Gonçalo Rodrigues Girão, mestre da Ordem de Santiago

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Gonçalo Rodriguez Giron)
Ir para: navegação, pesquisa
Símbolo da Ordem de São Tiago.

Gonçalo Rodrigues Girão (? - 1280) foi um nobre do Reino de Castela e o 17.º Mestre da Ordem de São Tiago.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi filho de Gonçalo Rodrigues Girão e de Teresa Arias Quesada. Os seus avós paternos foram Gonçalo Rodrigues Girão (morto em 1231), senhor de Frechilla e de Autillo de Campos, mordomo-mor do rei Afonso VIII de Castela e o fundador do Hospital de la Herrada. Os seus avós maternos foram Arias Gonçales de Quesada e Maria Froilaz. Casou com Elvira Dias de Castanheda, filha de Diogo Gomes de Castanheda e de Mór Álvares.

Entrou para a Ordem de Santiago e foi o comendador de Ocaña, do Reino de Leão e do Reino de Castela. Em 1274 concedeu foro ao municipio de Montiel. Em 1275 ocupou o cargo de Mestre da Ordem de Santiago em sucessão de Paio Peres Correia. Este mesmo ano assinou um acordo de privilégio em que entregava de por vida aldeias aos cavaleiros que as fundasem, impulsionado assim o repovoamento de áreas desabitadas e a fundação de novas localidades.

Veio a falecer em consequência feridas recebidas no Desastre de Moclín, nome com ficou conhecido a Batalla de Moclín ocorrida no dia 23 de junho de 1280, nas cercanias do municipio granadino de Moclín, onde perderam a vida mais de 2.800 homens, sendo na sua grande maioria membros da Ordem de Santiago. Foi sepultado no município de Alcaudete. [1] [2]

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Foi filho de Gonzalo Rodriguez Girão e de Teresa Arias Quesada. Casou com Berengária Martines, de quem teve:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nobiliário das Famílias de Portugal, Felgueiras Gayo, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989. vol. V-pg. 519 (Girões).
  • García Fitz, Francisco (2005). Universidad de Sevilla (ed.). Castilla y León frente al Islam. Estrategias de expansión y tácticas militares (siglos XI-XIII), 1ª edición, Madrid: Secretariado de Publicaciones de la Universidad de Sevilla. ISBN 84-472-0421-9.
  • González Jiménez, Manuel (octubre de 2004). Alfonso X el Sabio, 1ª edición, Barcelona: Editorial Ariel S. A.. ISBN 84-344-6758-5.
  • González Jiménez, Manuel (1991) «Relaciones de las Ordenes Militares castellanas con la Corona (siglos XII-XIII)» Historia, instituciones, documentos. n.º 18. pp. 209-222. Sevilla: Universidad de Sevilla: Departamento de Historia Medieval y Ciencias y Técnicas Historiográficas. ISSN 0210-7716. Consultado el 20 de marzo de 2010.
  • Ibáñez de Segovia Peralta y Mendoza, Gaspar; Marqués de Mondejar (1777). Joachin Ibarra (ed.). Memorias historicas del Rei D. Alonso el Sabio i observaciones a su chronica.
  • Lafuente Alcántara, Miguel (2008). Historia de Granada, comprendiendo la de sus cuatro provincias. Tomo I. Valladolid: Editorial Maxtor. ISBN 84-9761-505-0.
  • Torres Fontes, Juan (1977) «La Orden de Santa María de España» Miscelánea medieval murciana. Vol. 3. pp. 73-118. Murcia: Universidad de Murcia. ISSN 0210-4903. Consultado el 20 de marzo de 2010.
  • de Salazar y Acha, Jaime (1989) «Los descendientes del conde Ero Fernández, fundador de Monasterio de Santa María de Ferreira de Pallares» El Museo de Pontevedra. n.º 43. ISSN 0210-7791, pp. 67-86.

Referências

  1. Salazar y Acha (1989) p.82
  2. Lafuente Alcántara, Miguel (2008). Historia de Granada, comprendiendo la de sus cuatro provincias. Tomo I. Valladolid: Editorial Maxtor, pp. 340. ISBN 84-9761-505-0.