Gás natural veicular

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Carro movido a Gás natural.
O Fiat Siena Tetrafuel 1.4 é o primeiro carro multicombustível que pode operar como veículo flex com gasolina pura, ou gasolina E25, ou álcool (E100); ou opera como bicombustível com gás natural (GNV). Mostrados os tanques do GNV.

Gás natural veicular (GNV) é um combustível disponibilizado na forma gasosa, a cada dia mais utilizado em automóveis como alternativa à gasolina e ao álcool.

O GNV diferencia-se do gás liquefeito de petróleo (GLP) por ser constituído por hidrocarbonetos na faixa do metano e do etano, enquanto o GLP possui em sua formação hidrocarbonetos na faixa do propano e do butano.

O GNV trabalha com uma pressão de 220 bar, enquanto que o GLP o faz a somente 8 bar. Além de ser mais leve que o GLP, o GNV é armazenado em um cilindro sem costuras, bifurcações ou soldas, sendo uma peça completa, já o GLP possui uma costura em volta de seu cilindro. O cilindro para GNV passa por um processo de tratamento chamado têmpera que consiste em aquecer o material até temperaturas elevadas e depois submergi-lo em um fluido com substâncias que quimicamente contribuirão para aumentar a resistência do material.

[editar] Equivalências

1 metro cubico de GNV equivale N litros de gasolina. 1 metro cubico de GLP N litros de gasolina.

Veículo movido a GNV em Nova Delhi ( Índia ).

No Brasil ocorreu uma corrida na exploração como na distribuição aos postos que envolvia também a modificação de todas os utensílios domestico e dos motores a gasolina e a álcool que pretendiam trabalhar com gás, além disso para forçar o consumo elevaram o Impostos dos veículos que usavam combustível liquido na razão inversa que diminuíam o mesmo imposto nos veículos adaptados. No entanto, com a crise na Bolívia, a partir do decreto de nacionalização da exploração de hidrocarbonetos realizada por Evo Morales, houve uma redução no crescimento.

A economia com a utilização do GNV chega a 66%, sendo indicado para usuários que rodam acima de mil quilômetros por mês, devido ao custo da transformação do veículo.

É um combustivel extremamente seguro se o veículo for preparado em uma oficina credenciada; os acidentes registrados até hoje são em função de adaptações realizadas por pessoas não habilitadas a realizá-las.

Em 2006 a FIAT do Brasil anuncia o primeiro carro tetrafuel que opera com até quatro tipos de combustiveis diferentes. O FIAT Siena tetrafuel que opera com os seguindes combustiveis:

  • Gasolina pura
  • Gasolina brasileira (com até 25% de álcool)
  • Álcool
  • GNV

A queima do GNV é mais lenta que a da gasolina e isso faz com que haja um atraso na ignição da mistura ar/gnv, comparado ao tempo de ignição da mistura ar/gasolina. Desta forma, para adequar o efeito original deveriam alterar a taxa de compressão caso que muitas vezes não acontece,em se tratando de veículos Biflex nesse caso são usados "variadores de ponto da ignição" que no caso forneceria uma fagulha antes do pistão alcançar o ponto morto superior . Estes dispositivos são módulos eletrônicos que adiantam o momento da centelha ocorrida nas velas, o que faz com haja mais compressão para a queima do GNV no interior da câmara de combustão. Uma outra forma também empregada, de forma menos frequente, é a injeção calculada de combustível, em quantidade bem pequena, junto com o GNV, que acelera a ignição do GNV corrigindo o atraso natural de ignição do mesmo, processo que é feito também por um módulo eletrônico denominado Mobmix.

[editar] Ver também

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