Go

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Go
Tabuleiro de Go

Tradicional jogo de origem chinesa, alcançou grande fama no Japão e é considerado um dos jogos mais estratégicos do mundo.
Nº de jogadores 2
Faixa etária 5 anos +
Montagem 1 minuto
Tempo de jogo 10 minutos até três horas,
mas alguns jogos de torneio duram de 16 horas até dois dias.
Complexidade Baixa
Nível estratégico Muito alta
Influência da sorte Nenhuma
Habilidades Estratégia e Observação

Go, Weiqi ou Baduk é um jogo estratégico de soma zero e de informação perfeita para tabuleiro, em que duas pessoas posicionam pedras de cores opostas. Sua origem vem da antiga China, há cerca de 5 mil anos.[1] O jogo é popular no leste da Ásia. O desenvolvimento do jogo pela Internet aumentou muito a sua popularidade no resto do mundo. O nome Go se originou da pronúncia japonesa de um antigo caractere 碁 (go), mas o jogo é chamado de 囲碁 (igo) no Japão. Em chinês seu nome é 圍棋 (trad.) / 围棋 (simp.) (pronúncia-se wéiqí ou Wei-Chi[1] ), e sua tradução significa "jogo de cercar (território)". Também é conhecido como 바둑 (Baduk) na Coreia.

É reconhecido como um jogo que envolve grande capacidade estratégica, tendo grande número de praticantes na Coreia, na China, no Japão, nos Estados Unidos e na Europa. Em outros lugares, como Brasil, é praticado basicamente pelos da diáspora asiática e curiosos.

História[editar | editar código-fonte]

O jogo de Go originou-se na China e suas primeiras referências conhecidas datam do século VI a.C (548 a.C.,Zuo Zhuan). Alguns estudiosos acreditam que o tabuleiro tenha evoluído de algum utensílio utilizado para marcar datas e épocas do ano. Uma lenda no entanto diz que o jogo foi criado como um instrumento do imperador Yao( 2337 - 2258 a.C.) para educar seu filho Danzhu, na disciplina, concentração e equilíbrio. Outros acreditam que o jogo tenha sido criado com propósitos divinatórios, para controle de enchentes ou ainda para simbolizar a ordem cosmológica. O jogo também teria sido usado por generais chineses para estabelecer estratégias de guerra.

O jogo foi introduzido no Japão em 735 por um monge budista chamado Kibi Dajin,[1] e logo tornou-se popular entre as diversas classes sociais. No Japão o jogo tornou-se consistente e este país foi o primeiro a estabelecer um sistema de jogadores profissionais com pontuações e ordenações. Em 1924 neste país foi fundada a Nihon Ki-in uma academia com caráter acadêmico e federativo voltado para a propagação do Go através de torneios e concessão de títulos aos jogadores.

Equipamento e características do jogo[editar | editar código-fonte]

Tabuleiro e peças de Go.

O jogo de Go é jogado em um tabuleiro (goban) geralmente feito de madeira com 19 linhas intercaladas com outras 19 linhas. Este é considerado o tabuleiro padrão e utilizado em jogos profissionais. Há um tabuleiro com formato 9x9 ( para iniciantes) e outro intermediário de 13x13.

As pedras utilizadas no jogo são geralmente pequenas peças chamadas de go-ishi feitas de vidro, conchas, pedras ou plástico, sendo 181 para as pretas e 180 para as brancas. Estas pedras devem ter o tamanho exato para serem colocadas na posição correta que é sempre na interseção das linhas no tabuleiro. São acondicionadas em potes de onde são retiradas pelo jogador quando necessário.

Regras[editar | editar código-fonte]

A regra permite que caso os jogadores tenham níveis diferentes de habilidade, o jogo seja iniciado com determinado número de peças já posicionadas para o jogador menos experiente. Isto deixa a partida mais equilibrada. Em algumas regras as posições destas peças são pré-determinadas, ou seja o jogador mais inábil não pode escolher onde colocá-las, enquanto que noutras é-lhe dada essa escolha.

O tabuleiro de Baduk/Go, assim como todos os jogos de tabuleiro orientais e diferentemente do tabuleiro dos jogos populares no Ocidente, tem suas casas posicionadas na interseção entre as linhas que formam os quadrados, e não nos próprios quadrados.

Durante o jogo, as peças não são movimentadas. Elas são apenas colocadas no tabuleiro, um jogador por vez. Porém, existe uma certa "noção" de movimento, uma vez que as pedras vão eventualmente sendo colocadas "em linha" para aumentar o domínio de um jogador sobre determinada região do tabuleiro.

As peças podem ser capturadas, caso sejam totalmente cercadas pelas peças do adversário, assim o jogo deve ser feito de modo a obter o máximo de território para si, e ao mesmo tempo posicionar-se de modo a se defender (impedindo que venha a ser capturado).

Existem duas regras de contagem para determinar a vitória: a japonesa e a chinesa. Elas diferem em pequenos detalhes, como o fato de se levar em conta também as peças capturadas, contar-se as casas dentro da região formada por suas peças, contando também ou não as casas ocupadas pelas suas peças etc. Apesar de as regras diferirem, o resultado do jogo geralmente é o mesmo tanto na regra japonesa como na chinesa.

Acredita-se que nenhuma partida de Baduk/Go foi repetida nenhuma vez. Isso pode ser verdade dado que em um tabuleiro 19x19, existem cerca de 3361×0.012 = 2.1×10170 posições possíveis, a maioria das quais são o resultado final de cerca de (120!) 2 = 4.5×10397 diferentes partidas sem capturas, resultando num total de 9.3×10567 jogos. Permitindo fazer capturas, então temos 10 elevado a (7,5 x 1048) partidas possíveis, a maioria das quais chegariam a ter 1.6×1049 movimentos! Só para fazer duas comparações, o número de posições legais no Xadrez é estimado entre 1043 e 1050 (com 10123 partidas legais), e os físicos estimam que não há mais do que 1090 prótons no universo inteiro visível.


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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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