Goiás (Goiás)

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Imagem: Centro Histórico de Goiás
A cidade de Goiás (Goiás) inclui o sítio Centro Histórico de Goiás, Património Mundial da UNESCO.


Município de Goiás
Casario na Cidade de Goiás
""
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário
Fundação Não disponível
Gentílico vilaboense
Lema
Prefeito(a) Márcio Caiado (PSDB)
Localização
Localização de Goiás
15° 56' 02" S 50° 08' 24" W15° 56' 02" S 50° 08' 24" W
Unidade federativa Goiás
Mesorregião Noroeste Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Rio Vermelho IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Faina, Mossâmedes, Itaberaí, Itapirapuã e Matrinchã
Distância até a capital 148 quilômetros
Características geográficas
Área 3.108,008 km²
População 24.859 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 8,6 hab./km²
Altitude metros
Clima tropical
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,736 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 170.295 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 6.377,00 IBGE/2005 [4]

Goiás é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população estimada em 2005 era de 26.705 habitantes de acordo com o IBGE. O município foi reconhecido em 2001 pela UNESCO como sendo Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar, por suas tradições culturais seculares e pela natureza exuberante que a circunda.

Índice

[editar] História

Descobertas as Minas Gerais de um lado e as minas de Cuiabá, de outro, no século XVII, uma idéia renascentista (a de que os filões de metais preciosos se dispunham de forma paralela em relação ao equador) iria alimentar a hipótese de que, entre esses dois pontos, também haveria do mesmo ouro. Assim, foram intensificadas as investidas bandeirantes, principalmente paulistas, em território goiano, que culminariam tanto com a descoberta quanto com a apropriação das minas de ouro dos índios goiases, que seriam extintos dali mais rapidamente que o próprio metal. Ali, onde habitava a nação Goiá, Bartolomeu Bueno da Silva fundaria, em 1727, o Arraial de Sant'Anna.

Pouco mais de uma década depois, em 1736, o local seria elevado à condição de vila administrativa, com o nome de Vila Boa de Goyaz (ortografia arcaica). Nesta época, ainda pertencia à Capitania de São Paulo. Em 1748 foi criada a Capitania de Goiás, mas o primeiro governador, dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos, só chegaria ali cinco anos depois.

Com ele, instalou-se um "Estado mínimo" e, logo, a vila transforma-se em capital da comarca. Noronha manda construir, então, entre outros prédios, a Casa de Fundição, em 1750, e o Palácio que levaria seu nome (Conde dos Arcos), em 1751. Décadas depois, outro governador - Luís da Cunha Meneses, que ficou no cargo de 1778 a 1783-, cria importantes marcos, fazendo a arborização da vila, o alinhamento de ruas e estabelecendo o primeiro plano de ordenamento urbano, que delineou a estrutura mantida até hoje.

Com o esgotamento do ouro, em fins do século XVIII, Vila Boa teve sua população reduzida e precisou reorientar suas atividades econômicas para a agropecuária, mas ainda assim cultural e socialmente sempre esteve sintonizada com as modas do Rio de Janeiro, então capital do Império. Daí até o início do século XX, as principais manifestações seriam de arte e cultura, com sarais, jograis, artes plásticas, literatura, arte culinária e cerâmica - além de um ritual único no Brasil, a Procissão do Fogaréu, realizada na Semana Santa.

Entretanto, a grande mudança, que já vinha sendo ventilada há muito tempo, foi a transferência da capital estadual para Goiânia, nos anos trinta e quarenta, coordenada pelo então interventor do Estado, Pedro Ludovico Teixeira. De certa forma, foi essa decisão que preservou a singular e exclusiva arquitetura colonial da Cidade de Goiás.

[editar] Geografia

[editar] Clima

O clima é caracterizado por dois períodos distintos: um seco, com ausência quase que total de chuvas no inverno, que vai de maio a setembro e outro chuvoso, com abundância de águas, no verão que vai de outubro a abril. A temperatura média anual é de aproximadamente 23 graus, sendo os meses de setembro e outubro os mais quentes e junho e julho os mais frios.

[editar] Vegetação

A vegetação típica de Goiás é a mesma do Cerrado, ou seja, a vegetação da cidade em sua maior parte é semelhante à de savana, com gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes longas, que permitem a absorção da água -disponível nos solos do cerrado abaixo de 2 metros de profundidade, mesmo durante a estação seca e umida do inverno.

[editar] Hidrografia

O município de Goiás é cortado pelo Rio Vermelho (afluente do rio Araguaia) e está situado na bacia do Tocantins-Araguaia, que desagua no Amazonas.Ele passa do lado da casa de cora coralina.

[editar] Ecologia

O munícipio possui diversas áreas a serem preservadas com cachoeiras e riachos. Parque da Carioca - APA da Serra Dourada - APA da Cidade de Goiás ARIE Águas de São João - Reserva Biológica da UFG.

[editar] Cultura

[editar] Movimentos culturais

Cora Coralina, um dos mais conhecidos ícones da cultura vilaboense

O município sedia anualmente o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental - FICA. A Cidade de Goiás tem em sua história e formação uma relação muito ligada as culturas Africanas e indigenas, essa relação fica ainda hoje explicita em divérsas manifestações culturais por toda a cidade um exemplo são duas escolas "Espaço Cultural Vila Esperança" e "Quilombinho". Além desses exemplos temos também O Grupo de Capoeira Angola Meninos de Angola sob a coordenação do professor Chuluca. Saiba de Todos os Eventos Culturais da cidade de Goiás no site [1]

[editar] Museus

Igreja da Boa Morte
  • Museu das Bandeiras: funcionando na antiga Casa de Câmara e Cadeia, tem acervo com peças e mobiliário do século XVIII.
  • Palácio Conde dos Arcos: tem acervo com obras do século XVIII, utensílios domésticos, pertences, artes decorativas e mobiliário dos antigos governantes.
  • Museu de Arte Sacra da Igreja da Boa Morte: tem o maior acervo do escultor barroco Veiga Vale, nascido em Pirenópolis, reunindo mais de 100 peças, e também coleções de prataria. A igreja foi construída em 1779.
  • Casa de Cora Coralina: museu permanente com objetos pessoais da poetisa de mesmo nome.

[editar] Monumentos

  • Casa de Bartolomeu Bueno: residência histórica do Anhangüera, a sua fachada conserva as características do estilo colonial
  • Chafariz de Cauda: localizado no Largo do Chafariz, é uma construção com padrões do século XVIII (1778).
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário: conhecida como antiga igreja dos pretos, foi demolida e reconstruída em estilo neogótico em 1733. No seu interior, encontram-se afrescos realizados por Nazareno Confaloni na segunda metade do século XX.
  • Catedral de Santana: localizada na Praça do Coreto, é um edifício feito de adobe e recém-restaurado.
  • Igreja Nossa Senhora da Abadia: capela do século XVIII, tem afrescos no teto.
  • Igreja de Santa Bárbara: apresenta retratos de compositores goianos do século XIX feitos pelo artista Amaury Meneses.
  • Igreja Nossa Senhora do Carmo: edifício que é sede da Irmandade Senhor Jesus dos Passos
  • Mosteiro da Anunciação: edifício religioso, no qual os frades produzem artesanato de barro.
  • Convento dos Padres Dominicanos: edifício do século XIX que guarda uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, trazida por religiosos franceses.
  • Quartel do Vigésimo Batalhão de Infantaria: De onde saíram soldados para a Guerra do Paraguai. Até o final da década de 1990 abrigou o 11-010 Tiro de Guerra do Exército Brasileiro.

[editar] Turismo

O município tornou-se um centro turístico e permite praticamente uma viagem no tempo do Brasil colonial. Em 2001 o Centro Histórico de Goiás foi declarado Patrimônio Mundial. Na cidade todos os anos ocorre o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que tem a praticipação de países da África,Europa, América e Ásia.

[editar] Rodovias

A partir de Goiânia pela GO-070. A partir de Brasília, deve-se tomar a BR-060 até Anápolis, desviando então para Nerópolis e Inhúmas, onde se atinge a GO-070 para Itauçu. OBS: Caminho não sinalizado. Em Anápolis, em especial, é mais difícil encontrar a entrada para a próxima cidade - Nerópolis -, justamente por ser uma cidade maior.

O caminho por Pirenópolis é muito bem sinalizado e a estrada é bem menos movimentada, porém desde Águas Lindas de Goiás (GO), na divisa com o DF, a rodovia BR-070 não é duplicada, e na saída de Pirenópolis para Goiás ou se percorre +/- 60 km a mais para continuar em rodovia asfaltada (não é BR) ou torna-se obrigatório o 'enfrentamento' da BR-070 por 165 km de estrada de chão.

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

[editar] Ligações externas

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