Glênio Bianchetti

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Glênio Alves Branco Bianchetti (Bagé, 15 de janeiro de 1928 - Brasília, 18 de fevereiro de 2014) foi um pintor, gravador, ilustrador e professor brasileiro.

Formação[editar | editar código-fonte]

Jogo do osso, Xilogravura, 1955, acervo do MARGS
Lázaro, têmpera sobre madeira, 1959, acervo do MARGS
Lavras do Sul, têmpera sobre madeira, 1982, acervo particular

Iniciou seus estudos artísticos em 1946 com o pintor e escultor brasileiro José Moraes, à época baseado em Bagé.1 Em 1949, Bianchetti vai a Porto Alegre para estudar no Instituto de Belas Artes (hoje Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), onde foi aluno de Iberê Camargo. Alternando períodos em Bagé e em Porto Alegre, completou a licenciatura em artes plásticas em 1954.2

Escola de gravura do Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Bianchetti começou a ter seu trabalho conhecido na década de 1950, quando participou da fundação, em 1951, do Clube de Gravura de Bagé, ao lado de Glauco Rodrigues e Danúbio Gonçalves. No mesmo ano, com Carlos Scliar e Vasco Prado, fundou o Clube de Gravura de Porto Alegre, marcado por obras de caráter social. A obra de Bianchetti nesse período é dominada por xilogravuras com temas relacionados ao trabalho e aos costumes regionais do Rio Grande do Sul, fortemente inspiradas pelo expressionismo alemão.3

Em 1960, a convite do então governador gaúcho Leonel Brizola, assumiu a direção do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), onde permaneceria por dois anos. Em paralelo, lecionou gravura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Fundador da Universidade de Brasília[editar | editar código-fonte]

Em 1962, Bianchetti foi chamado por Darcy Ribeiro para integrar o corpo docente do curso de arquitetura da Universidade de Brasília. Foi o primeiro diretor do ateliê de artes plásticas e do setor gráfico da universidade. Após o golpe militar de 1964, foi preso por "subversão" e afastado da UnB, à qual seria reintegrado somente em 1988.4

Mesmo sem o vínculo com a universidade, Bianchetti decidiu radicar-se em Brasília, dedicando-se sobretudo à pintura e à tapeçaria. Colaborou com a criação do Museu de Arte de Brasília na década de 1970. Em 1999 foi homenageado com retrospectiva de 50 anos de carreira no Palácio Itamaraty.

Família[editar | editar código-fonte]

Casado com a também artista plástica Ailema de Bem, natural de Lavras do Sul, Bianchetti teve seis filhos, incluindo o pintor e professor brasiliense Lourenço de Bem.5

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]