Godos da Escandinávia

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A Suécia no séc XII
  Götas
  Sveas
  Gutas
  A Götaland
  A ilha de Gotlândia
  A cultura Wielbark, no início do séc III
  A cultura Chernyakhov, no início do séc IV

Os Götas - Götar em sueco e Gautar em nórdico antigo - foi um povo germânico que habitou a região histórica da Götaland, na Suécia, tendo como base territorial as províncias históricas da Västergötland e da Östergötland [1] , unidas pelo Lago Vättern.[2] [3] [4]

Götas e Godos

Apesar da semelhança das palavras, não há motivos históricos comprovados para associar os Götas da Suécia aos Godos da Europa Continental. [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11]
Há todavia um mito histórico cultivado desde a Idade Média até ao séc. XIX, segundo o qual os Godos seriam originários da região histórica da Götaland e da Ilha da Gotland. [12] [13]

Götas e Geatas

Igualmente, foi objeto de mito a biografia fantasiosa do lendário rei Beowulf, protagonista do poema anglo-saxão homônimo.
Nesta obra de ficção, Beowulf é apresentado como membro da tribo dos Geatas - em anglo-saxão Geats, um povo de difícil identificação.
Diferentes teorias propõem que estes Geatas sejam os Jutos ou os Danos da Dinamarca, os Västgötas ou os Östgötas da Götaland na Suécia, os Ölandeses da ilha da Öland, os Gutas da ilha da Gotland, ou até o Getas da Europa Oriental. [14]

Os Götas, os Sveas e a Suécia

Não se sabe como foi o processo de unificação entre os Sveas e os Götas.
Não há documentos contemporâneos, e as fontes históricas existentes são tardias e estrangeiras.
Antigamente pensava-se que o processo tinha sido violento, caracterizado por hostilidades entre Sveas e Götas. Hoje em dia, os historiadores inclinam-se para uma integração fundamentalmente pacífica, com um ou outro conflito armado, mas principalmente através de relações comerciais, casamentos, introdução do cristianismo. [15]
Quando e como teve lugar a fundação do estado sueco, quem foi o primeiro rei, são duas perguntas sem resposta definitiva, embora hajam opiniões e conjeturas mais ou menos fundamentadas. [16] [17] [18]

A Suécia após o Tratado de Roskilde, 1658.
  Domínios alemães

História[editar | editar código-fonte]

Referências históricas aos Götas[editar | editar código-fonte]

Götland - A Terra dos Götas[editar | editar código-fonte]

Embora de impossível demarcação a partir das referências históricas, podemos concluir que os Götas viviam no interior da Götaland, tanto na Västergötland como na Östergötland, e possívelmente em outras zonas adjacentes da Värmland, Dalsland e Småland. [27]

Não há notícia de ter havido uma unidade política na Götland.
Enquanto que Pontus Fahlbeck pensa que nunca houve uma união entre a Västergötland e Östergötland, Knut Stjerna julga que o reino dos Götas incluía as duas regiões.
Na Idade Média haviam duas leis provinciais distintas - a Västgötalagen e a Östgötalagen, e duas dioceses diferentes. [28]

Era dos Vikings[editar | editar código-fonte]

No início da Era dos Vikings, os Götas estavam confinados ao interior da Götaland, particularmente à região situada entre os lagos Vättern e Vänern, sem terem acesso ao mar devido à presença dos Danos na faixa costeira.[29]

No Heimskringla, Snorri Sturluson descreve diversas batalhas ocorridas durante o século IX entre os Götas e os noruegueses, comandados pelo rei Haroldo. [30]
Na batalha de Hafsfjorden [31] , Harold derrotou Érico IV Anundsson, lendário rei dos Sveas [nota 1] , que parecia ter a intenção de conquistar a província norueguesa de Viken, depois de ter submetido a Värmland, a Västergötland e a Bohuslän. [32]

Ele também escreveu sobre a expedição do rei norueguês Haquino, o Bom à Dinamarca e à Götaland, na batalha de Haroldo I da Dinamarca contra Jarl Ottar [nota 2] de Östergötland [nota 3] e as batalhas de o Olavo II da Noruega, o Santo, contra os Godos durante a guerra contra Olavo III (995-1022). [nota 4]

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Os Godos eram, tradicionalmente, divididos em pequenos reinos sem importância, que tinham suas próprias assembléias populares independentes e suas leis. O maior desses distritos era Västergötland, e que era onde deu-se o maior dos redutos ou centros de reuniões dos Godos, que tinha seu corpo de decisão, formado dentre os cidadãos, renovado a cada ano em Skara.

Ao contrário dos Suíones, que se organizaram em centenas, os Godos se dividiam, a exemplo dos noruegueses e dinamarqueses, em pequenos grupos. Surpreendentemente, ele seria (o nome "Geat") que se tornaria comum no reino sueco. Esta possibilidade é relacionada com o fato de que vários reis suecos na idade média, provinha, dos Godos e que viviam, por vezes, principalmente em Gotlândia.

No século XI, a dinastia sueca Casa de Munsö foi extinta com Edmundo, o Velho. Surgiu a Casa de Stenkil com a eleição de Stenkil, um Geat, Rei da Suécia, os Godos tornam-se então um grupo ainda mais influente no reino nascente da Suécia, agora como um reino cristão. No entanto, esta eleição mergulhou o reino em conflitos entre cristãos e pagãos, entre Godos e Suíones. Os Godos tendiam cada vez mais para o cristianismo, e os suíones pendiam para o retorno ao paganismo, isto se dava porque o rei cristão Ingo I da Suécia fugiu para Västergötland, quando ele foi derrubado e substituído no trono por Sueno I, um rei mais favorável o paganismo nórdico, no início de 1080. Inge I retornou para retomar o trono e reinou até à sua morte por volta de 1100.

Os Godos não foram tratados como iguais pelos Suíones. Em seu Gesta Danorum (livro 13), do século XII, o cronista dinamarquês Saxo Grammaticus relata que eles não foram levados em conta ao escolher um rei, apenas os Suíones foram quemo escolheram. Quando a lei Gauta Ocidental ou Västgötalagen foi transcrita para o papel no século XIII, fora recordado que os Godos haviam aceitado a eleição dos Suíones conforme mencionado na Pedra de Mora. [nota 5]

A distinção entre Godos e Suíones foi mantida durante Idade Média, mas os Godos passaram a ter uma crescente importância nas reivindicações de grandeza nacional no Reino Sueco, motivada, supostamente, pela antiga conexão dos Godos da Escandinávia com os godos. Acredita-se, historicamente, que godos e os godos da Escandinávia tinham uma mesma tribo originária, e os godos da Escandinávia faziam parte do Reino da Suécia, isto significa que os suecos tinham derrotado o Império Romano. A primeira menção desta avaliação surgiu no Concílio de Basileia, em 1434, durante o qual, a delegação sueca discutiu com os espanhóis sobre quem, entre eles eram os autênticos godos. Os espanhóis argumentaram que era melhor ser descendente dos visigodos que de seus parentes que permaneceram na Escandinávia.

Idade Moderna[editar | editar código-fonte]

Após o século XV e a União de Kalmar, os Godos e Suíones começaram a se ver [em conjunto] como uma nação, o que se refletiu no uso de "svensk" como um topônimo comum e que tornou-se, originalmente, um adjetivo usado para se referir àqueles pertencentes às tribos suecas, que se autodenominavam swear. [nota 6] . Desde o início de seu emprego no século IX, o termo "swear” (jurar) era impreciso já que era usado quando em referência às tribos suecas originais e às vezes era empregado como um termo coletivo com o qual se incluía também os Godos, e neste último caso, no trabalho de Adão de Bremen, os Godos aparecem como uma nação própria, a qual fazia parte do reino sueco.

No entanto, a assimilação das duas nações levou um longo tempo. No início do século XX, a enciclopédia “Nordisk familjebok” mencionava que a palavra "svensk" havia quase substituido a palavra "Svear" usada para nomear o povo sueco.

Informações contíguas[editar | editar código-fonte]

Sobre a tradução do poema épico Beowulf, os Godos foram confundidos, em vários momentos, com os jutos da Dinamarca. Embora o mesmo poema faz uma distinção entre os jutos aos quais Beowulf ia acudir, na primeira parte [do poema] e os Godos. Destes últimos [os Godos] era originário o herói épico e a eles se encontra ele governando, na segunda parte do poema, quando enfrenta um dragão.

O parofonia entre Godos, godos (guter, Gotar, göttar) e jutos (juther, Jyl (lander).) e a contigüidade dos primeiros territórios que estes grupos étnicos habitaram na Escandinávia, assim como a filologia de suas respectivas línguas, assinalam uma clara proximidade e uma provável origem comum, antes das invasões bárbaras que ocorreram entre os séculos III e V. 

Vínculo entre Götas, Gutas e Godos[editar | editar código-fonte]

Diferentes opiniões imperam entre historiadores, arqueólogos e linguistas sobre se há ou não um vínculo entre os Götas, os Gutas e os Godos. [33] [34]

A primeira referência histórica aos Godos é feita na obra Germania do historiador romano Tácito, no séc. I, que os coloca na região do Vístula na atual Polónia. [35]
400 anos mais tarde, o historiador bizantino Jordanes afirma na sua obra Gética, datada do séc. VI, que os Godos eram originários da Scandza, uma ilha do Mar Báltico ao norte do rio Vístula na Polónia - referindo-se talvez à ilha da Gotlândia ou à Götaland da Península Escandinava. [36] [37] [38] [39]
O documento medieval gotlandês Gutasagan – a Saga dos Gutas – redigido no séc. XIII, conta que um terço da população da Gotlândia migrou para o sul numa época distante e remota. [40]
Num documento medieval islandês - SÖGUBROT AF NOKKRUM FORNKONUNGUM Í DANA OK SVÍAVELDI - são designados de Gotar os habitanntes da Gotlândia, e igualmente de Gotar os Godos da Europa Continental. [41]

O historiador sueco contemporâneo Dick Harrison afirma na História da Suécia: Idade Média - Sveriges Historia - publicada em 2009, que não há nenhuma conexão historicamente comprovada entre os Godos e os suecos antigos, sendo "este mito impossível de verificar". [42]
Lars Gahrn, historiador sueco, afirma, em 1988, na sua obra O Reino dos Sveas, fontes e descrição histórica - Sveariket i källor och historieskrivning, que considera "muito fraca a motivação de uma migração dos Godos da Escandinávia para a Polónia". [43]
O investigdor sueco Tore Janson constata no seu livro Os Germanos - Germanerna - que, apesar dos esforços feitos, não foram encontrados vínculos históricos ou arqueológicos entre Godos e Götas. [44] [45]
O germanista sueco Lars Hermodsson considera, no seu livro Os Godos - Goterna - que não há motivos históricos comprovados para associar os Götas da Suécia aos Godos da Europa Continental. [46]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o portal:
  • Cultura germânica primitiva

Notas

  1. Erik Eymundsson, Erik Anundsson, Erik Emundsson ou Erik Väderhatt?) (fins de 800, Possivelmente morto em 882). Filho de Emund Eriksson, neto de Erik Raefillsson, bisneto de Refill Bjornsson, trineto de Bjorn "Ironside" Ragnarsson e pai de Björn III da Suécia.
  2. Jarl Ottar ou Ottar Jarl (-? 970) foi um jarl (conde) de Götaland que aparece no Heimskringla (a Saga de Olaf Tryggvasson) e na Jomsviking saga, nesta última é dito que Ottar foi o avô materno do Jomsviking, Palnetoke. No Heimskringla, Snorri Sturluson relata que Haquino Sigurdsson, durante um ataque a Götaland, a mando de Haroldo Dente-Azul, matou o Jarl Otar.
  3. Östergötland é uma província histórica (sueco: landskap) da Suécia localizada na antiga nação de Götaland.
  4. Também conhecido como Olaf Skötkonung ou Olavo, o Tesoureiro
  5. “Sveær egho em taka ok sva konong vrækæ”", o que significa dizer "“São os Suíones os que têm o direito de eleger e depor o rei.”"
  6. Que significa jurar em sueco

Referências

  1. GAHRN, Lars. Sveariket: i källor och historieskrivning (em sueco). Gotemburgo: Kompendietryckeriet, Kållered, 1988. Capítulo: Götarna. , 358 p. p. 73. ISBN 91-7900-550-0
  2. MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna. Sveriges historia: koncentrerad uppslagsbok - fakta, årtal, kartor, tabeller (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006. Capítulo: Järnålder, Äldre Medeltiden. , 28, 55 p. ISBN ISBN 91-518-4666-7
  3. Götar, göter (em sueco). Enciclopédia Sueca. Página visitada em 26 de abril de 2014.
  4. Göter (em dinamarquês). Den Store Dansk – Grande Enciclopédia Dinamarquesa. Página visitada em 14 de maio de 2014.
  5. Goter (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Página visitada em 14 de julho de 2012.
  6. HERMODSSON, Lars. Goterna: Ett krigarfolk och dess Bibel (em sueco). Estocolmo: Atlantis, 1993. Capítulo: Om goternas urhem. , 23-26 p. ISBN 91-7486-060-7
  7. GAHRN, Lars. Sveariket: i källor och historieskrivning (em sueco). Gotemburgo: Kompendietryckeriet, Kållered, 1988. Capítulo: Västgötaskolan. , 358 p. p. 82. ISBN 91-7900-550-0
  8. HARRISON, Dick. Sveriges historia: 600-1350 (em sueco). Estocolmo: Norstedt, 2009. Capítulo: Medeltiden. , 502 p. p. 25. ISBN 978-91-1-302377-9
  9. JANSON, Tore. Germanerna: Myten – Historien - Språken (em sueco). Estocolmo: Norstedts, 2013. Capítulo: Myten. , 239 p. p. 23. ISBN 9789113032863 Página visitada em 25 de abril de 2014.
  10. Goter, germanskt (em sueco). Enciclopédia Sueca. Página visitada em 26 de abril de 2014.
  11. STENROTH, Ingmar. Myten om goterna: Från antiken till romantiken (em sueco). Estocolmo: Atlantis, 202. Capítulo: Sveriges själ. , 203 p. p. 16. ISBN 91-7486-614-1 Página visitada em 29 de abril de 2014.
  12. Anna Larsdotter e Lars Hermodsson. Gamla gåter kring gamla goter (em sueco). Populär Historia. Página visitada em 14 de julho de 2012.
  13. Goter (em dinamarquês). Grande Enciclopédia Dinamarquesa. Página visitada em 14 de maio de 2014.
  14. Vilka var Beowulfs geater? (em sueco). Tacitus.nu.
  15. Pontus Fahlbeck. Inga belägg för motsättningar mellan Svear och Götar (em sueco). Kulturbilder. Página visitada em 8 de maio de 2014.
  16. MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna. Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006. Capítulo: Forntiden. , 38 p. ISBN ISBN 91-518-4666-7
  17. LARSSON, Hans Albin. Boken om Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Forum, 1999. Capítulo: Medeltiden. , 344 p. p. 49-57. ISBN 9789137114842 Página visitada em 9 de maio de 204.
  18. Örjan Martinsson. Svenska kungar (em sueco). Tacitus.nu. Página visitada em 8 de maio de 2014.
  19. GAHRN, Lars. Sveariket: i källor och historieskrivning (em sueco). Gotemburgo: Kompendietryckeriet, Kållered, 1988. Capítulo: Västgötaskolan. , 358 p. p. 60. ISBN 91-7900-550-0
  20. Göter (em dinamarquês). Den Store Dansk – Grande Enciclopédia Dinamarquesa. Página visitada em 14 de maio de 2014.
  21. Craig R. Davis. Redundant Ethnogenesis in Beowulf (em inglês). The Heroic Age. Página visitada em 19 de maio de 2014.
  22. GAHRN, Lars. Sveariket: i källor och historieskrivning (em sueco). Gotemburgo: Kompendietryckeriet, Kållered, 1988. Capítulo: Västgötaskolan. , 358 p. p. 61. ISBN 91-7900-550-0
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  29. Melin, Jan; Johansson, Alf; Hedenborg, Susanna. Sveriges historia: Koncentrerad uppslagsbok, fakta, årtal, kartor, tabeller (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006-09. Capítulo: Vikingatiden. , 511 p. p. 38. ISBN 9789151846668 Página visitada em 29 de abril de 2014.
  30. Örjan Martinsson. Harald hårfagres historia (em sueco). Tacitus.nu. Página visitada em 14 de maio de 2014.
  31. Örjan Martinsson. Harald hårfagres historia (em sueco). Tacitus.nu. Página visitada em 14 de maio de 2014.
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  33. Lars Hermodsson. Goterna: Ett krigarfolk och dess Bibel (em sueco). Estocolmo: Atlantis, 1993. Capítulo: Om goternas urhem. , 23-26 p. ISBN 91-7486-060-7
  34. Dick Harrison. Sveriges historia Medeltiden (em sueco). Estocolmo: Liber AB, 2002. 25 p. ISBN 91-47-05115-9
  35. JANSON, Tore. Germanerna: Myten – Historien - Språken (em sueco). Estocolmo: Norstedts, 2013. Capítulo: Myten. , 239 p. p. 22. ISBN 9789113032863 Página visitada em 24 de abril de 2013.
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  39. JANSON, Tore. Germanerna: Myten – Historien - Språken (em sueco). Estocolmo: Norstedts, 2013. Capítulo: Myten. , 239 p. p. 22, 23. ISBN 9789113032863 Página visitada em 24 de abril de 2013.
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  42. HARRISON, Dick. Sveriges historia medeltiden (em sueco). Estocolmo: Liber, 2002. Capítulo: Före historien. , 384 p. p. 25. ISBN 91-47-05115-9
  43. GAHRN, Lars. Sveariket: i källor och historieskrivning (em sueco). Gotemburgo: Kompendietryckeriet, Kållered, 1988. Capítulo: Västgötaskolan. , 358 p. p. 82. ISBN 91-7900-550-0
  44. JANSON, Tore. Germanerna: Myten – Historien - Språken (em sueco). Estocolmo: Norstedts, 2013. Capítulo: Myten. , 239 p. p. 23. ISBN 9789113032863 Página visitada em 25 de abril de 2014.
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  46. Lars Hermodsson. Goterna: Ett krigarfolk och dess Bibel (em sueco). Estocolmo: Atlantis, 1993. Capítulo: Om goternas urhem. , 23-26 p. ISBN 91-7486-060-7

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna. Sveriges historia: koncentrerad uppslagsbok - fakta, årtal, kartor, tabeller (em sueco). Estocolmo: Prisma, 2006. Capítulo: Järnålder. , 38, 54 p. ISBN ISBN 91-518-4666-7
  •  Larsson, Mats G (2002). Götarnas Riken: Upptäcktsfärder Till Sveriges Enande. Bokförlaget Atlantis AB ISBN 978-91-7486-641-4 (em alemão)
  •  Jordanes, De origem actibusque Getarum (em latim)
  •  PT Setälä: Sampo Mistério (1932)
  •  SKS: origem finlandesa de palavras (2000)