Ginocentrismo

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Ginocentrismo (do neolatim gyno e grego gynL, gynaikós, "mulher, elemento feminino") é a prática, consciente ou não, de colocar seres humanos femininos ou um ponto de vista feminino como central da visão de mundo pessoal. As percepções, necessidades e desejos das mulheres tem prioridade neste sistema, onde a visão feminina torna-se o ponto de referência ou a lente pela qual todos os objetos são analisados.1

O seu oposto, relacionando-o com o homem, designa-se por androcentrismo.2

Ideologia[editar | editar código-fonte]

Ideologicamente o ginocentrismo prioriza as mulheres hierarquicamente, como o foco em detrimento do resto, tendo como consequência a exclusão de todo o resto; e pode, como resultado, facilmente se transformar em misandria, que é o ato de ignorar ou atribuir como bodes expiatórios os homens.3

Observada na prática, a superioridade das mulheres é vista como absoluta; interpessoalmente, culturalmente, historicamente, politicamente, ou em contextos sociais mais amplos (como no entretenimento popular). O ginocentrismo clama pela celebração das diferenças positivas das mulheres - da sua história, mitos, artes e música - em oposição a um modelo assimilacionista privilegiando a similaridade aos homens.4

Dessa forma, pode se tornar o que Rosalind Coward cunhou como “mulherismo...um tipo de versão popularizada do feminismo que enaltece tudo que as mulheres fazem e que menospreza os homens”.5

Críticas[editar | editar código-fonte]

Algumas feministas pós-modernas como Nancy Fraser questionam a concepção de um conceito estável de 'mulher' que fundamenta todo o ginocentrismo.6

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Nicholson, Linda J. The second wave: a reader in feminist theory Routledge, 1997 ISBN 978-0-415-91761-2 p147
  2. Definição de ginocentrismo
  3. P. Nathansom/K. K. Young, Legalizing Misandry (2006) p. ix and p. 310
  4. Lynda Burns, Feminist Alliances (2006) p. 153
  5. Rosalind Coward, Sacred Cows (1999) p. 11
  6. Burns, p. 160-1

Leia também[editar | editar código-fonte]

Judith Butler, Gender Trouble (1990)

Fay Weldon. Godless in Eden (1999)

Links externos[editar | editar código-fonte]

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