Glória do Goitá

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Município de Glória do Goitá
""O Berço do Mamulengo" "O Manjoléu""
Praça do Cristo

Praça do Cristo
Bandeira de Glória do Goitá
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 6 de maio de 1837
Gentílico gloriense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Glória
Prefeito(a) Zenilto Vieira Miranda (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Glória do Goitá
Localização de Glória do Goitá em Pernambuco
Glória do Goitá está localizado em: Brasil
Glória do Goitá
Localização de Glória do Goitá no Brasil
08° 00' 07" S 35° 17' 34" O08° 00' 07" S 35° 17' 34" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Mata Pernambucana IBGE/2008[1]
Microrregião Vitória de Santo Antão IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Feira Nova, Lagoa de Itaenga e Paudalho; Sul: Vitória de Santo Antão; Leste: Chã de Alegria; Oeste: Passira
Distância até a capital 65 km
Características geográficas
Área 231,185 km² [2]
População 30 111 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 130,25 hab./km²
Altitude 158 m
Clima Tropical As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,604 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 148 327 mil IBGE/2012[5]
PIB per capita R$ 5 072 56 IBGE/2012[5]
Página oficial

Glória do Goitá é um município brasileiro do estado de Pernambuco situado na região da Zona da Mata.

História[editar | editar código-fonte]

A ocupação do território foi iniciada por David Pereira do Rosário, que recebeu as terras por doação de uma neta de Duarte Coelho. Ali fixou residência no sítio Lagoa Grande e lavradores iniciaram o cultivo das terras.

Por volta de 1760, o lugar onde hoje fica o município era ocupado por lavradores, que mandaram construir uma capela dedicada à Nossa Senhora da Glória. Em volta dessa capela, surgiu um pequeno povoado. Posteriormente, monges do Mosteiro de São Bento de Olinda vieram para a região, em 1775.

A vila foi criada a 6 de maio de 1837. Glória do Goitá tornou-se município autônomo, emancipado de Paudalho em 9 de julho de 1877.

A desmembração ocorreu pela Lei Provincial n. 1.297, sendo formado pelos distritos Sede e Apoti, e pelo povoado do Tapera.

A denominação do município tem origem na junção do nome da padroeira, Nossa Senhora da Glória, com o rio Goitá, topônimo que tem origem no termo tupi “gua-ita”, que significa “pedra da baixa”.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Glória do Goitá está localizado na mesorregião da Mata Pernambucana e na Microrregião de Vitória de Santo Antão. A área municipal ocupa 231 km² e representa 0,2352 % do Estado de Pernambuco.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Glória do Goitá encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe. Seu principal tributário é o rio Goitá e os riachos Macambira, Monjolo, Tanque, Braga, Jamaforno, Maçaranduba, Grota Funda, Camurim, Salinas, Antinho, Mocó, Tapera, Macacos, Guilherme, Água Peba, Urubas, Canavieira, Ribeirão da Onça e Limãozinho. O principal corpo de acumulação é o açude Goitá (52.000.000 m³). Todos os cursos d'água no município têm regime de escoamento intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade é o tropical, do tipo As'. No verão é quente e seco, com máximas entre 26°C e 33°C, e com mínimas entre 19°C 23°C. No inverno é ameno, com máximas entre 22°C e 27°C, e mínimas entre 15°C e 20°C.

  • Tipo de Clima: Tropical
  • Precipitação pluviométrica: 1.284mm
  • Temperatura média anual: 23,8°C
  • Meses chuvosos: abril a julho
Gráfico climático para Glória do Goitá
J F M A M J J A S O N D
 
 
41
 
30
20
 
 
70
 
29
20
 
 
143
 
29
20
 
 
182
 
28
19
 
 
223
 
27
21
 
 
232
 
26
19
 
 
157
 
25
18
 
 
92
 
26
17
 
 
51
 
26
18
 
 
26
 
29
19
 
 
25
 
30
19
 
 
35
 
29
20
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Jornal do Tempo

Divisão distrital e povoados[editar | editar código-fonte]

  • Distrito-sede
  • Distrito: Apoti
  • Distrito: Tapera
  • Distrito: Vila da Glória

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município de Glória de Goitá, está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta.

Vegetação e solo[editar | editar código-fonte]

A vegetação desta unidade é formada por florestas subcaducifólica e caducifólica, próprias das áreas agrestes. Nas superfícies suave onduladas a onduladas, ocorrem os planossolos, medianamente profundos, fortemente drenados, ácidos a moderadamente ácidos e fertilidade natural média e ainda os podzólicos, que são profundos, textura argilosa, e fertilidade natural média a alta. Nas elevacões ocorrem os solos litólicos, rasos, textura argilosa e fertilidade natural média. Nos vales dos rios e riachos, ocorrem os planossolos, medianamente profundos, imperfeitamente drenados, textura média/argilosa, moderadamente ácidos, fertilidade natural alta e problemas de sais. Ocorrem ainda afloramentos de rochas.

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal atividade é a agricultura, e outra é o comércio. Glória do Goitá tem uma extensa área de cana-de-açúcar plantada, mas o município não tem nenhuma usina. O que é plantado na região é vendido para uma usina de Lagoa de Itaenga. Parte dos moradores trabalha em um pequeno comércio localizado no centro. Mas Glória do Goitá tem algumas atividades curiosas. Mesmo longe do mar, a quantidade de coqueiros impressiona. E pendurados nos coqueiros, os tiradores de cocos secos. Os cocos são vendidos para a Ceasa, no Recife. No município há muitas granjas. Algumas destinadas para o corte, integradas com o abatedouro de aves de Nazaré da Mata, e outras para a produção de ovos.

Em todos os lugares, seja às margens da BR ou na área rural encontra-se pequenas lavouras. Algumas são de subsistência. Outros moradores vendem o que produzem na feira do município. Planta-se de tudo - limão, maracujá, acerola, macaxeira, pimentão, cebola, cebolinha e coentro.

Outra importante fonte de renda do município é a produção de farinha de mandioca, que são fabricadas em diversas "casas de farinha" encontradas na zona rural do município.

Um dos polos que mais se desenvolve no município é o da cultura orgânica, que é vendida na Ceasa, nas feiras de orgânicos da região metropolitana do Recife e na própria feira do município.

Programas de microcrédito não governamentais vêm transformando a economia local e de cidades vizinhas, disponibilizando crédito com assessoria para os pequenos empreendedores.

Cultura[editar | editar código-fonte]

É a terra de José Gomes, o Cabeleira, conhecido como o primeiro cangaceiro. Foi imortalizado na obra "O Cabeleira", de Franklin Távora, escritor do Romantismo Brasileiro.

É também a terra de Madame Satã, artista conhecido nacionalmente por sua vida conturbada. Foi imortalizado no filme homônimo. Seu papel foi interpretado por Lázaro Ramos.

O maracatu é uma das tradições do município, os moradores passam o ano inteiro confeccionando suas fantasias de maracatu para desfilarem no carnaval do município, que é uma festa bastante tradicional e animada.

É o berço do mamulengo e tem como representantes Zé de Vina e José Lopes ("goiabinha"). Os mamulengos são confeccionados com madeira e chita. O Museu do Mamulengo destaca-se como o principal ponto de cultura, situado no antigo mercado público no centro da cidade, apresenta diferentes peças do teatro de bonecos, como também oficina de mamulengos levando o nome do município para diversos locais, inclusive para o exterior.

Além do mamulengo a cidade apresenta também a roda de coco de Ciriaco e o único museu do cavalo-marinho do Brasil, sob administração do Mestre Zé de Bibi, um dos vencedores do prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Ministério da Cultura, em 2009.

A cidade também tem muitos poetas orais e de bancada como José Gomes, ou melhor, Zé de Boô e Urbano de Souza Costa, Seu Pirrito. Há também artistas em outras áreas, tais quais: cavalo-marinho, pífano, teatro, entre outras representações artísticas.


Evolução populacional[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE:

Evolução de habitantes
Ano Cidadãos
1997 30.891
1998 27.444
1999 28.624
2000 27.804
2001 27.542
2002 27.632
2003 27.711
2004 27.784
2005 27.937
2006 28.021
2007 28.667
2011 29.131


Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Estimativa Populacional 2014 Estimativa Populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (agosto de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de outubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2014.


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