Giselle Tigre

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Giselle Tigre
Nome completo Giselle Barros Noé da Costa[nota 1]
Nascimento 2 de agosto de 1972 (42 anos)[1]
Recife[2]
 Pernambuco
 Brasil
Ocupação Atriz, cantora, jornalista e modelo[3]
(1987—atual)
Cônjuge Marcelo Gemmal[4]
(2003—atual)
IMDb: (inglês)


Giselle Tigre, nome artístico de Giselle Barros Noé da Costa (Recife, 2 de agosto de 1972), é uma atriz, cantora e ex-modelo brasileira.[5] Iniciou-se como atriz televisiva na Rede Globo, em 2000, vindo posteriormente a atuar em produções na Record e no STB. Em 2011, junto com a atriz Luciana Vendramini protagonizou um polêmico beijo gay em Amor e Revolução, telenovela do SBT.[6] Além da carreira televisiva, participou de três curta-metragens e atuou em peças teatrais.

Antes de ser atriz foi modelo, tendo se classificado nas finais do Supermodel of the World de 1989, o que a levou a trilhar uma expressiva carreira na moda ao participar de campanhas para marcas nacionais e internacionais, bem como fazer capas e editorais para diversas revistas brasileiras, entre elas Nova, Moda Brasil, Manequim e Criativa.

Para além da carreira de atriz e modelo, como cantora gravou um Compact Disc em 2000, junto com outros intérpretes brasileiros, o qual intitulou «Mais Além».[2] [7]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Última de uma família de seis filhos e nascida e criada em Recife,[7] pelo lado materno a atriz é sobrinha-neta do jornalista e poeta Bastos Tigre, o primeiro bibliotecário brasileiro.[1] Sua mãe, Glícia Tigre, faleceu em 2008.

Artisticamente, Giselle começou no Teatro de Amadores de Pernambuco em 1987 com o musical Zuzu, aos quinze anos.[1] [5] [3] Como modelo, começou aos dezesseis anos, ainda em sua cidade natal, e pouco tempo depois, ao perceber que para ter mais projeção como modelo deveria ir para o eixo Rio–São Paulo, mudou-se para a capital paulista, onde morou entre 1989 e 1993.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Modelo[editar | editar código-fonte]

Sua carreira de modelo ganhou projeção após ela se classificar entre as doze finalistas na etapa brasileira do concurso Supermodel of the World de 1989,[2] [3] promovido pela Class — sua agência na época — e pela Ford Models americana.[nota 2] A partir daí, figurou em campanhas e editoriais de moda em várias revistas brasileiras, como Criativa, Moda Brasil, Nova, Mon Tricot e Desfile,[2] assim como em comerciais de televisão para marcas como Gillette e Arisco, entre outras mídias. A estatura mediana de 1,65[2] metro de altura não possibilitou uma incursão mais a fundo nas passarelas, mas sua incrível beleza e um rosto com expressivos olhos verde-azulados a levaram como modelo ao exterior, tendo feito vários trabalhos no Japão e em Taiwan, onde passou alguns meses.[2] Em um desses trabalhos no exterior, chegou a provar cinquenta coleções em doze horas.[2]

Após voltar para Recife em 1993, começou a fazer pequenos trabalhos na mídia local, apresentações de concursos em Pernambuco e outros estados da região, bem como a dar aulas de redação para alunos do ensino fundamental.[2] Sua beleza chamava mais atenção do que as próprias aulas, o que Giselle tentava disfarçar com roupas simples, poucos adereços e quase nada de maquiagem.[2]

Atriz e cantora[editar | editar código-fonte]

Em 2000, ainda morando na capital pernambucana, Giselle recebe o convite da Rede Globo para interpretar a professora Linda Albuquerque em Malhação.[8] Ela teve apenas quatro dias para resolver tudo e se mudar para a «Cidade Maravilhosa».[2] Na mesma emissora a atriz contracenou em Kubanacan, em 2003, quando foi convidada a fazer Poder Paralelo na Record, em 2010.[3] [6] A partir daí os trabalhos se multiplicaram. Em 1998 participou como Maria Madalena da Paixão de Cristo de Recife, e em 1991 já havia feito o curta-metragem Rupture.

Sobre a relação beleza versus talento, em entrevista à revista Mensch a atriz revelou:

«A beleza sempre será uma cobrança. Uma vez em uma entrevista ao telefone me perguntaram: você continua bonita? E ter o talento testado, com certeza é uma cobrança que eu mesma me faço. Ninguém precisa fazer isso por mim, lanço esse desafio a mim mesma a cada trabalho.»[5]

Para além da TV, a atriz também lançou um Compact Disc independente intitulado «Mais Além»,[7] com doze canções de vários compositores nordestinos, entre eles Lenine e Alceu Valença.[2] O CD foi financiado pela Lei Rouanet com incentivo da Alcoa de Pernambuco.[7]

Polêmico beijo gay[editar | editar código-fonte]

Em 2011, juntamente com a atriz Luciana Vendramini, protagonizou o primeiro beijo homossexual exibido em uma telenovela no país. O beijo foi em Amor e Revolução entre as personagens Marina Campobelo, vivida por Giselle, e Marcela, vivida por Luciana.[9] [10]

Sobre o referido beijo, o portal Universo Online (UOL) publicou:

«Há poucos meses, Giselle Tigre protagonizou a cena mais polêmica de Amor e Revolução. Sua personagem, Marina, mesmo sendo heterossexual, acaba deixando-se levar pelas insistentes investidas de Marcela, vivida por Luciana Vendramini. Depois de o SBT ter adiado em um dia a sequência tão esperada para segurar a audiência, finalmente o beijo entre as duas personagens pôde ser assistido pelo público. A repercussão tornou-se ainda maior porque este foi visto como o primeiro beijo gay da tevê brasileira.»[3]

O primeiro beijo de duas mulheres aconteceu em 1963, entre Geórgia Gomide e Vida Alves, no teleteatro A Calúnia, de Lilian Hellman, da extinta TV Tupi.[3]

Sobre a repercussão do beijo, a atriz posteriormente comentou em entrevista à Mensch:

«(...) foi um dos momentos profissionais mais incríveis que já vivi. Primeiro pela total sintonia que encontrei na minha parceira de cena, a Lu (Luciana Vendramini), pelo marco histórico de protagonizar um beijo de 30 segundos entre duas mulheres, numa novela que falava sobre a ditadura militar no Brasil em 1970. Foi uma história de amor linda e virei um ícone da causa, que não era a minha, mas agora é.»[5]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Televisão
Ano Título Papel Emissora
2000 Malhação Linda Albuquerque Rede Globo
2003 Kubanacan Alma Rede Globo
2008 Guerra e Paz Kátia Rede Globo
2009 Caminho das Índias Amiga de Melissa Rede Globo
A Lei e o Crime Neusa Rede Record
2010 Poder Paralelo Vilma Rede Record
2011 Amor e Revolução Marina Campobelo SBT
2013 Louco por Elas Mãe na reunião Rede Globo
Cinema
Ano Título Tipo
1991 Rupture Curta-metragem
2005 O tempo de cada um Curta-metragem
2007 Ménage à trois Curta-metragem

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

A atriz é casada com o artista plástico Marcelo Gemmal, com quem tem a filha Maria.[4] Em 2000, ela deixou às pressas o Recife para interpretar a professora Linda, em Malhação, Rede Globo.[7] Na época, cursava o quinto período do curso de jornalismo na capital pernambucana e trabalhava como professora de redação,.[7] Por causa do convite, só veio a concluir o referido curso na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.[1]

Em entrevista ao portal iG a atriz revelou:

«Sou aquela típica mulher moderna que acorda cedo, vai malhar, fazer compras, leva a filha à escola, prepara o jantar para o marido e, quando ele chega em casa, estou com uma garrafa de vinho esperando para bater um papo.»[6]

Para equilibrar sua personalidade, por vezes impaciente, a atriz diz praticar meditação zen budista.[6]

Notas

  1. No início de sua carreira, decidiu adotar o sobrenome de solteira de sua mãe, Glícia Tigre.
  2. O primeiro lugar desse mesmo ano foi da modelo paulista Adriana de Oliveira.

Referências

  1. a b c d Adm. do sítio web (2007). Perfil de Giselle Tigre Dicionário Cravo Albin da MPB. Página visitada em 13/03/2014.
  2. a b c d e f g h i j k l Rodrigo Teixeira (23/04/2000). Olhos de farol: pernambucana Giselle Tigre foge do estereótipo Gabriela A Notícia (Santa Catarina). Página visitada em 13/03/2014.
  3. a b c d e f Da redação (08/08/2011). Algumas pessoas acham que destruí minha imagem UOL Entretenimento: televisão. Página visitada em 13/03/2014.
  4. a b Da redação (02/08/2011). Atriz Giselle Tigre em dia de beleza Revista Caras. Página visitada em 15/03/2014.
  5. a b c d Nadezhda Bezerra (2012). A bela dos olhos azuis é uma diva Revista Mensch. Página visitada em 15/03/2014.
  6. a b c d Renata Reif (20/05/2011). Atriz que protagonizou a cena do beijo gay em «Amor e Revolução» se revela para o iG Gente iG Gente. Página visitada em 13/03/2014.
  7. a b c d e f Luís E. Araújo (2000). As lições da professora Revista Istoé Gente. Página visitada em 15/03/2014.
  8. Adm. do sítio web (2012). Personagem: Linda Albuquerque Portal Globo.com: canal Viva. Página visitada em 13/03/2014.
  9. Natalia Castro (14/05/2011). [luciana-vendramini-comemora-beijo-gay-em-amor-revolucao-diz-que-se-diverte-assistindo-vamp-924452281.asp Luciana Vendramini comemora beijo gay em 'Amor e revolução'] O Globo — Revista da tv. Página visitada em 14/05/2011.
  10. Amor e Revolução Portal do SBT (12/05/2011). Página visitada em 13/03/2014.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]