Glória (bairro do Rio de Janeiro)

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Bairros cariocas
Mapa da cidade do Rio.svg

Rio de Janeiro

Glória
—  Bairro  —
Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no alto do Outeiro da Glória
Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no alto do Outeiro da Glória
Cidade Rio de Janeiro
Área
 - Total 114,01 hectares
População (2000)
 - Total 10 098
Domicílios 4 358
Subprefeitura IV Região Administrativa (Botafogo)
Memorial Getúlio Vargas. Ao fundo, à esquerda, o Hotel Glória.
Marina da Glória

A Glória é um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É um bairro de classe média. Localiza-se entre os bairros da Lapa, de Santa Teresa, do Catete e do Flamengo. É, junto com o bairro de Santa Teresa, o bairro da Zona Sul carioca mais próximo ao Centro da cidade.

Índice

[editar] História

Segundo o escritor francês Jean de Léry, que fez parte da expedição francesa que tentou implantar a França Antártica na Baía de Guanabara, existia uma aldeia tupinambá no sopé do atual Outeiro da Glória, em uma das foz do Rio Carioca. Tal aldeia se chamava Kariók ou Karióg ("casa de carijó") e teria dado origem ao atual gentílico da cidade do Rio de Janeiro, "carioca"[1][2]. Na região, ocorreram violentos combates entre portugueses e franceses durante a invasão francesa ao Rio de Janeiro no século XVI, pois os franceses e os tupinambás construíram uma forte paliçada na região. Em uma dessas batalhas, foi mortalmente ferido o líder português Estácio de Sá.

O bairro deve seu nome à Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, construída no século XVIII. Em torno da igreja, consolidou-se o povoamento do bairro. Nela, foi batizado o escritor Lima Barreto. A igreja teve papel de destaque na corte de dom João VI. O imperador brasileiro dom Pedro II batizou-se nela[3]. Atualmente, é o local onde são batizados os descendentes - do ramo fluminense - de dom Pedro II.

Até os anos 1930, era considerado o "Saint-Germain-des-Prés carioca", pois, desde fins de 1880, abrigava hotéis que serviam de residência a deputados e senadores em exercício no Rio de janeiro, então capital federal. Boa parte de seus modelos arquitetônicos e urbanismo inspiraram-se em Paris: basta considerar a Praça Paris, um verdadeiro jardim francês.

Entre os anos 30 e 60 do século XX, os casarões em estilo eclético e boa parte das vilas operárias deram lugar a prédios, que acabaram dando ao bairro o aspecto que tem hoje.

[editar] Economia

Transporte

A Glória abriga uma estação homônima do Metrô do Rio de Janeiro e é servida por diversas linhas de ônibus, como a 161 (antigo 571 - Glória-Leblon via Jóquei - Circular), a 162 (Antigo 572 - Glória-Leblon via Copacabana - Circular) e a 180.

Comércio de rua

Em qualquer dia da semana, podem-se encontrar vendedores de artigos usados em toda a extensão da Rua da Glória. O movimento é irregular, pois a presença dos camelôs não é permitida oficialmente.


Feiras livres

Há três feiras livres na região:

- quinta-feira: na Rua Conde Lages

- Sábado: feira orgânica na Rua do Russel das sete às treze horas.

- Domingo: na Rua da Glória

Desafios econômicos e sociais

O bairro sofre com a falta de conservação e de manutenção de seus monumentos e mobiliário urbano. Há muitos moradores de rua. À noite, a mureta da Rua da Glória tem grande movimento de travestis.

[editar] Lazer

O bairro conta com uma pequena praia homônima, localizada no Parque Brigadeiro Eduardo Gomes entre a Marina da Glória e a Praia do Flamengo. Para passear e se exercitar, a população do bairro dispõe do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes e da Praça Paris.

[editar] Cultura

Além do Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, o bairro conta com outros importantes prédios e monumentos, tais como:

Referências

[editar] Ligações externas


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