Grés

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Um prato de cozinha de Fredrika Runeberg.

Grés (português europeu) ou grês (português brasileiro) é um material feito a partir de argila de grão fino, plástica, sedimentária e refratária - que suporta altas temperaturas, como a cerâmica. Vitrificam entre 1150 °C - 1300 °C. Nelas o feldspato atua como material fundente.[1]

As argilas utilizadas na sua composição não são tão brancas ou puras quanto as de porcelana o que possibilita uma gama de cores. Após a queima tornam-se impermeáveis.[1]

Grés porcelânico[editar | editar código-fonte]

[carece de fontes?]
O adjectivo porcelânico, acrescentado ao substantivo grés e derivado do substantivo porcelana, é a melhor forma de definir e entender no que consiste este produto. Revendo a história do desenvolvimento tecnológico da porcelana na Europa, pode-se concluir que existiam vários tipos de porcelana, e ainda que se tratasse de uma denominação muito genérica, basicamente a porcelana mais generalizada era denominada ‘triaxial’, pois era realizada a partir de pastas de quartzo, feldspato e caulino. Consequentemente, e no sentido estrito grés porcelânico seria aquele que se formula com critérios de composição muito semelhantes aos da porcelana, i.e., misturas de areias de quartzo ou feldspáticas, feldspatos e argilas com um alto teor em caulino.

No que respeita à sua estrutura, a maior parte daquelas porcelanas ‘triaxiais’ são formadas por uma rede tridimensional de cristais alargados e extremamente pequenos de uma fase cristalina denominada mulite, um vidro com origem na fusão dos componentes feldspáticos que aglomera os cristais de mulite e o quartzo residual. O grés porcelânico (ou grés porcelanato) nasceu nos anos 80, como um produto de altas prestações técnicas, caracterizado por se aproximar, mais do que nenhum outro produto cerâmico, do conceito de rochas, ou pedra natural.

É um produto vitrificado em toda a sua massa e apresenta como característica essencial uma porosidade extremamente baixa, que lhe confere excelentes propriedades mecânicas e químicas, resistente à geada, logo bastante útil para uso como pavimento ou revestimento exterior em zonas frias. Tem, ainda, uma grande resistência ao ataque de agentes químicos e produtos de limpeza e uma boa resistência à abrasão.

O desenvolvimento deste produto com as propriedades tecnológicas requeridas para responder às aplicações e solicitações atualmente colocadas pelo sector da construção, depende da evolução das reações que se dão durante a cozedura (a 1200-1300º C) no sentido de se formarem cristais de mulite de uma forma extensa e uniforme pela matriz cerâmica. Face às características micro-estruturais inerentes a este tipo de materiais, as temperaturas de cozedura a utilizar, face aos materiais convencionais, têm de ser necessariamente mais elevadas.

Referências

  1. a b http://www.porcelanabrasil.com.br Porcelana Brasil

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