Gilles Duceppe

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Gilles Duceppe
Chefe do Bloco Quebequense
Gilles Duceppe
Termo de ofício 15 de Março de 1997 - 2 de Maio de 2011
Predecessor Michel Gauthier
Sucessor Daniel Paillé
24º Líder da Oposição
Termo de ofício 15 de Março de 1997 - 1 de Junho de 1997
Predecessor Michel Gauthier
Sucessor Preston Manning
Data de nascimento 24 de julho de 1947
Local de nascimento Montreal, Quebec
Profissão Sindicalista e Político
Partido político Bloco Quebequense


Gilles Duceppe (Montreal, 2 de julho de 1947 - ) é um político canadense da província de Quebec. Deputado federal de 1990 a 2011, foi chefe do Bloco Quebequense (BQ) entre 1997 e 2011.

Foi derrotado pelo Novo Partido Democrático na Eleição Federal de 2011 no que foi a pior performance eleitoral da história do Bloco Quebequense. Anuncia então sua demissão da chefia do partido.[1]


Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Montreal, é filho do autor quebequense Jean Duceppe e de Hélène Rowley. Estuda Ciência política na Universidade de Montreal. Na juventude interessa-se pelo Comunismo, tornando-se membro ativo do Partido Comunista Operário do Canadá[2] . Depois, torna-se negociador pela Confederação dos Sindicatos Nacionais (CSN).

Em 1990, torna-se o primeiro deputado eleito do Bloco Quebequense após uma eleição federal parcial no distrito eleitoral de Laurier-Sainte-Marie em Montreal. Na ocasião, candidatou-se oficialmente como independente. Todos os outros deputados do Bloco Quebequense haviam deixado os partidos Partido Progressista Conservador do Canadá ou o Partido Liberal do Canadá.

Em 1996, o então chefe do Bloco Quebequense, Lucien Bouchard, deixa seu posto para dedicar-se à política na província de Quebec assumindo a chefia do Partido Quebequense. Gilles Duceppe é então nomeado chefe interino do Bloco até a eleição de Michel Gauthier. Gilles Duceppe substitui Gauthier em março de 1997.

Na Eleição Federal de 1997, o Bloco perde seu posto de oposição oficial. O partido passa de 54 a 44 assentos na Câmara dos Comuns atrás do Partido Reformador do Canadá. A campanha de 1997 foi difícil para Duceppe, estando a necessidade da existência de seu partido questionada após a derrota no referendo quebequense de 1995.

Gilles Duceppe e sua esposa, Yolande Brunelle, durante a campanha eleitoral de 2011.

O Bloco Quebequense conquista apenas 38 assentos nas Eleições federais no Canadá em 2000. Escândalos de corrupção[3] envolvendo os Liberais em 2003 aumentam as intenções de voto para o Bloco. Sob o comando de Gilles Duceppe, o partido conquista 54 assentos durante as Eleições Federais de 2004, mesmo nível de 1993. Porém a fusão do Partido Progressista Conservador do Canadá e do Partido Reformador do Canadá impedem que o Bloco se torne a oposição oficial.

Confiante após o recente sucesso de seu partido, Gilles Duceppe é apoiado por 96,8% dos delegados do Bloco Quebequense durante congresso realizado em 2005. Ainda em 2005, a demissão de Bernard Landry do posto de chefe do Partido Quebequense e da oposição oficial na província alimenta especulações de que Duceppe concorreria à direção do Partido Quebequense, o que é rapidamente desmentido por ele.[4]

Boatos sobre sua nomeação como chefe do Partido Quebequense recomeçam em maio de 2007, após sua derrota eleitoral nas eleições provinciais de 2007 e da demissão de seu chefe, André Boisclair. Em 11 de maio de 2007, Duceppe confirma sua intenção de participar da disputa à direção do Partido Quebequense, pouco antes de Pauline Marois[5] anunciar ela também sua intenção. Assim, Duceppe retira sua candidatura e apóia a de Pauline Marois[6] . Uma pesquisa publicada pelo jornal La Presse de Montreal em 12 de maio dá 45% de apoio a Pauline Marois contra 21% a Gilles Duceppe.

Ao retornar à Câmara dos Comuns em 14 de maio, Gilles Duceppe se submete a novo voto de confiança do Conselho do partido, obtendo apoio unânime dos deputados do Bloco. Duceppe declara ter cometido um erro ao se lançar candidato à direção do Partido Quebequense e afirma querer continuar seu trabalho na esfera federal.

Novas eleições federais são realizadas no outono de 2008. O Bloco Quebequense consegue outra boa votação, apesar do número de eleitos ter caído para 49 após a apuração dos resultados. Os cortes orçamentários do Primeiro Ministro Stephen Harper favorizam o Bloco contra os Conservadores. Muitos veem em Duceppe o opositor que impediu os Conservadores de obterem maioria na Câmara dos Comuns.


Demissão[editar | editar código-fonte]

As Eleições de 2008 marcam o fim do mandato de Duceppe em Ottawa. O Bloco perde 43 dos 47 assentos que detinha na Câmara dos Comuns antes da eleição. Derrotado em seu próprio distrito eleitoral, Gilles Duceppe anuncia sua demissão da direção do partido[7] .


Referências

  1. "Bloc Leader defeated in his riding", CBC News, 2 May 2011. Página visitada em 3 May 2011.
  2. Société Radio-CanadaLe communisme au Canada, un idéal perdu? (30 de setembro de 1999).
  3. Commandites: la facture atteint 332 millions.
  4. [http://www.cbc.ca/news/background/parti_quebecois/ INDEPTH: PARTI QUÉBÉCOIS Timeline].
  5. Robert, Dutrisac. . "Un combat de géants: Marois-Duceppe".
  6. Denis, Lessard. . "Duceppe déclare forfait".
  7. Gauche et droite face à face..