Glioblastoma

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Glioblastoma Multiforme, ou GBM, é a forma de tumor maligno mais comum no cérebro. Na maioria dos casos, é letal.

O Glioblastoma não possui etiologia conhecida e surge no próprio cérebro, mais especificamente dos astrócitos, que são células responsáveis por algumas funções desta área nobre do ser humano. Quando um tumor tem sua origem definida pelos astrócitos, dizemos que é um astrocitoma. Um glioblastoma é um astrocitoma de grau avançado (grau IV), ou seja, muito agressivo.

Não existe cura para este tipo de tumor, porém terapias alternativas em conjunto com o tratamento padrão (cirurgia + quimioterapia + radioterapia) podem aumentar a sobrevida do paciente.

O grande problema deste tipo de tumor é o seu rápido crescimento, e mesmo após a cirurgia, um novo aumento é esperado. Mesmo que a operação remova 99,99% do tecido neoplásico, o restante é capaz de se multiplicar e dependendo do caso, volta ao tamanho inicial em até 30 dias. É praticamente impossível efetuar a remoção completa do tumor pois isso acarretaria diretamente em lesão cerebral. A remoção é feita pelo cirurgião até uma "área de segurança", e o restante do tumor será combatido posteriormente através das terapias conhecidas.

Há diversas substâncias que de certa forma inibem ou "atrapalham" o crescimento tumoral, e partindo deste princípio é que se aplicam tais métodos alternativos. Normalmente é administrado logo após a cirurgia, iniciando em conjunto com o protocolo padrão de tratamento. Outras substâncias também são administradas, e que possuem efeito citotóxico sobre o tumor.

Importante destacar também é a demanda dos recursos requeridos pelo glioblastoma, que incluem em sua maioria novos vasos sanguíneos (que carregam nutrientes, oxigênio, etc.), e um dos fatores por trás do tratamento alternativo é justamente inibir a angiogênese (formação de novos vasos). Medicamentos inibidores da enzima COX-2, por exemplo, tem esta característica.

Atualmente, o quimioterápico mais utilizado para este caso é o TEMODAL® (o princípio ativo deste alquilante é a temozolomida), cuja ação básica é "intoxicar" o organismo, incluindo as células tumorais. Seu custo é elevado, porém há meios legais de adquirí-lo gratuitamente. Apesar de ser uma droga nova e com poucos efeitos colaterais, sua eficácia nem sempre é garantida. De fato sua intenção é aumentar a sobrevida do paciente, que é o chamado "Progression Free Survival" (PFS). O PFS nada mais é que o "Tempo de Vida sem Progressão" do tumor, que é o grande problema neste caso.

Outra técnica atual é a cirurgia sem incisão, a chamada Gamma Knife. Em suma, é uma "radioterapia localizada", porém para que seja efetuada, o tumor deve apresentar um tamanho específico, pequeno.

As células aberrantes tem características especiais, inclusive possuem comportamento muito parecido com as células fetais, cujo crescimento é extremamente rápido. Genes responsáveis pela apoptose (morte celular programada) comumente encontram-se inativos, o que "beneficia" o tumor.

Há raríssimos casos de metástase para o GBM, e também há situações em que ele é inoperável. Dependerá basicamente em que região do cérebro se encontra e demais fatores como idade do paciente, histórico clínico, etc.

Um caso isolado e bastante conhecido é o de um pesquisador norte-americano, Ben Williams, que ao saber seu próprio diagnóstico de GBM, iniciou uma série de estudos e pesquisas e está vivo desde 1995. Há diversos artigos publicados, inclusive um livro.

No Brasil há também raríssimos casos de pessoas com um tempo razoável de sobrevida, na faixa de 1-2 anos. Estatisticamente está dentro da faixa dos sobreviventes dessa moléstia, grande oponente da neurologia.

Há um novo tratamento (não protocolar) para Glioblastoma. Trata-se do uso dos medicamentos Avastin (Bevacizumab) e CPT11 (Irinotecan) (medicamentos utilizados originalmente contra o câncer de colo retal) com os quais em muitos casos os tumores (glioblastomas) diminuem ou desaparecem sendo que a toxicidade do Avastim + CPT11 é maior que a do Temodal (Temozolomida), porém parecem ser mais eficientes já que o Temodal consegue no máximo barrar o crescimento do tumor por um tempo.

O temodal muitas vezes falha em combater o glioblastoma porque algumas pessoas possuem um gene ativo que restaura as células tumurais danificadas pelo temodal. Isso não impede o uso concomitante de Temodal, Avastin + CPT 11. Então o Avastin iria atuar inibindo a proteína VEGF (Vascular Endotelial Growth Factor)inibindo a formação de vasos que "alimentam" as células tumorais. Enquanto que o CPT 11(irinotecan - Camptosar) e o temodal iriam agir provocando citotoxicidade às células tumorais.