Goiás

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Coordenadas: 16° S, 50° W
Estado de Goiás
Bandeira de Goiás
Brasão de Goiás
(Bandeira) (Brasão)
Lema: Terra Querida , fruto da vida
Hino: Hino de Goiás
Gentílico: goiano

Localização de Goiás no Brasil

Localização
 - Região Centro-Oeste
 - Estados limítrofes Mato Grosso do Sul (SO), Mato Grosso (O), Tocantins (N), Bahia (NE), Minas Gerais (L, SE e S) e Distrito Federal (L)
 - Mesorregiões 5
 - Microrregiões 18
 - Municípios 246
Capital Bandeira de Goiania.png Goiânia
Governo
 - Governador(a) Marconi Perillo (PSDB)
 - Vice-governador(a) José Eliton (DEM)
 - Deputados federais 17
 - Deputados estaduais 41
 - Senadores Cyro Miranda Júnior (PSDB)
Wilder Morais (DEM)
Lúcia Vânia (PSDB)
Área  
 - Total 340 111,783 km² () [1]
População 2014
 - Estimativa 6 523 222 hab. (12º)[2]
 - Densidade 19,18 hab./km² ()
Economia 2011[3]
 - PIB R$111.269.000 ()
 - PIB per capita R$18.298 (11º)
Indicadores 2008[4]
 - Esper. de vida 73,6 anos ()
 - Mort. infantil 17,7‰ nasc. (10º)
 - Analfabetismo 7,32% (08º)
 - IDH (2010) 0,735 () – alto [5]
Fuso horário UTC−03:00
Clima tropical e tropical de altitude [[Classificação climática de Köppen-Geiger|]]
Cód. ISO 3166-2 BR-GO
Site governamental http://www.goias.gov.br/

Mapa de Goiás

Goiás (pronúncia em português: [ɡoˈjas]) é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Situa-se a leste da Região Centro-Oeste, no Planalto Central brasileiro. O seu território é de 340.086 km², sendo delimitado pelos estados do Mato Grosso do Sul a sudoeste, Mato Grosso a oeste, Tocantins a norte, Bahia a nordeste, Minas Gerais a leste, sudeste e sul e pelo Distrito Federal a leste.

Goiânia é a capital e maior cidade do estado, assim como sede da Região Metropolitana de Goiânia, a única no estado. Outras cidades importantes, fora da região metropolitana de Goiânia, são: Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Santa Helena, Catalão, Luziânia, Formosa, Jataí, Porangatu, Caldas Novas, Goianésia, Mineiros, Cristalina, Quirinópolis e Niquelândia, que também são as maiores cidades em população do interior do estado, além das cidades que compõem o Entorno do Distrito Federal. Ao todo são 246 municípios [6] .

Com 6 004 045 habitantes[7] é o estado mais populoso do Centro-Oeste e o nono mais rico do país. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, em junho de 2011 registram-se em Goiás 4.061.613 eleitores [8] .

A origem do topônimo Goiás (anteriormente, Goyaz) é incerta e necessita de pesquisas mais aprofundadas. Usualmente, afirma-se que o termo viria da suposta tribo dos índios Goiases que teria habitado a região próxima a Cidade de Goiás e se extinguido rapidamente. Entretanto, não há qualquer vestígio físico ou imaterial da existência real de tal tribo[9] . Podemos encontrar apenas relatos distantes, esparsos e divergentes[10] que apontam que haveria um mito entre os indígenas e caboclos vicentinos, principais integrantes das bandeiras que iniciaram a ocupação de Goiás no século XVIII, dizendo que haveria no interior do continente um povo chamado “Goyá” ou “Guaiana” que possuía cerâmica e agricultura bem desenvolvidas e seriam parentes da Nação Tupi. Daí o termo “Guaiá”, forma composta de “Gua” e “iá”, que em Tupi significa, entre outras possibilidades, "indivíduo igual", "pessoas de mesma origem". Isto nos leva a supor que quando as bandeiras encontraram ouro na Serra Dourada, próximo à atual cidade de Goiás, o nome mítico "Guaiá" teria sido empregado para denominar a área pelos indígenas paulistas, que também pertenciam ao grupo Tupi. Como os únicos integrantes dos Tupis na região eram os Avá-Canoeiros, podemos concluir que eles tiveram na realidade contato com esta tribo. Outra conclusão possível e que seriam Kaiapós[11] . Assim, o topônimo “Goiás” viria de um engano dos primeiros bandeirantes, motivado pelos mitos dos indígenas que compunham as bandeiras.

O nome Goiás, quando utilizado no meio de uma frase, dispensa o emprego de artigo, similarmente ao que acontece na designação dos estados de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, de Alagoas e de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

Os registros históricos mais antigos encontrados na região do atual estado de Goiás, foram datados de cerca de 11 mil anos atrás, o que indica que a ocupação humana na área iniciou-se há milhares de anos. Grande parte dos sítios arqueológicos presentes no estado estão situados em Serranópolis, Caiapônia e na Bacia do Paranã, abrigados em rochosos de arenito e quartzito, além de grutas de maciços calcários. Além destes, há fortes indícios de ocupação pré-histórica nos municípios de Uruaçu e Niquelândia que, juntos, abrigam abundante material lítico do homem pré-histórico, conhecido como "homem Paranaíba".[12]

Município de Goiás em 1830.

Por conseguinte, o "Homem Paranaíba" é tido como o primeiro representante humano que viveu na área, pertencente ao grupo caçador-coletor. Outro grupo caçador-coletor que viveu na região foi o da "Fase Serranópolis", cujo comportamento foi influenciado por mudanças climáticas, o que fez com que este passasse a se alimentar de moluscos terrestres e dulcícolas, além de uma quantidade maior de frutos.[12] Populações ceramistas também ocuparam o território goiano, em uma época em que o clima e a vegetação eram, supostamente, semelhantes aos atuais. Estas populações ceramistas viveram há cerca de dois mil anos, e eram divididos em: Una, Aratu, Uru e Tupi-Guarani.[12]

A tradição Una, a mais antiga, habitava abrigos e grutas naturais. Alimentavam-se sobretudo de vegetais, e cultivavam milho, cabaça, amendoim, abóbora e algodão. Também foram responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia da produção de vasilhames cerâmicos.[12] Os Aratus habitavam grandes agrupamentos, situados em ambientes abertos, principalmente em matas próximas a rios ou riachos. São os primeiros aldeões conhecidos. Assim como os Una, cultivavam milho, feijão e algodão. Eram responsáveis pela produção de vasilhames cerâmicos de diferentes tamanhos e, confeccionavam rodelas de fusos, utilizados na fiação do algodão, dentre outros artefatos oriundos da manipulação da argila. Já a população da tradição Uru só veio chegar ao território do atual estado, muito tempo após os Aratus. Sua passagem pela pré-história goiana tornou-se conhecida através dos sítios arqueológicos localizados no vale do Rio Araguaia e seus afluentes, datados do século XII. A mais recente das populações, os Tupi-Guaranis, é datada de 600 anos atrás. Estes viviam em aldeias super populosas, dispersas na bacia do Alto Araguaia e na bacia do Tocantins.[12]

Período colonial[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construída em 1728 em Pirenópolis. O maior e mais antigo patrimônio histórico e eclesiástico, e maior exemplo barroco de Goiás.

Aos tempos do descobrimento do Brasil pelos portugueses, a região do atual estado de Goiás era habitada pelos índios Avás-canoeiros, tupi-guaranis e tapuias.[13]

A ocupação do território goiano teve início com Catarina Silva e as expedições de aventureiros (bandeirantes) provenientes da Capitania de São Paulo. As Bandeiras objetivavam capturar índios que, por sua vez, serviam como mão-de-obra escrava no desenvolvimento da agricultura e minas, tanto no "território dos Goyazes" quanto na Capitania de São Paulo. Além destas, outras expedições saíam do Pará, nas chamadas Descidas com vistas à catequese e ao aldeamento dos índios da região. Todas essas expedições tinham como rota o território do atual estado, mas não se dava a criação de vilas permanentes e nem a manutenção de um notável número de população na região.[14]

Com a descoberta de ouro na área, a ocupação efetiva se consolidou, tornando-se propriamente dita. Devido à descoberta de ouro em Minas Gerais (próximo à Ouro Preto) e no Mato Grosso (próximo à Cuiabá) entre 1698 e 1718, acreditava-se que a região também possuía abundância em minérios, ideia que ganhou força com a crença, de origem renascentista, de que o ouro era mais abundante quanto mais próximo da Linha do Equador e no sentido leste-oeste. Assim sendo, a busca por ouro no território se intensificou cada vez mais, fazendo deste o foco das expedições dos Bandeirantes pela região.[14]

Umas das Bandeiras mais importantes recebida pelo território goiano foi a liderada por Francisco Bueno, a primeira a encontrar ouro nestas terras, em 1682, embora em pequena quantidade. A região explorada por essa Bandeira estendeu-se das margens do Rio Araguaia até a região do atual município de Anhanguera. Bartolomeu Bueno da Silva, filho de Francisco Bueno e conhecido por Anhanguera (Diabo velho), também fazia parte desta Bandeira. Segundo registros, Bartolomeu Bueno da Silva interessou-se pelo ouro que adornava algumas índias de uma tribo, mas não obteve sucesso em obter informações confiáveis sobre a localização exata desse ouro. Para descobrir a localização, Anhanguera resolveu ameaçar por fogo nas fontes e rios da região, utilizando aguardente para convencer os índios da tribo de que tinhas "poderes" e meios para fazer isto acontecer. Apavorados, os índios levaram-no imediatamente às jazidas, surgindo assim o apelido "Anhanguera" (Diabo Velho ou Feiticeiro).[14]

O filho de Anhanguera, também chamado Bartolomeu Bueno da Silva, tentou retornar aos locais onde seu pai havia passado, 40 anos após o acontecido. Bueno da Silva tinha como objetivo encontrar a “Serra dos Martírios”, um lugar fantástico onde grandes cristais aflorariam, tendo formas semelhantes a coroas, lanças e cravos, referentes à “Paixão de Cristo”. Esse lugar, místico, nunca foi encontrado, mas este acabou chegando às regiões próximas ao rio Vermelho, onde encontrou ouro em maior quantidade em 1722.[14] Bartolomeu Bueno da Silva acabou fixando-se na vila de Sant'Anna, em 1727, que mais tarde viria a se tornar a Vila Boa de Goyaz.[14]

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, construída em 1750, em Pirenópolis.

Depois de seu retorno à São Paulo, onde apresentou os achados em terras goianas, Bueno da Silva foi nomeado capitão-mor das "minas das terras do povo Goiá". Apesar disso, sua influência foi sendo diminuída a medida que a administração régia se organizava na região. Acusado de sonegação de rendas, Bueno da Silva perdeu direitos obtidos junto ao rei, falecendo pobre e sem poder em 1740. O ouro explorado na área era retirado principalmente da superfície dos rios, através da peneiragem do cascalho, se tornando escasso após 1770. A região passou a viver basicamente da pequena agricultura de subsistência e de algumas atividades relativas à pecuária. Nesta época, as principais regiões de Goiás exploradas pela Capitania de São Paulo eram o Centro-Sul (proximidades dos limites com São Paulo). o Alto Tocantins e o Norte da capitania, até os limites da cidade de Porto Nacional (hoje pertencente ao Tocantins). Essas regiões, entretanto, só viriam a receber ocupação humana intensamente a partir dos séculos XIX e XX, como resultado da ampliação da pecuária e agricultura.[14]

Separação da Capitania de São Paulo[editar | editar código-fonte]

O atual estado de Goiás foi administrado, no período colônia, pela Capitania de São Paulo, na época a maior delas, estendendo-se do Uruguai até o atual estado de Rondônia. Todavia, seu poder não era tão extenso e proeminente, ficando distante das populações e, também, dos rendimentos.[14]

Depois da descoberta de ouro em Goiás, em 1722, os portugueses buscaram aproximar-se da região produtora, como uma forma de controlar melhor a produção de ouro e evitar o contrabando, além de servir como uma resposta mais imediata aos ataques dos índios e controlar os conflitos e revoltas entre os mineradores. Assim sendo, foi criado através de alvará régio a Capitania de Goiás, desmembrada de São Paulo em 1744, com a divisão efetivada em 1748. O primeiro governador da então Capitania de Goyaz foi Dom Marcos de Noronha, que passou a residir em Vila Boa de Goyaz.[14]

Durante a maior parte do período colonial e imperial, os limites territoriais entre as capitanias e províncias não eram demarcados com exatidão, estando quase sempre definidos pelos limites das paróquias ou através de deliberações políticas oriundas do poder central. Nesse período, Goiás foi uma das administrações a sofrer maiores perdas de território, com diversas divisões. Duas perdas significativas de território marcaram Goiás na época colonial: O Triângulo Mineiro e o Leste do Mato do Grosso.[14]

A região que hoje corresponde ao Triângulo Mineiro pertenceu à capitania de Goiás, desde sua criação, em 1744, até 1816, pouco antes da independência brasileira. A região foi incorporada à Minas Gerais devido a pressões pessoais de integrantes de grupos dirigentes da região. Apesar de ter passado à hegemonia mineira, o Triângulo continuou sofrendo influência goiana nas suas mais variadas ações, sobretudo na questão política. Em 1861, a Assembleia Geral sediou uma das maiores discussões políticas à época, entre parlamentares de Minas Gerais e de Goiás, por conta da tentativa mineira de ampliar ainda mais o território de Minas Gerais, incorporando áreas do Sul Goiano e próximas ao Rio São Marcos, administradas pela Capitania de Goiás.[14]

As capitanias de Mato Grosso e Goyaz começaram as discussões acerca de seus limites territoriais em 1753. Como resultado das discussões, ficou definido que os limites entre as duas capitanias seria a partir do Rio das Mortes até o Rio Pardo, sendo que este último seria usado como o último limite entre as duas, por sua localização quase na fronteira do Brasil com Bolívia. Em 1838, o Mato Grosso reiniciou as movimentações de contestação de limites territoriais, criando a vila de Sant'Ana do Paranaíba, próximo ao limite pré-estabelecido com Goiás. O caso foi tratado pela Assembleia Geral apenas em 1864, que criou uma legislação específica para o entrave. A situação perdurou até a República Velha, com a criação do município de Araguaia em 1913 por parte do Mato Grosso, e criação de Mineiros por parte de Goiás, o que culminou no agravamento do conflito. A questão ficou em suspenso até 1975, quando uma nova demarcação foi efetuada, durante o Regime militar. A decisão final veio em 2001, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) demarcou, por definitivo, a nascente "A" do Rio Araguaia como ponto de partida das linhas demarcatórias entre os dois estados, resultando em perda territorial para Goiás.[14]

Império[editar | editar código-fonte]

De 1780 em diante, a Capitania de Goiás iniciou um processo de ruralização e regressão a uma economia de subsistência, devido ao esgotamento das jazidas auríferas, o que causou graves problemas financeiros, pela ausência de um produto básico rentável. Os portugueses agiram ativamente para tentar reverter essa situação, incentivando e promovendo a agricultura na região. Todavia, a ação não gerou resultados positivos, já que os agricultores temiam o pagamento de dízimos. Outros motivos que contribuíram para o fracasso da iniciativa foi a ausência de um mercado consumidor, dificuldade de exportação - sobretudo pela ausência de um sistema viário - e a falta de interesse dos mineiros pelo trabalho agrícola, pouco rentável.[15]

Cartaz publicitário anunciando a venda de lotes em Goiânia, à época da construção da cidade.

Quando o Brasil conquistou a independência, em 1822, a Capitania de Goyaz foi elevada à categoria de província. Porém, essa mudança pouco alterou a realidade socioeconômica de Goiás, que ainda enfrentava um quadro de pobreza e isolamento geográfico. Poucas mudanças ocorreram, sendo a maioria de ordem política e administrativa. A expansão da pecuária em Goiás alcançou relativo êxito nas três primeiras décadas do século XIX, resultando em um significativo aumento populacional, principalmente no sul da província.[15] A maioria dos migrantes que chegavam ao estado, vinham de outras províncias próximas, como Grão-Pará, Maranhão, Bahia e Minas Gerais. Com essa migração, surgiram novas localidades, que logo tornaram-se cidades: no sudoeste goiano, Rio Verde, Jataí, Mineiros, Caiapônia (então Rio Bonito), Quirinópolis (então Capelinha), entre outras. O norte da província também mudou consideravelmente com o aumento populacional. Além do surgimento de novas cidades, as que já existiam (Imperatriz, Palma, São José do Duro, São Domingos, Carolina e Arraias, ganharam novo impulso.[15] O poder central, apesar de distante, ainda exercia amplo poder sobre a região, pois detinham a livre escolha dos presidentes de província e outros cargos de importância política - todos de nacionalidade portuguesa - descontentando os grupos locais. Após a abdicação de D.Pedro I, Goiás experimentou um movimento nacionalista liderado pelo padre Luiz Bartolomeu Marquez, pelo bispo Dom Fernando Ferreira e pelo coronel Felipe Antônio. De imediato, o movimento recebeu o apoio das tropas, conseguindo depor todos os portugueses que ocupavam cargos públicos em Goiás, entre eles, o presidente da província.[15]

Vários partidos foram fundados na província por grupos locais insatisfeitos com a influência exercida pelo governo central. Nas últimas décadas do século XIX, surgiram os partidos O Liberal, em 1878, e o Conservador, em 1882. Jornais também foram fundados, usados principalmente como meio de difusão das ideias destes partidos, entre eles Tribuna Livre, Publicador Goiano, Jornal do Comércio, Folha de Goyaz e O Libertador. Com isso, representantes próprios foram enviados à Câmara Alta, fortalecendo grupos políticos locais e lançando as bases para as futuras oligarquias.[15]

O jornal O Libertador havia sido fundado pelo poeta goiano Antônio Félix de Bulhões, e usado por este como meio de divulgação de seus ideais abolicionistas. Félix de Bulhões também promoveu festas para angariar fundos, com o objetivo de alforriar escravos, e compôs o Hino Abolicionista Goiano. Com a sua morte, em 1887, várias sociedades emancipadoras se uniram e fundaram a Confederação Abolicionista Félix de Bulhões. Aproximadamente 4 mil escravos viviam em Goiás, à época da promulgação da Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888.[15]

O ensino educacional em Goiás foi regulamentado em 1835, pelo presidente da província, José Rodrigues Jardim. Em 1846, foi criado na então capital, Cidade de Goiás, o Liceu, que contava com o ensino secundário. À época, jovens do interior de família classe média-alta e alta concluíam seus estudos em Minas Gerais e faziam curso superior em São Paulo, e os de família menos abastada, encaminhavam-se para a escola militar ou seminários. No entanto, a maioria da população permanecia analfabeta. Somente em 1882 foi criada a primeira Escola Normal de Goiás, na capital deste.[15]

República[editar | editar código-fonte]

O Brasil passou ao regime republicano em 15 de novembro de 1889, fazendo de Goiás um estado. Entretanto, pouco se modificou na unidade administrativa em termos socioeconômicos, em especial pelo isolamento resultante da carência dos meios de comunicação. Aliado a isso, a ausência de centros urbanos e de um mercado interno, além de uma economia de subsistência, também contribuíram para os problemas enfrentados pela população goiana. Apenas mudanças administrativas e políticas foram vistas.[16]

A primeira fase da República no Brasil, que durou desde sua proclamação até 1930, acentuou a disputa entre as elites oligárquicas de Goiás pelo poder político. Os principais grupos de elite eram os Bulhões, os Fleury, e os Jardim Caiado, que exerciam influência nas mais diversas atividades do estado. Os Bulhões apresentaram forte influência sobre a política do estado até por volta de 1912, com sua liderança maior em José Leopoldo de Bulhões, sucedidos pela elite oligárquica dos Jardim Caiado, liderada por Antônio Ramos Caiado, com seu poder exercido até 1930.[16]

Um dos meios de desenvolvimento advindos da mudança para o período republicano, de forma imediata, foi a instalação do telégrafo em 1891, usado para a transmissão de notícias.[16] Posteriormente, a estrada de ferro em território goiano, que chegou no início do século XX, também foi de grande importância para a urbanização na região e a ligação com outras partes do país, facilitando a produção de arroz para exportação.[16] Entretanto, a estrada de ferro não se estendeu até a cidade de Goiás, capital estadual à época, assim como não se prolongou ao norte do estado, devido principalmente a falta de recursos financeiros. Essas regiões permaneciam praticamente incomunicáveis. A pecuária, predominante na parte sul, passou a ser o setor mais importante da economia.[16]

Com a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência do Brasil, foram registradas alterações no cenário político estadual. Getúlio Vargas destituiu os governadores e nomeou um governo provisório composto por três membros. O Dr. Pedro Ludovico Teixeira foi nomeado em Goiás, passando a ser interventor do estado dias após sua primeira nomeação.[16] Outra iniciativa surgida como resultado da revolução foi um plano de ação adotado pelo governo nacional, para levar desenvolvimento a alguns estados interioranos do país, entre os quais Goiás, que recebeu investimentos nas áreas do transporte, educação, saúde e exportação. O plano de ação de desenvolvimento em Goiás previa uma outra medida para alcançar o objetivo: A mudança da capital estadual e construção da futura capital.[16]

Construção de Goiânia[editar | editar código-fonte]

Os ideais de "progresso e desenvolvimento", levantados durante a revolução de 1930, foram os principais impulsionadores da mudança da capital goiana, proposta que já havia sido pensada em governos anteriores, mas que nunca havia sido habilitada em parte por falta de apoio do governo nacional. A região onde se encontra a atual capital foi escolhida por apresentar melhores condições hidrográficas, topográficas, climáticas e pela proximidade da estrada de ferro. No dia 24 de outubro de 1933, lançou-se o projeto de construção e mudança da sede do governo do estado de Goiás, sendo que dois anos depois, em 7 de novembro de 1935, a mudança provisória da nova capital foi iniciada. Para escolher o nome da nova capital, foi promovido um concurso, administrado pelo semanário "O Social". O nome escolhido foi "Goiânia", conforme sugerido pelo professor Alfredo de Castro.[16]

Pedro Ludovico, então governador do estado, assina o decreto que determina a transferência da capital de Goiás.

Em 23 de março de 1937, a mudança da capital para Goiânia foi finalizada. O município de Goiás perdeu o posto de sede estadual por meio do Decreto 1.816 daquele ano. Cinco anos após sua instalação definitiva como capital, Goiânia já registrava 15 mil habitantes, atraídos principalmente do norte de Goiás e de estados próximos, como Minas Gerais, Piauí, Bahia e Maranhão.[16]

Goiás experimentou um crescimento acelerado em vários setores, a partir de 1940, resultado de políticas adotadas tanto pelo governo estadual quanto pelo governo nacional, como o desbravamento do Mato Grosso Goiano, a campanha nacional de "Marcha para o Oeste" - com a finalidade de povoação de áreas do interior do Brasil - e a construção de Brasília, que viria a ser a nova capital nacional, assim como ocorrido com Goiânia. A imigração no estado se intensificou, a urbanização e o êxodo rural foram estimuladas, e a agropecuária se espalhou para outras partes do território, que não fossem apenas o sul. Entretanto, assim como outras partes do país, a industrialização ainda era recorrente e a economia era quase que integralmente dependente do setor primário (agricultura e pecuária), com a vigência do sistema latifundiário.[16] Em contrapartida, como meio de estimular o desenvolvimento de outras áreas econômicas no estado (principalmente a industrialização), foram criados o Banco do Estado e a Centrais Elétricas de Goiás (CELG), na década de 1950. A continuação dessa inciativa se deu no governo de Mauro Borges Teixeira, que governou Goiás entre 1960 e 1964. Mauro Borges Teixeira também procurou descentralizar a economia, elaborando outro projeto, chamado de "Plano de Desenvolvimento Econômico de Goiás", que funcionou como uma diretriz onde se abrangia áreas de agricultura e pecuária, transportes e comunicações, energia elétrica, educação e cultura, saúde e assistência social, levantamento de recursos naturais e turismo. Nesta época várias autarquias e paraestatais foram criadas, entre elas o Consórcio de Empresas de Radiodifusão e Notícias do Estado (CERNE), a Organização de Saúde do Estado de Goiás (OSEG), a Escola de Formação de Operadores de Máquinas Agrícolas e Rodoviárias (EFOMARGO), a Caixa Econômica do Estado de Goiás (CAIXAEGO), o Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás(IPAESGO), a Superintendência de Planejamento (SUPLAN), a Escola Superior de Educação Física de Goiás (ESEFEGO), Centro Penitenciário de Atividades Industriais de Goiás (CEPAIGO), Instituto de Desenvolvimento Agrário de Goiás (IDAGO), Departamento de Estradas de Rodagem de Goiás (DERGO), Indústria Química do Estado de Goiás (IQUEGO) e outras instituições.[16]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O estado de Goiás está localizado no Planalto central brasileiro, entre chapadas, planaltos, depressões e vales.

Há bastante variação de relevo no território goiano, onde ocorrem terrenos cristalinos sedimentares antigos, áreas de planaltos bastante trabalhadas pela erosão, bem como chapadas, apresentando características físicas de contrastes marcantes e beleza singular. As maiores altitudes localizam-se a leste e a norte, na Chapada dos Veadeiros (1.784 metros), na Serra dos Cristais (1.250 metros) e na Serra dos Pireneus (1.395 metros). As altitudes mais baixas ocorrem especialmente no oeste do estado.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical semiúmido. Basicamente, há duas estações bem definidas: a chuvosa, que vai de outubro a abril, e a seca, que vai de maio a setembro.

A média térmica é de 26 °C, e tende a subir nas regiões oeste e norte, e a diminuir nas regiões sudoeste, sul e leste. As temperaturas mais altas são registradas entre setembro e outubro, e as máximas podem chegar a até 40 °C. As temperaturas mais baixas, por sua vez, são registradas entre maio e julho, quando as mínimas, dependendo da região , podem chegar a até 9 °C. A tipologia climática tropical se faz presente na maior parte do estado, apresentando invernos secos e verões chuvosos. As temperaturas variam de região para região; no sul giram em torno dos 20°C aumentando ao norte para 25°C. O índice de chuvas segue o regime das temperaturas. A oeste do estado o índice atinge 1.800mm anuais diminuindo no sentido leste para 1.500mm/ano. Em parte do estado, mais precisamente no planalto de Anápolis e Luziânia ocorre o clima tropical de altitude com temperaturas médias anuais baixas, porém, a precipitação ocorre da mesma forma que no restante do estado.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Ipê-amarelo, em Goiânia.

Com exceção da região do Mato Grosso Goiano, onde domina uma pequena área de floresta tropical em que existem árvores de grande porte aproveitadas pela indústria, como o mogno, jequitibá e peroba, o território goiano apresenta a típica vegetação do Cerrado. Arbustos altos e árvores de galhos retorcidos de folha e casca grossas com raízes profundas formam boa parte da vegetação. Municípios como Goiânia, Anápolis, bem como diversos outros localizados no sul do estado possuem estreitas faixas de floresta Atlântica, as quais, na maioria das vezes, cobre margens de rios e grandes serras.

Ao contrário das áreas de caatinga do Nordeste brasileiro, o subsolo do cerrado apresenta água em abundância, embora o solo seja ácido, com alto teor de alumínio, e pouco fértil. Por esse motivo, na estação seca, parte das árvores perde as folhas para que suas raízes possam buscar a água presente no subsolo.

Exemplos de árvores do cerrado são: lobeira, mangabeira, pequizeiro, e de algumas plantas medicinais, como a caroba e a quineira.

Fauna[editar | editar código-fonte]

Ema ave tipica de Goiás

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A fauna em Goiás é riquíssima, destacando-se animais de variadas espécies, como capivaras e antas, as margens de rios e riachos. Nas matas: onças, tamanduás, macacos e animais típicos do cerrado, como a ema e a seriema. Pássaros de variadas espécies enriquecem a fauna goiana, além de peixes e anfíbios nos rios e lagos espalhados em todo o estado.

Para proteger as florestas, a flora e a fauna, foram criados pelo Governo parques e reservas florestais, onde são proibidas a pesca, a derrubada das árvores e a caça.

Os principais parques de proteção ambiental no estado são o Parque Nacional das Emas, situado no município de Mineiros, no sul do estado, e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, nos municípios de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Goiás é banhado por três bacias hidrográficas: a Bacia do rio Paraná, a Bacia do Tocantins e a Bacia do rio Araguaia. Os principais rios são: Paranaíba, Aporé, Araguaia, São Marcos, Corumbá, Claro, Paranã, dos Bois, das Almas, Vermelho, Verdão e Maranhão.

Lagos e lagoas
Rio Araguaia em agosto de 2004.

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Cachoeira, em Pirenópolis, Goiás.

A expansão da agropecuária tem causado graves prejuízos ao cerrado goiano. As matas ciliares estão sendo destruídas e as reservas permanentes sendo desmatadas, para ceder espaço para o gado bovino e as plantações. Na região de nascentes do Rio Araguaia, a implantação de pastagens fez surgir inúmeros focos de erosão provocados pelo desmatamento, causando as voçorocas (valetas profundas causadas pela erosão), praticamente incontroláveis, que atingem o lençol freático. Algumas dessas valas chegam a medir 1,5 km de extensão, por 100 m de largura e 30 m de profundidade.

Esse quadro desolador, aliado ao assoreamento dos rios, tem feito com que Goiás enfrente sérios problemas de abastecimento de água, uma situação que se torna grave nos períodos de estiagem prolongada. A vazão das nascentes de águas, em 1999, alcançou os mais baixos níveis desde 1989, de acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, fazendo com que o governo já pense na possibilidade de adotar racionamento de água para as cidades mais populosas, como é o caso de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo de 2010 divulgado pelo IBGE, o estado de Goiás contava com 6.154.996 habitantes[7] . Goiás é, assim, o estado mais populoso do Centro-Oeste brasileiro.

O crescimento demográfico no estado acentuou-se após a fundação das cidades de Goiânia, em 1933, e Brasília, em 1960. Atualmente a taxa de crescimento demográfico em Goiás é maior do que a média nacional brasileira. Em 2010 a densidade demongráfica era de 17,20 hab/km².

O território goiano é marcado tanto por vazios demográficos quanto por regiões de alta concentração populacional. As áreas mais densamente povoadas do estado são a Região Metropolitana de Goiânia, com cerca de 2 milhões de habitantes, Microrregião de Anápolis, com mais de meio milhão de habitantes, e o Entorno do Distrito Federal, com um pouco mais de 1 milhão de habitantes.

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça (IBGE 2006)[18]
Parda 48%
Branca 43%
Preta 6%
Amarela ou indígena 5%

A população indígena em Goiás ultrapassa 10 mil habitantes. 39.781 hectares perfazem a soma das quatro áreas indígenas atualmente existentes no estado - três da quais se encontram demarcadas pela Funai. Tais áreas localizam-se nos seguintes municípios: Aruanã, Cavalcante, Colinas do Sul, Minaçu, Nova América e Rubiataba, sendo que a maioria da população considerada parda, possui ancestrais indígenas.

De acordo com estudo genético autossômico de 2008, a composição (ancestralidade) da população de Goiás como um todo encontra-se assim descrita: 83,70% Européia, 13,30% Africana e 3,0% Indígena e uma parte de ancestralidade árabe.[19]

Política[editar | editar código-fonte]

Símbolos estaduais[editar | editar código-fonte]

Bandeira de Goiás.svg
Coat of arms of Goiás.svg
À esquerda, a bandeira do estado de Goiás e, à direita, o brasão.

Os símbolos do estado de Goiás são: a bandeira, o brasão e o hino.[20]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A Bandeira do Estado de Goiás foi criada em 30 de julho de 1919 através da Lei nº 650, inspirado em desenho de Joaquim Bonifácio de Siqueira. A bandeira compõe-se por oito listras horizontais alternadas nas cores verde e amarelo, onde o verde representa as matas e o amarelo as riquezas, assim como na bandeira nacional. O canto superior esquerdo contém um retângulo azul com cinco estrelas brancas que simbolizam o Cruzeiro do Sul.[20]

O Cruzeiro do Sul, constelação que deu ao Brasil seus primitivos nomes - Vera Cruz e Santa Cruz - figura no pavilhão goiano. Ostenta no quadrilongo azul, simbolizando a beleza do céu do estado e do Brasil.[20]

Brasão[editar | editar código-fonte]

O brasão do Estado de Goiás possui o mesmo formato e significância. O formato em coração, deve-se ao fato de o brasão representar o coração brasileiro, tendo em vista que Goiás é o estado mais centralizado do país. Os bovinos representam a principal produção do estado. Assim como os animais, os ramos de café e fumo, e as hastes de arroz e cana-de-açúcar que aparecem no escudo, representam as importantes produções de Goiás.[20]

O campo amarelo com o losango vermelho, representa toda a riqueza mineral de Goiás. Ao lado, no parte azul do escudo, vê-se o cometa Biella que representa o Rio Araguaia no ponto de seu curso em que, abrindo os dois braços, forma a Ilha do Bananal. Já os anéis de cor amarela que circundam o coração em sentido vertical e outros da mesma cor com um intermediário escuro no sentido horizontal representam as principais bacias do estado (Tocantins-Araguaia) e os doze principais rios do estado que correm para o sul (São Marcos, Veríssimo, Corumbá, Meia Ponte, dos Bois, Claro, Verdinho, Corrente, Aporé, Sucuri, Verde e Pardo).[20]

Na parte inferior do escudo, o prato onde partem as labaredas, significa a descoberta de Goiás, onde Bartolomeu Bueno, ateando fogo em aguardente conteve, segundo a lenda, a sanha guerreira do gentio Goiá.[20]

Hino[editar | editar código-fonte]

O hino do Estado de Goiás foi criado em 13 de setembro de 2001. Tem como autor José de Mendonça Teles, compondo a letra, e o maestro Joaquim Jayme, responsável pela música.[21] O hino foi oficializado pelo decreto-lei estadual nº 13.907 e sancionado por Marconi Perillo[21]

Letra
Terra Querida
Fruto da vida,
Recanto da Paz.
Cantemos aos céus,
Regência de Deus,
Louvor, louvor a Goiás >>>
Estribilho do Hino do Estado de Goiás.[22]

Governantes de Goiás[editar | editar código-fonte]

Palácio Conde dos Arcos, Cidade de Goiás: antigo local de trabalho de intendentes, presidentes de província e governadores goianos.
Palácio das Esmeraldas, Goiânia, atual sede do Governo do Estado de Goiás.

Últimos 10 governadores do estado de Goiás.

Nome Período
Íris Rezende Machado 15 de março de 1983 a 13 de fevereiro de 1986
Onofre Quinan 13 de fevereiro de 1986 a 15 de março de 1987
Henrique Santillo 15 de março de 1987 a 15 de março de 1991
Iris Rezende Machado 15 de março de 1991 a 2 de abril de 1994
Agenor Rodrigues de Rezende 2 de abril de 1994 a 1 de janeiro de 1995
Maguito Vilela 1 de janeiro de 1995 a 4 de maio de 1998
Naphtali Alves de Sousa 4 de maio de 1998 a 3 de novembro de 1998
Helenês Cândido 3 de novembro de 1998 a 1 de janeiro de 1999
Marconi Perillo 1 de janeiro de 1999 a 31 de dezembro de 2002
Marconi Perillo 1 de janeiro de 2003 a 31 de março de 2006
Alcides Rodrigues 31 de março de 2006 a 31 de dezembro de 2006
Alcides Rodrigues 1 de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2010
Marconi Perillo 1 de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2014

Deputados estaduais[editar | editar código-fonte]

Assembleia Legislativa de Goiás

Órgãos e empresas governamentais[editar | editar código-fonte]

  • CELG – Celg Distribuição S/A , empresa publica responsável pela transmissão e distribuição de energia elétrica no Estado.
  • Saneamento de Goiás – SANEAGO –, órgão responsável encarregado dos serviços de saneamento básico.
  • CEASA – Órgão que tem ligação direta com os horticultores, granjeiros e fruticultores em Goiás.
  • IPASGO – Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado Goiás que é um sistema de saúde para os trabalhadores do estado.
  • DETRAN – GO – Departamento de Trânsito de Goiás, atua em relação ao trânsito do estado, como multas.
  • IQUEGO - Indústria Química do Estado de Goiás, responsável pela produção de medicamentos para a distribuição pelo SUS.
  • METROBUS - Administradora do BRT Eixo Anhanguera de transporte público, em Goiânia.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa do estado de Goiás.

O estado de Goiás é divido estatisticamente em cinco mesorregiões, dezoito microrregiões e 246 municípios segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Economia[editar | editar código-fonte]

Exportações de Goiás - (2012)[23]

A composição da economia do estado de Goiás está baseada na produção agrícola, na pecuária, no comércio e nas indústrias de mineração, alimentícia, de confecções, mobiliária, metalurgia e madeireira. Agropecuária é a atividade mais explorada no estado. Estas tendências do estado pode ser exemplificada por sua pauta de exportações que, em 2012, se baseou em Soja (21,59%), Milho (12,17%), Farelo de Soja (9,65%), Minério de Cobre (8,51%) e Carne Bovina Congelada (7,90%)[24] .

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agropecuária é a atividade mais explorada no estado e umas das principais responsáveis pelo rápido processo de agro - industrialização que Goiás vem experimentando. Privilegiado com terras férteis, água abundante, clima favorável e um amplo domínio na tecnologia de produção, o estado é um dos grandes exportadores de grãos, além de possuir um dos maiores rebanhos do país.

Pelo fato de sua a capital, fazer parte do eixo econômico Goiânia-Anápolis-Brasília e de estar localizada num ponto estratégico numa das maiores áreas agropecuárias do mundo, formou uma economia bastante dinâmica. A partir do final da década de 1960 uma redefinição das relações entre a agricultura e a manufatura, dando origem a um novo padrão de produção agrícola, assim a unidade do Ministério da Agricultura sediada no município de Goiânia, formou parcerias entre pecuaristas que tinham: Conhecimento, ferramentas e área para a produção de sementes melhoradas. Um dos pioneiros na produção desta denominada semente selecionada de arroz foi Adolf Schwabacher, e com a anuência da Cooperativa Rural, estas sementes eram adquiridas por seus membros ou não, dando origem a um novo modelo de produção agrícola no Estado, sendo os primórdios para a produção de sementes, resistentes a intempéries e pragas com uma excelente germinação, proporcionando um bom retorno.

Atualmente, o estado de Goiás enfrenta um grande desafio: tentar conciliar a expansão da agroindústria e da pecuária com a preservação do cerrado, considerada uma das regiões mais ricas do planeta em biodiversidade.

O rápido crescimento na agroindústria teve início no decorrer dos anos 1990 graças à adoção de uma dinâmica política de incentivos fiscais. A recente instalação de empresas alimentícias transformou Goiás em um dos principais pólos de produção de tomate.

Plantação de Alho em Goiás.

No caso da atividade agrícola, o estado de Goiás destaca-se na produção de arroz, café, algodão, feijão, milho, soja, sorgo, trigo, cana-de-açúcar, alho e de tomate. Goiás tem a liderança na produção de grãos.

Goiás é também o segundo maior produtor de algodão em pluma, possui a quarta maior área cultivada com soja no país, além de ocupar o quinto lugar no cultivo de milho. A safra de girassol cresceu, em 1999, 476% em relação ao ano anterior, fazendo com que Goiás passasse a responder por 70% da produção nacional.

Em 1999 foram colhidas 680 mil toneladas de tomates equivalentes a 22% da safra brasileira.

A criação pecuária compreende 18,6 milhões de bovinos, 1,9 milhões de suínos, 49, 5 mil bufalinos, alem de equinos, asininos (jumentos, mulas e burros), ovinos e aves. Detém o 3º maior rebanho de gado bovino do país. Em Goiás, a pecuária está experimentando crescimento extraordinário, fornecendo, alem da produção do leite, outros derivados como carne, couro, lã e pele.

O estado é rico em reservas minerais. O subsolo goiano apresenta grandes variedades de minérios, que dá condições economicamente muito favoráveis. Sendo os principais minérios o níquel, manganês, calcário e o fosfato, sendo os principais municípios mineradores Niquelândia, Barro Alto e Catalão.O estado produz também água mineral, amianto, calcário, ouro, esmeralda, cianeto, manganês, nióbio e vermiculita.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2000, o governo do estado assinou um convênio com uma empreiteira para a construção do primeiro trecho da Ferrovia Norte-Sul em território goiano. Com uma extensão de 1391 km, entre Belém e Senador Canedo, a obra representara uma expressiva economia com fretes, se comparando com o valor gasto com transporte feito por caminhões. O governo estadual também esta considerando a possibilidade de viabilizar a construção de um ramal da Leste - Oeste, na região sudoeste do estado, maior área de produção de grãos, para facilitar o escoamento da produção para os centros de consumo do Sul e Sudeste do País.

Em 2000, foi criado em Anápolis um polo farmoquímico, responsável pela produção de matérias-primas para a indústria de medicamentos, uma vez que o município já contava com um pólo farmacêutico. A instalação dos novos laboratórios farmoquímicos, composto de oito laboratórios farmacêuticos de médio e grande porte já instalados no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), contribui para a expansão do setor, um reflexo direto da aprovação da Lei dos Medicamentos Genéricos, que possibilitou aos laboratórios ampliarem sua participação no mercado interno.

O estado tem se tornado um importante pólo automotivo. Nos últimos anos o estado tem atraído a instalação de novas montadoras de automóveis no Brasil. Já possui duas montadoras instaladas - a japonesa Mitsubishi (MMC) na cidade de Catalão e a sul-coreana Hyundai (Grupo CAOA) em Anápolis. Em maio de 2011 foi assinado protocolo de intenção para a construção e instalação de uma unidade da montadora de automóveis japonesa Suzuki Motors [25] .

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Hotéis de Caldas Novas.

O turismo em Goiás é muito cosmopolitano, como as belezas naturais, como águas termais, locais intocados pelo homem do cerrado, grutas, cachoeiras, e temos também o turismo histórico, como em Pirenópolis e Cidade de Goiás, com seus monumentos históricos, e temos as festas tradicionais como ocorre em Pirenópolis, que é o caso das cavalhadas de Pirenópolis e a Festa do Divino de Pirenópolis.

O principal centro turístico de Goiás é Caldas Novas, pelas suas águas termais, e Caldas é o 10° ponto mais visitado no Brasil.

Arrecadação do ICMS[editar | editar código-fonte]

Arrecadação do ICMS [26] Aspectos Financeiros
2007 2008 2009 2010
Combustível R$ 1,371 bilhão R$ 1,566 bilhão R$ 1,558 bilhão R$ 1,834 bilhão
Comércio atacadista e distribuidor R$ 0,704 bilhão R$ 0,763 bilhão R$ 0,892 bilhão R$ 1,108 bilhão
Comércio varejista R$ 0,571 bilhão R$ 0,713 bilhão R$ 0,821 bilhão R$ 1,023 bilhão
Comunicação R$ 0,693 bilhão R$ 0,768 bilhão R$ 0,758 bilhão R$ 0,777 bilhão
Energia elétrica R$ 0,682 bilhão R$ 0,720 bilhão R$ 0,605 bilhão R$ 0,777 bilhão
Extrator mineral ou fóssil R$ 0,020 bilhão R$ 0,035 bilhão R$ 0,041 bilhão R$ 0,053 bilhão
Indústria R$ 1,057 bilhão R$ 1,530 bilhão R$ 1,610 bilhão R$ 1,811 bilhão
Prestação de serviços R$ 0,129 bilhão R$ 0,146 bilhão R$ 0,151 bilhão R$ 0,174 bilhão
Produção agropecuária R$ 0,115 bilhão R$ 0,149 bilhão R$ 0,171 bilhão R$ 0,167 bilhão
Outros R$ 0,104 bilhão R$ 0,146 bilhão R$ 0,201 bilhão R$ 0,445 bilhão
Total R$ 5,449 bilhões R$ 6,538 bilhões R$ 6,810 bilhões R$ 8,170 bilhões

Balança Comercial[editar | editar código-fonte]

Balança comercial [26] 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Exportação - (US$) em bilhões 0,595 0,649 1,103 1,413 1,817 2,093 3,185 4,090 3,615
Importação - (US$) em bilhões 0,390 0,327 0,377 0,626 0,724 0,992 1,702 3,050 2,853
Saldo - (US$) em bilhões 0,205 0,322 0,726 0,787 1,093 1,100 1,483 1,040 0,762

Consumo de Energia Elétrica[editar | editar código-fonte]

Energia Elétrica [26] Evolução
2005 2010
Consumo total de Energia Elétrica (MWh) 8.217.238 10.871.508
Energia Elétrica - Número total de Consumidores 1.942.112 2.337.769
Consumo de Energia Elétrica na Iluminação Pública (MWh) 492.909 511.778
Consumo de Energia Elétrica no Comércio (MWh) 1.212.342 1.866.987
Número de Consumidores de Energia Elétrica - Comércio 147.916 215.841
Consumo de Energia Elétrica na Indústria (MWh) 2.608.917 3.354.747
Número de Consumidores de Energia Elétrica - Indústria 14.114 11.027
Consumo de Energia Elétrica Residencial (MWh) 2.493.832 3.297.529
Número de Consumidores de Energia Elétrica - Residencial 1.626.671 1.924.828

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Conforme dados de 2009, existiam no estado 3 011 estabelecimentos hospitalares, com 15 271 leitos.[27] Destes estabelecimentos hospitalares, 1.577 eram públicos, sendo 1.547 de caráter municipais, 19 de caráter estadual e 11 de caráter federal.[27] 1.434 estabelecimentos eram privados, sendo 1.369 com fins lucrativos e 65 sem fins lucrativos. 52 unidades de saúde eram especializadas, com internação total, e 2.200 unidades eram providas de atendimento ambulatorial.[27] Em 2005, 77% da população goiana tinha acesso à rede de água, enquanto apenas 36,6% tinha acesso à rede de esgoto sanitário.[28] Em 2009, verificou-se que o estado tinha um total de 393,1 leitos hospitalares por habitante e, em 2005, registrou-se 11,4 médicos para cada grupo de 10 mil habitantes. A mortalidade infantil é de 18,9 a cada mil nascimentos, de acordo com dados de 2008.[28]

Uma pesquisa promovida pelo IBGE em 2008 revelou que 75,8% da população do estado avalia sua saúde como boa ou muito boa; 66,8% da população realiza consulta médica periodicamente; 40,6% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 9,7% da população esteve internada em leito hospitalar nos últimos doze meses.[29] Ainda conforme dados da pesquisa, 31,6% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e 24,8% possuíam plano de saúde. Pouco mais da metade dos domicílios particulares no estado são cadastrados no programa Unidade de Saúde da Família: 52,4%.[29]

Na questão da saúde feminina, 36,6% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses; 49,1% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos; e 80% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.[29]

Educação[editar | editar código-fonte]

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[30]
Média
35,48 (10º)
36,90
50,42 (14º)
52,08
2007[31]
Média
50,83 (9º)
51,52
55,98 (10º)
55,99
2008[32]
Média
40,44 (9º)
41,69
58,87 (11º)
59,35

Com 3.512 estabelecimentos de ensino fundamental, 1.960 unidades pré-escolares, 866 escolas de nível médio e 29 instituições de nível superior, a rede de ensino do estado é a mais extensa do Centro-Oeste do país.[33] Ao total, são 1 317 028 matrículas e 66 902 docentes registrados.[33]

O fator "educação" do IDH no estado atingiu em 2005 a marca de 0,891 – patamar consideravelmente médio, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) [34] – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 8,6%, superior às porcentagens verificadas em 11 estados brasileiros.[35] A taxa de analfabetismo funcional é de 19,7% da população.[36]

Goiás possui várias instituições educacionais, sendo que as mais renomadas delas estão localizadas principalmente na Região Metropolitana de Goiânia e em Anápolis. Na lista de estados brasileiros por taxa de alfabetismo, Goiás aparece em décimo quarto lugar, com 9,6% de sua população analfabeta e 21,4% analfabeta funcional.[37] Esses dados colocam Goiás logo acima de Rondônia e atrás do Espírito Santo, exatamente na metade da lista.

As cidades que mais se destacaram em educação segundo o IDEB são: Anápolis, Itumbiara, Rio Verde, São Luís de Montes Belos, Cristalina, Formosa, Jataí, Caldas Novas, Bom Jesus de Goiás, Morrinhos, Aparecida de Goiás, Porangatu, Niquelândia e Novo Gama. Todas essas cidades ficaram acima da média esperada pelo IDEB.

IFG na cidade de Urutaí

As instituições públicas de ensino superior são as seguintes: Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Goiás (IFG) e Instituto Federal Goiano (IFGO).

As mais notáveis instituições privadas de ensino superior são as seguintes: Faculdade Metropolitana de Anápolis (FAMA), Faculdade Araguaia, Faculdades e Colégio Aphonsiano, Faculdade Aliança de Itaberaí (FAIT), Faculdade Cambury, Faculdade Estácio de Sá de Goiás (FESGO),Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Universidade Paulista (UNIP),Faculdade Alves Faria (ALFA), Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), UniEvangélica, Faculdade do Instituto Brasil (Fibra), Universidade Anhanguera (Uni-Anhanguera), Faculdade Sete de Setembro, Faculdade Padrão, Centro de Ensino Superior de Catalão (CESUC), Faculdade Educacional de Ciências Humanas de Anicuns (FECHA), Centro de Ensino Superior de Jataí (CESUT), Instituto de Ensino Superior de Rio Verde - Faculdade Objetivo (IESRIVER), Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES), Faculdade Quirinópolis (FAQUI), Faculdade Mineirense, Fundação Almeida Rodrigues (FAR), Faculdade de Caldas Novas (UNICALDAS), Faculdade de Goiás (FAGO), Faculdade do Norte Goiano (FNG), Faculdade Montes Belos (FMB), Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba (FAFICH), Faculdade Sul-americana (FASAM) e Universidade de Rio Verde (UNIRV), Faculdade Alfredo Nasser ( UNIFAN).

Transportes[editar | editar código-fonte]

Trecho concomitante com a BR-060 em Goiânia, na saída para Terezópolis de Goiás e Anápolis.

Goiás possui uma extensa malha viária. Conta com 3.400 km de rodovias federais, 18.610 quilômetros de rodovias estaduais e 64.690 quilômetros de rodovias municipais, o que totaliza 86.700 quilômetros de rodovias, dos quais somente 7.822 são pavimentados. A BR-050 que passa por Catalão, e liga cidades como Brasília, Uberlândia, Uberaba e Santos é uma das rodovias federais que passa pelo o estado. A BR-153 corta o estado de Norte a Sul, ligando Itumbiara, na divisa com Minas Gerais, a Porangatu, na divisa com Tocantins. A BR-040 que liga Brasília a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro conecta também, por sua vez, diversos municípios goianos como Cristalina, Luziânia, Valparaíso de Goiás. Outras rodovias dignas de destaque são a BR-060 que liga Brasília a Goiânia e ao Mato Grosso do Sul, cortando o Sudoeste goiano; e a BR-070, que liga Brasília a Aragarças e ao Mato Grosso.

Atualmente o transporte ferroviário é pouco utilizado em Goiás, o Estado possui um trecho de linha férrea que interliga parte de Minas Gerais ao Sudeste de Goiás e um outro trecho que interliga o Sudeste Goiano à capital Goiânia passando por Senador Canedo, cidade na qual possui grande distribuidoras petrolíferas e abatedouros de grande porte junto a margem dessa ferrovia. Mas este quadro pode mudar já que o Governo Federal começou as obras da Ferrovia Norte-Sul com grande parte já pronta em Goiás, despontando do recém criado Porto Seco de Anápolis em direção ao Tocantins lado norte e lado sul indo em direção a Minas Gerais. A Ferrovia Norte-Sul está bem infra-estruturada na região norte do país devido aos investimentos crescentes do Governo Federal. Há uma previsão que seja finalizada antes do fim do mandato do atual presidente do Brasil.

Há apenas uma hidrovia no Rio Paranaíba e o principal porto dela é o de São Simão que faz parte da Hidrovia Paraná-Tietê.

O trafego aéreo de Goiás conta com vários aeroportos sendo o mais movimentado o Santa Genoveva, em Goiânia. Em Anápolis foi construída a Base Aérea para aviões supersônicos. As companhias aéreas que servem Goiás são: "TRIP + TOTAL", "TAM", "GOL", "Azul", "Passaredo", "Oceanair" e "SETE" além de algumas companhias que fazem o serviço de táxi aéreo.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artes[editar | editar código-fonte]

Muitos são os nomes que se destacaram e ainda projetam nas artes em Goiás.

Museus[editar | editar código-fonte]

Goiânia

Culinária[editar | editar código-fonte]

Empadão goiano: um dos mais apreciados pratos da culinária goiana.

A culinária goiana é muito diversificada sendo seus principais pratos o peixe na telha, o suã (carne de porco) com arroz, o arroz com pequi, e também os pratos de todos os dias dos brasileiros como o arroz e feijão; além da pamonha, que é usada como prato principal nas refeições; os frutos são a jabuticaba, a guabiroba, o jatobá, entre muitos outros do cerrado. Também se destacam as misturas, nome que se dá às verduras, como a serralha e a taioba, além da introdução da guariroba, um dos principais ingredientes do empadão, como vegetal na dieta quase diária. A quitanda, denominação que se dá aos biscoitos caseiros, também é diversificada: quebrador, mané pelado (bolo de mandioca assado na folha de bananeira), biscoito-de-queijo (que foi inventado em Goiás), mentira (biscoito de polvilho frito), a peta, o quase esquecido brevidade (polvilho batido com ovos e açúcar), o pastelinho de doce de leite e o bolinho doce de arroz (esses dois últimos são quitandas típicas da Cidade de Goiás). É riquíssima a variedade de doces: marmelada em caixeta (região de Luziânia), moça-de-engenho (melado batido e emoldurado em forma de escultura), doce-de-leite (sobretudo com pau de mamão ralado ou sidra ralada), doce-de-ovo (ambrosia feita diretamente no melaço), de frutas cristalizadas (riquíssimos em Pirenópolis), doce de sidra ralada, de cascas de frutas (laranja, limão), entre tantos outros. As rapaduras temperadas (com leite, casca de laranja, sidra ou amendoim).

Os temperos são muito diversificados sendo uma culinária rica em temperos como açafrão, gengibre e pimenta, sendo este último empregado em quase todos os pratos salgados.

O pequi, por exemplo, nas antigas vilas de Meia Ponte (hoje Pirenópolis), e Vila Boa, ainda no início do século XVIII, começou a ser utilizado na culinária de Goiás. Na região que circunda a cidade industrial de Catalão, o pequi era empregado tão somente na fabricação do sabão de pequi, de propriedades terapêuticas. Hoje já é comercializado em compota.

O fruto pode ser degustado das mais variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes, ao leite e na forma de um dos mais apreciados licores de Goiás.

Patrimônio da Humanidade[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Goiás tem diversas modalidades esportivas, como o futsal, vôlei e o rugby, mas o principal esporte do estado é o futebol, sendo que todos os anos é realizado o Campeonato Goiano de Futebol, popularmente conhecido como Goianão. Os principais clubes de futebol são o , Goiás, Anápolis, Atlético Goianiense, Anapolina, CRAC, Vila Nova, Itumbiara e o Goiânia. O principal estádio de Goiás é o Estádio Serra Dourada. O time mais conhecido, com a maior estrutura física e com a maior torcida do Centro-Oeste é o Goiás, que disputa o Campeonato Brasileiro Série A, Copa do Brasil, e já disputou a Copa Libertadores da América e a final da Copa Sul-americana.

O vôlei também é muito praticado pela população goiana ocupando a 3ª colocação na preferência, sendo o segundo colocado o futsal. Um local onde o vôlei e o futsal são muito praticados é na cidade de Anápolis, possuindo o Ginásio Internacional com capacidade de sediar jogos oficiais. O rugby é o quarto colocado na preferência dos goianos, é esporte que mais cresce no país, muito por causa das Olimpíadas de 2016. Ainda com a conclusão no Novo Estádio Olímpico, o rugby em Goiás tem muito a crescer. O rugby em Goiás é representado pela Federação Goiana de Rugby (FGRu), e tem como principais clubes: Goianos Rugby Clube, UFG Rugby, Gigantes Itumbiara Rugby e o Anápolis Rugby.

Goiânia, capital do estado, foi uma das 18 cidades candidatas a subsede da Copa do Mundo FIFA de 2014, mas não foi escolhida.

A Federação Goiana de Futebol já é a sétima colocada do ranking da CBF.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Mascarados nas Cavalhadas de Pirenópolis.

Goiás tem inúmeras festas tradicionais, como os carnavais em diversas cidades do estado, o Carna - Goiânia que é conhecido como carnaval fora de época que vem pessoas do Brasil inteiro.

As principais festas religiosas são as famosas Romarias do Divino Pai Eterno, em Trindade, a festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário, em Catalão, onde acontece a tradicional Congada de Catalão a festa de Nossa Senhora da Abadia, no povoado de Muquém, em Niquelândia, que juntam fiéis do estado inteiro, e a festa em louvor a Nossa Senhora Auxiliadora que acontece na cidade de Iporá que é considerada a Terceira maior concentração religiosa do estado de Goiás.

E também em Pirenópolis na Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, com as Cavalhadas de Pirenópolis, trazida de Portugal no século XVIII, sendo sua primeira edição em 1819. É uma festa intercultural, pois reúne traços europeus, africanos e indígenas. Reúne amantes da música e da arte do mundo inteiro, sendo essa, a mais tradicional festa do centro-oeste brasileiro.

Um dos mais importantes eventos culturais do estado é o FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, que em 2010 teve sua 12ª edição. O festival acontece anualmente, em meados de junho, na Cidade de Goiás, antiga Vila Boa (capital do estado de Goiás até a transferência para Goiânia), e patrimônio histórico da humanidade. A mostra exibe 15 horas de vídeos com o que de melhor se produz sobre meio ambiente e tem a maior premiação de festivais de cinema e vídeo da América Latina. Os eventos paralelos trazem shows, oficinas e debates com nomes nacionais e internacionais. Cerca de 70 mil pessoas passam pela cidade durante a semana do Festival.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

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  3. Produto Interno Bruto - PIB e participação das Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2010). Página visitada em 24 de novembro de 2010.
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