Gota d'Água

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Gota d'água é o título da peça teatral (drama), de autoria dos escritores brasileiros Chico Buarque e Paulo Pontes, escrita em 1975 e publicada em livro homônimo, em 1975, pela editora Civilização Brasileira.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A idéia foi originalmente derivada de um trabalho de Oduvaldo Viana Filho, que adaptara a peça grega clássica de Eurípedes sobre o mito de Medeia, para a televisão, e à memória do qual foi dedicada.[1]

No teatro permanece a censura. Para liberar a peça, Paulo pontes teve que negociar alguns cortes. Ainda assim, foi sucesso de público e de crítica. A peça foi premiada com o Prêmio Molière que os autores recusaram em sinal de protesto contra a proibição, no mesmo ano, de obras de outros autores, como O abajur lilás, de Plínio Marcos e Rasga coração, de Oduvaldo Vianna filho.[1]

No prefácio do livro os autores registram:

"O fundamental é que a vida brasileira possa, novamente, ser devolvida, nos palcos, ao público brasileiro. Esta é a segunda preocupação de Gota d'Água. Nossa tragédia é uma tragédia da vida brasileira."

A montagem original contou com coreografia de Luciano Luciani, cenografia e figurino de Walter Bacci e direção musical de Dori Caymmi, sendo que a direção geral foi de Gianni Ratto.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Joana - protagonista, amante de Jasão, com quem tem dois filhos;
  • Jasão - malandro, compositor de sambas;
  • Creonte - empresário artístico;
  • Egeu - velho, dono de oficina.
  • Alma - filha de Creonte, casa-se com Jasão.
  • Corina, Zaíra, Estela, Maria, Nenê - comadres lavadeiras.
  • Cacetão
  • Galego
  • Xulé
  • Boca Pequena - fofoqueiro, intrigante.
  • Amorim
  • Filhos (1 e 2)

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Dividida em dois atos, A Gota d'Água espelha uma tragédia urbana, banal nos grandes centros, nas favelas do Rio de Janeiro, onde está ambientada; os sets retratam um botequim, local de encontro dos homens e, ao lado, o set das lavadeiras, onde as personagens femininas conversam. No set da oficina, está o velho Egeu, e onde passam alguns amigos.

Retrata as dificuldades vividas por moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-Dia, que na verdade são o pano-de-fundo para o drama vivido por Joana e Jasão que, tal como na peça original, larga a mulher para casar-se com Alma, filha do rico Creonte.

Sem suportar o abandono, e para vingar-se, Joana mata os dois filhos e suicida-se. Na cena final, os corpos são depositados aos pés de Jasão, durante a festa do seu casamento.

Elenco da montagem original[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Homem, Wagner "Histórias de Canções: Chico Buarque: 1975 - E qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d'água.", páginas 131-132. Editora Leya. São Paulo (2009)
  2. Memorial Norma Suely


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