Goiás (Goiás)
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| Município de Goiás | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | Não disponível | ||||
| Gentílico | vilaboense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Márcio Caiado (PSDB) | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Noroeste Goiano IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Rio Vermelho IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Faina, Mossâmedes, Itaberaí, Itapirapuã e Matrinchã | ||||
| Distância até a capital | 148 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 3.108,008 km² | ||||
| População | 24.859 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Metro | {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 8,6 hab./km² | ||||
| Altitude | metros | ||||
| Clima | tropical | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,736 médio PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 170.295 mil IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 6.377,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Goiás é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população estimada em 2005 era de 26.705 habitantes de acordo com o IBGE. O município foi reconhecido em 2001 pela UNESCO como sendo Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar, por suas tradições culturais seculares e pela natureza exuberante que a circunda.
Índice |
[editar] História
Descobertas as Minas Gerais de um lado e as minas de Cuiabá, de outro, no século XVII, uma idéia renascentista (a de que os filões de metais preciosos se dispunham de forma paralela em relação ao equador) iria alimentar a hipótese de que, entre esses dois pontos, também haveria do mesmo ouro. Assim, foram intensificadas as investidas bandeirantes, principalmente paulistas, em território goiano, que culminariam tanto com a descoberta quanto com a apropriação das minas de ouro dos índios goiases, que seriam extintos dali mais rapidamente que o próprio metal. Ali, onde habitava a nação Goiá, Bartolomeu Bueno da Silva fundaria, em 1727, o Arraial de Sant'Anna.
Pouco mais de uma década depois, em 1736, o local seria elevado à condição de vila administrativa, com o nome de Vila Boa de Goyaz (ortografia arcaica). Nesta época, ainda pertencia à Capitania de São Paulo. Em 1748 foi criada a Capitania de Goiás, mas o primeiro governador, dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos, só chegaria ali cinco anos depois.
Com ele, instalou-se um "Estado mínimo" e, logo, a vila transforma-se em capital da comarca. Noronha manda construir, então, entre outros prédios, a Casa de Fundição, em 1750, e o Palácio que levaria seu nome (Conde dos Arcos), em 1751. Décadas depois, outro governador - Luís da Cunha Meneses, que ficou no cargo de 1778 a 1783-, cria importantes marcos, fazendo a arborização da vila, o alinhamento de ruas e estabelecendo o primeiro plano de ordenamento urbano, que delineou a estrutura mantida até hoje.
Com o esgotamento do ouro, em fins do século XVIII, Vila Boa teve sua população reduzida e precisou reorientar suas atividades econômicas para a agropecuária, mas ainda assim cultural e socialmente sempre esteve sintonizada com as modas do Rio de Janeiro, então capital do Império. Daí até o início do século XX, as principais manifestações seriam de arte e cultura, com sarais, jograis, artes plásticas, literatura, arte culinária e cerâmica - além de um ritual único no Brasil, a Procissão do Fogaréu, realizada na Semana Santa.
Entretanto, a grande mudança, que já vinha sendo ventilada há muito tempo, foi a transferência da capital estadual para Goiânia, nos anos trinta e quarenta, coordenada pelo então interventor do Estado, Pedro Ludovico Teixeira. De certa forma, foi essa decisão que preservou a singular e exclusiva arquitetura colonial da Cidade de Goiás.
[editar] Geografia
[editar] Clima
O clima é caracterizado por dois períodos distintos: um seco, com ausência quase que total de chuvas no inverno, que vai de maio a setembro e outro chuvoso, com abundância de águas, no verão que vai de outubro a abril. A temperatura média anual é de aproximadamente 23 graus, sendo os meses de setembro e outubro os mais quentes e junho e julho os mais frios.
[editar] Vegetação
A vegetação típica de Goiás é a mesma do Cerrado, ou seja, a vegetação da cidade em sua maior parte é semelhante à de savana, com gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes longas, que permitem a absorção da água -disponível nos solos do cerrado abaixo de 2 metros de profundidade, mesmo durante a estação seca e umida do inverno.
[editar] Hidrografia
O município de Goiás é cortado pelo Rio Vermelho (afluente do rio Araguaia) e está situado na bacia do Tocantins-Araguaia, que desagua no Amazonas.Ele passa do lado da casa de cora coralina.
[editar] Ecologia
O munícipio possui diversas áreas a serem preservadas com cachoeiras e riachos. Parque da Carioca - APA da Serra Dourada - APA da Cidade de Goiás ARIE Águas de São João - Reserva Biológica da UFG.
[editar] Cultura
[editar] Movimentos culturais
O município sedia anualmente o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental - FICA. A Cidade de Goiás tem em sua história e formação uma relação muito ligada as culturas Africanas e indigenas, essa relação fica ainda hoje explicita em divérsas manifestações culturais por toda a cidade um exemplo são duas escolas "Espaço Cultural Vila Esperança" e "Quilombinho". Além desses exemplos temos também O Grupo de Capoeira Angola Meninos de Angola sob a coordenação do professor Chuluca. Saiba de Todos os Eventos Culturais da cidade de Goiás no site [1]
[editar] Museus
- Museu das Bandeiras: funcionando na antiga Casa de Câmara e Cadeia, tem acervo com peças e mobiliário do século XVIII.
- Palácio Conde dos Arcos: tem acervo com obras do século XVIII, utensílios domésticos, pertences, artes decorativas e mobiliário dos antigos governantes.
- Museu de Arte Sacra da Igreja da Boa Morte: tem o maior acervo do escultor barroco Veiga Vale, nascido em Pirenópolis, reunindo mais de 100 peças, e também coleções de prataria. A igreja foi construída em 1779.
- Casa de Cora Coralina: museu permanente com objetos pessoais da poetisa de mesmo nome.
[editar] Monumentos
- Casa de Bartolomeu Bueno: residência histórica do Anhangüera, a sua fachada conserva as características do estilo colonial
- Chafariz de Cauda: localizado no Largo do Chafariz, é uma construção com padrões do século XVIII (1778).
- Igreja de Nossa Senhora do Rosário: conhecida como antiga igreja dos pretos, foi demolida e reconstruída em estilo neogótico em 1733. No seu interior, encontram-se afrescos realizados por Nazareno Confaloni na segunda metade do século XX.
- Catedral de Santana: localizada na Praça do Coreto, é um edifício feito de adobe e recém-restaurado.
- Igreja Nossa Senhora da Abadia: capela do século XVIII, tem afrescos no teto.
- Igreja de Santa Bárbara: apresenta retratos de compositores goianos do século XIX feitos pelo artista Amaury Meneses.
- Igreja Nossa Senhora do Carmo: edifício que é sede da Irmandade Senhor Jesus dos Passos
- Mosteiro da Anunciação: edifício religioso, no qual os frades produzem artesanato de barro.
- Convento dos Padres Dominicanos: edifício do século XIX que guarda uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, trazida por religiosos franceses.
- Quartel do Vigésimo Batalhão de Infantaria: De onde saíram soldados para a Guerra do Paraguai. Até o final da década de 1990 abrigou o 11-010 Tiro de Guerra do Exército Brasileiro.
[editar] Turismo
O município tornou-se um centro turístico e permite praticamente uma viagem no tempo do Brasil colonial. Em 2001 o Centro Histórico de Goiás foi declarado Patrimônio Mundial. Na cidade todos os anos ocorre o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que tem a praticipação de países da África,Europa, América e Ásia.
[editar] Rodovias
A partir de Goiânia pela GO-070. A partir de Brasília, deve-se tomar a BR-060 até Anápolis, desviando então para Nerópolis e Inhúmas, onde se atinge a GO-070 para Itauçu. OBS: Caminho não sinalizado. Em Anápolis, em especial, é mais difícil encontrar a entrada para a próxima cidade - Nerópolis -, justamente por ser uma cidade maior.
O caminho por Pirenópolis é muito bem sinalizado e a estrada é bem menos movimentada, porém desde Águas Lindas de Goiás (GO), na divisa com o DF, a rodovia BR-070 não é duplicada, e na saída de Pirenópolis para Goiás ou se percorre +/- 60 km a mais para continuar em rodovia asfaltada (não é BR) ou torna-se obrigatório o 'enfrentamento' da BR-070 por 165 km de estrada de chão.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
[editar] Ligações externas
- Noticias da Cidade de Goiás - Diário Vilaboense
- Jornal O Vilaboense
- Hoteis e Pousadas na Cidade de Goiás
- Página sobre ecoturismo no Brasil
- A nova Goiás velho: uma jóia colonial no Cerrado
- Página sobre cidades históricas no Brasil
- Goiás Velho no Terra
- Site Oficial do FICA
- Universidade Estadual de Goiás - Unidade Cora Coralina - Goiás/GO
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