Globo Repórter

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Globo Repórter
Informação geral
Formato Programa jornalístico
Género Jornalismo
Duração 60 Minutos
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Dire(c)tor(es) Silvia Sayão (responsável pelo programa)
Silvia Faria CGJ)
Ali Kamel (DGJE)
Cristina Piasentini (SP)
Miguel Athayde (RJ)
Mariano Boni (DF)
Tema de abertura "Freedom Of Expression", J.B. Pickers
Transmissão original 3 de abril de 1973 (40 anos) - presente
Portal Séries de televisão · Portal Televisão
Projeto Televisão · Projeto Entretenimento

Globo Repórter é um programa jornalístico semanal brasileiro, produzido e exibido pela Rede Globo, que vai ao ar nas noites de sexta-feira a partir das 22h00, atualmente apresentado por Sérgio Chapelin e Glória Maria. Estreou em 3 de abril de 1973, em substituição ao extinto Globo Shell Especial.

Índice

História [editar]

O Globo Repórter, tal como conhecemos hoje, nasceu da ideia de criar um jornalístico semelhante ao 60 Minutes, da CBS News, porém, como naquela época a Rede Globo não dispunha de estrutura para produção de um programa constituído basicamente de externas, decidiu-se adotar o modelo do extinto Globo Shell Especial e produzir cinedocumentários com narração em off do apresentador.

Nos anos 70, o Globo Repórter passou a ser um veículo importante para vários cineastas brasileiros, como Eduardo Coutinho, Maurice Capovilla, Walter Lima Júnior, Vladimir Carvalho e Gregório Bacic exibirem seus documentários, focalizando muitos aspectos da sociedade brasileira, e que hoje em dia são considerados verdadeiros clássicos do gênero documental no Brasil.

Em 1973, o programa era exibido nas terças-feiras, às 23h00, anunciado como parte da programação da "Terça Global". Neste período, o programa se dedicava a exibição de matérias importantes, que por causa da complexidade do tema, não podiam ser detalhadas nos telejornais. Algumas coberturas importantes dessa época foram as eleições na Argentina, Uruguai e Chile, a revolta dos índios Oglala Sioux, Emerson Fittipaldi e escolas de samba.

Em 1974, o programa ganhou novo horário, novo público e linguagem. Passou a ser exibido mais cedo, às 21h00. Além da mudança na linguagem, os documentários antes produzidos apenas no eixo Rio-São Paulo, passaram a ser gravados em outros estados brasileiros.

Em 1982, depois de cinco meses fora do ar, o Globo Repórter volta a ser exibido em seu antigo horário, às 23h00 e novamente passa por reformulações na linguagem. O programa, antes conduzido pela voz do narrador estático, ganha a presença da figura do repórter, que juntamente com o cinegrafista, assume a função de testemunha dos fatos, transmitindo ao telespectador toda a emoção vivida na abordagem do tema. As mudanças também ocorrem nas reportagens, que passaram a ter duração de apenas 15 minutos e na tecnologia usada na edição e produção do programa que passou a ser U-matic e, posteriormente, Betacam. Com isso, o processo de gravação e edição das imagens ganhou agilidade.

O primeiro Globo Repórter nesse novo formato foi ao ar em 10 de junho de 1982. A reportagem tratava da busca de milhares de brasileiros pelo enriquecimento rápido e José Hamilton Ribeiro foi o primeiro repórter do programa a aparecer no vídeo.

Devido ao planejamento da Rede Globo para a Copa, o Globo Repórter foi novamente tirado do ar, no segundo semestre de 1982, voltando em 1983, agora exibido nas quintas, às 21h20. A volta do jornalístico em horário nobre à televisão, exigiu novas mudanças. A apresentação do programa passou a ser de Eliakim Araújo e o jornalístico ganhou quatro blocos, que mesclavam informação com entretenimento.

Em 29 de dezembro de 1989 o ultimo programa do Globo Repórter, vai estar de férias, e a partir de 26 de março de 1990, está de volta o Globo Repórter nos anos 90, em 21 de dezembro de 2007, no ultimo programa porque está de férias. O Globo Repórter está de volta no dia 4 de abril de 2008, comemorando 35 anos nas noites de sextas-feiras depois da novela.

Em janeiro de 2010, o Globo Repórter ganha mais um reforço: a jornalista Glória Maria, que além de cobrir reportagens especiais, em algumas ocasiões ocupa a bancada ao lado de Sérgio Chapelin.

O Bom Dia Brasil, o Jornal Hoje e o Jornal Nacional fazem uma chamada do Globo Repórter, logo depois da novela, em seguida logo depois da programação nobre as notícias do Jornal da Globo.

A partir do dia 25 de janeiro de 2013, o Globo Repórter está de volta, e a partir de abril está comemorando 40 anos nas noites de sextas-feiras depois da novela das nove.

Apresentadores [editar]

O apresentador do Globo Repórter, e que já declarou ter o programa como "segunda casa", uma vez que participa do programa desde a estreia, é Sérgio Chapelin. No entanto, o programa já teve outros apresentadores, nos períodos em que Sérgio apresentava o Jornal Nacional e quando trabalhou no SBT, em meados dos anos 80, como Celso Freitas (1989-1998) até 2003 o Globo Repórter, deu o documentário sobre a história do Roberto Marinho, enquanto isso Celso Freitas foi para Rede Record atual-2004, Carlos Campbell (1980-1984) e Berto Filho (1979-1981).

Nos últimos anos, as férias e ausências de Sérgio Chapelin foram cobertas por Glória Maria, que além disso cobre reportagens especiais e apresenta algumas vezes o programa. Antes dela a missão de substituição era de Alexandre Garcia, Heraldo Pereira, e até dos repórteres César Tralli e Alan Severiano.

Prêmios [editar]

  • 1982 – Medalha de prata no Festival Internacional de Filme e TV de Nova York pelo programa Amazônia, dirigido por Paulo Gil Soares; e o Vladmir Herzog de Direitos Humanos pelo programa especial Os assassinos do procurador, sobre o escândalo da Mandioca.
  • 1984 – Prêmio do III Encontro Internacional do Meio Ambiente e Natureza na França para a reportagem do repórter Antônio Carlos Ferreira sobre a poluição de Cubatão; Prêmio do Festival Internacional de Televisão em Sevilha, na Espanha, pela reportagem de Ernesto Paglia contando a história de Mário Juruna.
  • 1989 – Prêmio Líbero Badaró, categoria de telejornalismo, pela reportagem Roubo de automóveis, de Domingos Meirelles.
  • 1992 – Prêmio Rei de Espanha para o programa Marcados para morrer, sobre a violência no Estado do Pará, com reportagens de Domingos Meirelles, com direção de Jotair Assad.
  • 1993 – Melhor programa jornalístico segundo a Agência TV Press
  • 1994 – Vladimir Herzog e Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito para a reportagem Morte no trânsito, do repórter Carlos Dornelles, com direção de Suzy Altmann; diploma de honra ao mérito do Festival de Filme e Televisão de Nova York pela reportagem Trabalho do menor, de Marcelo Rezende e José Raimundo.
  • 1995 – Prêmio Caixa Econômica Federal de Jornalismo Social, pela reportagem Desaparecidos políticos de Caco Barcellos; Vladimir Herzog, categoria de melhor reportagem para a TV pela reportagem Extermínio de menores, de Carlos Dornelles, dirigido por Cristina Piasentini.
  • 1996 – Melhor Programa Jornalístico segundo a Associação Paulista dos Críticos de Arte; Vladimir Herzog na categoria reportagem para TV, pela reportagem Riocentro – 15 anos depois, de Caco Barcellos, com direção de Claufe Rodrigues.
  • 1997 – Prêmio Criança e Paz – Betinho 97 concedido pela Unicef pela reportagem Trabalho infantil, de Marco Uchoa; menção honrosa do Festival de Filmes da Vida Selvagem, nos Estados Unidos, pela mensagem de conservação do meio ambiente da reportagem Pescaria, de Ciro Porto.
  • 1998 – Vladimir Herzog na categoria reportagem para a TV, por Pais que seqüestram da repórter Isabela Assumpção; prêmio da Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Latino Americano para a reportagem Biopirataria de Beatriz Thielmann e Ana Dornelles; prêmio Previdência Social para a reportagem Caça fraudadora, de Roberto Cabrini.
  • 2000 – Prêmio Ministério do Meio Ambiente de Jornalismo, na categoria TV, para a reportagem Água, de Caco Barcellos e Francisco José.
  • 2003 – Prêmio Qualidade Brasil de melhor programa jornalístico.
  • 2004 – Prêmio Imprensa Embratel e Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho pela reportagem Kuarup/Xingu, de Ivaci Matias.
  • 2005 – Prêmio Alexandre Adler de Jornalismo em Saúde para a reportagem Células-tronco, dos repórteres Graziela Azevedo e Jorge Pontual, com menção honrosa para a Obesidade infantil, de Ernesto Paglia e Graziela Azevedo.

Referências

Ligações externas [editar]