Goiânia

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Município de Goiânia
"Gyn; Cidade-jardim; Capital do Cerrado"
Acima, à esquerda, o Monumento das Três Raças; à direita vista do Zoológico com prédios ao fundo; ao meio, à esquerda, uma vista parcial da cidade; à direita o Viaduto Praça Latif Sebba; abaixo uma panorâmica noturna de Goiânia.

Acima, à esquerda, o Monumento das Três Raças; à direita vista do Zoológico com prédios ao fundo; ao meio, à esquerda, uma vista parcial da cidade; à direita o Viaduto Praça Latif Sebba; abaixo uma panorâmica noturna de Goiânia.
Bandeira de Goiânia
Brasão de Goiânia
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24 de outubro
Fundação 24 de outubro de 1933 (78 anos)
Gentílico goianiense
Prefeito(a) Paulo Garcia (PT)
(20092012)
Localização
Localização de Goiânia
Localização de Goiânia em Goiás
Goiânia está localizado em: Brasil
Localização de Goiânia no Brasil
16° 40' 00" S 49° 15' 00" O16° 40' 00" S 49° 15' 00" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Centro Goiano IBGE/2008[1]
Microrregião Goiânia IBGE/2008[1]
Região metropolitana Goiânia
Municípios limítrofes Abadia de Goiás, Aragoiânia, Aparecida de Goiânia, Goianápolis, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo e Trindade
Distância até a capital 209 km[2]
Características geográficas
Área 739,492 km² [3]
População 1 318 148 hab. estimativa IBGE/2011[4]
Densidade 1 782,5 hab./km²
Altitude 749 m
Clima tropical semiúmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,832 elevado PNUD/2000
PIB R$ 19,457 bilhões IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 15 376,50 IBGE/2008[5]

Goiânia é um município brasileiro, capital do estado de Goiás e segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste, sendo superada apenas por Brasília. Situa-se no Planalto Central, a 209 quilômetros a sudoeste do Plano Piloto de Brasília e é um importante polo econômico da região,[6] sendo considerada um centro estratégico para áreas como indústria, medicina, telecomunicações e agricultura.[7] Assim como algumas outras cidades brasileiras, Goiânia desenvolveu-se a partir de um plano urbanístico, tendo sido construída com o propósito de desempenhar a função de centro político e administrativo do estado de Goiás. Foi fundada em 24 de outubro de 1933, absorvendo, em 1937, da cidade de Goiás, a função de capital do estado.

De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, sua população é de 2 375 444 habitantes e é a sexta maior cidade do Brasil em tamanho, com 256,8 quilômetros quadrados de área urbana,[8] sendo o décimo segundo município mais populoso do Brasil. A Região Metropolitana de Goiânia possui 2 206 134 habitantes, o que a torna a décima região metropolitana mais populosa do país.[9] Goiânia destaca-se, entre as capitais brasileiras, por possuir a maior área verde por habitante do Brasil, perdendo apenas para Edmonton no mundo.[10][11]

Índice

[editar] História

[editar] A fundação da capital

Líder caiapó.

Antes da chegada dos europeus ao continente americano, a porção central do Brasil era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, entre outros povos.[12]

Antes de ser inaugurado, o município de Goiânia era referido nos documentos oficiais como "futura capital", "nova capital" ou simplesmente "nova cidade", o que significa que o município permaneceu, no âmbito legal, inominado por dois anos. Em 2 de agosto de 1935, por força do disposto no artigo 1° do decreto estadual número 327, deu-se a denominação de Goiânia à nova capital.[13]

O nome teria vindo da adaptação ortográfica e possivelmente fonética do título do livro Goyania, a primeira publicação literária cuja temática gira em torno de Goiás. Trata-se de um poema épico do escritor Manuel Lopes de Carvalho Ramos, publicado em 1896 em Porto pela tipografia a vapor de Arthur J. de Sousa. A circulação do livro é muito limitada, razão pela qual a nomeação da cidade permanece desconhecida do grande público. Também é considerada a hipótese de que o nome foi escolhido em evocação à Pedra Goyania, na Serra Dourada, cujo nome emana do poema.[13]

Em outubro de 1933, o jornal O Social realizou um concurso cultural com seus leitores para escolher o nome da nova capital de Goiás. Em 16 de novembro do mesmo ano, o jornal trouxe a apuração dos votos. "Petrônia", nome em homenagem a Pedro Ludovico Teixeira, sugerido pelo poeta e juiz de direito da cidade de Pires do Rio Léo Lynce (Cyllenêo de Araújo), havia recebido 105 votos, enquanto "Goiânia", nome sugerido pelo professor Alfredo de Faria Castro, não conseguiu atingir a marca de 10 votos. Ao assinar o decreto de 2 de agosto de 1935, Pedro Ludovico deixou claro que o resultado do concurso pouco importava para ele; o governante deu a denominação de Goiânia à nova capital, não revelando os motivos para tal escolha, que permanecem desconhecidos até hoje. Ludovico manifesta-se simplesmente, no artigo primeiro do Decreto estadual 327, de 2 de agosto de 1935, "ficam fundidos em um único os atuais municípios de Campinas, Hidrolândia e parte dos territórios dos de Anápolis, Bela Vista e Trindade, que passarão a constituir o município de Goiânia...".[13]

[editar] Colonização de Origem Europeia

A colonização de origem europeia de Goiânia teve origem em 1735, com as primeiras propostas de mudança da capital da capitania de Goiás. O então governante da província, Marcos José de Noronha e Brito, ambicionava transferir a sede administrativa da capitania de Vila Boa para Meia Ponte. Em 1830, Miguel Lino de Morais, segundo governante da província de Goiás durante o Império do Brasil, propôs que a capital fosse transferida para a região onde hoje se localiza o estado do Tocantins, próximo ao município de Niquelândia.[14] Segundo ele, "a mudança da Capital para uma região mais povoada e de comércio mais fraco, é uma medida a ser tomada com urgência".[15] Àquela altura, Vila Boa sofria com a estagnação econômica provocada pelo fim do ciclo do ouro na região, sendo incomum a construção de mais do que uma casa por ano na cidade.[14]

Em 1863, José Vieira Couto de Magalhães, também governante da província de Goiás, retoma a proposta em seu livro Primeira Viagem ao Rio Araguaia, onde descreveu a situação decadente de Vila Boa: "temos decaído desde que a indústria do ouro desapareceu (...) continuar a capital aqui é condenar-nos a morrer de inanição, assim como morreu a indústria que indicou a escolha deste lugar". Os debates sobre a necessidade de transferir a capital de Vila Boa prosseguiram até a Proclamação da República. A primeira Constituição do Estado de Goiás, promulgada em 1° de junho de 1891, previa a transferência da sede do governo em seu artigo 5°.[14][16] Tal artigo foi mantido nas constituições seguintes, de 1898 e 1918. [14][16]

[editar] Fundação (1930-1942)

Monumento em homenagem a Pedro Ludovico Teixeira na entrada do Palácio das Esmeraldas.

A proposta de transferir a capital de Goiás permaneceu em latência até a Revolução de 1930, quando Pedro Ludovico Teixeira foi nomeado interventor federal por Getúlio Vargas.[17] No final de 1932, Pedro Ludovico tomou as primeiras providências para que Goiânia fosse construída. A proposta de transferir a capital de Goiás, que àquela altura já durava pelo menos 180 anos, encontrou campo fértil na política do governo federal. A decisão de Pedro Ludovico estava em consonância com a Marcha para o Oeste, política desenvolvida pelo governo Vargas para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste brasileiro. O sucesso da Marcha dependia da implantação de uma infraestrutura básica que possibilitasse a migração de pessoas do Sul e do Sudeste; assim sendo, Pedro Ludovico promoveu, além da mudança da capital, a construção de rodovias e uma reforma agrária.[14]

Em 20 de dezembro de 1932, por força do decreto estadual número 2737, Pedro Ludovico criou uma comissão encarregada de escolher o local onde seria construída a nova capital, [14] presidida por dom Emanuel Gomes de Oliveira, então bispo de Goiás. Os trabalhos da comissão foram instalados em 3 de janeiro de 1933, quando o coronel Antônio Pireneus de Souza, um de seus membros, sugeriu a escolha de três técnicos (os engenheiros João Argenta e Jerônimo Fleury Curado e o médico Laudelino Gomes de Almeida) para realizarem os estudos das condições topográficas, hidrológicas e climáticas das localidades de Bonfim (atual Silvânia), Pires do Rio Ubatan (atual vila de Egerineu Teixeira, em Orizona) e Campinas (atual bairro de Campinas), a fim de que a comissão se manifestasse sobre onde se deveria localizar a nova capital goiana.[16] O relatório final da comissão apontou uma fazenda localizada nas proximidades do povoado de Campinas como local ideal para a edificação da futura capital. [14]O relatório da comissão, após ser submetido ao parecer dos engenheiros Armando de Godoy, Benedito Neto de Velasco e Américo de Carvalho Ramos, foi encaminhado a Pedro Ludovico. Apesar da forte campanha antimudancista, o interventor decidiu que a capital seria construída na região de Campinas.[16]

O decreto estadual número 3359, de 18 de maio de 1933, determinou a escolha da região às margens do córrego Botafogo, compreendida pelas fazendas "Criméia", "Vaca Brava" e "Botafogo", no então município de Campinas, para a edificação da nova capital de Goiás.[16] Em 6 de julho do mesmo ano, Pedro Ludovico assinou um decreto encarregando o urbanista Attilio Corrêa Lima da elaboração do projeto da nova capital. Armando de Godoy reformularia o projeto original, inserindo o parcelamento do Setor Oeste e fortes mudanças no arruamento do Setor Sul, concebendo tal área sob forte inspiração do movimento das cidades-jardim, teoria fundada pelo urbanista Ebenezer Howard. Em 1935, Armando assinou o plano diretor de Goiânia. A partir do plano, executado pelos engenheiros Jerônimo e Abelardo Coimbra Bueno, abriram-se três avenidas principais (Goiás, Araguaia e Tocantins), as quais confluem para a parte mais elevada do terreno do Centro, onde por sua vez foi erigido o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual. Uma quarta avenida principal (Paranaíba) foi aberta perpendicularmente às três avenidas mencionadas, conectando o Parque Botafogo ao antigo aeroporto (localizado no atual Setor Aeroporto).[14]

Em 24 de outubro de 1933, em local determinado por Corrêa Lima, – um planalto onde atualmente se encontra o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica –, Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental da nova cidade. A data foi escolhida para homenagear os três anos do início da Revolução de 1930. Diversas caravanas oriundas do interior do estado saíram em direção ao local para prestigiar o evento. O padre Agostinho Foster realizou a missa solene, acompanhado pelo coral do Colégio Santa Clara, de Campinas. Após a missa, foi iniciada a roçagem do local e Pedro Ludovico proferiu um discurso onde previa que "dentro de cinco anos, grande porção desta área destinada à futura cidade estará coberta de luxuosas e alegres vivendas".[14]

Em 2 de agosto de 1935, através do Decreto estadual 327, foi criado o município da nova capital, o qual recebeu o topônimo de Goiânia.[14][16] Em 20 de novembro instalou-se o município e, em 13 de dezembro, foi assinado um decreto determinando a transferência da Secretaria Geral, da Secretaria do Governo e da Casa Militar para a cidade.[16] Posteriormente, foram transferidas a Diretoria Geral da Segurança Pública e a Companhia de Polícia Militar (1935), e a Diretoria Geral da Fazenda (1936), sendo a efetiva transferência da capital do estado oficializada em 1937, através do decreto número 1816.[14][16] Contudo, a inauguração oficial de Goiânia só aconteceria em 5 de julho de 1942, quando foi realizado, no Teatro Goiânia, o batismo cultural da nova capital de Goiás.[14][16] De 1° a 11 de julho, a cidade passou por um clima de euforia, sendo palco de festas, discursos de políticos vindos de todo o país, sessões solenes, bailes e inúmeras inaugurações de obras.[14] Na ocasião, realizaram-se também o 8º Congresso Brasileiro de Educação e a Assembléia-Geral do Conselho Nacional de Geografia e do Conselho Nacional de Estatística, órgãos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[16]

[editar] Expansão urbana (1942-1987)

Crescimento populacional de
Goiânia
Ano População Crescimento
1940 48 166[18]
1950 53 389[18] 10,8%
1960 151 013[18] 182,8%
1970 380 773[19] 152,1%
1980 717 526[20] 88,4%
1991 922 222[20] 28,5%
1996 1 003 477[21] 8,8%
2000 1 093 007[22] 8,9%
2007 1 244 645[19] 13,8%
2010 1 302 001[23] 4,6%

Em 1950, o centro de Goiânia já contava com vários prédios públicos, construídos no estilo art déco e constituintes de um significativo acervo da arquitetura brasileira.[15][24] Por esta razão, em 18 de novembro de 2003 um conjunto de 22 prédios e monumentos públicos localizados no núcleo central de Goiânia e do bairro de Campinas foi incorporado oficialmente ao patrimônio histórico e artístico nacional.[15]

Entre as décadas de 1940 e de 1950, a nova capital de Goiás já registrava um crescimento superior ao planejamento inicial, que era de 50 mil habitantes. Da população de mais de 53 mil pessoas em 1950, cerca de 40 mil (cerca de 75%) viviam em território urbano, formado basicamente pelos setores Central, Norte, Sul, Oeste e cidade satélite. Até 1955 Goiânia experimentou um crescimento considerado moderado para uma cidade recém-implantada. No entanto, o crescimento demográfico aumentou consideravelmente devido a uma série de fatores, tais como a chegada da estrada de ferro em 1951, a retomada da política de interiorização de Vargas entre 1951 e 1954, a inauguração da Usina do Rochedo em 1955, a construção de Brasília entre 1956 e 1960 e das obras viárias que promoveram a ligação do Planalto Central com o resto do país. Em 1960, Goiânia já contava com mais de 150 mil habitantes.[15]

A década de 1960 é crucial para a definição de Goiânia como uma das maiores metrópoles brasileiras. Surgiram os bairros mais distantes, como Vila Coimbra, Setor Universitário, Setor Ferroviário, Setor dos Funcionários, Setor Sul, Setor Oeste, Setor Aeroporto, Setor Fama, Vila Abajá, Vila Santa Helena e Setor Pedro Ludovico. Os novos bairros mudaram a fisionomia da cidade, que passou a requerer mais infraestrutura, transportes, energia e escolas. Surgiram ainda, nessa época, as Universidades Católica e Federal, o que fez com que os jovens que buscavam formação acadêmica permanecessem em Goiânia. A proximidade com a capital federal impulsiona o desenvolvimento da capital goiana. Os vôos para Goiânia aumentam e o aeroporto é transferido para o Bairro Santa Genoveva. A parte norte da cidade ganha novas feições com a construção de conjuntos de apartamentos, dando origem ao Setor Fama, à Vila Operária e ao Setor dos Funcionários. Mais de 30 novos bairros surgem, expandindo a cidade até a baixada do Rio Meia Ponte e seus afluentes.[15]

Na década de 1970, à medida em que a população mais do que dobra em relação à década anterior, o trânsito goianiense ganha o acréscimo de milhares de carros. A cidade ganha três emissoras de televisão, três jornais diários e o Estádio Serra Dourada, à época um dos mais modernos do país. A partir de 1970, Goiânia expandiu significativamente seus loteamentos urbanos, mantendo um alto ritmo de crescimento populacional, que faz com que a cidade chegue a 1980 com mais de 700 mil habitantes, dos quais 98% vivia em área urbana. Esse aumento demográfico provoca o surgimento de um grande número de loteamentos voltados para as classes de renda mais baixa em cidades vizinhas, como Aparecida de Goiânia que, apesar de franca expansão, são dotadas de precária infraestrutura urbana. A partir de então, o crescimento demográfico se mantém num ritmo mais lento que outrora. No final da década de 1990, ao contrário do que acontecia nos anos 70 e 80, Goiânia recebe um grande número de famílias carentes oriundas do Nordeste e Norte do país. Com expansão do agronegócio, o Centro-Oeste passa a ser uma nova fronteira de oportunidades. Ao mesmo tempo, a classe média goianiense experimenta, na década de 2000, forte incremento na área habitacional com o surgimento dos condomínios horizontais.[15]

[editar] O acidente radiológico em 1987

Em setembro de 1987, Goiânia foi palco do mais grave acidente radiológico já ocorrido no continente americano. Na ocasião, mais de 240 pessoas foram expostas à radiação quando dois catadores de lixo desmontaram um aparelho de radioterapia, removendo dele partículas da substância radioativa Césio-137.[25]

Viaduto da Av. T-63, no cruzamento com a Avenida 85.

[editar] Hoje

Apesar da ocupação desordenada, que ainda se mantém em certas regiões do municípios, nomeadamente as zonas Noroeste e Sudoeste (que apresentaram, entre 1991 e 2000, taxas de crescimento populacional anual de 9% e 14,5%, respectivamente),[26] Goiânia ainda se mantém como referência em qualidade de vida em relação às demais capitais brasileiras. Isso fez com que a cidade recebesse vários empreendimentos imobiliários e se tornasse alvo de forte especulação imobiliária. Desde 2005, Goiânia voltou a experimentar um significativo aumento no índice de qualidade de vida. Bairros afastados começam a receber asfalto, esgoto, iluminação e novas áreas de lazer. A cidade passou a ostentar o título de capital com maior concentração de área verde por habitante. Apesar disso, a cidade enfrenta problemas crônicos como engarrafamentos e atendimento ruim na saúde, frutos de um crescimento populacional vertiginoso e desordenado. Goiânia registra uma das maiores médias de carros por habitante da América Latina e, apesar de ser referência em vários tipos de tratamento médico, sua rede se encontra sobrecarregada por pacientes vindos do interior de Goiás e de outros estados.[15]

[editar] Geografia

Goiânia é a capital do décimo segundo estado mais populoso do Brasil, Goiás,[27] situando-se próximo ao paralelo 16º40'43'' sul e do meridiano 49º15'14'' oeste.[28] A área original do município é controversa, e varia conforme fonte de dados. A própria prefeitura oferece 739Km2[29] e o IBGE indica 733km2.[30] Suas cidades limítrofes são Nerópolis e Goianápolis ao norte; Aparecida de Goiânia ao sul; Senador Canedo e Bela Vista de Goiás ao leste; e Goianira e Trindade ao leste.[31]

[editar] Região Metropolitana de Goiânia

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na chamada Grande Goiânia vem criando uma metrópole cujo centro está em Goiânia e atinge os municípios de Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Goianápolis, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás e Senador Canedo.[32] A Região Metropolitana de Goiânia foi criada no ano de 1999 e atualmente é constituída por 18 municípios,[33] sendo a décima maior aglomeração urbana do Brasil, com 2 206 134 habitantes.[34] Seu Produto Interno Bruto (PIB) representou menos de 40% do estado em 2005.[35]

Local na região da Barragem do córrego João Leite. Note que o solo é plano.

[editar] Geologia e Hidrografia

Goiânia está em uma região de superfícies aplainadas, numa região de altitude média de 749 metros.[36] O solo da cidade é de cor avermelhada.[37]

Do ponto de vista hidrográfico, Goiânia situa-se na Bacia do Rio da Prata, especificamente na micro-bacia hidrográfica formada pelo rio Meia Ponte, o qual é um afluente do rio Paranaíba. O Ribeirão João Leite, afluente do Meia Ponte abastece a capital goiana.[38][39] Há também outros cursos d'água de menor volume, tais como os córregos Anicuns, Botafogo, Capim-Puba, Cascavel e Macambira.

[editar] Clima

Ipê-do-cerrado em Goiânia.
Chuva em Goiânia.

O clima predominante em Goiânia é tropical úmido. À medida que o outono chega, as temperaturas mínimas vão caindo ligeiramente à medida que o ar seco avança; as tardes podem permanecer agradáveis durante o outono e início do inverno, com rápida queda de temperatura à medida que a noite cai. A temperatura anual média é de 22,9 °C, As chuvas concentram-se nos meses de verão e variam entre 1.500 e 2.000mm anuais. A estação chuvosa prolonga-se de outubro a abril, ao passo que o período seco vai de maio a setembro. As temperaturas mais baixas são normalmente registradas entre maio e agosto.(Temperaturas típicas de um dia de inverno: mín. 11 °C/máx.27 °C). Na primavera, são registradas as maiores temperaturas.. (Temperaturas típicas de um dia de primavera: mín. 21 °C/máx.33 °C). No verão as temperaturas ficam mais amenas: entre 19 °C e 30 °C. (Temperaturas típicas de um dia de verão: mín. 19°C/máx.28°C). (Temperaturas típicas de um dia de outono: mín. 15°C/máx.27°C). A primavera é regularmente a estação mais quente do ano.[40]

A temperatura mais baixa já registrada na cidade foi de 1,2 °C; a mais alta, de 38,2 °C registrada em 17 de outubro de 2007. A média anual de precipitação é de 1.520 mm.[40]


Médias de temperatura do ar e precipitação para Goiânia
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,2 29,4 30,1 30,0 29,1 28,8 29,0 31,2 31,9 31,0 29,8 29,0 29,9
Temperatura mínima média (°C) 19,7 19,7 19,5 18,5 16,0 13,7 13,2 15,0 18,1 19,5 19,6 19,7 17,7
Precipitação (mm) 270,3 213,3 209,6 120,6 36,4 9,5 6,2 12,7 47,6 170,9 220,0 258,8 1 575,9
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia. Climatologia

[editar] Vegetação

Vista do Jardim Zoológico.

Goiânia é conhecida por ter o maior índice de área verde por habitante do Brasil e o segundo no mundo, sendo superada apenas por Edmonton, no Canadá, que tem 100 m² de área verde por habitante. Atualmente, Goiânia tem 95 m² de área verde por habitante.[41]

[editar] Áreas verdes

Mantendo uma taxa de arborização de cerca de 30% do seu território, Goiânia dispõe de um bom número de parques municipais, entre eles o Parque Flamboyant, o Vaca Brava, o Jardim Zoológico-Lago das Rosas, o Areião, Bosque Botafogo, Jardim Botânico e o Bosque dos Buritis.

A vegetação natural predominante em Goiânia é de cerrado e consiste de árvores esparsas, de tronco retorcido, bem como de plantas rasteiras.

[editar] Economia

Pelo fato de ser a capital do Estado, de fazer parte do eixo econômico Goiânia-Anápolis-Brasília e de estar localizada no centro de uma das maiores área agropastoris do mundo, Goiânia tornou-se sede de uma economia bastante dinâmica. Os setores econômicos em que mais se destacam são o comércio varejista, as indústrias de alimentos e de roupas e os serviços. É uma das cidades com um dos menores índices de miséria do país, não ultrapassando os 4%.[42] Possui também um dos menores índices de desemprego do país, cerca de 8%.

[editar] Indicadores socioeconômicos

Goiânia à noite.
PIB (2008)[5] Composição do PIB (2008)[43]
Valor adicionado bruto da agropecuária Valor adicionado bruto da indústria Valor adicionado bruto dos serviços Impostos sobre produtos líquidos de subsídios
R$ 19,457 bilhões R$ 0,019 bilhão R$ 2,811 bilhões R$ 13,529 bilhões R$ 3,096 bilhões
Renda per capita, valor mensal (2010)[42] Variação da renda (2000-20010)[42] Pessoas vivendo na miséria (2010)[42][nota 1] Domicílios na miséria (2010)[42] Desigualdade econômica (2010)[42][nota 2]
R$ 1.268,41 20% 5.889 0% 47%
  1. O IBGE considera miseráveis as pessoas que declaram receber renda mensal entre R$ 1 e R$ 70.
  2. Diferença percentual entre a renda média do município e sua renda mediana - valor que separa os mais ricos dos mais pobres.

[editar] Política

[editar] Prefeitura

Da fundação da cidade até o Golpe de 1964, a cena política goianiense foi dominada pelo Partido Social Democrático (PSD). Durante a ditadura militar (1964–1985), os prefeitos de capitais e cidades consideradas estratégicas passaram a ser nomeados pelos governadores, o que tornou a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido oficial do regime, predominante na política goianiense – e de todas as capitais – naquele período. Após a redemocratização, a cena política local ficou polarizada entre o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e o Partido dos Trabalhadores (PT). O primeiro conquistou quatro mandatos e o último, três. Apesar disso, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) conseguiu conquistar um único mandato na cidade durante o período conhecido como Nova República.

[editar] Eleições gerais

Eleição Vencedor  % Vencedor  %
1998 (1°) FHC 63,66% Marconi 53,25%
1998 (2°) Não houve Marconi 56,74%
2002 (1°) Lula 42,65% Marconi 45,57%
2002 (2°) Lula 59,00% Não houve
2006 (1°) Alckmin 52,25% Alcides 47,27%
2006 (2°) Lula 50,50% Alcides 58,59%
2010 (1°) Serra 40,94% Iris 41,67%
2010 (2°) Serra 57,56% Iris 55,31%
Fontes: 1998, 2002, 2006, 2010

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral referentes aos anos de 1998 a 2010, Goiânia geralmente atua como um reduto tucano em eleições presidenciais – a despeito do PSDB ser fraco e do PT ser forte na cena política local. Com exceção das vitórias de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro e no segundo turno de 2002 e no segundo turno de 2006, todos os outros pleitos foram dominados pelos candidatos tucanos à presidência, inclusive o que foi vencido a nível nacional pela petista Dilma Rousseff. Nas disputas para o governo estadual, a disputa é polarizada entre PMDB e PSDB (considerando que Alcides Rodrigues, do PP, se elegeu como apadrinhado político do tucano Marconi Perillo), mais especificamente entre os grupos ligados ao ex-prefeito Iris Rezende e ao governador Marconi Perillo. Deve-se notar que, mesmo as candidaturas nacionais e estaduais do PT sendo fracas em Goiânia, sua candidata a governadora em 2002 Marina Sant'anna obteve 24,66% dos votos na capital, até hoje um recorde de votação para os governadoriáveis do partido.

[editar] Educação

Segundo o Ministério da Educação, Goiânia conta com 49 instituições de ensino superior. Dentre elas se destaca a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, universidade mais antiga do Centro-Oeste. O município também é sede de duas instituições federais – Universidade Federal de Goiás (UFG) e Instituto Federal de Goiás (IFG) – e uma estadual – Universidade Estadual de Goiás (UEG).

[editar] Cultura e lazer

[editar] Feriados municipais

[editar] Esporte

Goiânia possui cinco clubes de futebol profissional: Atlético Clube Goianiense, Goiânia Esporte Clube, Goiás Esporte Clube, Monte Cristo Esporte Clube e Vila Nova Futebol Clube. Apenas o Monte Cristo não possui título de Campeão Goiano da primeira divisão. Os demais são os maiores campeões dos Estado tendo, inclusive integrado o Campeonato Brasileiro. Atualmente, apenas o Atlético se encontra na primeira divisão do futebol brasileiro, sendo o Goiás integrante da segunda divisão e o Vila Nova em 2011 na terceira divisão.[44]


A cidade possui nove grandes arenas desportivas, sendo a principal delas o Estádio Serra Dourada, mantido pelo governo de Goiás. É neste estádio que são realizadas as partidas do Campeonato Brasileiro quando os times goianos têm mando de jogo. Os três maiores times da cidade também possuem arenas próprias: o Atlético mantém o Estádio Antônio Acciolly, em Campinas; o Goiás mentém o Estádio Hailé Pinheiro, no Setor Serrinha; e o Vila Nova mantém o Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, na Vila Nova. O governo estadual também mantém o Estádio Olímpico Pedro Ludovico, no Centro, que foi demolido em 2003 e está sendo reconstruído desde então. Ao lado deste se localiza o Ginásio Rio Vermelho, também de propriedade do governo estadual. Em 1998 foi inaugurado um complexo privado, o Goiânia Arena, localizado ao lado do Serra Dourada, no Jardim Goiás.

[editar] Bibliotecas públicas

[editar] Centros culturais e teatros

  • Centro Cultural Martim Cererê
  • Centro Cultural Oscar Niemeyer
  • Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
  • Teatro Goiânia - o mais tradicional espaço cultural da cidade. Conta com auditório para 850 espectadores.
  • Teatro Inacabado
  • Teatro Rio Vermelho - localizado nas instalações do Centro de Cultura e Convenções de Goiânia, é o maior teatro de Goiânia, com capacidade para 2007 pessoas. Possui oito cabines de tradução simultânea e um palco removível.
  • Teatro Madre Esperança Garrido (colégio Santo Agostinho)
  • Teatro de Bolso Cici Pinheiro (com 70 lugares - Casa das Artes)

[editar] Cinemas

A cidade oferece as seguintes opções de cinemas:

[editar] Meios de Comunicação

[editar] Museus

[editar] Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás[45]

O Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás contém 4.442 peças, importante legado da cultura no Centro-Oeste. Tendo funcionado em vários locais ao longos dos seus 40 anos de existência, o museu, inaugurado em 1970, está instalado na Praça Universitária.

Lá estăo abrigados grupos de pesquisa interdisciplinar com projetos em desenvolvimento, atividades de açăo educativa e cultural vinculadas a programas relativos aos 1º e 2º graus de ensino, açăo museológica que assessora os programas de museus do estado, exposiçăo semi-permanente e outras temporárias.

Da exposiçăo fazem parte artefatos confeccionados de matéria-prima vegetal: tronco, colmo de gramínea, estirpe, palha, raque e espinhos de palmeira, frutos, sementes e algodăo; de origem animal: ossos, dentes, cerdas, fios de cabelo, conchas, penas e plumas; e, de origem mineral: argila e pedra. O acervo contém, ainda, material cerâmico, objetos líticos, pinturas rupestres, material ósseo (humanos e restos alimentares), testemunhos antropológicos e material malacológico.

Estăo representados os grupos indígenas Apinayé, Aweti, Canela, Cinta Larga, Juruna, Kalapalo, Kamayurá, Kayabí, Krahó, Kreen Akarore, Kuikuru, Karajá, Mehináku, Suyá, Tapirapé, Txikăo, Txukarramăe, Xavante, Xerente, Yawalapiti e Waurá. Para os que necessitam de recursos bibliográficos, o Museu conta também com uma biblioteca especializada.

[editar] Museu de Ornitologia de Goiânia[46]

A Fundaçăo Museu de Ornitologia possui um acervo de 120 mil peças avaliado em quinze milhőes de dólares. Considerado o maior do mundo, o Museu, fundado em 1968, é administrado por seu criador, o cientista José Hidasi, e tipificado como um bem cultural da cidade de Goiânia.

O Museu de Ornitologia contém uma biblioteca com livros e revistas científicas para consultas, um laboratório de Taxidermia, onde há cursos de curta duraçăo sobre empanamento de animais, e um auditório para palestras sobre educaçăo ambiental.

A exposiçăo, que conta com peças pré-históricas e curiosidades do mundo animal, tem mamíferos dos mais primitivos (canguru, equídea, ornitorrinco, coala), passando aos mais evoluídos (boto, macacos) e aos mais característicos (tamanduá, preguiça, tatu). Apresenta a coleçăo das mais belas e raras aves do mundo, como quetzal - ave sagrada dos astecas, pinguins, albatroz, apenas para destacar algumas.

Répteis, peixes, moluscos e os campeőes da diversidade animal - artrópodes, compőem a coleçăo, onde se destacam as multicoloridas borboletas de grupos ecológicos da Austrália, Estados Unidos, Canadá, Europa, Nova Guiné, Nova Zelândia, África, Cuba e espécimes animais brasileiros da Ilha do Bananal, Beira Mar, Pantanal e Cerrado.

[editar] Museu de Arte Contemporânea de Goiânia[47]

O Museu de Arte Contemporânea desenvolve o papel, no campo das artes plásticas, de divulgar, estimular e exibir a produçăo cultural dos artistas contemporâneos. Instalado no mezanino do edifício Parthenon Center, compőe, juntamente com a Escola de Artes Visuais e o Balé do Estado, um espaço denominado Octo Marques, em homenagem a este artista plástico da cidade de Goiás.

O MAC foi inaugurado em 8 dezembro de 1988 com a realizaçăo da 1ª Bienal de Artes de Goiás. Seu acervo é composto de obras pertencentes à extinta Caixego, doadas em regime de comodato; adquiridas através de salőes (prêmios aquisiçăo), por doaçőes dos artistas que fazem exposiçőes no local e aquisiçőes de instituiçőes e de particulares.

Săo quinhentas obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, objetos e reproduçőes. Além da exposiçăo de suas obras, o MAC promove mostras de artistas locais e de outros estados e países, dinamizando o processo de intercâmbio cultural. Frequentemente abre espaço para exposiçőes promovidas por embaixadas, com o intuito de divulgar a cultura de outros países junto à comunidade goianiense.

O Museu tem biblioteca aberta ao público, com cerca de setecentos volumes, entre livros, periódicos e catálogos. Na Escola de Artes Visuais há cursos de desenho, pintura, gravura e modelagem para todas as idades. O MAC promove palestras com artistas plásticos, bem como mostra de vídeos e filmes de caráter cultural.

[editar] Museu de Arte de Goiânia[48]

Sediado no Bosque dos Buritis - marco turístico da cidade - o Museu de Arte de Goiânia (MAG) foi inaugurado em 20 de outubro de 1970. Criado pela lei n º 4188, de 28 de agosto de 1969, é o primeiro museu público municipal de artes plásticas da região Centro-Oeste.

O MAG constitui-se uma instituição pública de caráter permanente, sem fins lucrativos. Tem como objetivos reunir e abrigar adequadamente as obras de seu acervo, além de estimular e divulgar a produção artística, visando promover o intercâmbio cultural.

O museu conta com três Salas de Exposição, uma delas localizada em outra sede, no SEPAC - Sala de Exposição do Palácio da Cultura, na praça Universitária, que também abriga o Museu de Escultura ao Ar Livre. Conta, ainda, com a Sala Amaury Menezes, reservada para as exposição do acervo, e a Sala Reinaldo Barbalho, para eventos e exposições. Além disso, o MAG possui setores de Intercâmbio e Exposições, Conservação e Restauração, Reserva Técnica e, na área de Ação Educativa, oficinas de artes plásticas e Biblioteca Especializada.

[editar] Museu Zoroastro Artiaga[49]

Com arquitetura em art-déco, estilo que marcou as construçőes de sua época, o Museu Estadual Professor Zoroastro Artiaga foi fundado em 1946 com acervo formado por documentos históricos, utensílios antigos, objetos relacionados aos índios do Brasil Central e peças artísticas. Seu nome presta homenagem ao primeiro diretor, que permaneceu no cargo até 1957 e posteriormente de 1964 a 1971, sendo responsável pela caracterizaçăo da instituiçăo, enquanto museu eclético.

Funcionando em prédio próprio, o museu é frequentado por um público bastante diferenciado que abrange estudantes, turistas, pesquisadores e a comunidade de um modo geral, em busca de informaçőes sobre aspectos históricos e culturais do Estado. Na parte térrea do prédio ficam as exposiçőes; administraçăo, reserva técnica, biblioteca e folclore se localizam na parte superior.

Em uma das alas estão expostas coleçăo de arte sacra, arte popular e objetos relacionados à história da Revoluçăo Industrial, intitulada como "Industrializados". Na outra ala fica uma exposiçăo de minerais e rochas característicos de regiőes do Estado, uma de artefatos indígenas, além de dioramas, um com aves nativas do cerrado, outro sobre mineraçăo e um terceiro referente a etnologia.

A seçăo de folclore estampa a riqueza da cultura do povo goiano, registrando a presença de material representativo das várias regiőes do estado. O descaroçador de algodăo, a roda e o tear remontam o visitante aos antigos mutirőes de fiandeiras. Roupas e máscaras lembram as tradicionais cavalhadas de Pirinópolis e Santa Cruz. O departamento de imagem e som com mais de mil discos em 78 rpm completa o acervo do museu num importante resgate da história dos goianos.

[editar] Museu Pedro Ludovico Teixeira[50]

A antiga rua 26, atualmente Dona Gercina Borges, abriga uma casa que faz parte da história do povo goiano. Lá morou o fundador da capital, Pedro Ludovico Teixeira, que iniciou sua construçăo em 1934, tendo concluído a obra em 1937. A arquitetura em Art-Déco, em voga na época, marca o prédio, até hoje conservado assim como o deixou seu proprietário.

Tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual, foi transformada em museu em 1987. Distribuído por toda a residência está o acervo, constituído de 1.836 peças. Săo porcelanas, mobiliário, vestuário, cristais e objetos de uso pessoal. Dois mil livros e oitocentos documentos originais datados dos anos vinte até a década de setenta, compőem a biblioteca particular de Pedro Ludovico. O acervo iconográfico contém 1.142 fotos, formando importante registro histórico.

Há ainda outra biblioteca, Antônio Borges Teixeira, que com seus 278 livros conta a história de Goiânia e do estado. O Museu passou recentemente por ampla reforma, conservando-se no entanto todo o seu acervo. O espaço permite a historiadores, estudantes, intelectuais, pesquisadores, jornalistas e curiosos fazer uma incursăo nas décadas de 30, 40, 50 e 60.

[editar] Museu Goiano de Pré-história e Antropologia[51]

Vinculado à Vice-Reitoria de Pós-Graduaçăo e Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, o Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia é muitas vezes confundido como o Museu de Antropologia. O Instituto busca difundir o conhecimento sobre o índio brasileiro e, como tal, coordena, desenvolve, orienta e executa estudos e pesquisas nas áreas de Antropologia, Arqueologia, Meio Ambiente e Educação.

O Instituto possui um grande acervo de fitas, fotos, vídeos, filmes, slides, livros, cartőes postais e peças. O material compőe exposiçőes da vida indígena através de sua cultura material e procura educar os visitantes sobre a importância das tradiçőes culturais para a sobrevivência dos índios.

Na Exposiçăo Etnológica observam-se adornos e ornamentos de índios do Xingu e Brasil Central. Săo 87 peças entre colares, brincos, tembetá, pentes, pulseiras, batoques, máscaras e ciciares, acrescidas de mais 43 instrumentos e utensílios como esteiras, cestas, arcos, flechas e vasos de cerâmica.

Um destaque é a coleçăo de 52 peças de bonecas karajá, retratando cenas da vida cotidiana daquela tribo. Sua expressăo de arte se manifesta nas bonecas feitas em cerâmica, denominadas ritxoň. A este acervo somam-se quinze outras coleçőes, também de bonecas, fabricadas por diferentes ceramistas, aquiridas pelo Instituto, perfazendo um total de 208 peças.

A Exposiçăo Fotográfica dispőe de cem pôsteres coloridos sobre os índios da Amazônia e do Brasil Central. As Arqueológicas contêm restos cerâmicos, de alimentos, pedaços de ossos de animais e humanos e peças fósseis. Eles contam a história dos caçadores, coletores e horticultores do Estado. Há ainda painéis de pinturas rupestres e fósseis de mamíferos e malacológicos.

O acervo do Meio Ambiente contém exemplares vegetais, palinoteca com coleçăo de lâminas de pólem e carpoteca contendo frascos de frutas do cerrado. A Biblioteca, recentemente inaugurada, é fruto de doaçőes e intercâmbios com outras universidades, museus, institutos e produçőes científicas das áreas de Etnologia, Arqueologia e ciências afins.

[editar] Música

Apesar de Goiânia ser conhecida no restante do país como a cidade das duplas sertanejas, não é a música sertaneja que está influenciando a maioria da população jovem e adulta da cidade. Existe uma heterogeneidade de estilos musicais e a música sertaneja não é a mais significativa como na década de 90. A música popular brasileira - MPB ganhou espaço, assim como o blues-rock, a bossa nova, o pop e principalmente o rock. Goiânia é hoje a cidade do rock Goiânia é uma cidade bastante eclética, realizando, além do Goiânia Noise, grandes eventos para o público sertanejo (Exposição Agropecúaria e Goiânia Rodeio Festival), shows de Axé Music (Micarê Goiânia, antigo Carna Goiânia), eventos esses que são tradição no mês de Setembro na capital goiana, e as raves e shows de forró são frequentes na capital.

Visão de prédios em um parque de Goiânia.
Antes da chuva (before the rain).jpg

[editar] Turismo

Apontada entre as sete cidades brasileiras com melhor qualidade de vida, Goiânia se orgulha de encantar seus moradores e visitantes. Projetada para 50 mil pessoas, a cidade hoje tem cerca de 1,3 milhão de habitantes, segundo dados do Censo 10 do IBGE, e se destaca também por seu desenvolvimento comercial. Possui oito shoppings centers, mais um está em construção, e 19 centros comerciais de menor tamanho, além de inúmeras concessionárias de veículos nacionais e importados e uma completa rede hoteleira e de clubes. Embora seja capital de um Estado com predominância econômica agropecuária, Goiânia também se destaca por possuir uma respeitável indústria de confecções.[52]

[editar] Pontos turísticos

São os seguintes Pontos Turísticos na capital Goiana:[53]

O parque mais central de Goiânia. Permite um passeio por entre as alamedas cercadas de árvores e centenas de pequenos animais.[54]

Abriga o Lago das Rosas e o Jardim Zoológico de Goiânia, uma grande área verde que serve de lazer para famílias nos finais de semana.[55]

É uma ampulheta de 5m de altura com quinhentas toneladas, que abriga terras de vários países.[56]

É o símbolo da cidade. Ao projetá-la, a artista plástica Neusa Moraes simbolizou a miscigenação das três raças: branco, negro e índio.[57]

  • Museu da Praça Universitária

Museu a céu aberto, iniciativa da prefeitura. Disponibiliza obras de arte de escultores goianos para visitação pública.[58]

Exibe e estimula a arte contemporânea. Inaugurado em 1988, são 500 obras expostas, além de promover mostras temporárias e eventos locais.[59]

  • Museu de Arte de Goiânia

Criado em 1969, tem mais de 600 obras de diversas categorias de artistas de expressão nacional e internacional.[60]

  • Museu Goiano

Instalado num dos prédios que compõem o conjunto arquitetônico da Praça Cívica. Tem como principal missão preservar a memória de Goiás.[61]

  • Painéis da Via Sacra

A maior galeria de arte a céu aberto do mundo, são 14 painéis de 10m por 4m de altura, retratando os principais momentos da paixão de Cristo, com total de 16 km de extensão.[62]

Composto por áreas de reflorestamento, lagos, prática de esportes, etc.[63]

  • Parque Mutirama

Parque de diversões popular, numa grande área verde, em cujo interior encontra-se o planetário.[64]

Localizado no coração da cidade, tem um lago cercado por área verde, onde centenas de aves convivem tranquilamente.[65]

Situado no Jardim Goiás, próximo ao estádio Serra Dourada, o Parque Flamboyant Lourival Louza foi construído numa área de mais de 125 mil metros quadrados e possui dois lagos, pista para caminhada, pista para ciclismo e parque infantil, entre outras atrações.[66]

  • Feira Cora Coralina

Acontece aos sábados na tradicional Rua do Lazer. Tem o nome de uma das mais ilustres poetisas e doceiras do Estado. Mais específica para os apreciadores deste tipo de guloseima. No local são comercializados variados tipos de doces e salgados.[67]

  • Feira da Lua

Realizada nas noites de sábado na famosa Praça Tamandaré, o local apresenta os mais variados tipos de comida e produtos naturais. Conta com 930 expositores do setor de alimentos, artesanatos, produtos místicos e de recreação infantil.[68]

  • Feira do Doce, do Mel e da Natureza

Ocorre sempre nas tardes de domingo na Praça do Sol. A exemplo das outras tradicionais feiras da cidade, está repleta de comidas e bebidas naturais, além de produtos artesanais. Ao total, 252 expositores trabalham na sua realização.[69]

Instalada em um ponto histórico da cidade, a antiga estação ferroviária, com vista para a Maria Fumaça. Pode-se comprar objetos artesanais, calçados, comidas típicas e produtos importados espalhados pelas 5.954 barraquinhas. É a maior feira ao ar livre da América Latina.[70]

  • Praça Universitária

Ao circular toda a praça, o visitante encontra as principais universidades do Estado de Goiás e dessa capital: Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e Universidade Federal de Goiás (UFG).[71]

  • Bairro de Campinas

A formação da “ Campininha das Flores”, assim chamada pelos populares, teve início em 1810, muito antes da construção de Goiânia. Porém, na década de 30, o início da construção da nova capital de Goiás na região de Campinas fez com que a pacata cidade fosse aos poucos se transformando em um movimentado e tradicional bairro de Goiânia, o Setor Campinas.[72]

Nos prédios espalhados pela capital goiana, o estilo que inspirou arquitetos do chamado Velho Mundo também influenciou construtores de Goiânia. A cidade e seus pontos em Art Déco são os único patrimônios tombados pelo IPHAN – Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico no país.[73]

[editar] Bairros de Goiânia

Existem atualmente 453 bairros em Goiânia, sendo os mais importantes:[74]

Condomínios fechados:

Panorama de Goiânia.
Panorama de Goiânia.

[editar] Região Metropolitana de Goiânia

Monumento aos três marcos sobre o viaduto Latif Sebba.

Criada pela Lei Complementar nº 27 de 30 de dezembro de 1999 e, posteriormente, alterada pela Lei Complementar Estadual de número 78, aprovada em 25 de março de 2010 a Região Metropolitana de Goiânia - RMG - engloba vinte municípios, incluindo Goiânia. A RMG tem por objetivos principais "integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum dos municípios" que a integram. Conceituam-se funções públicas como aquelas que extrapolam o âmbito de apenas um município, passando a ser do interesse simultâneo de dois ou mais. É a região mais expressiva do Estado de Goiás quando se enumeram suas características, como: conter sua capital, cerca de 35% da população estadual, um terço de seus eleitores, cerca de 80% de seus estudantes universitários e aproximadamente 60% de seu PIB. Os 20 municípios que compõem a Região Metropolitana de Goiânia são: Goiânia, Trindade, Goianira, Santo Antônio de Goiás, Nerópolis, Goianápolis, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Aragoiânia, Abadia de Goiás, Caldazinha, Guapó, Bela Vista, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza e Terezópolis de Goiás. Os últimos sete municípios, a princípio, pertenciam apenas à Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (e não à região metropolitana), mas foram incluídos em redações posteriores da lei.[75]

Em seu conjunto, a Região Metropolitana de Goiânia não é uma região de elevados níveis agrícolas. Porém, alguns de seus municípios destacam-se em determinados produtos. Salienta-se o alho em Nerópolis, o tomate em Goianápolis e a jabuticaba em Hidrolândia. Como um todo, a Grande Goiânia não se evidencia na pecuária nacional. Todavia, Trindade possui o maior rebanho bovino da região. Goiânia, Nerópolis e Hidrolândia se destacam na avicultura.

Dados divulgados em 2000 pelo IBGE mostram que a Região Metropolitana de Goiânia possuía um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,812, o que fazia desta a décima quarta região metropolitana do país em qualidade de vida. Com a dissolução de seis regiões metropolitanas brasileiras em 2007, entretanto, a Região Metropolitana de Goiânia ascendeu para a nona posição na lista. O IDH da região é um pouco mais elevado do que a média nacional (0,800).

Em relação a economia, a "Grande Goiânia" apresenta grande desenvolvimento, principalmente nos últimos anos. Com um Produto Metropolitano Bruto (PMB) estimado em R$27,8 bilhões (dados de 2008), a aglomeração urbana da capital de Goiás figura como a décima quarta região metropolitana mais rica do país, e efetivamente, a segunda mais rica da região Centro-Oeste brasileira, atrás apenas da Região Metropolitana de Brasília.

[editar] Transportes

Trecho da BR-060 entre Goiânia e Brasília.

Goiânia situa-se num importante entroncamento rodoviário brasileiro. A BR-153 corta a periferia da cidade, conectando-a ao norte e ao sul do país e se encontrando com a BR 060, que liga a cidade a Brasília, num extremo, e a Campo Grande, no outro, prosseguindo até a divisa entre Brasil e Paraguai. O transporte rodoviário inter-municipal faz-se principalmente a partir do Terminal Rodoviário de Goiânia, situado no Centro, utilizado por mais de 1,2 milhão de pessoas por mês. A cidade também conta com o Terminal Rodoviário de Campinas, e outros de menor porte. Do Aeroporto Internacional Santa Genoveva-Goiânia partem vôos regulares para quinze cidades brasileiras. A sobrecarga de passageiros levou a Infraero a iniciar a construção de um novo terminal de embarque e desembarque. Este terá uma área de aproximadamente 27.160 metros quadrados e capacidade de atendimento para 2,1 milhão de passageiros ao ano.[76]

Goiânia dispõe de algumas vias de circulação rápida, como a Marginal Botafogo, Marginal Cascavel, Perimetral Norte e a BR-153, porém o trânsito de veículos é congestionado em varias regiões da capital no horário de pico. O sistema de transporte público urbano é gerido em conjunto com as prefeituras das demais cidades da região metropolitana e com o governo estadual, restringindo-se a linhas de ônibus urbanos e semi-urbanos. O órgão responsável pela gestão do sistema é a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) formada pelo Consórcio das empresas que rodam na cidade. A cidade ainda conta com um sistema de BRT (Bus Rapid Transit), gerido pela estatal Metrobus, por onde passam aproximadamente 200 mil pessoas/dia, na avenida Anhanguera.

Como na maioria das capitais brasileiras, o transporte público é deficitário, tendo experimentando graves crises nos últimos anos. Umas das opções aventadas para a resolução do problema é construção de um ramal metroferroviário, para o qual já se encontra preparado um projeto desde pelo menos a década de 1980. Atualmente, a cidade tem investido na implementação de corredores preferenciais/exclusivos para ônibus e estuda um novo projeto de BRT no sentido Norte-Sul.

[editar] Relações internacionais

[editar] Cidades-irmãs

[editar] Consulados

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Capitais dos estados. Atlas Geográfico do Brasil. Página visitada em 1 de janeiro de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Estimativa Populacional 2011. Estimativa Populacional 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 06 de setembro de 2011.
  5. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Miragay, Júlio. A região de Brasília-Goiânia: Formação, problemas e potencialidades Corecon-DF.
  7. Rede Carreteiro. Rede de postos Goiânia. Página visitada em 8 de fevereiro de 2012.
  8. IBGE. Estimativa populacional 2011 - Goiás. Página visitada em 24 de outubro de 2011.
  9. Tabela 793 – População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007).
  10. PEREIRA, Alberto. "Arborizada e planejada, Goiânia se destaca por parques e museus". Folha de S. Paulo. 8 de maio de 2009.
  11. (em português) BIASETTO, Daniel e AMARO, Mariana. "As Cidades que são Numero". Veja. 23 de julho 2008.
  12. CHAIM, M. M. Aldeamentos Indígenas (Goiás 1749-1811). Segunda edição. São Paulo: Nobel, 1983. p. 48
  13. a b c Quintela, Antón e Castro, Luciana (2007). Goyania = Goiânia, de poema a topônimo Revista UFG. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  14. a b c d e f g h i j k l m Cintra, Marileusa (24 de março de 2010). História de Goiânia Portal da Prefeitura de Goiânia. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  15. a b c d e f g Instituto Goiano de Radiologia. História de Goiânia. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  16. a b c d e f g h i j Histórico - Goiânia (GO). IBGE (n/d). Página visitada em 24 de outubro de 2011.
  17. CHAUL, Nasr. A construção de Goiânia e a transferência da capital. 2. ed. Goiânia: Ed. UFG, 1999. 170p. ISBN 85-7274-146-1.
  18. a b c Arrais, Tadeu e Pinto, José. Integrar para segregar: uma análise comparativa do tecido urbano-regional de Goiânia e Brasília X Coloquio Internacional de Geocrítica. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  19. a b Fórum EJA Mato Grosso. Diagnóstico da EJA no Estado de Goiás. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  20. a b Armazém de Dados da Prefeitura do Rio de Janeiro. População residente das capitais, segundo os municípios. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  21. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Contagem da População - 1996. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  22. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados: Goiás - IBGE Censo 2010. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  23. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sinopse do Censo Demográfico 2010 - Goiás. Página visitada em 4 de setembro de 2011.
  24. Cf.: UNES, Wolney. Identidade Art Déco de Goiânia. São Paulo: Ateliê Editorial; Goiânia: Ed. UFG, 2001, 200 p. ilus. ISBN 85-7480-090-2.
  25. Brasil Escola. O Acidente radioativo em Goiânia. Página visitada em 5 de março de 2012.
  26. Cf.: RODRIGUES; Jociano Martins. Dinâmica populacional de Goiânia: o crescimento das regiões na década de 1990
  27. A redação. Goiás é 12º estado e Entorno 5ª maior região do país. Página visitada em 6 de março de 2012.
  28. Apolo 11. Goiânia (GO) -Latitude, Longitude e dados geográficos da cidade. Página visitada em 6 de março de 2012.
  29. Portal da Prefeitura de Goiânia. Características de Goiânia. Página visitada em 6 de março de 2012.
  30. IBGE. Goiânia - GO. Página visitada em 6 de março de 2012.
  31. Ache tudo e região. Localização de Goiânia GO. Página visitada em 6 de março de 2012.
  32. Observatório das cidades. Como anda a Região Metropolitana de Goiânia. Página visitada em 6 de março de 2012.
  33. Prefeitura de Goiânia. Região Metropolitana. Página visitada em 6 de março de 2012.
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  35. Seplan. Destaques fora da Região Metropolitana. Página visitada em 6 de março de 2012.
  36. Sua Pesquisa. Cidade de Goiânia. Página visitada em 5 de março de 2012.
  37. Universidade Federal de Goiás. Boletim Goiano Geografia. Página visitada em 6 de março de 2012.
  38. Goiânia - No Coração do Brasil. Agressões ao Ribeirão João Leite. Página visitada em 6 de março de 2012.
  39. Cf.: BORGES, Raphael de Oliveira ; NEVES, C. ; CASTRO, S. S. . Delimitação de Áreas de Preservação Permanente determinadas pelo relevo:aplicação da legislação ambiental em duas microbacias hidrográficas do estado de Goiás. GEO-GRAFIAS, v. 4, p. 7-14, 2008.
  40. a b Prefeitura de Goiânia. Dados Gerais. Página visitada em 5 de março de 2012.
  41. Erro de citação Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas dados_geraispref
  42. a b c d e f http://www.estadao.com.br/especiais/mapa-da-miseria-e-da-desigualdade-economica-no-brasil,141007.htm
  43. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Banco de Dados: Cidades
  44. Globo Esporte. Triste realidade: veja o que espera o Vila Nova na Série C do Brasileirão. Página visitada em 5 de março de 2012.
  45. Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás. Página visitada em 14 de março de 2010.
  46. Museu de Ornitologia de Goiânia. Página visitada em 14 de março de 2010.
  47. Museu de Arte Contemporânea de Goiânia. Página visitada em 14 de março de 2010.
  48. Museu de Arte de Goiânia. Página visitada em 14 de março de 2010.
  49. Museu Zoroastro Artiaga. Página visitada em 14 de março de 2010.
  50. Museu Pedro Ludovico Teixeira. Página visitada em 14 de março de 2010.
  51. Museu Goiano de Pré-história e Antropologia. Página visitada em 14 de março de 2010.
  52. Goiânia Turismo.
  53. Goiânia=Pontos Turísticos.
  54. Goiânia=Bosque dos Buritis.
  55. Goiânia=Horto Florestal.
  56. Goiânia=Monumento a Paz.
  57. Goiânia=Monumento às Três Raçaz.
  58. Goiânia=Museu Praça Universitária.
  59. Goiânia=Museu de Arte Contemporânea.
  60. Goiânia=Museu de Arte de Goiânia.
  61. Goiânia=Museu Goiano.
  62. Goiânia=Painéis Via Sacra.
  63. Goiânia=Parque Areião.
  64. Goiânia=Parque Mutirama.
  65. Goiânia=Parque Vaca Brava.
  66. Goiânia=Parque Flamboyant.
  67. Goiânia=Feira Cora Coralina.
  68. Goiânia=Feira da Lua.
  69. Goiânia=Feira Doce, do Mel e da Natureza.
  70. Goiânia=Feira Hippie de Goiânia.
  71. Goiânia=Praça Universitária.
  72. Goiânia=Bairro de Campinas.
  73. Goiânia=Construções em Art Déco.
  74. Dados de Goiânia. Página visitada em 22 de novembro de 2008.
  75. LEI COMPLEMENTAR Nº 27, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1999.
  76. Infraero. Aeroportos Brasileiros. Aeroporto de Goiânia. Página Inicial
  77. Guimarães, Pedro Wilson, Machwirth Hans Jürgen. "Parceria de cooperação entre Goiânia e Idar-Oberstei". Cidade de Goiânia / Cidade de Idar-Oberstein. 24 de outubro de 2003.
  78. a b c d e f g h i j k Goiânia - DB City.com. Página visitada em 21 de novembro de 2011.
  79. http://pt.wikipedia.org/wiki/Uberaba#Cidades_irm.C3.A3s

[editar] Ver também

Bandeira de Goiás.svg A Wikipédia possui o Portal de Goiás.

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