Mas, com o aparecimento de concorrentes, foi perdendo audiência e saiu do ar em 1997. Alguns anos após, Gomes foi aproveitado no programa humorístico Escolinha do Barulho da Rede Record.

Em 1998 foi contratado pela TV Gazeta para ser repórter do Mulheres.

A Escolinha do Barulho foi ao ar em 1999 quando a Rede Globo deixou de apresentar a Escolinha do Professor Raimundo com Chico Anísio e dispensou diversos atores cômicos do elenco, que a Record resolveu contratar para fazer um programa semelhante. Como inovação, em vez de um único professor, a Escolinha do Barulho da Record teve quatro professores fixos, Dedé Santana, Miele, Benvindo Siqueira e Gil Gomes.

Gil Gomes apresentou um programa na Rádio Tupi.

Em 2004/05 foi repórter e apresentador do Repórter Cidadão na RedeTV!.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Texto: fontes[editar | editar código-fonte]

Áudio e vídeo[editar | editar código-fonte]

Pânico, Rádio Jovem Pan, exclusivo para cadastrados no Terra]