Gipsita

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Gipsita
Rosa do deserto, 47 cm.
Classificação Strunz sulfatos
Cor incolor, branco a cinza, amarelo, vermelho, castanho
Fórmula química Ca[SO4] • 2H2O
Ocorrência raro
Propriedades cristalográficas
Sistema cristalino monoclínico
Grupo espacial = monoclínico-prismático 2/m[1]
Propriedades físicas
Densidade 2,32 g/cm3
Dureza 1,5-3,0 (Mohs)
Clivagem perfeita
Fratura concóide
Brilho ceroso
Risca branca
Outras fluorescência ausente

A gipsita, também designada por pedra de gesso, ou sulfato de cálcio (de maneira resumida), é um minério de cálcio, cuja composição química corresponde a fórmula Ca(SO4) • 2H2O.

Características[editar | editar código-fonte]

A gipsita é basicamente composta por sulfato de cálcio dihidratado. Apresenta geralmente coloração branca a traslúcida. Outras características são os aspéctos micáceo, lamelar, o brilho nacarado, o tato untoso (ou fibroso) e a dureza baixa (2,0). É o sulfato mais comum na crosta terrestre, ocorrendo em evaporitos ou na forma de camadas interestratificada de folhelhos, calcário e argila, podendo também ser encontrado em meteoritos.

Marte[editar | editar código-fonte]

A presença de depósitos de gipsita em Marte detectada pela sonda Opportunity é tratada como uma evidência de que houve água corrente na superfície do planeta no passado.[2]

Propriedades[editar | editar código-fonte]

Através de aquecimento (ou calcinação) a gipsita perde sua água de cristalizada, podendo ser transformada em sulfato de cálcio, ou simplesmente gesso.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

É usada principalmente na fabricação de cimento, como também na fabricação de ácido sulfúrico, giz, vidros, esmaltes, gesso e na produção de cerveja. Usada também como molde para fundição, desidratante, aglutinante e corretivo de solo (correção de pH), além de aplicação e na metalurgia (na formação de escória, entre outras.

Reservas e Produção[editar | editar código-fonte]

Reservas e produção globais[editar | editar código-fonte]

Os Estados Unidos da América são os maiores produtores e consumidores mundiais de gipsita; enquanto a sua produção, em 2001, foi da ordem de 19 milhões de toneladas, a de outros países grandes produtores foi a metade, ou um terço.[carece de fontes?] Em termos mundiais, a indústria cimenteira é a maior consumidora, enquanto nos países desenvolvidos a indústria de gesso e seus derivados absorve a maior parte da gipsita produzida.

Reservas e produção brasileiras[editar | editar código-fonte]

Cerca de 93% das reservas brasileiras (aprox. 1.271 milhões de toneladas) estão concentradas na Bahia (44%), Pará (31%) e Pernambuco (18%), ficando o restante distribuído, em ordem decrescente, entre o Maranhão, Ceará, Piauí, Tocantins e Amazonas. A porção das reservas que apresenta melhores condições de aproveitamento econômico está situada na Bacia do Araripe, região de fronteira dos Estados do Piauí, Ceará e principalmente em Pernambuco, especificamente nos municípios de Ipubi, Trindade, Ouricuri e Araripina e ainda áreas exploradas em Exu e Bodocó. O aproveitamento das reservas do Pará tem como fatores impeditivos a grande distância dos centros consumidores e deficiências de infra-estrutura.[carece de fontes?]

Fabrição sintética[editar | editar código-fonte]

A gipsita também pode ser fabricada de maneira artificial (sintetizada), através de um processo industrial, no qual ocorre a precipitação a partir de carbonato de cálcio e ácido sulfúrico: \mathrm{H_2SO_4  +  CaCO_3  \longrightarrow CaSO_4  +  H_2O  +  CO_2 }.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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