Glória do Ribatejo

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 Portugal Glória do Ribatejo  
—  Freguesia  —
Brasão de armas de Glória do Ribatejo
Brasão de armas
Glória do Ribatejo está localizado em: Portugal Continental
Glória do Ribatejo
Localização de Glória do Ribatejo em Portugal
39° 02' N 8° 38' O
País  Portugal
Concelho SMG.png Salvaterra de Magos
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 55,03 km²
População (2011)
 - Total 3 224
    • Densidade 58,6/km2 
Gentílico: Gloriano/a
Código postal 2125
Orago Nossa. Sra. da Glória

Glória do Ribatejo, por muitos considerados a vila mais ribatejana de Portugal fica situada no concelho de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém e é habitada por 3 224 habitantes.

A Glória ocupa uma extensão de 10 mil hectares de terra. Está situada na parte Sul do Ribatejo, entre os rios Tejo e Sorraia a 16 km de Salvaterra de Magos e 4,5 km de Marinhais.

Pertenceu à freguesia de Muge, mas actualmente é sede de freguesia, concelho de Salvaterra de Magos, distrito de Santarém. A localidade passou a vila em 20 de Maio de 1993.

Numa perspectiva histórica, a Glória tem provavelmente sete séculos de existência. Situada numa região plana e aberta, não teria um tipo definido de habitante.

Favorecida pela protecção real (carta de mercês), o povo da Glória voltou-se para a charneca, cultivando e criando gado. Isentos do serviço militar durante anos, este povo foi-se “fechando“ nos seus hábitos e costumes tradicionais e característicos.

Com a guerra colonial, que levou muitos jovens para fora da terra e com o aparecimento do posto emissor (Raret), muito se alterou na localidade. Houve abertura aos hábitos e costumes exteriores, mais postos de trabalho com os seus benefícios económicos, desenvolvimento escolar e possibilidade dos jovens continuarem os seus estudos.

Actualmente as mudanças sociais são bem visíveis na Glória devido à formação dos jovens, havendo agora muitas profissões liberais e cursos superiores.

Lenda[editar | editar código-fonte]

Em fins de 1366 ficou ligado à história da Glória do Ribatejo a Lenda de El-Rei D. Pedro.

Andava D. Pedro batendo os matos da charneca com séquito e matilhas quando, entusiasmado na perseguição da peça grada, se isolou da sua gente. O corcel frogoso abria clareira nas ervas, incitado pelos seus brados, e o veado, bonito exemplar, nervoso e ágil, altivo na imponência da sua armadura bem lançada de galhos, tomava-lhe a dianteira numa fuga desesperada. Mas o cavalo não cedia, antes tragava aos poucos a distância que o ruminante lhe levava.

El-Rei, embriagado pela luta travada, esporava sempre, olhos aguilhoando o objectivo da carreira, esquecido da companhia. De súbito, surge um pego enorme. E enquanto o veado o galgava, desaparecendo no cerrado da vegetação em bacanal, D. Pedro caiu-lhe dentro, tolhido o cavalo por intraduzível torpor.

De entre moitas, à sorrelpa, um bicho desconhecido, espécie de gato enorme, caminha para o atacar e, numa derradeira esperança, El–Rei invoca a Virgem da Glória. O bicho, sem mais quê, de novo se embrenha no mato e D. Pedro, livre e são, logo ali jurou erguer uma ermida a perpetuar graças. Outros não dão comparsia ao veado. O bicho perseguido salta o pego e o rei passa o mesmo momento angustioso.

História[editar | editar código-fonte]

A origem da Glória do Ribatejo remonta ao século XIV, quando o Rei D. Pedro I manda edificar em 1362 uma igreja, como demonstra a lápide medieval ainda hoje presente na fachada deste templo. Em 1364, o mesmo monarca concede-lhe uma carta de privilégios, com enormes isenções e liberdades, com o intuito de facilitar o povoamento desta nova localidade. Vivendo essencialmente da agricultura, pastorícia e outras actividades mais rudimentares, a Glória do Ribatejo desenvolveu uma cultura muito peculiar que a diferenciou das restantes freguesias do concelho.

Com uma identificação cultural muito marcante, construída no dia a dia desta população, ainda hoje é possível observar nesta povoação costumes ancestrais. Uma das razões apontadas para a preservação destes valores prende-se com a endogamia. No passado, ao evitar casamentos com outras pessoas de outras localidades, este povo conservou genuinamente os usos e costumes dos seus antepassados.

Apesar de ser assediada por outros valores, a Glória do Ribatejo soube sempre respeitar a sua identidade cultural, motivo pelo qual esta vila ainda hoje se orgulha de respirar tradição.

Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

Casa Tradicional de Glória do Ribatejo

Casa Tradicional de Glória do Ribatejo: núcleo existente desde 1988 ,promovido pela Associção para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo. Reconstitui-se um modelo de habitação de um agricultor de poucos recursos, da década de 40. A casa é feita em adobe, constituída pelas divisões da sala e do quarto.



Museu Etnográfico de Glória do Ribatejo

Museu Etnográfico: edifício constituído por dois andares que funcionam como local de exposição de instrumentos agrícolas, peças de vestuário e objectos de valor arqueológico e também como espaço de exposições temáticas.


Igreja de Nossa Senhora da Glória

Ao longo dos tempos a igreja medieval mandada construir pelo rei D. Pedro I, sofreu inúmeras alterações. A última grande transformação ocorreu na década de 60 do séc. XX, quando se colocou o relógio, modificando por completo a antiga torre.



Fonte Velha

A Fonte Velha foi por muito tempo a única fonte de água existente na Glória do Ribatejo, era o meio utilizado pela população para consumo próprio. De momento encontra-se inativa, trazendo apenas a recordação de que em tempos foi o único meio de sanidade do povo gloriano. Tendo sido arranjada há pouco tempo, tendo agora melhor aspeto, é sem duvida um dos símbolos de Glória do Ribatejo.



Fornos de Montoia

A Junta de Freguesia da Glória do Ribatejo ambiciona pôr totalmente a descoberto os antigos fornos do Montóia que serviram, durante dezenas de anos, para produzir tijolo burro aplicado-os depois nas habitações e na construção de poços naquela vila ribatejana.


Igreja de Santa Luzia do Cocharro


Museu da Casa do Povo

Na própria casa do povo de Glória existe uma parte dedicada inteiramente ao folclore, exposição permanente e exposições temporárias tudo sobre a história do rancho e também sobre a Glória.


Clubes[editar | editar código-fonte]

- Sport Clube Desportos Glória do Ribatejo

- Associação Febre Amarela

- Glória Moto Clube

- Glória BTT

- Glória Pesca

Museus[editar | editar código-fonte]

- ADPEC, Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural de Glória do Ribatejo

- ARFCP, Associação Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo

- MOGR, Museu Online de Glória do Ribatejo


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