Gorjeta

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Em alguns locais a gorjeta pode superar o salário efetivo de garçons e carregadores.

Gorjeta é um dinheiro pago a um funcionário por um bom serviço.[1] Porém para além das gorjetas espontâneas pagas diretamente pelos clientes aos funcionários, normalmente como reconhecimento dos bons serviços que lhes foram prestados, também são considerados como gorjeta a porcentagem opcional inclusa na conta e cobrada aos clientes para pagamento dos funcionários. Nesse caso o empregador fica com a obrigação de guardar e repartir esse dinheiro integralmente aos empregados.

A divisão dos valores recebidos será de acordo com as regras fixadas e estipuladas, em contrato de trabalho, regulamento interno da empresa, ou ainda, no instrumento coletivo de trabalho da respectiva categoria, não sendo permitida a cobrança ou retenção a qualquer título sobre tais valores pelo empregador. O cliente não pode ser obrigado a pagar gorjeta, caso seja então não se trata de gorjeta.

Lei[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a gorjeta é prevista pela Consolidação das Leis do Trabalho, no art. 457 e seu § 3º, e compreende tanto as importâncias pagas voluntariamente pelo clientes, como as cobradas pelos estabelecimentos como adicional nas contas. Para evitar abusos, a cobrança pelos estabelecimentos deverá estar prevista nas convenções ou dissídios coletivos de trabalho, garantindo a integral transferência dos valores arrecadados aos empregados.[2]

Art. 457. Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.

§ 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.

§ 2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedem de cinqüenta por centro do salário percebido pelo empregado.

§ 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas a qualquer título, e destinada à distribuição aos empregados.

Sendo assim cabe um processo trabalhista caso o empregador não deixa a gorjeta aos funcionários.

Profissionais[editar | editar código-fonte]

É comum dar gorjeta ao bom serviço de:

  • Garçons de restaurantes e lanchonetes;
  • Carregadores de malas;
  • Taxistas;

Em alguns lugares também se oferece gorjeta a:

  • Cabeleireiros e barbeiros;
  • Manicures e pedicures;
  • Mecânicos.

É importante entender que gorjeta é diferente de esmola, uma vez que a gorjeta é dada em função de um serviço bem prestado ou da satisfação do cliente.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A etimologia da palavra gorjeta refere-se a garganta e ao canto das aves (gorjear). Estava associado a pagar o dinheiro de uma bebida após um serviço cansativo, especialmente no francês pourboire que significa "para beber". [3]

Outra aplicação do prefixo "gorje" que torna mais fácil a compreensão de seu uso está no início do conhecido poema "Canção do exílio" de Gonçalves Dias:

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá."

Dessa vez, referindo-se ao som ou canto que as aves emitem com a garganta.

Quantidade recebida[editar | editar código-fonte]

Existem algumas técnicas que podem ser usadas pelos funcionários para ganhar maior gorjeta[4] :

  • Toque gentil (+11 a 14%)
  • Abaixar ao conversar (+12 a 17%)
  • Entregar uma bala por cliente (+15 a 17%)
  • Entregar balas extras (+23%)
  • Passar alguns minutos explicando o funcionamento da televisão, abrir as cortinas e oferecer balde de gelo (+49%)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Leis brasileiras sobre gorjeta Como tudo funciona: Gorjeta]

Referências