Glorinha

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Município de Glorinha
Bandeira de Glorinha
Brasão de Glorinha
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 4 de maio de 1988 (26 anos)
Gentílico glorinhense
Prefeito(a) Renato Ribeiro (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Glorinha
Localização de Glorinha no Rio Grande do Sul
Glorinha está localizado em: Brasil
Glorinha
Localização de Glorinha no Brasil
29° 52' 51" S 50° 46' 01" O29° 52' 51" S 50° 46' 01" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Porto Alegre
Municípios limítrofes Viamão, Taquara, Santo Antônio da Patrulha e Gravataí
Distância até a capital 44 km
Características geográficas
Área 323,641 km² [2]
População 6 885 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 21,27 hab./km²
Altitude 54 m
Clima temperado
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,785 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 219 687,227 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 29 832,59 IBGE/2008[5]
Página oficial

Glorinha é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

1906: A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA ABENÇOA O NASCIMENTO DE UMA POVOAÇÃO

Em 1834, o Município de Gravataí Região Metropolitana de Porto Alegre - dividia-se em três distritos: Costa de Sapucaia, Freguesia da Aldeia dos Anjos e Passo Grande, mais tarde também conhecido como Rua da Glória. Nas laterais dessa "rua" - em verdade, uma estradinha ainda com traçado bastante primitivo, formava-se uma pequena vila, habitada por agricultores e pecuaristas, em sua maioria descendente de colonos portugueses.

Este singelo núcleo de moradores movimentava-se num cenário composto por meia dezena de casas de comércio (açougue, armazém de secos e molhados, quitandas com frutas e verduras, etc.), um clube recreativo, uma escola e uma primeira Capela Católica, construída pelos próprios colonos, onde, aos fins de semana, assistiam às missa e celebravam festas religiosas. Em 1906, essa capelinha original é praticamente reconstruída e batizada como Igreja Matriz Nossa Senhora da Glória, com o Distrito de Passo Grande experimentando avanços importantes no seu desenvolvimento, pois por ali cruzava a estrada que era o único elo de acesso entre a Capital e o Litoral Norte, passagem obrigatória para os ousados "veranistas" que faziam sua longa viagem a caminho das praias. A Rua da Glória também era rota tradicional de tropeiros, caixeiros-viajantes e carreteiros, que aproveitavam a sombra de inúmeras figueiras - às época já centenárias e comuns na região- para o seu descanso e pernoite, criando uma aconchegante e movimentada pousada ao ar livre.

PASSO GRANDE - RUA DA GLÓRIA - VILA DA GLORINHA - NOSSA SENHORA DA GLORINHA

Por volta de 1910, a povoação começou ser corriqueira e carinhosamente identificada como a Vila da Glorinha - o nome de sua Santa Padroeira passa, de modo curioso, a representar, ao mesmo tempo, a denominação do próprio vilarejo: Nossa Senhora da Glorinha. E é como Glorinha que logo depois transforma-se em Distrito, subordinado administrativamente às Prefeitura de Gravataí. Seu território já abriga outras etnias, além dos pioneiros portugueses/açorianos, dos contingentes de negros libertos da escravidão e dos descendentes de índios missionados que por ali viviam: são os alemães e italianos, cuja característica habilidade para a agricultura e a pecuária gera resultados muito produtivos, como a acentuada cultura da mandioca, que chegou a ser, por várias décadas, a principal riqueza da economia da região. A fabricação dos derivados da mandioca disputava espaço com outras indústrias caseiras, como os engenhos de cana-de-açúcar e alambiques.

Aos poucos, os alemães diversificaram suas atividades, instalando serrarias, selarias, sapatarias, ferrarias, e melhorando a agricultura de subsistência, do que se originou, por parte das outras etnias, uma forte assimilação quanto ao modo de trabalhar e de desenvolver uma rica gastronomia típica. No início do século XX, edificou-se a Capela Evangélica de Confissão Luterana, na localidade de Rincão de São João e,em 1932, a Capela Nossa Senhora da Glória foi, finalmente, elevada às categoria de Matriz. Em 1936, a pioneira estrada de chão batido que cortava a Vila da Glorinha desde os tempos em que era chamada Passo Grande, é inaugurada como a primeira via asfaltada do Estado - a RS-030. A partir da primeira década de 1960, com a diversificação gradual da economia brasileira, Glorinha passou a ser a mais importante bacia leiteira do Rio Grande do Sul, com o leite e seus derivados despontando e consolidando-se como principal fonte de riqueza do Distrito, ao lado da comercialização de produtos derivados do leite de cabra, engenhos de arroz, atafonas, atividade agrícola desde hortifrutigranjeiros - cultivados em estufa - às piscicultura e às pecuária de corte, somando-se a emergentes indústrias de lacticínios e ao grande potencial natural da região, próprio para o desenvolvimento do turismo rural e ecológico.

TEMPOS DIFÍCEIS PARA O DISTRITO DE GLORINHA

Toda esta pujança no entanto, pouco representava em retorno para o progresso específico do Distrito, distante de sua sede, Gravataí.

Em 1972, com a construção da auto-estrada BR-290 (a primeira freeway do país, ligando Porto Alegre a Osório em sentidos expressos, os antigos viajantes da Rua da Glória - depois a estadual RS-030 - mudaram de trajeto e Glorinha ficou como que esquecida, sofrendo um impacto negativo em seu mercado de serviços e na comercialização dos produtos típicos gerados por centenas de pequenos trabalhadores rurais da região. Este período recessivo é ainda mais agravado pelo crescimento vertiginoso da região metropolitana, com Gravataí - chamado então de município-mãe de Glorinha - tornando-se tipicamente urbano e investindo em políticas administrativas voltadas para uma industrialização frenética, em detrimento de sua zona rural, desprezada em atenção e recursos. Foi exatamente este impasse, estabelecido em pleno início da primeira década de 1980 entre a população e as inquietas lideranças do cada vez mais empobrecido Distrito de Glorinha, que provocou a centelha de um sonho de "independência", a busca ansiada da autodeterminação, a construção do próprio caminho e a decisão de um futuro mais digno. A nascente palavra-de-ordem tinha um significado e peso mais do que absoluto: EMANCIPAÇÃO! Esta conquista histórica aconteceu em 4 de maio de 1988, há exatos quinze anos. Pela Lei n° 8590, assinada pelo então governador Pedro Simon, nascia o Município de Glorinha, hoje um dos mais prósperos do Estado do Rio Grande do Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pertence à Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à Microrregião Porto Alegre. É um município que conta com as águas dos rios Gravataí e dos Sinos.

O município apresentou o segundo maior crescimento do PIB entre os municípios gaúchos (1996-2006), com taxas de 1.583,32%.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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